Escala de cores Pantone

Você conhece tudo sobre elas?

  1. Escala de cores Pantone




Existe ainda um grande equívoco no mercado ao associar Pantone à escala Pantone Color Formula Guide. Geralmente ocorrem referências a escala Pantone para múltiplas finalidades e diversidade de cores o que é um grande erro e pode causar prejuízos aos desavisados.

Pantone é uma marca americana com mais de 40 anos e que é responsável pela geração de uma série de produtos, cada qual voltado para uma área/atividade específica, cobrindo as áreas gráficas, têxteis, plásticas, de serigrafia e sinalização, borrachas, web, calibração de monitores e impressoras e identificação de cores.

Mas por que a Pantone tornou-se sinônimo de cor? Simples, há mais de quarenta anos a indústria americana de tintas Pantone desenvolveu um sistema numérico de cores de tintas e conseguiu manter uma alta regularidade e padrão na produção destas. Assim, sem nomes regionais ou de aplicação restrita, tornou-se muito mais confiável falar-se em números, que, não são ou estão sujeitos a subjetividade humana do que em nomes, os quais variam e denominam diferentes coisas de lugar para lugar.

São basicamente dois os tipos de produtos desenvolvidos pela empresa, sem contarmos os softwares e equipamentos: os leques ou escalas e as amostras destacáveis. Os leques/escalas são guias de referência rápida que trazem o número da cor e como obte-la, tendo como grande diferencial sua portabilidade e fácil manuseio. Já as amostras destacáveis são derivadas destas escalas e tem por objetivo a comunicação precisa e inequívoca da cor bem como a montagem da identificação visual da empresa/cliente.

É importante lembrar que estes produtos, além de serem guias práticos para formulação e obtenção de cores também são utilizados, na grande maioria das vezes, como referência em áreas anexas e correlatas a outras que a utilização de forma direta. Uma vez de posse da escala e do número que seu cliente especifica, o fornecedor pode identificar corretamente a cor desejada e desenvolver mecanismos para obte-la.

Entretanto, muitas vezes o processo ocorre de forma equivocada e inversa, onde o usuário desenvolve seu trabalho no computador e lá escolhe a cor desejada, sem levar em conta que, o que está sendo visualizado são luzes cuja gama de possibilidade é infinitamente maior do que as possibilidades de impressão gráfica. Muitas vezes, com seus monitores e impressoras descalibrados, ao apresentar e vender sua idéia ao cliente mostrando-a no monitor ou impressa através destas impressoras, estes profissionais irão se deparar com um resultado nada agradável, pois irão se utilizar da numeração Pantone obtida no software usado, da referência do monitor ou impressora descalibrados, e de gráficas que muitas vezes não utilizam tintas de qualidade para imprimir seus trabalhos. O final da história todos conhecemos: insatisfação geral – trabalhos devolvidos, prejuízos para todos e adjetivos ou qualificações desfavoráveis.

Para uma correta utilização dos produtos Pantone, tanto criadores, gráficos, designers, engenheiros de produtos e outros, devem primeiramente escolher a cor que desejam em suas escalas atualizadas. Uma vez escolhida, a cor deve ser aplicada e tratada independente do resultado visualizado na tela ou na impressora de “escritório”. Ao se mandar o trabalho para o fotolito ou diretamente para a gráfica, informe a cor utilizada ou os valores CMYK que deseja obter como resultado.

Assim, quando o profissional precisar de uma determinada cor, primeiro ele vai identificar qual o processo de impressão ou a finalidade desta cor no seu processo criativo.

Validade

Alie-se a todas estas variáveis anteriores o fato de a grande ou qua- se totalidade dos usuários desconhecerem que os produtos tem validade e durabilidade limitada por se tratar de um bem de consumo. Com o passar do tempo o suporte (geralmente papel) e o pigmento da tinta sofrem a ação do tempo (calor, umidade, exposição a luz, etc) e do próprio manuseio, que arranha as cores e sofre ação do Ph/acidez de nossa pele, entre muitas outras variáveis. Por isso, é recomendado que a substituição das escalas/produtos seja realizada a cada seis meses ou um ano, isto garante a qualidade e confiabilidade das cores. Anualmente, a empresa também coloca a disposição do mercado duas versões das escalas e, em muitas delas, novas cores são acrescentadas. É importante sempre ficar atento ao fato de adquirir novas cores padronizadas, pois os clientes estão cada vez mais buscando inovações e cores diferenciadas para seus produtos. Verifique também, no alto da primeira página dos produtos, o ano de fabricação e validade. Quando comprar uma escala Pantone por exemplo, tenha em mente que a data de fabricação deve ser verificada e nunca diferente do ano em curso, ao contrário, pode se tratar de um produto desatualizado ou que validade já expirou, diminuindo assim a vida sua vida útil.

Software Pantone

A Pantone possui diversos soluções em softwares que podem auxiliar a especificação e criação de cores, comparando resultados no monitor e para impressão.

Diferentes produtos

A Pantone trata seus produtos de forma separada em função da atividade, tipo de impressão e finalidade. Assim temos:

Para as cores especiais temos a escala tradicional Formula Guide, que traz as cores especiais em geral, compostas a partir das 15 cores básicas (incluindo o branco transparente), sendo a mesma cor apresentada em papel com e sem revestimento; o Metallic Guide + Chips, que traz as cores metálicas e duas amostras destacáveis não substituíveis de cada cor, sendo a mesma cor apresentada com e sem verniz; o Pastel Guide + Chips, que traz as cores pastéis e duas amostras destacáveis não substituíveis de cada cor, sendo a mesma cor apresentada em papel com e sem revestimento;

• Para cores CMYK, a Process Guide que apresenta somente cores CMYK. Certamente, uma das mais importantes.

• Para conversão de cores especiais para policromia: este é um ponto interessante pois muitos usuários acreditam que irão achar nesta única escala as cores especiais e as cores CMYK. Estão enganados. A escala se presta somente a conversão de um sistema de cores para outro e não traz a formulação das cores especiais. De um lado da escala é apresentada uma parte das cores especiais e do outro a correspondência ou a cor mais próxima no sistema CMYK e os valores que devem ser utilizados para alcançar estas cores neste sistema e uma observação é importante: além de não possuir a formulação das cores especiais, traz uma menor quantidade de cores que a escala tradicional Formula Guide e Process Guide e custa mais caro que as duas escala, sendo quase o dobro do preço de cada uma delas, em funçãoo disso, recomenda-se cuidado na seleção deste produto.

• Para cada um destes produtos acima, existe um livro de capa dura onde são apresentadas as amostras destacáveis para envio a clientes e fornecedores, a fim de garantir uma comunicação perfeita e correta das cores. (exceção para as escalas Metallic e Pastel).

Há ainda o sistema têxtil, atualmente chamado Fashion & Home, que é utilizado como referência básica para estilistas e para o mundo da moda. São apresentados em tecidos e em papel, com amostras fixas, destacáveis e removíveis.

Outro sistema é o plástico, que traz amostras com três espessuras de materiais opacos, transparentes, cinzas, pretos, marrons, fluorescentes, perolizados e com as cores especiais Pantone, permitindo a visualização de uma cor em espessuras de 1, 2 e 3 mm.

fonte: www.professionalpublish.com.br

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