Marketing tribal

Esqueça a comunicação em massa. A internet nos trouxe de volta as tribos

“Por favor, me lidere!” – acredite ou não, tal frase representa o desejo da maior parte das pessoas. O homem é um ser social: queremos falar, ouvir, nos comunicar. Mais importante que isso, temos a necessidade de fazer parte. Simplesmente fazer parte. Não resistimos à ideia de pertencer a um grupo, cujas ideias sejam semelhantes às nossas. E, veja só, a maravilhosa internet nos deu uma bela ajuda: juntou, num único lugar, pessoas do mundo inteiro. Ótimo, eis a condição perfeita para que encontremos grupos de nosso interesse e nos tornemos parte deles, certo?

Felizmente não. Pois, inicialmente, todas essas pessoas que a internet uniu não passam de uma multidão. Um bando desorganizado, caótico. E ainda desejante de fazer parte. O que falta, então? Alguém que instaure a ordem na multidão, que a transforme numa tribo. É necessário um líder. Uma tribo, portanto, é exatamente o que todos procuram: um grupo de pessoas ligadas entre si, a um líder e a uma ideia. E o líder, uma peça chave, é alguém que, representando essa ideia, dá condições às pessoas se comunicarem e organizarem suas ideias. E é aí que você entra, meu caro leitor/leitora.

Posto de forma objetiva, vivemos numa época em que há excesso de informação, portanto, escassez de atenção. Um líder é seguido e ouvido, ele tem a atenção de seu grupo. Está começando a gostar? Liderando uma tribo, você terá o que todo comunicador quer. E com as ferramentas disponíveis na internet, qualquer um pode ser um líder. Basta começar. Para isso, alguns princípios vão ajudá-lo: Liderar é servir. Aquele chefe mandão não é um líder, é um chato. Para liderar o seu nicho você precisa trabalhar para os seus liderados. O líder transforma a multidão numa tribo. Como? Dando a ela um propósito (uma paixão) e condições para que as pessoas se comuniquem. O líder é um facilitador.

Sirva algo de graça agora, para cobrar por algo a mais depois. Interação. Esqueça o pedestal. Ou as portas da sua empresa. Para os membros da tribo, não basta que possam se comunicar entre si. Eles querem falar com você. E na web é muito fácil interagir: classicamente, blogs são ótimos. O Twitter, se usado corretamente, é uma mina de ouro. Já pensou em criar uma rede social? Uma espécie de Orkut, mas só do seu nicho? Pesquise no Google por “Ning”, uma ferramenta gratuita que lhe permite fazer isso.

Influência é consequência da liderança, não causa. A posição de líder deve ser conquistada. Você deve provar que trabalha para seus seguidores – e não o contrário. Os membros da tribo não são burros, são exigentes. Sirva algo mais! Prove que, acima de você, está o seu nicho, a paixão da tribo. Se for útil, aponte conteúdos alternativos (até de concorrentes). As pessoas ganham informação. Você ganha influência. Esqueça os compradores. Quantos fãs você tem? Como líder, é este o seu capital: seus fãs. São aquelas pessoas que você já consegue influenciar. A partir daí, comece a servir tudo o que você produz – e que vai ajudá-los, claro. Explore seu nicho: produza revista, newsletter, eventos, prêmios, álbuns de fotos, blogs, tutoriais, vídeos, cursos… Verticalize!

Em tempo: se essa abordagem faz algum sentido para você, invista no interessante livro Tribos – precisamos de um líder, de Seth Godin, um dos mais influentes e respeitados bloggers e marketeiros norteamericanos do momento. E aí, cacique, será que eu posso fazer parte da sua tribo?

autor: Gustavo Cardial
fonte: Portal da Comunicação

Posted in:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *