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O que design e a sua gestão têm em comum? Muito mais do que você imagina

Pense em um termo amplo, cuja definição atual é bastante complexa, que é utilizado nas mais diversas situações, e servindo às mais distintas atividades: este termo é design. Se você olhar ao redor, vai perceber que design está por todos os lados: no calçado que você (provavelmente) está usando, na roupa que (provavelmente) veste, na cadeira em que se senta, no computador ou no aparato mobile em que lê este artigo, no próprio portal da Endeavor, na luminária que clareia o ambiente. Enfim: poucos conceitos têm as costas tão largas quanto design, e é por isso que preparamos um conteúdo exclusivo sobre o assunto.

Mas é claro que vamos fechar um pouco o escopo. Afinal, hoje o design foi incorporado por áreas completamente distintas, tais quais a arquitetura e a indústria de jogos, por exemplo. Aqui, vamos tratar de como o design pode interferir mais diretamente na sua vida, empreendedor. São conceituações com as quais é importante que você tenha alguma familiaridade, para quem sabe conseguir tirar algum proveito para sua gestão.

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Qual é exatamente a definição de design?

Não é nada fácil encontrar esta definição – até porque a evolução das linguagens e da tecnologia é tão rápida que o que se estabelece hoje muda completamente amanhã. Mas tentemos: neste artigo da ABRA Escola de Arte e Design, o professor Marcos Paes de Barros afirma que o termo design tem sua origem no desenho industrial, sendo definida como uma atividade que envolve os processos de desenvolvimento de produtos, e que é ligada a questões de uso, produção, mercado, utilidade e qualidade formal ou estética destes produtos.

Alexandre Wollner, considerado um dos pioneiros do design no Brasil, aproxima o conceito da arte visual: para ele, design consiste em dimensionar uma estrutura com todos os elementos visuais nos vários meios de comunicação visual. Não se trata apenas de desenvolver uma “marquinha” sem se preocupar com o comportamento que esta marca terá em um contexto; é preciso que haja estruturação, que se preveja aplicações coerentes.

ASSIM, O DESIGN PREOCUPA-SE NÃO APENAS COM A ESTÉTICA, MAS COM A FUNÇÃO, COM MATERIAIS, COM A ERGONOMIA, E SOBRETUDO COM AS APLICAÇÕES.

Certo, mas como é que o design pode ser importante para a gestão do empreendedor?

De várias formas. Como dissemos, o termo tem costas largas, e há uma série de aplicações do conceito de design que acabam se relacionando à gestão do seu negócio. Vejamos algumas delas:

Design gráfico: a modalidade de design mais difundida. A definição mais técnica diz que se trata da área de conhecimento e de prática profissional que se relaciona à organização estética e formal de elementos textuais e não-textuais que compõem peças gráficas destinadas a serem reproduzidas, sempre com o objetivo de comunicar algo. Ou seja, é uma forma de se transmitir visualmente um conceito ou uma ideia, através de técnicas formais.

É importante porque são os designers gráficos que cuidam da identidade visual da sua empresa, do design de embalagem dos seus produtos e de vários outros aspectos fundamentais para a construção da sua marca.

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Design de produto: trata-se do design talvez em sua concepção mais tradicional. É a vastíssima atividade que trabalha com a criação e a produção de objetos e produtos tridimensionais com foco tanto para o uso humano, quanto para o uso animal. O designer de produtos costuma lidar essencialmente com o projeto e a produção de bens de consumo destinados ao uso cotidiano. Mas, no final das contas, o uso do termo se ampliou, e design de produtos abrange também a produção de bens de capital, como máquinas, motores e peças em geral.

É importante porque, ao refletir sobre cada detalhe daquela ideia que desenvolve para colocar no mercado, você está, de uma forma ou de outra, praticando o design de produto.

Design de serviços: o pensamento é muito semelhante ao que está por trás do design de produtos. Trata-se de pensar em todos os detalhes relativos a um serviço que será oferecido ao mercado. É planejar e organizar pessoas, infraestrutura, comunicação e componentes materiais de forma a melhorar a qualidade deste serviço, aprimorando a interação entre sua empresa e os consumidores.

É importante porque se trata de uma atividade bastante focada na “experiência do consumidor”. O design de serviços procura entender a fundo o perfil deste consumidor para garantir que o serviço seja relevante para ele. Por exemplo, imagine duas cafeterias, uma ao lado da outra, que vendem o mesmo tipo de café, pelo mesmo preço: o design de serviço é tudo aquilo que faz você entrar em uma, e não na outra.

Web design: trata-se de uma extensão do design gráfico. Aqui, o foco é a criação e a produção de websites e de quaisquer documentos a serem disponibilizados na internet. É uma área multidisciplinar, pois envolve uma série de atividades, como direção de arte, arquitetura da informação, programação, usabilidade, etc.

É importante porque o web designer é quem responde pela presença da sua marca na internet. É quem articula todas estas atividades acima para proporcionar ao usuário uma boa experiência com seu site, garantindo que ele encontre o que procura de forma rápida e eficiente.

Design thinking: o termo literalmente quer dizer “pensar como designer” e, de acordo com este artigo do portal MeuSucesso, significa “abduzir”. Ou seja, significa se apropriar ao máximo da forma como designers resolvem problemas: informações coletadas durante a observação de um problema específico. A expressão foi cunhada por Tim Brown, CEO da Ideo, com o intuito de transferir o conceito de design para um plano mais estratégico.

Pois é, a questão não é fácil de se apreender assim, de sopetão: mas, em linhas gerais, os defensores de desing thinking pregam que, por meio do “pensamento abdutivo”, a solução não deriva do problema, mas se encaixa nele.

É importante porque muitos consideram que, por se valer das técnicas utilizadas por designers para resolver problemas, o design thinking é uma ferramenta de gestão inovadora.

Trata-se de um conceito muito recente, para o qual muita gente olha torto. Mas vale conhecer um pouco mais: esta entrevista com a consultora Lígia Fascioni traz mais informações.

fonte: Endeavor
via: Marco Teles no Facebook

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