O Brasil não valoriza o design dos seus produtos e perde em competividade


A cadeia produtiva da embalagem deve movimentar, em 2007, uma cifra próxima dos R$ 35 bilhões, pois cerca de 70% de todos os produtos fabricados têm embalagem e as principais categorias dependem dela para conquistar seus consumidores.

Por intermédio da empresa de pesquisas GFK Indicator, o Núcleo de Estudos Estratégicos da ESPM realizou um diagnóstico da gestão de embalagem nas empresas brasileiras para subsidiar seu programa de estudos e pesquisas. Os dados revelados preocupam todos que atuam e têm interesse nesta área, ficando muito claro que, apesar de todos os entrevistados afirmarem que a embalagem é “muito importante”, não é assim que ela é tratada na grande maioria das empresas onde trabalham. Ao contrário, está dispersa no organograma, posicionada principalmente nos setores operacionais e técnicos, sem visão estratégica e dedicada principalmente à redução de custos.

A pesquisa contratou 500 empresas, mas somente encontrou algum profissional responsável por embalagem em 151 delas

A pesquisa contatou 500 empresas, mas somente encontrou algum profissional responsável por embalagem em 151 delas. Apesar do bom nível acadêmico – 41% deles apresentam pós-graduação – seus gestores não têm formação específica, uma vez que essa especialização falta no país. Ainda assim, 59% desses profissionais não conhecem o conceito de gestão estratégica da embalagem, enquanto dos 41% que já ouviram falar no assunto, apenas 16% têm uma noção correta do que ela realmente significa.

É preciso iniciar um processo de mudança de mentalidade e visão que leve a embalagem a ocupar um espaço mais importante no planejamento estratégico.

Não é mais possível continuar tratando um recurso estratégico como simples insumo opracional do processo produtivo

Para que isso aconteça, este tema precisa entrar na pauta do setor. Empresas, entidades, escolas e profissionais devem se conscientizar de que estamos utilizando muito pouco do enorme acervo de contribuições que a embalagem pode oferecer.
Estamos diante de um daqueles divisores de águas, em que um processo de mudança de mentalidade tem início a partir da constatação da real situação e da necessidade de evoluir para uma nova posição. Não é mais possível continuar tratando um valioso recurso estratégico como simples insumo operacional do processo produtivo.

Todos aqueles que atuam e participam da cadeia produtiva da embalagem e a utilizam em suas empresas têm muito a ganhar com esta visão.

fonte: Portal da Comunicação

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