Celular será a grande mídia do futuro

Telefonia móvel cresce e, em breve, o setor estará preparado para o mobile marketing

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) revelou semana passada que o número de celulares habilitados no Brasil cresceu 21,08% em 2007. Foi o ano de maior sucesso da telefonia móvel no Brasil desde 1990, quando o serviço foi instalado. O País ultrapassou a marca dos 120 milhões de celulares habilitados. Os números mostram um mercado em franca expansão. Mas, apesar do seu alcance, o uso do celular como mídia ainda é incipiente no Brasil. Só que este cenário deve mudar nos próximos anos. Profissionais do mercado acreditam que esta será a grande mídia do futuro. “O celular é uma mídia nova, que tem muito para evoluir”, acredita Ricardo Cavallini, diretor de mídia da F/Nazca S&S. As operadoras ainda têm receio. O setor necessita amadurecer. “Estamos no começo dessa transição, mas é inegável que será um dos meios mais importantes se não for o mais”, avalia. Ele destaca que é necessário trabalhar a funcionalidade dos aparelhos, mas, mesmo assim, ressalta a amplitude do uso do celular como mídia. “Ele tem muitas frentes, desde a mais básica, com o vídeo publicitário, até o seu uso para ver vídeos que vai ser facilitado com a terceira geração e a TV digital. Só que levará um tempo para acontecer, os aparelhos ainda não estão aptos para isso”.

Ele acredita ainda que a TV Digital terá alta penetração no celular, o que mudará o perfil da audiência, quando, por exemplo, chegar na classe C, “com as pessoas assistindo à TV em seus celulares no ônibus, indo para o trabalho”. A internet no celular também evoluirá. “Todo o poder que o consumidor tem na internet, em casa, passará a ter na rua. Mais poderoso que levar as pessoas para a internet será levar a internet para as ruas com o celular”. Cavallini também destaca o uso do celular como interface no ponto-de-venda. “Já temos hoje muitas ações com bluetooth, mas ele permitirá que o consumidor fale com o ponto-de-venda, pague com o celular”.

Mudanças

A Oi já tem um sistema que permite o uso do celular como cartão de crédito. Cavallini diz que já existem outras iniciativas nesse sentido sendo desenvolvidas. Ele acha que 2008 ainda não será o ano do celular. “Mas acredito que muita coisa se consolidará para que vejamos mudanças em 2009, um ano que poderá ser muito bom para trabalharmos o mobile marketing como um todo”.

Para Alexandre Santos, sócio-diretor de tecnologia e projetos da Hello, Interactiv, vem aumentando o interesse dos anunciantes sobre a utilização dele como um canal de mídia. “Um dos principais argumentos das empresas dedicadas ao mercado mobile é que o celular é a única mídia que passa 24 horas com o usuário. Não deixa de ser verdade”. Para ele, a rápida evolução dos celulares faz com que se tornem um dispositivo de convergência, permitindo ao usuário acessar e-mails, vídeos, música e navegar na internet através de browsers html de onde quiser. No Brasil, ele destaca o uso do celular como mídia através do SMS para a participação e recebimento de conteúdo de promoções, sites WAP para promover produtos ou disponibilizar conteúdo e o bluetooth para distribuição de conteúdo.

“Os celulares também já são utilizados como meios de pagamento. É possível comprar ingressos pelo celular ou internet e receber no celular: quando se chega ao cinema, basta mostrar o celular ao atendente, que passa a leitora ótica sobre o visor para registrar o bilhete. Já estão em andamento testes para a compra de refrigerantes em Minas Gerais, assim como para o pagamento de táxi em São Paulo, como já é, por exemplo, em Nova York”. Ele também lembra que já existem empresas que estão testando o celular como mídia de oportunidade, baseado na localização do usuário. “Imagine: o usuário está passando em frente a um shopping, quando recebe uma mensagem SMS dizendo que, se ele for em determinada loja naquele exato local, terá 10% de desconto ao fazer suas compras”.

Mas, para ele, o celular se tornará um canal indispensável de mídia à medida que a base de aparelhos com recursos mais avançados cresça. Ele acha que com isso o celular se firmará mais e mais como um canal de mídia convergente. “Fazendo com que ele se torne um canal cada vez mais importante dentro do mix da comunicação”, conclui.

autora: Teresa Levin
fonte: Mercado Competitivo

Confira:
Guia de Mobile Marketing – Praesto
Vale a pena ler este guia, nele você encontrará, conceitos, tecnologia e cases de mobile marketing

2 Comentários

  1. Infelizmente Marcelo você esta com toda razão, ontem acabei entrando em um site muito bom e até recomendo pro pessoal que quer estar por dentro das informações sobre mobile marketing no mundo, é o MOBILE MARKETER (em inglês) mas vale a pena acompanhar as noticias e artigos que rolam por lá.

    Ontem li muitos artigos, materias e conceitos desta area em especifico e fiquei fascinada com as possibilidades que se tem para divulgar umproduto/marca de uma empresa, infelizmente o Brasil ainda tem moitoooo o que caminhar nesta área….as empresas não tem noção do “filão” que estão perdendo em investir nisso.

  2. Olá. O celular facilita a mídia e é um recurso poderoso que cada vez mais ganha espaço por oferecer convergência aos usuários. As opções de mídias podem ser desde uma simples mensagem de texto até mesmo vídeos publicitários e MMS..porem o Brasil é muito atrasado em tecnologia, vai demorar um pouco até a mídia através do celular ter um público considerável.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *