A Psicologia Comportamental nas Mídias Sociais

  1. A Psicologia Comportamental nas Mídias Sociais




Entender um pouco de psicologia comportamental pode ser um longo caminho em direção a uma melhor compreensão do seu público e o motivo de eles fazerem as coisas que eles fazem em mídias sociais e em seu site. Aqui estão alguns estudos psicológicos e como eles podem se relacionar com tudo o que fazemos online.

Efeito Posse

Quando nós possuímos algo, a tendência é valorizá-lo muito mais. Se temos que vendê-lo, queremos mais do que realmente vale a pena.

Um estudo da Universidade de Duke descobriu que os estudantes que tinham ganho ingressos de basquete valorizavam os ingressos em US$ 2.400. Aqueles que não tinham ganho os ingressos pagariam 170 dólares. Da mesma forma, um estudo realizado por Daniel Kahneman de Berkeley encontrou o mesmo efeito com os participantes do estudo e do preço de canecas. O valor dobrou para aqueles que tinham uma caneca (percebida no valor de $10) em relação a quem queria comprar (dispostos a pagar $ 5).

Seus clientes atribuem um valor mais alto para as coisas que já possuem. Ajude a aumentar a sua propriedade em seu produto ou marca, incentivando comentários e sugestões ou pedindo seu envolvimento em mídia social.

Reciprocidade

Sentimo-nos na obrigação de retribuir às pessoas que nos deram algo.

Em 2002, uma equipe de pesquisadores descobriu que os garçons poderiam aumentar as gorjetas com um pouquinho de reciprocidade. As gorjetas aumentaram em 3% quando os clientes receberam um chocolate após o jantar, e as gorjetas aumentaram 20% quando, ao entregar o chocolate, o garçom fez uma pausa, olhou para os clientes nos olhos, e então deu-lhes um segundo chocolate ao contar-lhes que esse era especificamente para eles.

Outro exemplo interessante: O sociólogo Phillip Kunz enviou cartões de Natal para 600 estranhos completamente aleatórios. Ele recebeu 200 cartões de Natal de volta em resposta.

Dê algo de valor para obter algo em troca. Seja bacana com as pessoas e você vai receber muitas alegrias em termos de oportunidades e de afinidade com os outros.

Pé-na-porta

Quando concordamos com um compromisso mais simples em primeiro lugar, estamos mais propensos a concordar com um pedido maior mais tarde.

O primeiro estudo sobre o método foi realizado na década de 1960 por Jonathan Freedman e Scott Faser. Pesquisadores telefonaram para um número de donas de casa para obter informações sobre os produtos de uso doméstico. Três dias depois, os pesquisadores ligaram novamente, desta vez pedindo para enviar um grupo de trabalhadores para a casa e observar os produtos de limpeza na casa. As mulheres que responderam à primeira entrevista por telefone eram duas vezes mais propensas a responder ao segundo pedido.

Se o cliente já abre seus e-mails ou baixa seu conteúdo, ele estará mais propenso a aceitar um pedido maior, como compartilhar o seu conteúdo e convidar seus amigos.

Enquadramento

Nós reagimos a uma mesma situação de formas diferentes, dependendo se nós percebemos que a situação é uma perda ou um ganho.

Os pesquisadores Amos Tverksy e Daniel Kahneman entrevistaram dois diferentes grupos de participantes de qual dos dois tratamentos que iria escolher para pessoas infectadas com uma doença mortal.

Tratamento A: “200 pessoas serão salvas.”
Tratamento B: “Um terço de probabilidade de salvar todas as 600 vidas, e dois terços de probabilidade de não salvar ninguém.”

A maioria dos participantes escolheu o Tratamento A pois tinha um efeito mais claro e simples para salvar vidas.

No Grupo 2, os participantes foram orientados assim:

Tratamento A: “400 pessoas vão morrer.”
Tratamento B: “um terço de probabilidade de que ninguém morra, e dois terços que 600 pessoas vão morrer.”

A maioria dos participantes escolheu o Tratamento B por causa do efeito negativo claro no Tratamento A.

As palavras que você usa e o jeito que você enquadra o conteúdo tem um impacto direto sobre a forma como os leitores vão reagir.

Aversão à Perda

Nós sentimos os efeitos negativos da perda mais fortemente do que os efeitos positivos de um ganho.

Professores receberam pagamentos de bônus como parte de um estudo de pesquisa da aversão à perda. Um grupo de professores recebeu um certo bônus baseado no desempenho de seus alunos em testes padronizados. Outro grupo receberia seu bônus no início do ano com base nos resultados dos testes dos seus alunos, podendo ganhar ou não. De acordo com os resultados do estudo, o fato de poder perder o bônus teve um impacto maior do que simplesmente ganha-lo.

Descubra os desafios e os medos do seu cliente, e alivie as suas preocupações. Teste gratuitos e reembolsos são uma maneira de lidar com a aversão à perda. Retire o medo da perda da equação.

Conformidade e Influência Social

Nós mudamos a forma como nos comportamos para ser mais parecidos como os outros.

Você daria uma resposta errada, se você soubesse que era errada, só porque todo mundo estava fazendo isso? Solomon Asch descobriu ser verdadeiro para uma grande porcentagem de pessoas, em um estudo que ele realizou na década de 1950. Ele contratou um grupo de atores para participar junto com os alunos em responder às perguntas de um quiz. Os atores foram orientados a dar a resposta errada. A maioria dos estudantes seguiu o exemplo, mesmo que a resposta correta fosse óbvia.

Principais influenciadores e líderes da indústria podem ajudar o seu produto a ser mais valioso para os outros. Redes apenas para convidados têm o aumento deste efeito, também.

Mera Exposição

Quanto mais estamos expostos a alguma coisa, mais gostamos.

Robert Zajonc mostrou caracteres chineses para os participantes que não falam a língua. Ele mostrou cada caractere de 1 a 25 vezes, pedindo aos participantes para adivinhar o significado dos símbolos. O número de vezes que o participante viu o símbolo influenciou no significado, quanto mais vezes viu, mais positivo o significado.

Não tenha medo de repetir a sua mensagem. Isso pode funcionar bem para o compartilhamento de mídia social, como repostar conteúdo útil pode ter um impacto direto sobre o seu público.

tradução: Cristiane Rocha Thiel
fonte: Buffer (original) / Cristiane Rocha Thiel Blog

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