Por enquanto não…

Você já parou para assistir aos programas do horário eleitoral obrigatório? Não? Eu também não. Juro que comecei até a me sentir culpado, afinal, tenho que participar da vida política do meu estado, do meu país. Não posso agir como um alienado, alguém que não está nem ai para o que os candidatos têm a dizer e coisa e tal. Mas sabe de uma coisa? Não tenho mais saco pra isso, de tanto ouvir promessas, planos de governos e blábláblá em geral, meus ouvidos se tornaram moucos, insensíveis à cantilena pré-eleitoral.Portanto, pra mim, não assistir aos programas eleitorais se tornou uma questão sanitária, porque nenhuma expressão os qualifica melhor do que “gratuitos”, no sentido de que não têm sentido, não têm qualquer nexo com a realidade.

Os que estão no poder pretendem nos fazer crer que habitamos o melhor dos mundos, que os nossos problemas são apenas uma questão de má-vontade nossa em não ver o quanto já melhoramos, o quanto eles, abnegadamente, já fizeram.

Os que aspiram ao poder se e’ntitulam “o novo”, como se o fato de serem novos na política fosse garantia de alguma coisa a não ser da falta de experiência. A sensação que fica, na maioria dos casos, é que só trocaríamos as moscas, mas a m….ficaria a mesma.

Ah, e tem as promessas, dezenas, centenas, milhares delas. Quem ainda se ilude com isso?

Penso que estaria na hora dos candidatos pensarem em estratégias novas de comunicação, começando por falarem e agirem honestamente. Mas ai, é pedir demais. Por exemplo, eu adoraria ouvir um candidato dizer: “Gente, a situação é a seguinte, não tem dinheiro para fazer tudo, resolver todos os problemas, por isso vou concentrar as prioridades do meu governo nas áreas da saúde, educação e segurança pública, o resto não esperem muita coisa. Vou resolver esses três problemas e por isso quero ser cobrado.” Pronto, não precisa mais. Não precisa prometer o céu na terra, basta prometer o factível, o essencial. E fazer. Imaginem só um presidente da República que resolvesse apenas esses três problemas. Seria o máximo.

Ainda não sei em quem vou votar, mas tenho certeza de que minhas dúvidas não serão tiradas nos programas do horário eleitoral obrigatório, pois como já sentenciava a sabedoria do velho Barão de Itararé: da onde a gente menos espera, daí mesmo que não vem nada!

Bom, pode ser que no mês que vem, quando a primavera chegar, eu esteja menos pessimista e consiga antever alguma esperança. Como diz resignado um amigo meu, cuja sogra tem esse nome: a Esperança é a última que morre!

autor: Julio Ribeiro
fonte: adonline

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