O outro lado dos sites de Compras Coletivas/Clubes de Desconto

De ontem pra hoje vi e li uma enxurrada  de textos sobre startup de “compras coletivas”, o termo vária muito, uns chamam de “clube de descontos”, “clube de compras”, outros usam a palavra “groupon”. Este “novo negócio” me despertou grande interesse, não em participar, mas em fazer um site de compras coletivas e lógico ganhar um dimdim com isso, afinal gastar “não to podendo”, quero é ganhar – rs.

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Pra quem ainda não sabe do que se trata este modelo de negócio foi “inventado” pelo Groupon, que hoje é líder mundial no segmento. (as aspas se dá pelo fato que este modelo de negócio já tem na China há +/- 2 anos)

O modelo de compras coletivas do Groupon funciona da seguinte maneira:

  • O usuário se cadastra e informa sua cidade.
  • Ele passa a receber diáriamente informações sobre descontos na sua cidade (em geral superiores a 50%);
  • Caso um número definido de compradores na cidade seja atingido, os descontos passam a valer;
  • Caso seja fechado um grupo de compras o Groupon recebe uma comissão sobre as vendas efetivadas.

Nos Estados Unidos o mercado de sites de compras coletivas, que começou em 2009, se tornou uma febre e já chega a movimentar cerca de US$ 300 milhões por ano, já são mais de 200 sites nesse modelo.

Agora o Brasil parece que está se abrindo para o mercado de compras coletivas e já percebi que estão se tornando bem competitivos. O primeiro a trazer este formato para o Brasil foi o Peixe Urbano mais ou menos no começo deste ano, de lá pra cá surgiram vários: ClickOn; CityBest; WeGo; Coletivar; Oferta Unica; Oferta do Dia; Imperdivél; Qboiada e até o final deste post com certeza surgirão outros – rs.

A fórmula é a mesma, o layout então… bom, este nem se fala! Algumas versões brasileiras nem se dão o trabalho de mudar o layout do sistema vendido pelo Groupon, mudam a cor, o logo e pronto – rs, a diferença pelo que notei entre eles é a forma de pagamento, alguns usam a ferramenta PagSeguro, outros além de usar esta ferramenta também disponibilizam o pagamento direto pelo cartão de crédito e uns fazem com que o comprador imprima o cupom de desconto e pague diretamente a empresa que está dando o desconto.

Nesta corrida, alguns startups de compras coletivas já receberam belas “ajudinhas” financeiras de investidores que estão apostando neste “novo negócio” aqui no Brasil. 17 milhóes de Reais foi a “ajudinha básica” que o ClickOn recebeu de um investidor.

Quem aproveitou bem esta “febre” foi o Zipme (update: recentemente comprado pelo grupo Buscapé, o Zipme mudou de nome para Saveme) um meta buscador de ofertas, ele agrega todos os clubes de compra que tem por aí e manda para os cadastrados do site. Não é bem melhor se cadastrar em um e receber de todos ? Eu pelo menos acho – rs.

Parece que esta febre aqui pelas terras tupiniquins chamou a atenção do Groupon, o líder mundial, que está se preparando para invadir o Brasil, o site que eles fizeram chamado Clube Urbano, já está no ar, mas as ofertas que tem por lá até a data deste post são todas teste, tanto que a tradução para o português está uma verdadeira mescla de português de Portugal e do Brasil. (onde já se viu uma empresa que se diz líder fazer este teste e deixar no ar…mas enfim…)

Como estou muito interessada neste “novo negócio” contando com a ajuda do meu migo Dener Brito e do santo Google achei muita coisa, mas muita mesmo e uma delas foi um post em um blog gringo com o título The Dark Side of Groupon Sites, achei a abordagem bem interessante, porque tudo que leio só vejo o povo estusiasmado com este “novo negócio” só enxergam o desconto e no caso das empresas ter a possibilidade de vender e atrair uma quantidade absurda de novos clientes em pouco tempo. Vou tentar resumir o que este post que mencionei aborda:

Greg Sterlin, que fez o post, conta a experiência de amigo que é proprietário de um restaurante recém inaugurado, localizado no centro do país. Nesta empreitada para abrir o restaurante ele se viu com o orçamento para marketing curto e logicamente recorreu ao Groupon. No começo as promoções que ele apresentava para o Groupon foram todas rejeitadas, no final o Groupon finalmente aceitou uma das promoções enviadas, porém o dono do restaurante ficou bem receoso devido a limitada margem de lucro que ele teria caso a venda fosse grande.

Segundo o dono do restaurante no sistema do Groupon, este usado pela grande parte dos clones brasileiros, as empresas podem especificar um mínimo de compradores para honrar a oferta, porém não podem especificar o máximo ou limitar o número de respondentes.

Bom até aí tudo bem, o restaurante teve um grande resultado: 500 novos clientes em potencial que poderiam indicar seu restaurante a outros, fazendo assim aquele buzz e era este o objetivo do dono do restaurante.

Porém, o autor do post perguntou ao dono de restaurante se ele conseguiu trackear (não sei outra palavra pra usar) estes novos clientes e determinar quantos destes eram repetidos, e se o dono do restaurante tinha acesso aos emails/contatos dos compradores, logicamente no intuito de aproveitar esta lista para uma futura estratégia, mas segundo o dono do restaurante o Groupon não fornece esta lista, o que cá pra nós achei bem estranho também, assim como eu também causou estranhesa no autor do post que relatou o ocorrido.

A experiência do dono do restaurante “deu certo” em termos, pois levou novos clientes diretamente a sua porta. O próprio dono do restaurante nesta conversa com o autor do post especulou sobre a experiência de pequenas e médias empresas, como salão de beleza e dentistas que precisam atender clientes de uma forma continua.

O dono do restaurante acabou relatando a experiência de sua esposa como consumidora, que aproveitou umas das ofertas do Groupon oferecida por um salão de beleza, após sua compra ela entrou em contato com o salão e tentou agendar uma hora durante semanas sem sucesso e soube que a demanda da oferta anunciada por este salão no Groupon foi gigantesca.

Imaginem se por exemplo 300 clientes aproveitam este desconto e tentam agendar um horário logo em seguida, isso vai acabar “entupindo” o atendimento de uma pequena empresa. Agora imagine esta situação durante semanas, onde a pequena empresa ou mesmo a média trabalha com uma margem de lucro muito pequena, o que irá acontecer?

O dono do restaurante comentou que “Há coisas que o Groupon não diz a você. O site do restaurante teve um grande aumento de tráfego e o telefone até tocava fora do gancho! Você se torna basicamente uma central telefônica. A maioria das pequenas e médias empresas não estão preparadas para isso!”

Apesar disso ele gostou do desempenho imediato oferecido pelo Groupon; do aumento que teve em seu site e as inúmeras ligações, mas obviamente ele não gostou de algumas políticas do Groupon, como por exemplo a de não fornecer os contatos dos compradores de sua oferta e a grande falta de informação para preparar o cliente para a experiência após as compras de sua oferta.

Segundo o autor do post, este modelo de negócio ainda é instável, coisa que também concordo. Logicamente os consumidores (compradores) adoram estas ofertas; estes descontos incríveis e e cá pra nós a maioria está unicamente atrás delas, mas as pequenas e médias empresas (SMBSs) devem se tornar cada vez mais ambivalentes sobre eles. Eles trabalham em cima de uma estratégia que se baseia em levar os consumidores diretamente a porta de seu negócio de uma maneira extremamente direta, e a maioria destes consumidores estão apenas atrás de desconto, até que ponto estes consumidores voltarão a empresa para consumir o produto/serviço pelo valor real? Provavelmente a empresa que usar os serviços do Groupon deve ter já em mente alguma estratégia quando o cliente chegar em sua porta para só assim conseguir obter os dados destes novos clientes. Provavelmente grande parte deste “novos consumidores” só voltarão se tiverem mais desconto.

Cada vez mais sites do tipo “Groupon-like” (sim, virou uma expressão em relação aos sites clones do modelo Groupon) procuram ganhar cada vez mais atenção do consumidor, haverá um grande esforço de ter cada vez mais e mais descontos absurdos das empresas. Como estratégia inicial isso pode funcionar para uma empresa que deseja utilizar este serviço, porém há um logo prazo este “tiro” pode sair pela culatra e enfraquecer estes sites para conseguir mais empresas que estejam dispostas a participarem deste “novo negócio” oferecendo desconto absurdos e tendo uma margem de lucro estreita durante semanas.

O dono do restaurante provavelmente não voltará a usar o Groupon devido a limitadíssima margem de lucro que ele terá usando o serviço e o não acesso aos dados dos compradores.

Mas agora pelo que andei lendo modelos semelhantes ao Groupon já estão surgindo, assim como a plataforma criada por Perry Evans, o Closely, que permite a pequena e média empresa que possui um orçamento limitado para divulgação, em controlar totalmente o fluxo de descontos anunciados e definir os termos que elas serão mostradas aos compradores.

Talvez este seja um caminho para que ambas as partes tenham 100% de satisfação neste novo modelo de negócio, que cada vez mais segue a tendência em criar ferramentas de marketing online para pequenas e médias empresas (SMBs) a um custo muito baixo.

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AVISOS

– Devido a incapacidade de pseudos profissionais que chegam ao cúmulo de buscar em blogs as respostas que deveriam ser feitas a profissionais/consultores PAGOS para analisar este tipo de negócio, qualquer tipo de pergunta sobre o funcionamento deste tipo de site será deletado. Esta atitude foi tomada num intuito para que estes seres se toquem e comecem a criar vergonha na cara e CONTRATAR e PAGAR profissionais que possam dar as devidas orientações para a abertura deste ou de qualquer tipo de negócio e principalmente se tocar, ler e ver quem são as pessoas/sites (já que todos os links sao citados) que devem ser procuradas, ou seja os criadores de tal sistema, para tirarem dúvidas.

– Toda e qualquer “sugestão” de link para Compras Coletivas/Clubes de Desconto será deletado ou editado use os comentarios para algo mais construtivo que pelo menos seja condizente com o post, como por exemplo, uma opinião ele. Propaganda e spam quero ver bem longe daqui, cansei! Portanto nem perca seu tempo “sugerindo” um link.

Desculpem aos demais, mas minha paciência com este tipo de pessoa chegou no meu limite.

 

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