7 coisas que eu diria para todo freelancer

  1. 7 coisas que eu diria para todo freelancer




Para alguns, a decisão de partir para a vida de freelancer é um passo planejado. Para outros um ato de rebeldia. Há aqueles, ainda, que são jogados nessa situação sem escolha.

Apesar de histórias diferentes, todos os freelancers compartilham das mesmas dificuldades quando começam suas carreiras. E, infelizmente, muitos falham, cometendo os mesmos erros dos que falharam antes deles.

Em parte isso acontece porque muitos avançam bravamente nesse desafio sem um guia, alguém para mostrar o caminho das pedras. Quão mais fácil seria ter os conselhos de alguém que tentou e teve sucesso, não?

Nada de citações inspiradoras ou frases motivacionais. Aqui estão 7 conselhos práticos para você ter sucesso em seu trabalho como freelancer.

1. Ser Freelancer não quer dizer finanças instáveis

O mundo ao nosso redor é mais simples quando você tem a certeza de que todo dia 15 e 30 seu saldo bancário estará (espera-se) positivo.

Não é tranquilizante? Saber que se você não faltar no trabalho e tiver um desempenho adequado, sua empresa garantirá que você poderá pagar o aluguel, as roupas novas e a mensalidade da faculdade?

Você pode parcelar compras, quem sabe financiar um carro. E ainda sobra um pouco todo mês para guardar para uma viagem.

Agora, como freelancer, isso acaba. Você nunca tem certeza de que receberá de clientes no mês que vem, quem dirá a cada quinze dias. Um ano que começou muito bem pode se tornar um fiasco de um mês para o outro, como se a economia tivesse se voltado contra você.

Financiamentos podem ser difíceis. Gastos frívolos se tornam decisões que o consomem por semanas. Talvez você até pare de pagar sua aposentadoria.

Mas quer saber? É libertador.

Essa instabilidade deve ser vista como a oportunidade para tomar as rédeas de suas finanças. Uma chance de não se deixar mais levar pela facilidade de conseguir crédito ou parcelar coisas que você nunca realmente precisou. De romper os paradigmas que o levam a acreditar que você está limitado a nada mais – e nada menos – do que seu salário.

Esqueça os empréstimos, você é seu banco agora. Esqueça os parcelamentos também, você vai pagar mais barato à vista. É hora de conseguir mais e se preocupar menos.

Imagine não precisar se preocupar com a data de vencimento da fatura do cartão. Não ter que viver de salário em salário. Ter a segurança de que, mesmo que tudo de errado, suas finanças são tão sólidas que você não seria afetado.

Não é mais tranquilizante do que os pagamentos quinzenais?

Pode parecer contraditório, mas a falta de estabilidade nas receitas não quer dizer falta de estabilidade nas finanças.

Com um planejamento financeiro adequado, você poderá criar uma estabilidade financeira muito mais saudável do que a que teria com qualquer salário. Como? Continue lendo.

2. Aja como uma Empresa

Você não é mais João, o Webdesigner. Esqueça isso. Decida que agora você é uma empresa. João’s designs. Agência John. Webjão. O que você preferir.

Por que fazer isso? Porque sua receita não é lucro. Não se deixe esquecer disso.

A transição de assalariado para autônomo traz responsabilidades antes não previstas. O salário, afinal, já vinha com os impostos devidos deduzidos. Era seu para gastar, certo?

Acontece que agora o que entra na sua conta não é totalmente seu. Parte é do governo e você será cobrado. Parte é do fornecedor que você ainda não pagou. Parte terá que pagar as contas de luz e internet que o permitirão conseguir o próximo pagamento.

E o restante? Também não é seu. É da sua empresa.

E o que sobre pra você? O salário adequado que você determinar, de acordo com seus gastos mensais e o fluxo de caixa do seu negócio.

Mas e aquele mês tão feliz quando sua receita foi 3x o salário que tinha antes? Caramba, 3 meses em um só! Hora de dar entrada no carro novo, não é?

Não! Esse dinheiro não é seu, lembra? É do governo, do fornecedor, da companhia de energia e, depois, da sua empresa. Seu salário não muda.

Mas qual é a graça disso? Qual é a graça de trabalhar, conseguir resultados ótimos, e ganhar apenas o que você precisa para um mês normal?

A graça é continuar ganhando o que você precisa para um mês normal, mesmo quando você não tiver receita por três meses.

Parece justo, não?

E um bônus, quando a receita do mês superar as expectativas? Ok, é legal se recompensar. Mas meu conselho é deixar isso para o fim do ano, ou pelo menos do semestre.

Se você pode receber mais quando o negócio vai bem, não faria sentido receber menos quando o negócio vai mal? Você não precisa, nem deve fazer esse ajuste mês a mês. Avaliar seu negócio a cada seis meses ou um ano fornecerá uma visão muito mais clara de como as coisas estão indo.

Então, no final desse período escolhido, avalie seus resultados. Seu lucro foi muito maior do que o esperado e não serão necessários novos investimentos? Ok, retire seu merecido bônus.

3. Crie uma conta bancária separada

A melhor forma de separar claramente suas finanças das finanças de sua empresa é separar elas de verdade.

Se você tem um CNPJ para emissão de nota fiscal (algo que você deveria ter), aproveite para abrir uma conta como pessoa jurídica. Se não tiver a opção, pelo menos abra uma conta separada para seus negócios.

Receba todas as suas receitas por essa conta. Pode parecer simples, mas essa medida ajuda demais. Enxergar o saldo bancário da empresa separado do seu próprio saldo ajuda a tomar decisões mais frias sobre o que sua empresa pode pagar e o que não pode.

Fora isso, ter o nome da sua empresa como titular da sua conta sempre pega bem.

4. Tenha Orgulho da sua Flexibilidade

Quer saber? Não tem nada de errado em não gostar de acordar cedo.

Seu trabalho permite que você vá no cinema no meio da tarde de segunda? Parabéns, isso é demais.

Você se organizou tão bem que pode tirar férias e viajar a cada três meses? Polua a timeline dos seus amigos com fotos na praia com muito orgulho.

Você trabalha muito e enfrenta muitas incertezas para conseguir esses privilégios. Você não tem férias remuneradas. Você não tem vale refeição. Você não recebe rescisão se seu cliente desistir de você. E se sua empresa pode pagar seu salário mesmo nos meses sem receita, é só porque você conseguiu tornar ela sólida a esse ponto.

Então, nada mais justo do que aproveitar os aspectos bons desse modelo de trabalho. Aliás, essa é a coisa mais saudável a se fazer. Muitos freelancers iniciantes prejudicam sua saúde e sanidade tentando trabalhar 16 horas por dia, seja pelo medo de que tudo dê errado ou para passar uma imagem respeitável para seus parentes e colegas.

Mas a verdade é que trabalhar demais não traz resultados melhores. Se você estiver descansado e motivado, você é capaz de fazer em poucas horas o que levaria dias em um ritmo frenético de trabalho. Manter uma rotina abusiva só o desgastaria e tiraria o prazer de tudo que você está construindo.

Então, se você é uma das pessoas que funcionam melhor a noite, aproveite isso. Trabalhe até o sol nascer e durma até o meio dia. Contanto que você esteja disponível para seus clientes e cumpra suas promessas, você deve buscar fazer o que é mais saudável para você.

Agora, só porque você está indo bem e está feliz com seu estilo de vida equilibrado e suas finanças sólidas, você também não precisa ser chato e ficar se gabando com seus amigos, ok?

Você não precisa esfregar os confortos da vida de sua vida como freelancer na cara de todo mundo, mas você deve sim sentir orgulho de ter construído uma vida equilibrada.

5. Você não precisa cobrar barato

Ei, matemática básica. Se você trabalhar metade do tempo pelo dobro do valor, vai ganhar a mesma coisa, certo?

A questão é que normalmente acreditamos que um projeto caro é muito mais difícil de conseguir do que um projeto barato. Afinal, você com certeza já perdeu alguns projetos porque o cliente tinha propostas mais baratas, certo?

Mas a verdade é que você também já perdeu muitos clientes porque sua proposta era barata demais.

A decisão de seu cliente é baseada no que ele espera gastar e na confiança que cada fornecedor transmite. Simples assim.

Se seu cliente conhece as taxas do mercado, ele saberá o valor aproximado do quanto irá gastar para realizar algo antes mesmo de receber as propostas de fornecedores. Se ele não faz ideia, a primeira proposta que ele receber servirá como âncora para avaliar os outros preços.

Em ambos os casos, se você cobrar muito mais, estará fora. Se cobrar muito menos, também.

Mas se você transmitir confiança, se seu cliente estiver certo da qualidade de seu trabalho, você terá vantagem se seu valor for um pouco menor que a média, não é? Sim, é verdade. Mas se seu valor for um pouco acima da média, seu cliente pode estar disposto a pagar um pouco a mais porque confia em você.

No final das contas, isso exige conhecer o mercado e suas habilidades.

Se você ainda é iniciante na sua área e sabe que seu trabalho ainda pode melhorar, é interessante cobrar menos. Você terá a chance de ganhar mais experiência e, em pouco tempo, terá confiança para pegar projetos maiores e saberá como seu trabalho se compara ao dos outros.

Agora, se você já é um especialista, se seus clientes elogiam seu trabalho e a forma como você transmite segurança, não faz sentido continuar cobrando pouco e pegando projetos pequenos. A verdade é que você terá mais dores de cabeça e ganhará menos.

6. Você terá muitos chefes

Aquela história de empreender para ser seu próprio chefe não existe.

Um funcionário tem um chefe direto e alguns indiretos. Como freelancer, você passará a atender vários clientes. Cada cliente exigirá atenção e respeito. Você precisará dar satisfações e respeitar seus acordos e compromissos, é a única forma de ter sucesso como empreendedor. Cada cliente é um chefe.

Ou seja, você passará de ter um chefe para ter muitos chefes. Mas isso não é algo ruim. A relação entre você e seus chefes é bem diferente dos laços corporativos.

Como freelancer, só dirá respeito aos seus chefes o que você prometer a eles. Se você não quiser mais trabalhar com um deles, tudo bem. Você tem muitos outros. Nada de ser demitido. Nada de suportar alguém que o incomoda.

Pense por esse lado, sempre que vendemos algo temos um ou mais chefes. Até empresas que vendem produtos têm chefes: os consumidores que, mesmo que sem saber disso, ditam as tendências do mercado e o que exatamente a empresa vai produzir.

Sendo assim, abandone a noção de que não terá que dar satisfações para ninguém. Você precisará tratar seus clientes com o mesmo respeito e comprometimento que é esperado de qualquer profissional. Porém, contato que cumpra com sua palavra e seja transparente com seus mini-chefes, essa relação provavelmente será bem mais agradável que a tradicional.

7. Só contrate quem você puder pagar

Direto ao ponto: não é porque você não recebeu que seu fornecedor não vai receber.

Se você vai convidar outro profissional para trabalhar com você em um projeto, tenha certeza que sua empresa pode pagar ele mesmo que não receba nada do cliente.

Sim, a responsabilidade de assumir o risco de prejuízo é sua.

Quantas vezes você não deixou de receber porque seu cliente disse que o cliente dele não pagou? Parece justo? Seu cliente assumiu um compromisso com você e deveria honrá-lo mesmo que tenha prejuízo, certo?

Pois bem, pague seus fornecedores. Em dia. Se não puder assumir esse compromisso, não os contrate.

fonte: House of Work

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