Como o vício em smartphones está arruinando o negócio de restaurantes

  1. Como o vício em smartphones está arruinando o negócio de restaurantes




Mexer no celular é tão comum e uma atitude tão normal pra gente que esquecemos como isso pode influenciar outras atividades. Por exemplo, 10 anos atrás, quando as pessoas iam comer fora, quase nada as impedia de conversar e pedir a comida. Sim, existiam celulares, mas nada com uma tecnologia que pudesse tirar a sua atenção por muito tempo (snake, talvez?).

A verdade é que smartphones influenciaram muito mais do que nosso dia-a-dia. Também mexeram com toda a estrutura de negócios — como a dos restaurantes. Ter um Wi-Fi hoje em dia é quase que obrigatório e parece que o convívio dentro de um estabelecimento mudou depois que checar redes sociais e mexer no WhatsApp a todo momento se tornou comum – por mais rude que seja.

Mas até que ponto isso influencia verdadeiramente o negócio de restaurantes? Este texto conta a história de um restaurante de Nova York que estava recebendo muitas críticas negativas e resolveu investigar o problema. Achei um pouco forçado, com algumas informações duvidosas, ainda mais considerando que é um texto anônimo. Mas não temos como negar: faz muito sentido!

Enfim, depois que o restaurante percebeu que o negócio não andava bem nos últimos tempos, resolveram contratar uma empresa para tentar descobrir o motivo do descontentamento dos clientes. Para isso, a companhia analisou o circuito interno de imagens de 10 anos atrás e de hoje em dia. Saca só o que eles perceberam:

2004

  • Clientes entram
  • Eles se sentam e recebem cardápios
  • Demoram cerca de 8 minutos para pedir
  • O garçom está de prontidão para anotar o pedido; Clientes fazem o pedido.
  • A comida começa a chegar em cerca de 6 minutos. É claro que os itens mais complexos demoram mais.
  • 2 dos 45 clientes mandam a comida de volta
  • Depois que eles terminam de comer, a conta chega e em 5 minutos eles saem
  • Tempo médio dos clientes no restaurante: 1:05

2014

  • Clientes entram
  • Eles se sentam e recebem cardápios. 18 dos 45 clientes pedem para mudar de lugar.
  • Antes de sequer abrir o cardápio, a maioria tira os smartphones dos bolsos. Alguns tiram fotos, outros simplesmente mexem no celular
  • 7 dos 45 clientes pedem para o garçom vir até a mesa e mostram algo no celular — o que dura cerca de 5 minutos. Depois, foi descoberto que os clientes estavam pedindo ajuda com algo relacionado a conexão Wi-Fi
  • Os garçons perguntam sobre o pedido do cliente. Como grande parte dos frequentadores ainda não abriu o cardápio, eles pedem para os garçons esperarem um pouco.
  • O cliente abre o cardápio, mas continua mexendo no celular. Mais uma vez, o garçom pergunta sobre o pedido e, novamente, os fregueses pedem para eles esperarem
  • Finalmente, eles estão prontos para pedir. O tempo médio de demora entre o cliente sentar e pedir é de 21 minutos
  • A comida começa a chegar em cerca de 6 minutos. É claro que os itens mais complexos demoram mais.
  • 26 dos 45 clientes passam cerca de 3 minutos tirando fotos da comida
  • 14 dos 45 clientes tiram fotos enquanto comem ou com a comida na frente. Isso demora cerca de 4 minutos, já que eles tem que analisar as fotos.
  • 9 dos 45 clientes mandam a comida de volta para esquentar. É óbvio que a comida não ia esfriar caso eles não mexessem no celular.
  • 27 dos 45 clientes pediram para os garçons tirarem fotos do grupo de amigos. 14 desses pedem para o garçom tirar novamente a foto. Esse processo demora cerca de 5 minutos e o garçom perde tempo, já que poderia atender outras mesas
  • Já que na maioria das vezes os clientes estão ocupados com o celular, eles demoram 20 minutos a mais para terminar de comer do que 10 anos atrás. Ao pedir a conta, eles demoram 15 minutos a mais do que em 2004 para finalmente pagar e sair.
  • Tempo médio dos clientes no restaurante: 1:55

Como eu disse, sabe-se lá se isso é verdade ou não. Pode até ser mentira ou com alguns números inventados, mas é só a gente olhar pra nós mesmos nos restaurantes que percebemos: sim, nosso vício em smartphones pode afetar diretamente o funcionamento de um restaurante.

autor: Pedro Katchborian
fonte: Youpix

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