SEO é essencial para jornalistas e redatores



Fazer bons títulos hoje significa usar bem as palavras-chave e ser destacado pelos buscadores. Fique atento também para o efeito cauda longa, conheça novas ferramentes e valorize press releases.

SEO (search engine optimization) é um conjunto de estratégias que visam melhorar o posicionamento do site nos resultados de busca, principalmente do Google.

Atualmente, é uma das áreas em maior crescimento no mercado do marketing digital – afinal quem não quer aparecer na primeira página do Google?

Porém, muitas pessoas relacionam o SEO à questão técnica e acham que basta um especialista para otimizar o site, para que em seguida ele comece a aparecer na primeira página de resultados de busca do Google.

Mas na verdade o conteúdo é a matéria-prima essencial para o trabalho de SEO.

O conteúdo é o rei, pois quando as pessoas realizam buscas elas não procuram empresas – elas procuram conteúdo relevante para atender algum desejo naquele momento. Os jornalistas são profissionais que têm muito a ganhar (ou a perder), pois o mercado está valorizando a cada dia quem tem conhecimentos em SEO.

A importância do SEO para o jornalista

SEO é a sigla de Search Engine Optimization, quer dizer otimização de sites. Basicamente são técnicas que tornam um site mais fácil de ser encontrado nos sites de busca, essencialmente o Google.

Estatísticas mostram que ao realizar uma pesquisa no Google, 60% das pessoas clicam nos três primeiros resultados e 80% não vão para segunda página de resultados.

O resultado final do trabalho do jornalista é a matéria publicada no site, correto? Do ponto de vista do SEO, o resultado final do trabalho do jornalista é sua matéria encontrada no Google e outros buscadores.

O ponto de partida para compreender a importância do SEO são as palavras-chave digitadas pelos usuários no momento da busca. Nos grandes eventos, como terremoto Haiti, morte de Michael Jackson ou Arruda, sabemos que conteúdos com estes termos aparecem no Google News na primeira posição.

Ou seja, aparecer nas buscas é fundamental para o jornalista se destacar na internet. A propósito, a matéria acima está no blog do Noblat.

SEO exige conhecimentos técnicos?

Sim, mas isso é responsabilidade dos desenvolvedores web que devem saber as boas práticas da programação com foco em SEO. Alguns fatores fundamentais para o Google classificar os sites são:

  • TITLE : É o título da página entre as tags. São apresentados como títulos dos resultados de busca no Google.
  • URL : É o endereço da página e deve ser amigável, ou seja, ao ler a URL temos que conseguir identificar o assunto que iremos ler na página.
  • Domínio : É muito comum você pesquisar uma determinada palavra-chave no Google e o primeiro site ter o domínio exatamente igual à palavra pesquisada. O domínio também é um fator de importância muito alta para o SEO.

Uma dica muito simples de identificar como o Google “enxerga” um determinado site: digite “site:seusite.com.br” no Google. Os resultados irão apresentar apenas as páginas indexadas do seusite.com.br.

Note que pesquisando “site:tecnisa.com.br” temos mais de 66 mil páginas indexadas.

Como escrever pensando em SEO

Escrever com o foco nas palavras que as pessoas buscam pode parecer um sacrilégio para um jornalista tradicional, porém é preciso olhar com uma nova perspectiva se quisermos quebrar paradigmas e usufruir do potencial de usar as buscas a nosso favor.

Pense no seguinte cenário: será lançado um site, cujo público alvo seriam mulheres que desejam emagrecer.

Como definir a linha editorial do site? Não sou jornalista, portanto irei pular esta parte e irei para uma pergunta mais específica:

Qual a palavra mais pesquisada: dieta ou emagrecimento?

Saber a resposta para esta pergunta é fundamental para alinhar a linha editorial com os desejos de busca das pessoas.

A imagem abaixo foi gerada na ferramenta de palavras-chave que permite analisar o volume de buscas das palavras. As palavras dietas e dieta somam 547 mil buscas/mês, enquanto emagrecimento tem “apenas” 22,2 mil buscas/mês.

Isso significa que o site que estiver em primeiro lugar nos resultados orgânicos (gratuitos) terá 547 mil possibilidades de ser clicado! O site da Boa Forma, da Abril, está em primeiro para as palavras dieta e dietas.

Cauda longa de conteúdo como sugestão de linha editorial

Percebe-se claramente um comportamento de busca de tipos de dietas: dieta dos pontos, dieta da sopa, dieta atkins, etc.

Ao colocar estas palavras em um gráfico do Excel, temos uma distribuição do tipo “cauda longa” na qual podemos notar que existem nichos de busca para cada tipo de dieta.

Se você pesquisar no Google, irá notar que para cada tipo de dieta os resultados mudam radicalmente. Pelo conceito da cauda longa, a estratégia será tentar ficar nas primeiras posições para as dezenas de palavras-chave da cauda longa (dieta dos pontos – 90,5 mil, dieta da sopa – 33,1 mil e dieta atkins – 22,2 mil, etc.).

Como escrever para cauda longa

1. Seja simples. Crie artigos com títulos iguais ou muito próximos das palavras-chave. Não enfeite com floreios (como “Para quem gosta de sopa, a dieta ideal”), pois isso prejudica muito o objetivo de conquistar as primeiras posíções. Portanto, o título deve ser Dieta da sopa.

2. Crie artigos com combinações das palavras-chave. “Qual a melhor dieta: dieta dos Pontos ou dieta da Sopa?”, “5 dietas para emagrecer rápido”, etc.

A cauda longa é apenas uma forma de compreender o comportamento de busca das pessoas, pois nos mostra claramente o grau de interesse em torno de um tema. Ignorar estes números é fechar os olhos para novos horizontes para o jornalismo, pois a verdade é que o valor está cada vez mais no conteúdo relevante e não na força dos grandes portais.

Redes sociais e SEO

O Google utiliza links como votos para classificar os sites, portanto conquistar links em sites relacionados é fundamental para ganhar relevância para o Google.

As redes sociais são uma forma de multiplicar a divulgação do site de forma natural e viral, e a consequência é que as pessoas criam links em seus sites apontando para artigos específicos.

Algumas redes sociais são bem indexadas pelo Google, como WordPress.com, Slideshare.net e Youtube.com. Portanto, é fundamental analisar como gerar conteúdo em diferentes formatos que possam ser publicados nas redes sociais.

O tradicional press-release deveria ser repaginado para as novas tendências da internet. Afinal, se os sites mesclam vídeos, aúdios, fotos e apresentações, por que os press-releases continuam a ser enviados nos formatos tradicionais?

  • Youtube e outros sites de vídeos. Seu cliente possui um produto/serviço onde um vídeo seria o formato ideal para explicar o conceito ou a maneira de usar? Publicar vídeos e recomendá-los para os veículos aumentará a chance do seu cliente ter sua marca promovida dentro de portais.
  • Fotos no Flickr. O Flickr é um dos sites de fotos mais populares, pois é possível compartilhar, comentar e salvar fotos como favoritas. Ele é muito mais do que apenas um repositório de fotos. Usando tags em eventos é possível criar álbuns colaborativos com as fotos de vários usuários. Vejam as fotos do Joomla! Day Brasil 2009, no qual a pessoas publicaram fotos com a tag “JDBR09? e o resultado é um álbum colaborativo com mais de 100 fotos.
  • Slideshare. Apresentações corporativas: o Slideshare é o maior portal de apresentações corporativas da internet. Alguns produtos/serviços são melhor apresentados no formato de apresentação corporativa e, além disso, é muito comum encontrar apresentações do Slideshare quando realizamos buscas no Google.
  • Twitter. A grande sensação do momento é o Twitter que se popularizou de uma forma muito veloz e já faz parte do dia-a-dia de muitas pessoas. Como as pessoas seguem pessoas ou empresas de acordo com o tema de interesse, é natural pensar que o trabalho de assessoria de imprensa pode ser a gestão do Twitter do cliente.

Ferramentas de SEO para jornalistas

Existem ferramentas disponíveis gratuitamente para facilitar o trabalho de SEO com foco em conteúdo.

Podemos entender os picos de busca de determinadas palavras-chave gerados por eventos específicos, como morte (Michael Jackson), sucesso repentino (Susan Boyle) ou fama (Ivete Sangalo).

Conclusão

Existe um universo de possibilidades para SEO e jornalismo, porém cabe ao profissional de jornalismo procurar realmente criar conteúdo de maneira criativa e inovadora e ter, ao mesmo tempo, como um dos objetivos ser encontrado pelos buscadores.

autor: Marcio Okabe
fonte: [Webinsider]

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