Saiba como detectar e se livrar de um stalker

A figura do perseguidor ou em inglês que é mais chique – stalker, é antiga e talvez esteja se tornando mais comum.

Existem casos que envolvem fãs (abreviatura para fanático) perseguindo seus ídolos, e até assassinando-os, como aconteceu com o ex-beatle John Lennon. Mas é no dia-a-dia que esses seres aparentados com carrapatos por parte de pai e com pernilongos por parte de mãe fazem o seu nefasto trabalho.

O que motiva o stalker a perseguir?

Hoje se discute muito em círculos científicos o que move e do que é feito o stalker. Como e por que uma pessoa dedica parte de sua vida, de seu tempo e de seu dinheiro para criar constrangimentos, medo e caos na vida de quem supostamente ama ou admira? Apesar de não portar crachá de cientista, dou as minhas pesquisadas por aí, ao longo desses quase trinta anos.

Tipos de assediadores

Acho que podem haver vários tipos de assediadores ativos.

O circunstancial

Os circunstanciais, que perdem o rumo por algum impacto emocional, combinado com fragilidades momentâneas. Esse tipo comete algumas loucuras, mas depois cai em si, coloca as duas mãos na cabeça e diz: Meu Deus o que foi que eu fiz? Que mancada! Apesar disso dependendo da gravidade de sua investida pode ter consequência por muito tempo (no caso do assassino de John Lennon, pela vida toda). É mais ou menos o que diz aquela figura prevista no Código Penal, que se refere a “privação temporária dos sentidos”.

O sociopata ou psicopata

Existe o segundo tipo, que está bem confortável na categoria do psicopata ou sociopata, que vem dar quase no mesmo. Esse vai passar a vida assediando os infelizes que cruzam o seu caminho. Só vai variar aqui a intensidade da perseguição e os métodos utilizados. Esses são os mais perigosos, pois quando entram em modo persecutório, ficam praticamente em estado de transe, não conseguem ser práticos, não raciocinam de forma lógica e não estão nem aí se transgredirem regras sociais escritas ou não.

O fixador

Um terceiro tipo chamo de Fixador. O Fixador “cisma” com uma pessoa específica e faz dessa pessoa a razão de sua existência, passando a viver em função de impor a sua presença a ela. Não adianta propor-lhe uma troca, colocar outra vítima no lugar de sua eleita ou eleito, ele não aceita troca, sua vítima é pessoal e intransferível.

Em minha opinião o comportamento do stalker é tão bizarro, que deve estar relacionado a alguma disfunção no funcionamento em certas áreas do cérebro. Se isso for verdade, nesses casos a terapia seria inútil. Indo para o extremo oposto também vejo em alguns casos de obsessão pelo outro um componente espiritual. Nesses casos específicos uma relação Cármica com componentes densamente emocionais, como traição, abandono, paixões impossíveis podem estar no comando motivacional do assediador.

Como se livrar do stalker?

Mas para quem está desse lado do balcão, o que fazer para escapar do perseguidor?

Como sair ileso dessa armadilha?

Não existe uma fórmula genérica, pois cada caso tem a sua particularidade. Na maioria dos casos o corte radical das comunicações com o stalker pode ajudar. Aqui vale o velho ditado: “Longe dos olhos, longe do coração.” O famoso chá de sumiço pode ser eficaz no tratamento dessa doença. Nem sempre isso é possível, e nem sempre funciona, mas não alimentar de qualquer forma a piração do assediador é uma forma muito eficaz. Se puder lançar mão de algum tipo de intimidação se o assédio for do tipo brando, também pode ajudar.

Já dispensei um assediador que ligava várias vezes por dia para a minha mulher, pegando o telefone e falando com ele num tom mais que ameaçador que pude encontrar. Usei o mesmo tom que se usa em alguns rituais místicos para colocar entidades barra-pesada ou obsessoras em seu lugar. O melhor mesmo, é a atitude profilática, ou seja, detectar com antecedência o assediador e não permitir que ele ou ela crie o vínculo que mais tarde vai virar assédio.

Os sinais precoces do assediador

Ciúmes manifestados muito cedo na relação, aquela sensação de posse, de ser o dono ou responsável pela existência do outro ou vice-versa. Desconfie imediatamente do amor de quem diz: A minha vida não tem sentido sem você, depois de uma semana de relacionamento. Mudanças bruscas de humor, flagrar o parceiro (a) espionando o seu celular para ver quem deixa recados, ou “jogar verde” para pegar você em contradições, tudo isso indica que deve acender a luz amarela.

Porém, o que mais perturba nessa relação não é a constatação de que em sua maioria os assediadores são “doentes”. Isso é meio que óbvio ululante. O mais intrigante é quando nos damos conta de que a pessoa supostamente assediada de uma forma ou de outra alimenta esse processo. Esse complicador vai dar mais trabalho aos cientistas, mas para mim, é mais um capítulo da grande comédia humana.

autor: Roberto Goldkorn
fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar

Cyberstalking

O termo Cyberstalking vem do inglês stalk, que significa “caçada”, e consiste no uso das ferramentas tecnológicas com intuito de perseguir ou ameaçar uma pessoa. É a versão virtual do stalking, comportamento que envolve perseguição ou ameaças contra uma pessoa, de modo repetitivo, manifestadas através de: seguir a vítima em seus trajetos, aparecer repentinamente em seu local de trabalho ou em sua casa, efetuar ligações telefônicas inconvenientes, deixar mensagens ou objetos pelos locais onde a vítima circula, e até mesmo invadir sua propriedade.

O stalker, indivíduo que pratica esta perseguição, mostra-se onipresente na vida da sua vítima, dando demonstrações de que exerce controle sobre esta. O Cyberstalking já era assunto de preocupação do Governo Americano em 1999, época em que surgiram vários estudos sobre o tema, já anunciando os métodos de abordagem dos cyberstalkers, suas motivações e danos psicossociais causados às vítimas. Nota-se que nesta época já havia americanos com dependência tecnológica e vítimas de cyberstalking¸ temas que tornaram-se comuns no Brasil por volta de 2008/2009.

De acordo com relatório detalhado do Departamento de Justiça Americano, o cyberstalking se dá através de diversas formas: envio constante de mensagens através de redes sociais e fóruns online, emails, SMS, entre outros; sendo que a maoria dos stalkers (sejam “online” ou “offline”), são motivados pelo desejo de exercer controle sobre suas vítimas e alterarem seu comportamento. No Cyberstalking há uma certa “violência psicológica”, violência esta que é muito sutil: a linha que separa uma amizade, um elogio ou demonstração de carinho é muito tênue.

Acredito que você já tenha passado por isto ou conheça alguém que enfrentou situação semelhante: um indivíduo sempre está visitando seu perfil em uma rede social, deixa recados diários ou envia emails com freqüência, encaminha mensagens regularmente desejando uma boa noite, por exemplo, insiste em fazer parte de seu círculo social (caso já não o faça), sabe de detalhes de sua vida, sem que sequer você tenha expressado isso, encontra-o em comunidades virtuais e fóruns online que você sequer imaginaria que ele pudesse estar “rondando” por ali… Resumindo: você é “perseguido virtualmente” e isso o incomoda.

Sem dúvida, o relativo anonimato propiciado pela Internet encoraja os cyberstalkers, que podem manter certa distância física da sua vítima, tendo a falsa impressão de que estão protegidos por uma tela de computador. O desconforto, o abalo psicológico causados por esta perseguição virtual acabam por gerar sentimentos angustiantes na vítima, que muitas vezes não sabe quais medidas tomar.

Nesse ponto, cabe lembrar que dependendo do teor do cyberstalking, este pode caracterizar crime de ameaça, previsto no artigo 147 do nosso Código Penal ou contravenção penal, descrito pelo artigo 65 da Lei das Contravenções Penais8 pelo simples fato de perturbar a tranqüilidade alheia. Cabe à vítima analisar se aquele seu “fã” está passando dos limites e interferindo em sua rotina ou abalando sua psique.

O que fazer se constatada a prática de Cyberstalking ou de Cyberbullying?

– Armazenar sempre as provas eletrônicas (emails, SMS, fotos, recados deixados em redes sociais, publicações feitas em sites), mantendo sua integridade. Vale arquivar as capturas de tela dessas provas (“print-screen”), manter os emails originais e se necessário, dirigir-se até um Cartório de Notas a fim de lavrar uma Ata Notarial do conteúdo difamatório;
– Registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia mais próxima;
– Busca acompanhamento psicológico, se necessário;
– Procurar um advogado, para verificar a necessidade de medidas extrajudiciais ou judiciais (notificação extrajudicial, representação criminal, instauração de inquérito policial, ação de indenização por danos morais e materiais, etc.)
– Nunca revidar às agressões. Lembre-se: “não faça justiça com o próprio mouse!”

autora: Gisele Truzzi de Lima
fonte: trecho copilado do site Papeando Com a Psicologia

Para completar

O difícil combate aos crimes de Cyberstalking e Cyberbullying
Cyberbullying, Cyberstalking e Redes Sociais : Os Reflexos da Perseguição Digital
Cyberstalking: perseguição na rede
Cartilha de dicas de prevenção Safernet

NOTA IFD: Este post é bem atipico aqui no IFDBlog, porém, devido há alguns acontecimentos achei interessante postar pra quem sabe ajudar alguém com o mesmo tipo de problema. No meu caso, quem acompanha a IFD pela internet já sabe que o perfil no twitter (e em outras redes sociais) @luparhan persegue não só a mim, como também outras pessoas. Em um próximo post vou relatar mais detalhes do caso de cyberstalking (tentarei de forma mais resumida possível, já que o caso dura há mais de um ano) e quais as medidas tomadas não só por mim quanto por outros envolvidos para que tanto o perfil em questão quanto outros saibam que a internet não é um território sem lei, para tudo há limites.

Post feito:  Cyberstalking, detalhes de um caso real.

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2 Comentários

  1. Sofro uma persguiçao familiar que já dura anos, tanto na internet, quanto na vida real, já não vivo a mais de dois anos é uma coisa muito séria, agora depois de ir em alguns órgãos procurei o ministério público e espero conseguir ajuda ! Seu post foi bem esclarecedor .

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