Agências dão dicas sobre alcance orgânico no Facebook

  1. Agências dão dicas sobre alcance orgânico no Facebook




No site Adnews o próprio Facebook deu dicas para a gestão de uma fanpage (aqui), acompanhou a repercussão da queda do alcance orgânico das páginas (leia aqui) e também já viu a resposta do Facebook em relação ao assunto (neste link). Agora, resolvemos ouvir as agências para saber: como atingir os fãs de uma página sem anúncios?

Primeiramente, é bom recapitular. O Facebook alega que a queda do alcance orgânico acontece porque a rede está cada vez mais disputada. Empresas que não tinham fanpages antes, agora querem conquistar o newsfeed do usuário.

A rede de Mark Zuckerberg diz que o usuário médio receberia mais de 1.500 atualizações/dia, não fosse o tal algoritmo da rede que promove uma espécie de curadoria de conteúdo para que o internauta veja “apenas” 300 atualizações por dia.

A bronca de algumas marcas está aí. Desde uma mudança no tal algoritmo que ocorreu no fim de 2013, muitas estão vendo seu alcance diminuir. Já que o Facebook é uma empresa aberta, pressupõe-se que a mudança objetiva que as marcas abram seus bolsos e invistam em anúncios.

Mesmo assim, ainda é possível alcançar boa parte dos fãs sem recorrer aos Facebook ads. Pois bem, o Adnews resolveu ouvir especialistas para colher algumas dicas de como alcançar os internautas que curtiram a página do cliente. Lembrando que não estamos pregando uma estratégia sem anúncios, até porque já reproduzimos algumas dicas do Facebook em relação a eles (aqui). Queremos apenas que a página gerida por sua empresa obtenha o melhor resultado, seja com ads ou não.

Para Walter Junior, Head de Parcerias da Riot (LG, Johnnie Walker, Renault, entre outros clientes) o segredo é conteúdo certo, para a pessoa certa, na hora certa. “O News Feed precisa ser encarado como um grande jornal dinâmico, desenhado essencialmente para exibir ‘histórias’ interessantes — seja de amigos, marcas, personalidades etc — sempre que os usuários abrirem o Facebook”, explica.

Ele esclarece que atualmente, por exemplo, o brasileiro médio possui cerca de 400 amigos e curte mais de 100 páginas na rede. “Se não houvesse um filtro e absolutamente todos os posts fossem exibidos em ordem cronológica, você, leitor, já teria abandonado sua conta há muito tempo”, exemplifica.

A opinião é parecida com a de Renata Porto, sócia e diretora de negócios da Naked (Hering, Snickers, entre outros). Para ela, se você tem uma boa história para contar, terá um bom alcance de fãs. “Essa é uma conversa sobre conteúdo relevante para aquela audiência”, diz. “Se algo é relevante, o alcance orgânico será maior, simples assim, ou melhor, difícil assim, pois o maior desafio hoje é encontrar a intersecção entre o conteúdo que é interessante para a marca e o que é interessante para as pessoas”, complementa.

Já para Amber Filgueiras, social planner da W3haus (Petrobras, O Boticário, entre outros), basicamente três fatores ajudam a melhorar o alcance orgânico de um conteúdo: trazer uma informação relevante ou útil, gerar alguma identificação na pessoa ou contextualizar a marca dentro de um assunto que está sendo muito comentado nas redes. “É a velha ‘moeda social’. O conteúdo precisa ser relevante o suficiente para que as pessoas queiram endossá-lo de alguma maneira. E quanto mais valor essa moeda tem para as pessoas, mais elas interagem, o que faz com que o alcance orgânico cresça”, opina a moça.

Assim como Amber, Rogerio Correa, CEO e diretor de criação da Esquerda Design (agência que obteve mais de um milhão de fãs para a página de Vanessa de Mata – em menos de um ano – de forma orgânica), também acredita que a combinação de alguns fatores irá resultar num bom alcance. São eles: entendimento pleno da audiência atrelado a conteúdo pertinente, interatividade e criatividade.

“Primeiramente, você precisa estudar bem seu público-alvo, suas aspirações e motivações”, explica Correa. Segundo o criativo, também é preciso conhecer bem “a alma da marca” para comunicar com precisão. Estudar como a concorrência está se comunicando nesta plataforma também é essencial.

A partir daí, será preciso elaborar um planejamento “criativo” com ações e postagens focadas na interatividade do público. “Quanto mais compartilhamentos, mais pessoas entram em contato com a marca e acabam aderindo à página. Nosso foco é conseguir o maior número de compartilhamentos, seguido de likes e comentários, deixando nosso alcance sempre alto”, explica.

Já o tipo de postagem irá depender de sua estratégia. “Fotos costumam impactar mais pessoas e consequentemente gerar um engajamento maior”, diz Walter da Riot, que ressalta: posts com links desempenham um importante papel na geração de “cliques para ambientes externos”.

Apesar de achar que não há um tipo de postagem ideal, pois tudo depende do objetivo da marca, Amber diz que “as imagens tendem a engajar mais e, consequentemente, alcançar mais pessoas. Inclusive o novo layout do feed de notícias privilegia as imagens”.

Todos os entrevistados afirmaram que sentiram a tal queda no alcance, entretanto, todos eles também disseram que não há preocupação.

“Essa mudança nos obriga a sermos ainda mais criativos em busca de soluções para manter nosso crescimento”, diz Correa da Esquerda Design. “O Facebook continua tendo um papel muito relevante, é preciso agora adaptar os conteúdos das marcas para esse novo momento”, explica Renata da Naked. “O mais importante ainda é a qualidade do conteúdo produzido. Se ele não for atrativo ou interessante, vai passar sem ser percebido na timeline das pessoas”, finaliza Amber da W3haus.

fonte: http://www.adnews.com.br/

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