A tênue e emocionante linha de planejamento de marketing

Aqueles que começam a tomar gosto pela arte do marketing têm à disposição um vasto mar de livros, artigos e informações em geral, tudo o que quiserem estudar sobre o assunto. E, o mais usual, que está presente em 99% dessas leituras, é o quão importante é o planejamento de uma estratégia de marketing.

Concordo com tais afirmações, porém um detalhe sempre me chamou a atenção, desde os tempos de faculdade: o quanto o planejamento de marketing era elaborado, e se realmente isso funcionava.

Hoje, no caos da internet, continuo me questionando sobre esse ponto. No entanto, acredito que deva existir uma linha entre o planejado e o inesperado. Oportunidades de ações bombásticas surgem a todo momento, são questões que não se planejam, e um controle rígido do cronograma não me permite aproveitá-las.

Então, o ideal é não planejar? Também não é o caminho. Já diziam alguns filósofos que decidir não planejar nada já é um planejamento, porém não quero esses debates, quero mostrar a prática e a teoria, tão juntas e separadas pelas universidades e empresas.

Acredito ainda que objetivos macros sejam essenciais, assim como um planejamento. Por exemplo, ao focar no desenvolvimento de redes sociais, pensar unicamente em pequenas campanhas é extremamente complicado, já que a todo momento surgem ótimas ações e oportunidades, e você não pode ficar preso a um cronograma acirrado.

As questões mais táticas e operacionais não devem ser tão planejadas, em especial nesses casos, pois, normalmente, as alavancas do sucesso não são aquelas que foram pensadas, e sim aquelas que surgiram espontaneamente. Como dizem os grandes gurus, ao ver uma onda, pegue-a ou fique boiando.

Claro que existe muito pano para manga, e os teóricos falam da importância disso, porém, como um mero amante da leitura de marketing e alguém que está no meio do oceano do mercado, este pensamento me pareceu bastante pertinente.

Muitas questões podem surgir: será que não planejo nada? O quanto eu posso planejar? Mas, para não planejar eu preciso ter uma equipe muito atenta, ágil e inovadora?

Confesso que a empresa que tem punch marketing – o que eu costumo chamar de a força de impacto de um soco nocauteador no marketing – tem mais chances de aproveitar oportunidades, já que possui mais estrutura, maior respaldo. Porém, as chances de perder também são grandes, mas como já diziam os sábios, o risco é o apetite dos grandes.

Portanto, sigo com a minha teoria, aplicando-a à equipe. A linha do planejar ou não é bastante obscura e tênue. Para cada um, ela se encontra em um lugar, a poucos centímetros do abismo do fracasso ou da imensidão do sucesso.

Para aqueles que nasceram para esse mundo, a vitória e essa emoção não têm preço; já para os que não têm tanta certeza disso, talvez seja hora de buscar outros ares. Esse é o mundo do marketing.

autor: Jorge Nahas
fonte: http://adnews.uol.com.br

Um comentário

  1. Não é necessário deixar de planejar para se aproveitar as oportunidades. É possível que dentro de um planejamento haja flexibilidade e readaptações. Por isso defende-se que o planejamento seja atualizado periodicamente, mas não deixado de lado. A base de toda boa ação é o planejamento, até mesmo do improviso.

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