A sua marca é autêntica?

Sem essência, marcas perdem valor. Com rebeldia, marcas ganham seguidores

As estratégias de Marketing do segmento do Luxo são um Luxo à parte. A despeito dos que acham que “com dinheiro é fácil”, conquistar um consumidor com este perfil é muito mais difícil. Basicamente porque ele, assim como o mercado, representa o ápice do que estamos vivemos hoje: consumidor exigente e esclarecido, produtos e serviços com baixa ou nenhuma diferenciação e a explosão de pontos de contato, para citar apenas três exemplos.

É por isso que nem a melhor ou a mais encantadora ação de Marketing já não basta para conquistar este consumidor que, segundo pesquisa da MCF Consultoria e da GfK Brasil, gasta em média R$ 3.454,00 a cada compra que faz. Agora, mais do que nunca, é preciso ter autenticidade. A marca, os produtos e os serviços devem ser autênticos. Chega de mostrar uma coisa na comunicação e ser outra na realidade.

O próprio Luxo está cobrando o resgate da essência da marca. Marcas francesas que se globalizaram, como a Louis Vuitton, estão sendo cobradas por isso. Na Conferência do Negócio do Luxo realizada neste mês em São Paulo só se falou disso. Expoentes mundiais como Marc Gobé e Christian Blanckaert, ex-CEO da Hermès, e o brasileiro Paulo Sérgio Kakinoff, Presidente da Audi Brasil, levantaram a bandeira da autenticidade.

Crise de identidade
Frédéric Pinel foi além e chegou a afirmar que a perda da autenticidade fez Louis Vuitton deixar de ser Luxo. Afinal, o que teria de Luxo entrar em uma loja, escolher uma bolsa, ir ao caixa, pagar e sair com um produto, perguntou Pinel? No mínimo intrigante. Mas Louis Vuitton continua sendo a marca mais valiosa entre as marcas de Luxo do mundo.

Segundo o ranking da Interbrand deste ano, a marca Louis Vuitton vale 21 bilhões de dólares. É a 16° no ranking das 100 mais valiosas. Suas mais de 400 lojas em todo o mundo são um esforço para manter a conexão com o consumidor, aponta a Interbrand. Mesmo com o crescimento na China, a marca perdeu 2% de seu valor este ano. Gucci, Channel, Rolex, Tiffany, Cartier, Prada e Giogio Armani também perderam valor de marca. Isso quer dizer alguma coisa?

A crise afetou as marcas, sim, mas a grande maioria delas é centenária. Passaram por muitas crises e continuaram ganhando valor. A crise agora é outra. De autenticidade. Agora imagine você, que não trabalha com uma marca de Luxo. Existem muitos caminhos para a autenticidade. Beth Furtado acredita na rebeldia de marcas como Diesel, MTV, Harley-Davidson, Red Bull, Puma, Apple, Nike, Benetton, Levi’s, Virgin, Cavalera, Adidas, Alexandre Herchcovitch, MAC e Doc Dog. Elas são ou não são autênticas? E a sua marca, é?

autor: Bruno Mello
fonte: Mundo Marketing

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2 Comentários

  1. O que é ser autêntico para encaixar marcas como Cavaleira e Doc Dog nesse grupo? Autenticidade está relacionada a qualidade? A cópia? A flagship nos jardins? Por que, infelizmente, é muito do que essas duas marcas tem! Pouca qualidade em seus produtos, idéias que poderiam ser “bacanas”, mas que ficam só na idéia, e lojas conceito na quadrilátero dos jardins! Considero Alexandre Herchcovitch realmente como autêntico, e ainda por cima, vende roupas com uma ótima qualidade! Minha real opinião sobre a grande maioria da industria da moda brasileira: CÓPIA, CÓPIA E MAIS CÓPIA, BAIXA QUALIDADE, PREÇO ALTO, MUITA IMAGEM E POUCA IDENTIDADE! Cadê o desafio? Cadê a provocação? Cadê a integração com a sociedade, TODA, a sociedade?

    PS: Agora as semanas de moda do Brasil estão na mão de uma única pessoa! Alguem ai afim de adivinhar o que vai acontecer? Nem precisa de luz pra saber né, Luminosidade? =]

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