Tipologia. Quando as letras falam.

No gráfico
Tipografia, tipos, fontes, fonte digital, família, itálico, negrito, caixa alta, caixa baixa, bold, etc.

Quem trabalha com propaganda, design e áreas afins conhece todos esses termos ou pelo menos já ouviu falar deles. Referem-se a algo que pode ser descrito como a espinha dorsal de um trabalho gráfico e que tem, no mínimo, a idade da linguagem escrita: a tipologia.

O que é ?
É uma arte refinada e complexa, que se dedica ao desenho das letras, números e sinais que constituem nosso “alfabeto”. Mas também é o estudo, nomenclatura, classificação em estilos e normalização dessa arte. E também é caracterizado como o trabalho de combinar de maneira coerente os diversos tipos existentes, de modo a tornar uma mensagem clara, legível e atraente.

Deve-se ressaltar que além de uma arte, a tipologia é também um negócio: existem empresas e designers especializados na criação, venda e distribuição de tipos (ou fontes) e também associações internacionais que estabelecem normas e conceitos do uso adequado da tipologia, promovendo eventos, concursos, debates, etc.

Para quê serve ?
Os tipos são usadas não apenas para comunicar, mas também para traduzir idéias, sensações, emoções, enfim, para “falar” através da escrita.

Existem tipos clássicos, divertidos, elegantes, pesados, leves, sérios, técnicos, instáveis, confusos, uma grande variedade de desenhos e estilos que se prestam para variadas formas de comunicação.

O uso da tipologia revela-se como crucial, em uma anúncio vale principalmente do texto para se comunicar, e para isso é preciso saber como e porquê usar essa ou aquela fonte e onde posicionar o texto para obter o melhor resultado.

Fazer o anúncio funcionar adequadamente é o principal papel da tipologia: seu uso correto possibilita um desempenho melhor em termos de legibilidade e destaque entre os demais.

Cuidado com o amadorismo
Uma das maiores preocupações, tanto entre designers, publicitários quanto arquitetos e ambientalistas, é o problema da poluição visual nas grandes cidades. Para isso, o uso indiscriminado e amadorístico da tipologia em placas, banners, faixas, outdoors, cartazes, pichações etc. tem contribuído de maneira drástica, muitas vezes denegrindo o valor dessa arte milenar.

autor: Fernando Bem
fonte:www.bencom.com.br

Posted in:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *