Metodologia do design no contexto atual

  1. Metodologia do design no contexto atual




Pensar sobre como executamos determinada atividade é algo interessante e que nos permite criar um ciclo de melhoria constante, aprimorando as boas práticas e buscando novas maneiras de abordar aquilo que não funcionou tão bem.

A essa abordagem, dá-se o nome de metodologia: “parte de uma ciência que estuda os métodos aos quais ela mesma recorre” (Houaiss, 2009, p.1284).

Por meio dela não se buscam receitas a serem seguidas de forma robotizada, mas sim o pleno entendimento do processo em si, de forma a agregar o conhecimento acumulado de quem o executa.

Para a presente abordagem o design gráfico foi escolhido como tema central, uma vez que tem relação direta com projetos relacionados ao universo do branding, bem como com diversos outros tipos de projetos nas mais diversas áreas do conhecimento e segmentos de mercado.

Isso porque o design “é uma atividade de resolução de problemas, um exercício criativo, sistemático e de coordenação” que combina o “caráter lógico da abordagem científica e as dimensões intuitivas e artísticas do trabalho criativo” (Mozota, 2011, p. 17).

Para auxiliar o entendimento dos conceitos a serem abordados, segue uma apresentação desenvolvida com a mesma finalidade, clique aqui.

Para pensar, a metodologia do design é necessário refletir sobre a realidade atual. Vivemos hoje um momento de plena expansão tecnológica, o qual anda lado a lado com a crescente conectividade. Nunca tudo foi ao mesmo tempo e agora! Nesse ambiente complexo, somos bombardeados com inúmeras informações, provenientes de fontes cada vez mais diversificadas.

Tal realidade se faz presente tanto na esfera pessoal quanto na profissional, exigindo dos indivíduos uma grande capacidade de adaptabilidade. Até aqui Darwin se faz presente!

Para o designer isso significa ser capaz de lidar com uma grande quantidade de projetos acontecendo ao mesmo tempo com prazos curtos e diversas fontes de referência. Tendo como grande desafio manter a criatividade e a capacidade de inovação.

Difícil não é mesmo? Principalmente se considerarmos que essa desenvoltura não é preparada desde a graduação, sendo conquistada às duras penas do dia a dia profissional.

Portanto, o elemento principal para a boa prática do design é a postura do próprio designer, que precisa ser capaz de orientar seu potencial técnico e criativo para as demandas reais do negócio ao qual atende, otimizando recursos (e tempo conta como recurso) e garantindo a percepção de valor por parte do contratante.

Indo além, esse profissional precisa se dedicar à reciclagem constante, se mantendo atualizado frente ao desenvolvimento do design bem como buscando conhecimentos que ultrapassam suas fronteiras, mas que são essenciais para o seu desenvolvimento profissional e para o incremento da qualidade de seus projetos, como: gestão, inovação, administração bem como aqueles relacionados ao tema ao qual o projeto se destina.

Para tanto o designer pode se valer das mesmas características que tornam o ambiente complexo, a conectividade e diversas fontes de informação.

Com a questão da postura do designer entendida, partimos agora para a abordagem o projeto em si. Conforme mencionado anteriormente o design é uma atividade que visa trazer soluções para alguma necessidade ou “problema”. Para tanto é primordial que esse “problema” seja identificado, para que então ele seja analisado e por fim soluções sejam propostas. Basicamente: identificar + entender + desenvolver.

Tal abordagem é uma síntese de propostas metodológicas como a de Brigitte Borja de Mozota em seu livro “Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação corporativa”, que divide o processo de design em seis etapas bem definidas, são elas (Mozota, 2011, p.28 e 29):

  1. Investigação
  2. Pesquisa
  3. Exploração
  4. Desenvolvimento
  5. Realização
  6. Avaliação

No entanto a necessidade de discussão se dá pelo fato de muitas vezes não ser possível fragmentar o processo de design em tantas etapas bem delimitadas, especialmente por conta de outros profissionais ou departamentos envolvidos no projeto bem como por conta dos prazos cada vez mais curtos.

Isso quer dizer que a metodologia cai por terra e o designer deve sair criando sem uma base fundamentada? Definitivamente não.

Quer dizer que cada vez mais o designer será cobrado pela sua postura proativa e visão multidisciplinar, o que o capacita a acompanhar o projeto do início ao fim, dando suas contribuições e entendendo, bem como relacionando, as considerações das outras áreas envolvidas com o foco na otimização do projeto.

Na impossibilidade de seguir receitas e fórmulas cabe ao designer entender o que se espera e direcionar a criatividade para a melhor solução possível, indo de encontro com a proposta de valor e com as expectativas, possibilidades e necessidades do projeto.

Referência

Adaptado de MOZOTA, Brigitte Borja de. Gestão do Design: usando o design para construir valor de marca e inovação coorporativa. Porto Alegre: Bookman, 2011.

autor: Gabriel Meneses
fonte: Infobrading

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