O impacto da marca

Muito já se falou sobre como impactar consumidores, mas não custa dar mais uma cutucada no assunto. A propósito: Como anda a relação da sua marca com o seu público-alvo? Ou a relação Consumidor x Marca? Atualmente sua relação está saudável?

Então, raciocina junto comigo: será que hoje vale a pena gastar milhões de reais com ações de merchandising na televisão, inserindo produtos em cenários que são pura ficção para o telespectador? Ou até mesmo continuar com aquele velho formato matutino e vespertino nos programas voltados para as donas de casa e adolescentes, geralmente desrespeitando a inteligência do telespectador, cortando a parte mais legal da matéria no meio para nos impactar e nos vender algo que a gente geralmente não precisa. Mas já parou pra pensar que esse impacto pode ser negativo para sua marca e até mesmo para o seu programa?

Hoje existem ferramentas que permitem que você descubra onde está o seu consumidor ideal. E também conheça seus hábitos de consumo, através do que eles lêem e dos sites que visitam. Tudo muito claro. Quem consome esportes, vai aceitar muito melhor ser impactado pela Nike do que alguém que consome e navega por sites esotéricos ou de receitas culinárias.

Essa verba poderia ser utilizada de maneira mais inteligente e interativa, principalmente se for gasta em web. A web permite um conhecimento mais profundo do perfil dos consumidores além de proporcionar mais interatividade nessa relação tão delicada Marca X Consumidor. Quantas pessoas do seu convívio cotidiano você sabe que compraram algo com esse tipo de impacto televisivo? Eu, particularmente, nenhuma.

E quantas vezes você já se pegou com uma certa antipatia por um determinado produto por causa dessa pratica abusiva? A hora do intervalo é sagrada, foi feita para isso, para nos impactar, para a emissora ganhar por todo aquele conteúdo que foi gerado para você, para mim. Então considero a conta bem paga por nós consumidores durante o intervalo.

Quem nunca se emocionou com uma bela campanha publicitária, como aquela da margarina Mila com crianças nuas em Estocolmo, no início dos anos oitenta? Ou quem não se lembra das “carinhas divertidas” de Doriana ou das campanhas de verão com muito sol e Tom Jobim criadas pela Coca-Cola? Bons tempos da propaganda popular brasileira.

Atualmente, aquela marca “que não tem preço” e que hoje tem uma preocupação com o seu público-alvo que até está convidando a contar o que não tem preço para eles, criando um hotsite para essa integração interativa. E o prêmio? Nada demais, apenas o consumidor ter o prazer de se emocionar e emocionar os outros com suas “histórias reais” que não têm preço. Um belo exemplo de como se comunicar e respeito pelo seu público-alvo.

São marcas que lembramos com carinho, autênticas “brand images”, como aquele belo cãozinho da Cofap, ou que rimos com aqueles desenhos divertidos de Tostines, ou até mesmo brincamos – “ah, seu lobo, faz com Cremogema!”. São marcas que nos remetem ao passado, têm perenidade e cheiro de infância, claro era uma outra forma de se comunicar. A comunicação mundial pode ter mudado na forma, mas não no conteúdo. As pessoas continuam sonhando com valores muito próximos aos da nossa infância, seja a sua infância nos anos cinqüenta, sessenta, noventa ou dois mil.

Hoje os consumidores querem contar suas histórias e a maioria das empresas quer saber. Milhares de hotsites são criados todos os anos em busca de aproximação, dessa intimidade. Afinal, posso dizer que muitas marcas são íntimas do meu cotidiano, como minha pasta de dente, meu shampoo, meu absorvente, meu requeijão, mas hoje fazemos questão de participar se quisermos e na hora que quisermos. A internet possibilitou essa liberdade de escolha para a comunicação e para todos. E então? Sua marca faz e tem um relacionamento saudável?

autora: Adriana Azevedo
fonte: Mundo Marketing

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