7 Tendências globais de consumo

  1. 7 Tendências globais de consumo




Referência mundial em pesquisa de mercado e interpretação de dados, a Ipsos (www.ipsos.com.br), divulgou o resultado de uma pesquisa que revelou tendências de consumo das principais capitais do mundo. O estudo identifica e analisa os movimentos e fenômenos observados em nível macroeconômico, político e social e seus reflexos no consumo, comportamento, manifestações culturais, arquitetura e na propaganda.

Compreender como as tendências afetam a vida das pessoas, como os acontecimentos nacionais e internacionais na política, economia, sociedade e cultura transformam comportamentos e como as mudanças no dia a dia traduzem-se de diferentes manifestações na moda, na música, na publicidade, nas temáticas de filme, no design, no consumo, nos produtos e nas marcas. É com esses objetivos que a Ipsos, desde 2003, estuda e analisa as tendências de comportamento e consumo.

“As empresas precisam compreender os fenômenos culturais, econômicos e sociais da sociedade e como estes afetam o comportamento de consumo. Nosso estudo tem como objetivo organizar estes fenômenos, identificar os movimentos e analisá-los a fim de nortear as empresas em todas as etapas do planejamento estratégico de suas marcas e produtos”, afirmou Ana Claudia Malamud, Diretora da Ipsos UU.

As tendências identificadas e analisadas na pesquisa foram:

1- Go Bubbling, desterritorilização e volatilidade

A vida, o conhecimento e a inteligência estão nas redes

A ideia de tudo ao mesmo tempo e agora tornou-se uma condição para quem quisesse pertencer ao mundo globalizado. Como a globalização e a vida sem fronteiras, de fato, não se alcançaram, passou-se a considerar o mundo, mas já não era necessário estar nele. Hoje o espaço já não limita, pois a vida, o conhecimento e a inteligência estão nas redes.

2 – Maximum Exposure, realismo estetizado

Arriscar-se, ousar, sair do lugar comum

O desejo pela intensidade, surpreender e ser surpreendido, arriscar-se, ousar, sair do lugar comum e fazer algo diferente são peculiaridades tipicamente humanas que foram aguçadas pelos efeitos da massificação da era global. Na onda anterior do Observatório, a ênfase estava em despertar os sentidos de maneira inusitada. Agora nota-se certo cansaço do politicamente correto e surge, então, a necessidade de retomar a vida real. A autenticidade e a espontaneidade são novamente valorizadas e, com isso, a agressividade aflora abrindo espaço para tudo que está fora do padrão.

3 – Kronos Fever, tempo e existência

Emancipação da infância, infantilização da vida madura, decrepitude juvenil e juvenização da velhice

A discussão sobre os papéis sociais do homem e da mulher já não ocupa mais um espaço relevante na sociedade. Nas primeiras pesquisas, notava-se que a mulher estava mais presa aos poderes que havia conquistado, enquanto o homem, mais perdido, sem um papel muito definido. Na onda anterior, perceberam-se novos casais e novas constelações familiares. Agora a questão do tempo emerge com força e o trânsito entre os sexos é menos conflituoso que o trânsito entre as idades. Emancipação da infância, infantilização da vida madura, decrepitude juvenil e juvenização da velhice são as marcas de Kronos Fever.

4- Living Well, bem estar desejado

Prazer, beleza e felicidade são os sinalizadores dos novos tempos

Bem estar é o foco da tendência Living Well. Nas primeiras ondas do Observatório, o bem estar era obrigatório, o que deu o tom do “bem estar a todo custo”. Depois sentiu-se a diminuição das cobranças, trazendo a marca do “bem estar possível” e, na última onda, surgiu o “bem estar necessário”. Agora vive-se o “bem estar desejado”. Prazer, beleza e felicidade são os sinalizadores dos novos tempos.

5 – ID QUEST, a identidade midiatizada

O ambiente digital se torna o espaço para o exercício da identidade: religião, família, trabalho

A busca da identidade agora está conectada de maneira irreversível às tecnologias e às mídias, e o ambiente digital se torna o espaço para o exercício da identidade: religião, família, trabalho. Tudo está midiatizado e posto em circulação na rede. Diferentes impactos na noção de nacionalidade e soberania são percebidos ao redor do mundo. Principalmente na Europa o sofrimento e a profundidade da crise social e cultural (para além de econômica) faz reafirmar nacionalismos até então velados. No Brasil, assim como na China, a valorização da identidade nacional é crescente e o orgulho de cada um se expande. Nos Estados Unidos, o ideário da retomada do protagonismo mundial renasce e estimula a identidade de cada um.

6- My Way, criatividade estética

A ideia vale mais do que a ação em si e a pessoa comum está empoderada

A tendência My Way apresentava-se em ascensão nas primeiras ondas do Observatório. Na última onda, o foco passou a ser no indivíduo e em tudo que lhe singularizava. Agora a criatividade é o grande valor. A ideia vale mais do que a ação em si e a pessoa comum está empoderada. Acontece a institucionalização das pessoas, que ocupam o lugar das marcas.

7 – Know Your Rights, a emergência do socioeconômico

Expansão do conceito de consumo para além do ato de comprar

Alicerçada no paradigma “consumir é existir”, com ramificações para o consumo crítico, ético e sofisticado, esta tendência agora dá sinais de fusão entre todos os eixos, manifestando o entrecruzamento das lógicas do entretenimento, dos negócios e da sociabilidade. O consumo passou de vilão a mocinho ? consumir passou a ser uma saída para a crise mundial ? e houve uma expansão do conceito de consumo para além do ato de comprar.

fonte: Revista Wide

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