Sete regrinhas para as empresas sem noção





Este artigo não é para você, que já entende os fatos da vida – é para a empresa que não tem site e está prestes a pedir a criação de um, sem fundamento e inocente das armadilhas que encontrará.po:Carlos Nepomuceno

Nunca se fez tanto site no país. O pessoal já nem cobra por página, mas pergunta: quantos metros de códigos e quantos quilos de banners? É para viagem?

Desde que a internet comercial aportou no país, em dezembro de 1995, temos quase 506 mil domínios registrados na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Desses, 461 mil são de empresas, com mil efetivados por dia, quase 19 mil novos por mês. Veja mais em registro.br/estatisticas.html

Domínio é aquele nome do site (www.algumacoisa.com.br). Note, etretanto, que nem todo site tem um: www.algumacoisa.com.br/~alguem.

Ou seja, podemos multiplicar (por muito) a quantidade real de endereços comerciais que estão por aí carentes de atenção. A crise é a mãe de todo desenvolvedor de página. O dono da empresa pensa: “Preciso ampliar minhas vendas, vamos para a internet! Peça um orçamento!”

Um ano depois, dinheiro gasto, pergunta-se: quantas pessoas visitaram o site, tirando a família e os amigos? Quantos negócios foram efetivados? Poucos? Conclui o dono: “Precisamos agora dar uma incrementada. Chama o primo de fulano que agora ele está arrebentando no flash!”.

Como estão na moda os livros de web-ajuda, eis aqui o início do meu – “As sete leis para uma homepage de sucesso” -, que será vendido do profissional liberal à megacorporação:

1 – Apresente logo na página principal quais são os produtos e serviços.

2 – Defina qual é a ação (ou ações) prioritária (s). Ou melhor, o que deseja que o visitante faça? Se cadastre na mala direta? Compre o produto na sua loja eletrônica? Peça um orçamento? Ofereça em diversos locais a opção do clique nessa direção.

3 – Apresente referências. Quem são os clientes atuais e antigos? O que eles acharam? Se QI (quem indica) já é importante pessoalmente, imagina a quilômetros de distância.

4 – Coloque sempre a referência física em vários locais do site: telefone, e-mail, endereço completo. Não se esqueça do ditado: em terra de cego, ninguém tira a carteira do bolso!

5 – Analise com quais palavras-chaves o público principal vai procurar você no Google e em outras ferramentas de busca. Escreva-as em diversos locais estratégicos para que possam lhe achar.

6 – Utilize com inteligência as metatags – os códigos do topo do HTML – principalmente o título e a descrição. E crie uma estratégia para que outros sites criem links para o seu endereço virtual.

7 – Não encare sua web como um quadro estático na parede. Ela precisa de ajustes constantes. Torne-a um filme em sequência e não uma foto estática. Saiba que os concorrentes estão aprendendo com os acertos e os erros dos outros, incluindo o seu.

Por fim, escolha bem o desenvolvedor. Lembre-se sempre do objetivo principal e não se deixe levar pelo canto da e-sereia. Deixe claro para o sobrinho do seu primo que a idéia não é ganhar o prêmio iBest ou estar na ponta da tecnologia da rebimboca do Flash em XML da parafuseta digital.

Como diz uma amiga – tem muita gente que cria homepage, mas não sabe exatamente o que elas comem. [Webinsider]

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