Produtividade interpessoal: como delegar, apoiar e trocar para obter grandes resultados

Exercida de cima para baixo nas organizações, a pressão do mundo do trabalho vem tornando cada vez mais longínqua a possibilidade de sermos individuais ou independentes, apesar de sermos constantemente cobrados pela nossa sociedade nesse sentido. Como conciliar o número cada vez mais frequente de tarefas e interrupções profissionais com a demanda de produtividade também crescente, e ao mesmo tempo, obtermos a tão sonhada liberdade?

Bombardeados diariamente por tecnologias que deveriam supostamente nos auxiliar em nossos cotidianos, nossas jornadas de trabalho estão nos trazendo uma tremenda sensação de frustração advinda de muito esforço com pouco resultado prático palpável. E-mails, smart fones, chefes e reuniões – sobretudo esses dois últimos — têm sido responsáveis pelos desvios de rotas da nossa produtividade e representam o maior obstáculo em termos de descontinuidade em concentração ou interrupção do trabalho — isso é fato. Como então valorizar a chamada Produtividade Interpessoal em meio a esse cenário?

É importante considerar que dependemos de um sistema composto por pessoas, que se relacionam entre si e que o papel de cada colaborador no processo produtivo de uma organização requer um constante olhar das pessoas. Não basta culpar a avalanche de atividades que soam desnecessárias e acabam sobrecarregando várias pessoas simultaneamente; é preciso criar um hábito de checagem “constante” dessa navegação.

Para os líderes é fundamental entender que mostrar o caminho, sair de cena, delegar, e se mostrar disponível para apoiar os seus liderados — para que em conjunto todos possam caminhar — é um desafio constante de todos os envolvidos. Mas não se enganem: dependerá também de quem se encontra em escalões mais baixos estabelecer os limites ou solicitar tempo (para a continuidade) ou para finalizar qualquer coisa que esteja faltando no que se pretende alcançar.

O olhar de onde você está para aonde você quer chegar ajuda a cultivar o hábito a ser adquirido, visto que o fluxo interdependente de informações se renova a cada instante e deve alimentar a cadeia produtiva composta em três fases distintas: o planejamento ou preparação, a execução ou caminho e a obtenção de estágios que podemos definir como realidade atual (o aqui e o agora) ou a realidade a ser alcançada (metas e objetivos), inerentes a qualquer projeto.

Uma dica de caminho é então nos perguntarmos qual o nosso papel, onde estamos, para onde vamos? Perguntas que independente do nível hierárquico constituem-se num dos pilares de treinamento em produtividade em qualquer campo, seja ela em reuniões eficazes ou em uma simples comunicação entre pessoas. É isso o que chamamos de comunicação produtiva.

Responder a essas questões é de extrema valia, principalmente se você se encontra no rol de pessoas que querem levar o mundo nas costas e dizem sim para qualquer coisa no seu entorno. Esse diálogo interno costuma ter um efeito poderoso no sentido de identificar quando a nossa presença não mais é necessária num projeto ou reunião. Dar e receber feed back também é valioso: é a chave para cultivar uma relação honesta com você mesmo e com os outros.

O que buscamos eliminar no universo produtivo é a sensação de estarmos em permanente “dívida”: cansaço ou insatisfação estarão sempre presentes na medida em que não conseguirmos nos livrar do que chamamos de “incompletos”. Em poucas palavras, você não se cansa pelo que faz, mas pelo que não faz. Papéis e e-mails desorganizados só pioram o nosso sentimento de devedores.

A possibilidade de minimizarmos essas frustrações é criarmos para nós e para os outros regras claras e negociadas. Aceitar que você escorrega ou repete erros, por exemplo, é uma atitude nova que pode ser incorporada coletivamente, criando chances de mudança. É em momentos desse tipo que poderemos dividir com o outro as dificuldades e corrigir a rota, se houver necessidade.

Vivemos em uma sociedade cada vez mais interdependente, mas que ainda assim cultua a navegação independente do ‘leve, livre e solto’. E nessa luta entre teoria e realidade nos esquecemos de um princípio essencial: de que a nossa capacidade produtiva é diretamente proporcional à nossa capacidade de ‘relaxar’ e de compartilhar durante o processo. Reflita, experimente e convide quem está ao seu lado a fazer o mesmo. Você verá que não está sozinho nessa jornada e que mudar depende de cada um, mas também do grupo.

autor: Marco Darvas
fonte: http://www.adnews.com.br

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