Por que as marcas de tecnologia são tão valiosas?

Quando se trata de marca, a definição é unânime: todos nós, consumidores, desejamos uma marca, seja ela de um perfume, carro, ou roupa. Alguns podem dizer que o que importa não é a marca, mas aquilo que tiramos dela e é aí é que está a diferença, queremos aquela marca porque ela cobre uma aspiração. E as marcas que mais crescem em valor atualmente têm, em alguns casos, menos de uma década. O que explica a rápida valorização das marcas de tecnologia?

Pela velocidade com que a tecnologia evolui, levando milhares de consumidores a mudar suas vidas por meio dela, o fenômeno da valorização dessas marcas pode ser explicado por meio de alguns conceitos que vêm sendo aplicados à risca por suas detentoras.

O consumidor: qual sua importância na cadeia de valor de uma marca? Bandeiras de tecnologia são hoje a expressão do que você é na sociedade, dos valores nos quais crê e acima de tudo, de como você está conectado ao mundo. De quais comunidades virtuais você participa? Você tem um amigo que fez uma exposição com fotos tiradas de um aparelho celular? Quantas músicas você tem no seu MP3 Player? (Não, o nome dele não é iPOD…)

A amizade: essa é uma característica que dá à tecnologia possibilidades cujo alcance ainda não se sabe qual é. O quanto uma marca é amigável ao consumidor é uma característica dos produtos de tecnologia. Sim, sabemos como eles mudam nossas vidas e aprendemos a cultivar esses amigos cada dia mais.

A distância: dê um clique e o mundo está nas suas mãos. Procure qualquer informação na internet. O Brasil está mais próximo da China do que você poderia imaginar. O Google, por exemplo, é uma das marcas jovens mais valorizadas no mundo em um tempo muito curto: são oito anos de vida e em 2006, uma valorização da marca de 46%, ou mais de US$ 12 bilhões.

O significado: se na teoria iPOD é sinônimo de MP3 e Google é sinônimo de busca, fica fácil entender a valorização das marcas e em se tratando de tecnologia, os exemplos são inúmeros.

A comunicação: está nas empresas de tecnologia a característica nata da inovação, inclusive na forma de levar o produto até o consumidor, de comunicar. Seja pela Internet, ou pelo celular, ou ainda por meio de RSS (Really Simple Syndication) e Podcasts, usar e abusar da comunicação é um ingrediente vital para a consolidação dessas marcas.

E acima de tudo, a confiança: uma pesquisa realizada pela Edelman em 2006 – Trust Barometer – em 11 países com 2.000 líderes de opinião revelou que confiar não é uma virtude, mas um imperativo. O brasileiro, por exemplo, se sobressaiu, sendo o público que mais acredita nas empresas.

O setor de tecnologia merece destaque: 88% dos brasileiros acreditam nele porque inova, emprega, capacita e gera renda. Ao mesmo tempo, aumentam as exigências: 81% dos entrevistados não comprariam produtos de empresas nas quais não confiam e 28% estão dispostos a divulgar sua insatisfação pela Internet mostrando como ela mesma, a tecnologia, tornou-se meio ágil de interação entre consumidor e marca.

Na mesma pesquisa, atenção também para a importância crescente à opinião de pessoas como você e do uso incondicional da transparência para o bem, ou para o mal. E nessa relação de confiança aparecem as empresas de tecnologia; claras e presentes na vida das pessoas, essas corporações são confiáveis e seu valor segue na mesma direção ascendente. De forma mais simples, credibilidade é um bom negócio.

Eu, você e seu colega aí ao lado somos aliados incondicionais dessas marcas. Por quê? Porque cada um de nós dissemina o sentimento de aspiração a cada clique, ou seja, a marca pertence ao consumidor tanto quanto à sua detentora e um precisa do outro para atingir todo o potencial. E está na conquista de diferentes audiências espalhadas pelo mundo inteiro, por meio de diversas formas de comunicação, o componente que vai dar a uma marca o seu devido valor.

autora: Renata Coltro
fonte: Portal da Propaganda

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