Compras de natal. Digital é para influenciar, lojas físicas são para comprar.

A web e em particular os motores de busca continuam a ser as fontes de informação mais utilizadas pelos portugueses para procurar ideias, obter conselhos e comparar preços para a maioria dos presentes de Natal. Contudo, na altura de comprar, os consumidores nacionais mantêm-se fiéis às lojas físicas, deixando o online para segundo recurso. Mobile commerce não é ainda uma opção para a generalidade dos consumidores, apesar das suas potencialidades. As conclusões constam de um estudo da Deloitte relativo a Portugal, agora divulgado.

Relativamente aos canais digitais, e de acordo com o estudo, as lojas online de retalhistas tradicionais, com lojas físicas, mantêm-se como o local preferido em Portugal para pesquisar e comparar produtos, sobretudo vídeo jogos, música, material informático, dispositivos móveis, moda e livros. Para as restantes categorias, os motores de busca são a opção mais referida. Os fóruns e blogues são os canais que portugueses e europeus, em geral, menos utilizam nas suas pesquisas por categoria de presentes.

As redes sociais são também referidas como um canal privilegiado para pesquisa, embora com algumas excepções. Os consumidores inquiridos utilizam estas plataformas maioritariamente para procurar ideias nas categorias de brinquedos, actividades de lazer, artigos para casa e livros, mas são mais adequados para comparar preços de artigos de desporto, material informático, dispositivos móveis e moda. Tanto em Portugal, como nos restantes países europeus analisados, a prática menos comum é utilizar as redes sociais para partilhar opiniões.

Segundo o estudo de Natal da Deloitte, os portugueses continuam a preferir as lojas físicas quando se trata de comprar. Este canal é utilizado por mais de 75% dos inquiridos para comprar todas as categorias de produtos, seguido pelo online, que é referido por 29% dos consumidores. A loja física é também o canal de compra mais utilizado em todos os países europeus, com o online a aparecer em segundo lugar. No entanto, 16% dos portugueses e 11% dos europeus inquiridos afirma continuar a não realizar qualquer compra online.

Quando um produto não está disponível na loja física, a alternativa identificada pelos inquiridos será procurar noutra loja da mesma cadeia ou solicitar a ajuda de um funcionário na loja (40% em Portugal e 34% na média europeia), ou ainda procurar numa loja de outra cadeia (31% em Portugal e 30% na média europeia). Já quando um produto não está disponível na loja online, a tendência será procurar em lojas físicas. Apenas 22% dos portugueses inquiridos afirma procurar noutra loja online.

Esta edição do estudo de Natal 2016 abrange nove países e foi desenvolvido com base numa amostra representativa de consumidores europeus, num total de 6.580 inquiridos, dos quais 760 portugueses. Para ver o estudo completo, clique aqui.

fonte: Meios & Publicidade – Portugal

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