Esta postagem foi publicada há 5 anos 4 meses 2 dias atrás, ou seja, alguns dados podem estar desatualizados. O IFDBlog não se responsabiliza por qualquer mal-entendido.Era uma vez, um anúncio de varejo. Ele vivia em uma cidade com outros anúncios institucionais, lindos e premiados. Todos se gabavam de seus layouts ousados, seus títulos engraçados ou de suas assinaturas impactantes. Mas ele, tadinho, era só um anúncio de varejo cheio de “gerentes pirados” e “preços imbatíveis”. Os outros anúncios viviam caçoando dele: “pra quê tanto texto legal? Afinal, o que é que ele tem de legal?” E todos riam debochando de seus splashes e cores berrantes.
Na escola, o anúncio de varejo era sempre o último a ser escolhido no time de futebol. Todo dia ele era alvo de alguma piada. Uma vez, pregaram um bilhete em suas costas, escrito: “imperdível! Última oportunidade para chutar a minha bunda. Venha correndo!” Aliás, na escola, assim como em todas as escolas, os anúncios eram divididos em grupos: os all-types com títulos maravilhosos, os anúncios com tratamentos de imagem incríveis, tinha os que faziam rir e os que faziam chorar. Mas todos tinham uma sacada genial, um slogan marcante e eram ótimos em português e educação física. Menos o anúncio de varejo.
Ele tinha tudo para ser problemático, virar um depressivo, alcoólatra ou psicopata. Mas não. O anúncio de varejo seguia a sua vida berrando para alguém vir correndo aproveitar a queima de estoque. “É só até este fim de semana!!!”, gritava ele há umas 3 semanas. Porque era isso o que ele era, um anúncio de va-re-jo. Escandaloso, repetitivo e com a marca do cliente quase do tamanho do produto. O anúncio de varejo nunca ganhou um prêmio, nunca viajou pra França e nem teve ninguém brigando a cotoveladas para assumir a paternidade. Mas não foi para nada disso que ele foi criado. Ele nasceu para aparecer e vender. E quer saber de uma coisa? Isso ele sabia fazer muito bem.
autora: Priscila Midori
fonte: Vox News
Outros artigos que você deveria ler! |







11. 09. 2011 às 3:25 pm
Textos como este deveriam ser lidos em cannes, textos como este deveria servir de oração para os "aspiras" de publicidade enquanto estão na faculdade achando que vão sair dali como diretor de criação de uma grande agencia só porque sabem usar um Corel ou um Photoshop..
Essa é a Nova visão da propaganda e que deve ser dada mais atenção , a visão da simplicidade, e do respeito ao cliente e consumidor…
esse tipo de texto me deixa feliz de ser um amigo do marketing. obrigado e parabéns