A motivação dos novos tempos

Uma das características da era industrial é a dependência de fatores motivacionais externos.

Ir trabalhar na hora ou o chefe ficará bravo. Pegue pesado no trabalho e o chefe lhe dará uma promoção. Se você é pago por trabalho finalizado, então o seu contra-cheque fica maior se você trabalha mais.

Essa concepção é capturada do modelo de Vince Lombardi, famoso técnico de futebol americano. Claro que existem times que pagam mais de um milhão de dólares por ano ao seu técnico, claro que nós precisamos desses ícones no capacete — ou como conseguiríamos que nossos jogadores dessem o melhor de si?

Eu fiquei um tempo olhando para uma foto da Cornell University onde um grupo de esgrimistas homens praticavam com a equipe feminina. Obviamente, eles não podem competir entre si. Fiquei pensando o que motivava esses esgrimistas. Eles estão fazendo isso por medo do técnico ou de serem dispensados? O desempenho deles seria melhor dessa forma?

A natureza do nosso novo sistema econômico (o qual não suporta o típico trabalho previsível das fábricas) é que fatores motivacionais externos são, de longe, menos eficientes. Se você esta buscando um grande salário, você não o encontrará na sua frente. Se você depende de elogios e agradecimentos dos seus seguidores do Twitter, então você está numa estrada bastante tortuosa.

De fato, o mundo está cada vez mais alinhado em favor daqueles que encontram motivação interna, daqueles que estariam fazendo o que fazem mesmo se não estivessem no emprego em que estão. Ao passo que o trabalho vira projeto, os líderes que precisamos são aqueles que saboreiam o projeto, que se jogam com o forte impulso que nenhum técnico seria capaz de dar.

Artigo traduzido do original “Dependency On External Motivation“.

autor: Sylvio Ribeiro
fonte: http://www.pequenoguru.com.br

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