E-mails ganham nova função

Empresas e profissionais usam a ferramenta para fazer marketing viral

Antigamente, a recomendação de um bom produto ou serviço era dada por um ou outro amigo, numa conversa informal. De uns tempos para cá, o avanço da tecnologia, principalmente da internet, tem dado uma dimensão planetária a essa prática, tão somente conhecida por divulgação boca-a-boca. A facilidade atual de enviar e-mails, construir sites ou blogs e disseminar vídeos deu origem ao que passou a ser chamado de marketing viral.

Nessa nova tendência, a informação corre pela internet como um vírus, passando de uma caixa postal à outra. Só que, como tal, essas informações podem ser nocivas a um empreendimento — caso sejam usadas sem critério. O consultor de internet Conrado Adolpho explica que, para que a prática funcione, é preciso criar um conteúdo atraente. A idéia é despertar, nas pessoas, a vontade de passar a mensagem adiante.

— Em primeiro lugar, é preciso saber muito bem quem são seus clientes e do que gostam, para não errar na mensagem. É preciso descobrir o que as pessoas acham divertido, mexer com o lado emocional delas.

Cliente especial dá início à corrente pela internet

Adolpho recomenda que os empresários descubram, em seus bancos de dados, os clientes que chama de “alfas”: eles serão os primeiros a receber os e-mails. Na maior parte dos casos, são clientes de longa data, que têm identificação com o produto ou o serviço. 0 consultor recomenda, também, a escolha desses consumidores especiais pela extensão da rede de contatos deles.

Escolhidos, segundo Adolpho, eles deverão ser os primeiros a receber informações de promoção, gincana, concurso ou alteração no site da empresa. Por outro lado, os “embaixadores” da marca devem ser recompensados: podem, por exemplo, ser chamados para uma visita à fábrica. Receber dinheiro, jamais: as finanças devem ficar de lado, diz.

— Cada produto envolve uma estratégia diferente. A BMW criou um departamento exclusivo para a produção de filmes veiculados na internet porque descobriu que seus clientes gostavam do carro e de cinema — diz ele. — Se fosse o caso de um fabricante de lápis, por exemplo, creio que um blog seria mais eficaz, já que o produto é mais simples.

Entretanto, é preciso tomar cuidado para não se tornar um chato, acrescenta o consultor:

— Há uma diferença sutil. E o marketing viral pode trabalhar contra a empresa e virar uma mala-direta inconveniente. Por isso, a boa escolha do conteúdo é fundamental.

Técnica ajudou arquiteta a fazer oito orçamentos

A arquiteta Rachel Marques de Sá é uma das adeptas do marketing viral: há três anos, ela envia regularmente e-mails com fotos de projetos seus para alguns clientes especiais. No último, ela os avisou sobre o projeto da “Sala multifuncional”, um ambiente de 21 metros quadrados na recém-encerrada mostra Morar Mais por Menos:

— Muita gente foi visitar o espaço por causa do e-mail. A partir disso, fui chamada para fazer oito orçamentos. Também recebi e-mails de pessoas que visitaram meu site.

fonte: Mercado Competitivo

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