Como ter mais de 10% de CTR (Click-Through-Rate) na internet?





Pode parecer exagerado, fantasioso ou inviável atingir mais de 10% de CTR em uma campanha na internet hoje em dia. Principalmente, se tivermos em mente a internet que vamos chamar nesse artigo de web-parada, aquela acessada em computadores pessoais. Nela, sem dúvida, uma taxa de retorno dessas é cada vez mais inimaginável.

Porém, há outra internet, a web-móvel, acessada por celulares, smartphones e o todo poderoso iPhone, que tem atingido resultados muito consistentes.

Nunca é demais lembrar que já há mais de 12 milhões de pessoas que acessam regularmente a internet (ou WAP) em seus dispositivos com os mais diversos objetivos: baixar um conteúdo, acessar emails, ler notícias, etc. Essa massa já representa uma audiência considerável, ainda mais porque cerca de 90% dela está concentrada nos portais das quatro grandes operadoras de telefonia celular. Logo, é absolutamente gerenciável uma campanha com cobertura de toda a audiência da web-móvel.

Essa dinâmica tende a se manter pelos próximos anos, quando observaremos uma verdadeira explosão de acesso à web-móvel. Motivos para acreditar nisso não faltam. Aqui vão alguns deles: os celulares 3G, iPhone (oficialmente) no Brasil e planos de dados oferecidos a preços cada vez mais baixos pelas operadoras.

Certamente, o celular será (como já vem sendo) a porta de entrada para inclusão digital de milhões de pessoas. E nesse novo cenário, será imperativo para toda marca ter uma presença consistente na web-móvel. E dá-lhe corrida para criação e desenvolvimento de sites pensados para os diversos dispositivos móveis.

O universo aqui será muito rico e diverso. Diferentemente da web-parada em que há 2 ou 3 versões do site de acordo com o navegador ou configuração da tela, na web-movel é necessário desenvolver dezenas de versões para as centenas de celulares do mercado.

O que parece mais trabalhoso também abre uma enorme oportunidade para as marcas. Afinal, faz total sentido pensar um site diferenciado para celulares mais simples, mais sofisticados, smartphones como Blackberry e para o iPhone. Cada usuário terá, portanto, uma experiência máxima de acordo com as limitações e capacidades do seu celular.

É importante pesar que um site móvel tem a limitação do tamanho da tela e, até agora, velocidade de acesso e, por isso, é importante pensar navegação horizontalizada, sem muita profundidade e com leveza. Por outro lado, o consumidor já está com o celular nas mãos e há interatividades que enriquecem a navegação como um call-link direto para um call-center, download de conteúdos e aplicativos da marca, assinatura de boletins de notícias SMS, envio de SMS para amigos, etc.

O que já vemos como realidade são iniciativas de grandes marcas nesta nova mídia. Fiat, Inbev, Unilever e Petrobras, ente outras, já entendem o valor e o potencial da web-móvel.

Vamos aos cases. Em campanha recente para o evento SkolBeats, a mídia em celulares foi um dos pilares do plano de comunicação para estimular o público a votar nas atrações do festival diretamente em seus celulares. Foram veiculados banners na home-page do portal Claro Idéias durante uma semana. O resultado bateu os surpreendentes 10,5% de taxa de cliques. Dezenas de milhares de pessoas acessaram o mobile site do evento e deram seus votos.

Outra experiência extremamente positiva foi realizada pela Fiat no lançamento do Punto. Durante quinze dias, a única mídia para lançamento do carro foi a veiculação de banners nos portais de duas operadoras. O resultado também surpreendeu, com mais de 255 mil visitas ao mobile site do carro e taxas de retorno que variaram entre 4,5% e 12%.

No final de 2007, a maioria dos portais da web-parada teve seus inventários completamente tomados. Neste ano não deve ser diferente. Por isso, pode apostar, será a vez da web-móvel deslanchar. Afinal, trata-se de uma grande audiência com taxa de cliques altíssima e uma pegada grande de inovação. Logo, não custa anunciar: bem-vindo à essa nova mídia, a web-móvel.

autor: Leonardo Xavier
fonte: Mundo Marketing

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