Como a geometria nos filmes afeta nossa emoção

  1. Como a geometria nos filmes afeta nossa emoção




Filmes usam formas geométricas para induzir emoções e sensações. Na animação, esse uso é ainda mais perceptível, porque personagens e cenários podem ser literalmente desenhados de acordo com as percepções que se quer provocar.

É por isso que vilões normalmente são retratados com linhas retas e formas pontiagudas e personagens amigáveis com formas arredondadas e linhas suaves.

Isso tem a ver com o fato de que o cérebro atribui significados abstratos às formas. E os realizadores das obras levam em conta esse fenômeno na hora de contar histórias.

Neurocientistas provaram que formas curvas são percebidas como mais agradáveis e menos ameaçadoras.

O personagem rabugento de ‘UP – ALTAS AVENTURA’, animação da Pixar 2009. A forma acentua a percepção de alguém chato ou mal humorado

Esse design das formas é explorado por um vídeo do canal do YouTube “Now You See It”. Assista abaixo:

Apesar de a animação ser um lugar privilegiado do cinema para trabalhar as formas geométricas, por ser possível manipulá-las mais livremente, o uso da geometria está presente em todos os tipos de filmes.

O vídeo do canal’Now You See It’ também trata como filmes em live action exploram as formas, Um exemplo é o vilão Darth Vader, de “Star Wars”

O próprio quadro retangular (o recorte que a câmera impõe ao espectador) já de início determina muito de sua lógica geométrica.

A geometria pode estruturar uma dinâmica de poder ou criar linhas de força que guiam nossa visão para um determinado ponto.

A linha reta entre o corredor e as gêmeas sobrenaturais de “O Iluminado’ conduz o olhar diretamente para a aparição

Prestar atenção à geometria pode ajudar a decodificar significados expressos visualmente no filme. Um personagem “emoldurado” por um quadrado ou retângulo ou visto através de linhas pode ser interpretado como aprisionado, enquanto círculos muitas vezes dão ideia de vigilância ou espionagem, de alguém que olha a cena sem ser visto.

autor: Juliana Domingos de Lima
fonte: Nexo Jornal

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