Marketing Promocional: questões fundamentais

A amplitude atual do marketing promocional, sua legitimidade e ética.

O Marketing Promocional vem ganhando espaço. Diria hoje, que praticamente tudo que não se trata de propaganda tradicional, acaba caindo na cesta do marketing promocional. Não só o escopo mas a atuação entre os clientes vem crescendo consideravelmente. Hoje atuamos, e falo pela Bullet, muito mais estrategicamente dentro do cliente. Entramos bem no começo de qualquer lançamento e contribuímos muito para a excelência do trabalho. O papel do planejamento ganhou muito esforço. A gente sempre apostou nisso e hoje colhemos frutos. Já a ética é polêmica. As agências ficaram muito tempo sem se organizar. A AMPRO hoje faz um trabalho incrível, mas o estrago já foi feito. E muitos anunciantes se valem desta desorganização e acabam deixando a ética de lado na hora de contratar uma agência de marketing promocional. Leilões, falta de transparência e até ROUBO de idéia já enfrentamos. Mas isso vem mudando muito. Uma nova safra de clientes e formas de agir de agências vem transformando o mercado.

As agências e o ponto de venda.

O ponto de venda é a nossa midia. É lá que encontramos o cliente, o produto e o dinheiro. E com estes 3 elementos podemos fazer a festa. Acontece que hoje em dia, se você não inovar, não for diferente e não pegar o consumidor de surpresa, quebramos a cara e não conseguimos nem se quer parar o consumidor e faze-lo prestar atenção. Por isso, gerar Talkability® é a arma mais eficiente e a forma de pensar mais audaciosa. Se pensarmos em gerar Talkability® em tudo que fizermos no ponto de venda, a chance de consumidor prestar atenção é enorme e isso faz com que ele pare, sinta e compre o produto. Midia indoor ganha cada vez mais espaço. E não se trata apenas de colocar um comercial de 30 segundos na telinha. E sim, colocar conteúdo relevante, para que o consumidor não use seu “controle remoto” e mude de canal.

A concorrência que a indústria da comunicação enfrenta com as práticas do varejo e do atacado (preços, descontos, bonificações, enxovais, frentes de gôndola etc). E como ser mais competitivo frente a estes concorrentes.

As práticas que o varejo pode fazer sozinho faz parte da estratégia. O que precisamos provar para eles, é que estas práticas podem funcionar a curto prazo, mas não agregam valor ao produto. E desta forma, no final do dia, as vendas voltam para os patamares tradicionais. O que precisamos fazer com Marketing Promocional é gerar estratégias relevantes que elevem o patamar das vendas para outro nível. A prostituição de ofertas que o varejo provoca não leva a lugar nenhum. Trocar volume por preço não é a receita mais eficiente.

A relação das agências do setor com os clientes e como ela poderia evoluir.

Relacionamento. Costumamos dizer na agência, que para valer a pena atender um cliente temos que obter 2 de 3 fatores: temos que ganhar dinheiro, temos que ter uma relação saudável, e temos que ter a liberdade de inovar. Se não ganharmos dinheiro, mas pudermos atingir os outros 2 pontos, pronto, a relação vai ser muito bacana. É assim que a coisa evolui. Reciprocidade e parceria. O cliente sai ganhando pois leva pra casa uma agência fiel, pro-ativa e extremamente criativa, pois esta não vai querer perder a conta por nada desse mundo. O modelo muitas-agências-para-ter-muitas-idéias não funciona mais. Para falar a verdade, nunca funcionou. É a doce ilusão de que quantidade é qualidade e não é.

autor: Fernando Figueiredo, presidente da Bullet Marketing Promocional e conselheiro da Associação de Marketing Promocional (Ampro)
fonte: Meio e Mensagem

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