O cliente quer fazer uma permuta. E agora?

Em vez de pagar por desenvolvimento, design ou criação, o cliente propõe uma troca de serviços. Dependendo do que ele oferece, pode até ser boa ideia.

  1. permuta




Quem trabalha com internet, provavelmente já se deparou com clientes que desejam um website (ou um sistema, ou um blog) mas que não têm, ou não querem abrir mão de grana no momento. Aí, é aquela história: você me ajuda, que eu te ajudo.

E agora José? Será que é interessante trabalhar com permuta, ou seja, fazer uma troca de serviços?

Existem aqueles que dizem “não” logo de início. Em troca do seu serviço aceitam apenas o bom e velho pagamento em dinheiro. Não tiro a razão desses. Vai da escolha de cada um.

Porém, para aqueles que não veem problemas em aceitar uma troca se serviços, há alguns fatores a considerar.

Vamos a alguns deles:

Qual o segmento da empresa?

Imaginem a seguinte situação: uma empresa, especializada em festas infantis, deseja desenvolver um website, e você é o escolhido para isso. Porém, eles explicam que não há como lhe pagarem em dinheiro, mas que, em troca, cederão o espaço de festas por um fim de semana inteiro, à sua disposição.

Como decidir nesse caso? Simples. Você tem um filho (ou um sobrinho, ou um primo menor) e deseja presenteá-lo com uma festa? Coloque na ponta do lápis os custos que isso acarretaria e analise se é compatível ao valor que você cobraria pelo serviço prestado ao cliente. Os valores batem? Então aceite.

Por outro lado, se você não tem filhos pequenos ou não tem interesse em dar festa nenhuma, será que seria interessante aceitar o trabalho e “guardar” a oferta do cliente, para uma eventual futura festa de criança que você talvez deseje promover? Acho que não.

Faça a seguinte pergunta: o serviço que o cliente está oferecendo como pagamento vai acrescentar alguma coisa para minha empresa, ou é algo que eu realmente estava procurando? Com base na resposta, decida se é interessante ou não aceitar a permuta.

Lembre-se que muitas vezes o que o cliente tem a oferecer é algo que vem bem a calhar para sua empresa, como por exemplo serviços de gráficas, internet, hospedagem de sites, publicidade, fotografia, etc.

O serviço que o cliente está oferecendo é de qualidade? Vamos partir da suposição que você decidiu aceitar a permuta. Agora é a hora de investigar se os serviços oferecidos são realmente de boa qualidade.

É interessante falar com algumas pessoas que já fizeram uso de tais serviços. Ficaram satisfeitas? Valeu a pena o investimento? Seja criterioso nessa etapa, para não se arrepender depois.

Os valores de ambos os serviços são compatíveis?

Essa é uma questão muito importante. Antes de fechar o negócio, calcule quanto você cobraria pelo serviço em questão. Depois, analise a proposta de serviço do cliente e pesquise a diferença de preço entre o serviço dele e o seu. Lembre-se: o valor do seu serviço deve, com raras exceções, ser igual ou maior do que o valor do serviço do cliente. Afinal, é você que está abrindo mão de receber pagamento em dinheiro.

Sendo assim, peça um tempo para analisar a situação antes de aceitar um trabalho que envolva troca de serviços. Se for algo planejado, você poderá fazer boas parcerias, e se beneficiar dos serviços que seus clientes tem a oferecer. Caso contrário, poderá sofrer enormes prejuízos.

Boa permuta para vocês!

autor: Guilherme Dantas
fonte: webinsider

Para Completar

Para os que estão um pouco cansados de certas propostas tem um texto interessante que você pode dar como resposta:

Infelizmente, essa sua proposta chega com dez anos de atraso. Há XX anos eu estava abrindo meu escritório. Eu era um desconhecido e meu escritório não tinha nenhum cliente. Em XXXX uma proposta como essa seria muito bem vinda e eu, certamente teria de considerar.

Publicidade nunca é demais. Porém, haveria alguma coisa muito errada comigo e com a minha empresa se, depois de XX anos de atividade, eu ainda estivesse aceitando trabalhar em troca de publicidade para o meu trabalho, o senhor não acha? Essa fase já passou. Foram os primeiros dois ou três anos da empresa. Agora já construímos uma certa reputação e podemos trabalhar por dinheiro. Que tal?

Retirado do post Os Congressos Virtuais de Enio Padilha.

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