Poluição visual pode afastar consumidores da sua loja virtual

  1. Poluição visual pode afastar consumidores da sua loja virtual




Quem nunca entrou em um site e o deixou imediatamente devido à desorganização ou excesso de informação e publicidade? Mesmo que você ofereça um bom serviço e disponha de uma variedade interessante de produtos, a poluição visual pode fazer com que um cliente em potencial entre nas sua loja online e nunca mais volte.

Poluição visual atrapalha venda

Em seu livro O Paradoxo da Escolha: Por que mais é menos, o psicólogo e escritor norte americano Barry Schwartz aborda um pouco do tema e comprova como informação demais pode gerar paralisia. Isso pode ser percebido, facilmente, em diversas relações de consumo, conforme exemplifica o cofundador e CEO da EZ Commerce, Henrique Mengue.

“Isso acontece quando você entra em uma loja de calças e existem mais de 100 modelos, por exemplo. Você fica confuso, não sabe o que olhar ou provar, e acaba desistindo da compra. O mesmo acontece no e-commerce. Se o site possuir tanta informação que confunda o usuário, o mesmo terá grande tendência a desistir”, completa.

Para que uma loja virtual seja acessível e usual, ela precisa de uma interface que ajude o consumidor no processo de compra, e não que atrapalhe. No e-commerce, deve-se deixar o usuário confortável e a informação deve ser clean na medida certa.

Em estudos de usabilidade, feitos pela EZ Commerce, notou-se que o que dá mais resultado é deixar o usuário no comando, ou seja, ele deve ter clareza onde está, de onde veio e para onde pode ir, com destaque maior em poucas informações, como títulos, imagens e descrições.

Arquitetura de camadas acaba poluição visual

Como se viu, evitar a poluição visual é importante, mas como fazê-lo com tanto conteúdo disponível? Para Mengue, o ideal é pensar em uma arquitetura de camadas, com hierarquias. Em uma primeira camada, por exemplo, você deve priorizar os dados básicos, como nome, categoria, marca, preço, fotos do produto e botão para comprar.

Assim, de acordo com o especialista, ao bater o olho, o consumidor deve entender o que se trata, quanto custa e como comprar. “Posteriormente, em uma segunda camada, devem existir dados complementares, como descrições longas, informações técnicas e recomendações de produtos para comprar junto” acrescente.

Por fim, em uma terceira camada, pode-se ter reviews de outros usuários, produtos similares, etc. A hierarquia deve levar em consideração o tamanho da informação, a posição na página (os dados mais importantes devem ir no topo), os destaques de cores e iconografia.

fonte: Destino Negócio

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