Workaholic: quando o trabalho vira vício

Nem sempre trabalhar demais é bom para os negócios, ou para os profissionais

Há quem diga que trabalhar demais está na moda, ou que dá status profissional, ou ainda os que batem no peito e dizem: “Estou há mais de três anos sem férias”, como se o fato de trabalhar sem parar fosse minimamente saudável. Pois bem, os especialistas dizem que não é!

A terapeuta comportamental Joana Modena Nahim fala: “Tudo em demasia é ruim. Alguém que trabalha demais pode ser classificado como workaholic, ou viciado em trabalho. É quando a pessoa se desliga de tudo o mais só para trabalhar. E como qualquer vício, ele serve para ocultar aquilo que não conseguimos resolver em outras áreas da vida”.

Joana alerta que esse comportamento, de escolher o trabalho, deixando de lado os cuidados com a vida pessoal, podem parecer interessantes em um primeiro momento, “especialmente para profissionais que trabalham com remunerações variáveis. Isso estimula o aumento no número de horas trabalhadas. Entretanto o excesso, como em qualquer vício, cobra a conta depois”, diz ela atentando que vícios podem tornar-se outras doenças.

“Afastar-se do vício do trabalho é tão difícil quanto parar de fumar ou beber. O workaholic provavelmente precisará de terapias que o ajudem a colocar suas prioridades em foco novamente”.

Dicas para identificar tendências de um workaholic:

1. Dificuldades em comunicar-se com a família; autoridade e respeito obtido via discussões tensas;

2. Família afetivamente distante, e/ou afetivamente carente;

3. Diminuição do conhecimento sobre o cotidiano dos filhos, esposa/marido e amigos (você é o último a saber, ou descobre os fatos só depois que já ocorreram e foram resolvidos sem sua ajuda);

4. Diminuição do número de amigos e da frequência com que os vê, acompanhado ou não por reclamações sobre sua ausência (“sumido, hein?”) ou por desistência de lhe procurarem;

5. Diminuição do conhecimento e/ou participação em atividades não-profissionais de sua preferência, como leitura de livros (que não tenham a ver com o trabalho), ida a cinema, teatro, exposições, esportes, e assim por diante;

6. Sinais de fadiga física (alterações no sono, no apetite e no humor, stress, gastrite, aftas, dores nas costas, diminuição da capacidade de concentração).

autora: Rita Palladino
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