Que fatores são considerados chaves para que as empresas mantenham um sólido relacionamento de longa duração com clientes e stakeholders nos dias de hoje? Como promover uma estratégia de Marketing focada na geração de valor de seus clientes, considerando um mundo cada vez mais competitivo e complexo, um ambiente em que a comunicação rompeu definitivamente a barreira do “Eu falo e muitos ouvem” e evoluiu para o estágio da co-criação, do “todos ouvem, dão feedbacks e constroem a verdadeira comunicação”?

Um contexto “apimentado” pelas novas tecnologias, entre elas as redes sociais e pela (des)construção de padrões de comportamento promovidas por uma nova geração, ou por que não dizer por duas novas gerações, denominadas por “Geração Y” e “Geração Next” e, complementando, um mundo que observa um novo comportamento de compra denominado por “neoconsumo”, dificultando cada vez mais a vida de profissionais de Marketing e executivos em geral.

Nesse cenário, o esforço de Marketing não pode mais ser visto como consequência de produto. Não existe mais espaço também para que as estratégias de Marketing sejam simplesmente encaradas como estratégias de apoio à vendas. É preciso engajar, conquistar o consumidor, o parceiro e qualquer stakeholder da cadeia. Vender a qualquer preço não pode ser o mais importante sem se preocupar com a relevância do que está sendo vendido ao cliente e, consequentemente, sem pensar em qual impacto essa “má venda” trará na fidelização deste cliente.

Cliente insatisfeito com o produto “empurrado” não será alvo fácil de uma estratégia de cross-selling, up-selling, etc… e com certeza causará um impacto negativo na imagem da empresa, entrando ai sim, o papel definitivo das redes sociais. É preciso ser rápido e transparente quando isso acontece nas redes. Caem no descrédito empresas que tiram do ar os comentários negativos promovidos por consumidores em seus blogs sem se preocupar em dar o minimo de feedback. Existem até (mesmo nos dias de hoje) as empresas que optam por processar clientes que usam a rede para critica-las ou a seus produtos, o que acaba por potencializar a crítica, numa estratégia que me parece equivocada.

Também responder a todos os apontamentos negativos com uma frase padrão pode ser até pior e optar por responder as criticas uma a uma, parece ser inviável. No geral há uma confusão entre ser rápido e ser eficiente nas redes: não dá para enviar uma resposta por impulso, para dizer qualquer coisa. Acredito que o mais coerente seja mapear o que está sendo dito de negativo (é o chamado risco das redes) e criar ferramentas positivas de comunicação, usando a própria rede para gerar um viral e contrapor esses pontos.

Pensando nas oportunidades para uma empresa estruturada e que utilize corretamente as mídias sociais, elas são imensas. Por que não utilizar as redes sociais para construir um relacionamento contínuo com clientes e sua cadeia de steakholders? Para o incremento do brand awareness, testar a adesão a novos produtos e serviços ou para promover geração espontânea de leads e, aí sim, a consequente rentabilização do negócio? Importante, sim, um bom planejamento em midias sociais (cada vez mais) para transformar o investimento nesses canais em oportunidades, ao invés de risco. Aliás, outros dois grandes desafios se apresentam aos profissionais que atuam nessa área: 1. como criar mecanismos eficazes que comprovem a eficiência do investimento nas redes; e 2. como promover o link entre essas redes e as demais estratégias de comunicação da cia, criando uma estratégia multi-canal.

Um outro desafio latente e totalmente menosprezado pelas organizações é o potencial e necessidade de engajar seus colaboradores através das redes sociais para que trabalhem pela imagem positiva da cia. Dados do meio digital apontam que as empresas brasileiras estão entre as mais controladoras do mundo, impedindo seus colaboradores de acessarem canais como twitter, monitorando ou proibindo o que cada funcionário expressa nas redes, dificultando até mesmo o acesso à plataformas de community marketing proprietárias desenvolvidas pela organização para o público externo.

Afinal, cases vencedores dos mercados americano e europeu ainda não nos ensinaram que, nos dias de hoje, temos que encarar o ambiente digital como um aliado, como uma oportunidade? Até quando vamos continuar nos enganando, decepcionando nossos colaboradores, perdendo um importante canal para engajamento e, o pior, perdendo talentos desistimulados por atitudes como essas? Pensando na geração Y, esse impacto negativo do “controle voraz” é ainda maior. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse cenário já é mais animador com empresas como Best Buy e Starbucks utilizando plataformas como o twitter ou o facebook para engajar seus colaboradores no melhor atendimento ao cliente.

Dessa forma, temos um complexo mapa ao tratar desse assunto:
Midias sociais e redes socias (como um subconjunto da primeira) sendo impactadas diretamente por fatores como o Neoconsumidor e o surgimento das gerações Y + Next e, secundariamente, pela necessidade de encontrar medidas de mensuração para o investimento nessas redes e formatação de uma estratégia multicanal que link esse mundo com os outros ambientes. Essas midias e redes sociais, por sua vez, podem ser potencializadas e co-criadas no âmbito externo às organizações (via clientes e demais stakeholders) e no âmbito interno (via colaboradores). E tudo isso sempre envolvendo um risco e dezenas de oportunidades existentes que você, ou seus concorrentes, podem aproveitar.

Por fim, fica a reflexão de que vivemos em um mundo de disruptura onde o papel do digital marketing e das redes sociais, com um número cada vez maior de usuários, é crescente e a idéia do “nada do que foi será” vira verdade cada vez mais “rapidamente”. Interessante pensar que há 10 anos era praticamente impensável compartilhar a grande quantidade de videos, fotos e dados que trafegam hoje pela web – videolog era uma utopia.

Interessante também ver o poder da internet para promover o bem, a sustentabilidade, o “cyberativismo” ou o uso da web para o empreendedorismo digital. Quer melhor canal para empreender? Vale lembrar o exemplo dos “garotos” do Google e tantos outros. Não podemos também esquecer o uso da web para promover o ‘mal’, para atacar moralmente empresas e pessoas. Quem não participou (nem que fosse como expectator) do fenômeno “Cala a boca Galvão” que tomou conta do país durante a Copa 2010, promovido via Twitter? Nesse novo mundo, ganha importância cada vez maior temas como gestão de inovação e gestão do conhecimento. Afinal, é muito complexo viver na era dos fractais, da co-criação. A era onde cada vez mais somos um único organismo vivo e interligado. Somos todos um!

autor: Fabrício Saad
fonte: http://www.mundodomarketing.com.br

Que o público gay representa uma importante fatia do mercado brasileiro de eventos, artigos de luxo, viagens e da gastronomia já não se discute mais.

Apenas para ilustramos, a 14ª edição da Parada GLBTT de São Paulo (essa sigla significa Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) realizada em 06/06/2010 Paulo, teve um público de 3,2 milhões de pessoas e movimentou cerca de R$ 196 milhões na economia local, perdendo apenas para a realização da Fórmula 1.

Mas será que as micro e pequenas empresas também podem lucrar com este mercado?

Perfil do público gay:

Associar o público gay apenas às pessoas ricas, com alto grau de instrução e de poder aquisitivo elevado é um erro.

De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa inSearche em 2007, o público gay é composto de 39% de pessoas pertencentes às classes A e B e 30% da classe C. Esses 30% possuem uma renda mensal pouco superior a R$ 2.000,00.

Além disso, nesta pesquisa, 22% do público pesquisado tinham curso superior completo, sendo que a maioria, ou seja, 63% possuíam apenas o ensino médio completo (dados mencionados na matéria O Poderoso Mercado Gay, publicada na edição n.º 28/2010 da Revista Franquia e Negócios).

Assim, fica claro que achar que todo o público gay é composto somente por pessoas de alto poder aquisitivo e com elevada formação, com interesse apenas em produtos e serviços de alto luxo é um erro. Existe sim um grande espaço para as micro e pequenas empresas aproveitarem para lucrarem com este público.

Bons negócios e não aos preconceitos:

Mas como aproveitar melhor esse mercado? É preciso vender algum produto diferenciado ou prestar algum tipo de serviço especializado?

A resposta é não. Para lucrar que este mercado não é necessário se especializar nele, apesar dessa hipótese também representar uma oportunidade de negócios a ser analisada.

O que estamos dizendo é que para aproveitar melhor este mercado é necessário criar um ambiente de respeito a esse público, substituindo as risadinhas, piadinhas e outras formas preconceituosas por um atendimento alegre, dinâmico, sensível e respeitoso.

Cativando e lucrando com esses clientes:

Outra dica para cativar esse público é manter-se antenado com o que acontece na comunidade gay local, divulgando no seu estabelecimento os eventos e campanhas de interesse desse público.

Vale a pena também ser ousado. Que tal realizar promoções voltadas para o público gay nas datas comemorativas, tais como o dia dos namorados?

Lembre-se, o público gay, incluindo os 30% pertencentes à classe média, tem um gasto médio 30% superior ao do público heterossexual das mesmas classes sociais e faixa etária, portanto vale a pena aproveitar as oportunidades para lucrar em este segmento.

autor: Boris Hermanson
fonte: http://www.sebraesp.com.br

Acabei de ler “A lógica do consumo: verdades e mentiras sobre o que compramos” e estou encantada, assustada, perplexa, curiosa e cheia de palavras. Pena que a versão brasileira não conseguiu achar nada equivalente para traduzir a grande sacada que é “Buyology”, o título original.

O volume, escrito pelo consultor dinamarquês especializado em global branding, Martin Lindstrom, deveria ser leitura obrigatória para todo mundo que trabalha com marketing, design ou propaganda. É que o sujeito conseguiu parceiros suficientes para organizar o maior estudo até então feito sobre neuromarketing; ou seja, deu um jeito de escarafunchar nosso cérebro para descobrir como tomamos as decisões de compra.

Na real, cada capítulo mereceria uma resenha, mas um dos que mais me deixou perplexa foi o que fala de propaganda subliminar. Lindstrom conta que o termo foi cunhado em 1957 pelo pesquisador de mercado James Vicary, com a lendária inserção de quadros incitando o consumo de pipoca e Coca-Cola no meio de um filme, de maneira que só o subconsciente das pessoas conseguisse reconhecer as mensagens. Vicary saiu divulgando que as vendas tinham aumentado consideravelmente depois dessa experiência (e por causa dela), mas depois, em 1962, quando o experimento foi refeito e não se conseguiu os mesmos resultados, o próprio assumiu em uma entrevista que tudo não passava de invenção, inclusive os números referentes ao aumento das vendas. A Associação Psicológica Americana decretou que a propaganda subliminar não funcionava tão bem como a tradicional.

A questão é que as pessoas estavam considerando propaganda subliminar como essas mensagens óbvias inseridas em algum contexto de modo a influenciar o comportamento de compra e que só fossem percebidas pelo subconsciente (tem muita lenda por aí que fala de frases adoradoras do demônio em discos tocados ao contrário e outras bobagens do mesmo naipe). Mas Lindstrom descobriu que a propaganda subliminar está em alta e funciona sim, mais até do que a propaganda convencional. Mas, para isso, ela precisa ser mais sutil e menos literal; agora a coisa atingiu um grau de sofisticação que deixa no chinelo aquelas experiências quase inocentes de Vicary e seus contemporâneos.

Martin descreve uma pesquisa realizada em 2005 na Universidade da Pensilvânia onde se descobriu que o cérebro humano é capaz de recuperar imagens antes que elas sejam registradas no nível consciente. O mesmo não ocorre com nomes ou palavras escritas, o que nos dá pistas muito interessantes sobre como usar propaganda subliminar.

Numa experiência integrante do projeto que motivou o livro, Lindstrom reuniu fumantes voluntários e mostrou cenários com cowboys, pôres-do-sol alaranjados, montanhas, cavalos e jipes em estradas de terra. Depois mostrou os bastidores do circo da Fórmula 1, com suas Ferraris e macacões vermelhos. Em algumas das sessões nenhuma marca ou nome foi mostrado, apenas os cenários; em outras, as propagandas dos cigarros, suas marcas gráficas e embalagens eram explícitas. Os fumantes foram submetidos a essas imagens em várias visitas ao laboratório de ressonância magnética e foi pedido que eles não fumassem nas duas horas anteriores aos ensaios para garantir que todos tivessem o mesmo nível de nicotina em todas as experiências.

O que se queria medir: que partes do cérebro se acendiam quando os voluntários assistiam aos filmes? Bem, a parte previsível foi que, quando viam as embalagens dos cigarros, as áreas relacionadas à recompensa, ao desejo e à dependência mostraram uma reação pronunciada. A parte imprevisível foi que, quando submetidas apenas aos cenários de cowboys e Fórmula 1, as mesmas partes se manifestaram com muito mais intensidade do que se os voluntários estivessem vendo um pacote de cigarros Marlboro.

Então, as imagens associadas desencadearam muito mais desejo nos participantes do que quando eles olhavam a marca ou o maço de cigarros. O resultado se repetiu para a marca Camel, dessa vez com imagens desérticas povoadas de camelos e motos. Em resumo, tudo o que essas paisagens e cenários significavam subliminarmente (masculinidade, sexo, poder, velocidade) foram imediata e automaticamente transformadas na representação da marca.

A propaganda subliminar funciona tão bem porque, quando as imagens não mostravam nenhuma marca gráfica ou embalagem visíveis, os fumantes não sabiam conscientemente que estavam vendo uma imagem publicitária e, por isso, abaixavam a guarda. Na época em que era permitido fazer propaganda na televisão e nos outdoors, as pessoas, sabendo que cigarros faziam mal, levantavam praticamente um muro de defesa contra a mensagem. Agora que as marcas não aparecem, as pessoas reagem entusiasticamente ao mesmo apelo, só que inconscientemente.

Lindstrom conta ainda que a marca de cigarros britânica Silk Cut, ao saber da proibição iminente de propagandas explícitas, montou uma estratégia que consistia em apresentar maciçamente a marca gráfica sobre uma faixa de seda roxa. Quando a proibição entrou em vigor, eles retiraram as marcas, mas continuaram com a faixa roxa (não podiam ser acusados de nada, olha só a inocência…). Bom, para resumir a história, uma pesquisa feita tempos depois revelou que assombrosos 98% dos consumidores (fumantes ou não) associavam a faixa roxa com a marca de cigarros – a marca gráfica não fez a menor falta.

Pois é, a conclusão que se tira disso é que quanto mais se proíbe algo, mais se incentiva o consumo. E que a marca gráfica, antes considerada o elemento mais poderoso da publicidade é, na verdade, o menos poderoso. As formas, os cenários, o posicionamento e, principalmente as cores, ganham com folga.
O autor inclusive reflete sobre as inúmeras conferências e eventos dos quais participa no mundo todo cujas cadeiras, paredes, brindes, folhetos, sacolas e canetas estão coalhadas de marcas; ele não se lembra de nenhuma delas – são como uma sopa de letras.

Baseada nessa e em outras pesquisas (uma delas provou que aquelas figuras escabrosas que aparecem nas embalagens mostrando os efeitos deletérios do cigarro acendem as áreas relacionadas ao prazer no subconsciente dos fumantes), Lindstrom conclui que os anúncios que mais incitam uma pessoa a fumar são aqueles com advertências. Bonés, cinzeiros e brindes com as cores da marca (mas não necessariamente com ela impressa) ajudam muito, seguidas pelas poderosas imagens subliminares sem nenhuma referência explícita à marca.

Sempre achei que os designers superestimam o poder de uma marca gráfica – alguns chamam a aplicação controlada de gestão de marca (o que considero um enorme equívoco). Todo mundo sabe que um produto é Apple, mesmo que não encontre a maçãzinha em nenhum lugar; aliás, é uma tendência mundial fazer propaganda sem mostrar explicitamente a marca, abordagem que tem mostrado excelentes resultados. Marcas gráficas continuam importantes, é claro, mas é preciso se ter consciência de que elas são apenas a ponta do iceberg.

A notícia boa é que a maior parte desse iceberg continua a ser construída pelo design; as cores, as formas, os cenários, o merchandising, as embalagens, as estratégias de sensibilização e a materialização da personalidade da marca. Mas ainda tem os cheiros, os sons, as redes socais, o próprio produtos e seus serviços associados.

Em resumo: design é muito mais que uma marca, mas, sem sombra de dúvida, a recíproca nunca foi tão verdadeira.

autora: Ligia Fascioni
fonte: http://www.acontecendoaqui.com.br

O Livro


autor: MARTIN LINDSTROM
tradução: Marcello Lino
editora: Nova Fronteira

Sinopse:
Estudos revelam que é preciso menos de dois segundos e meio para que um consumidor tome a decisão de comprar. As empresas sabem que têm menos de dois segundos para atrair seus olhos, capturá-lo e torná-lo um cliente. Em A Lógica do Consumo, o guru do marketing Martin Lindstrom leva o leitor aos bastidores das pesquisas que explicam por que determinado produto vende e mostra como o nosso cérebro responde aos muitos estímulos da propaganda. Num texto leve, Lindstrom apresenta casos reais de estudos de neuromarketing para desfazer mitos como, por exemplo, o impacto do sexo na mente do consumidor

veja mais detalhes sobre o livro

De ontem pra hoje vi e li uma enxurrada  de textos sobre startup de “compras coletivas”, o termo vária muito, uns chamam de “clube de descontos”, “clube de compras”, outros usam a palavra “groupon”. Este “novo negócio” me despertou grande interesse, não em participar, mas em fazer um site de compras coletivas e lógico ganhar um dimdim com isso, afinal gastar “não to podendo”, quero é ganhar – rs.

Pra quem ainda não sabe do que se trata este modelo de negócio foi “inventado” pelo Groupon, que hoje é líder mundial no segmento. (as aspas se dá pelo fato que este modelo de negócio já tem na China há +/- 2 anos)

O modelo de compras coletivas do Groupon funciona da seguinte maneira:

  • O usuário se cadastra e informa sua cidade.
  • Ele passa a receber diáriamente informações sobre descontos na sua cidade (em geral superiores a 50%);
  • Caso um número definido de compradores na cidade seja atingido, os descontos passam a valer;
  • Caso seja fechado um grupo de compras o Groupon recebe uma comissão sobre as vendas efetivadas.

Nos Estados Unidos o mercado de sites de compras coletivas, que começou em 2009, se tornou uma febre e já chega a movimentar cerca de US$ 300 milhões por ano, já são mais de 200 sites nesse modelo.

Agora o Brasil parece que está se abrindo para o mercado de compras coletivas e já percebi que estão se tornando bem competitivos. O primeiro a trazer este formato para o Brasil foi o Peixe Urbano mais ou menos no começo deste ano, de lá pra cá surgiram vários: ClickOn; CityBest; WeGo; Coletivar; Oferta Unica; Oferta do Dia; Imperdivél; Qboiada e até o final deste post com certeza surgirão outros – rs.

A fórmula é a mesma, o layout então… bom, este nem se fala! Algumas versões brasileiras nem se dão o trabalho de mudar o layout do sistema vendido pelo Groupon, mudam a cor, o logo e pronto – rs, a diferença pelo que notei entre eles é a forma de pagamento, alguns usam a ferramenta PagSeguro, outros além de usar esta ferramenta também disponibilizam o pagamento direto pelo cartão de crédito e uns fazem com que o comprador imprima o cupom de desconto e pague diretamente a empresa que está dando o desconto.

Nesta corrida, alguns startups de compras coletivas já receberam belas “ajudinhas” financeiras de investidores que estão apostando neste “novo negócio” aqui no Brasil. 17 milhóes de Reais foi a “ajudinha básica” que o ClickOn recebeu de um investidor.

Quem aproveitou bem esta “febre” foi o Zipme um meta buscador de ofertas, ele agrega todos os clubes de compra que tem por aí e manda para os cadastrados do site. Não é bem melhor se cadastrar em um e receber de todos ? ;) Eu pelo menos acho – rs.

Parece que esta febre aqui pelas terras tupiniquins chamou a atenção do Groupon, o líder mundial, que está se preparando para invadir o Brasil, o site que eles fizeram chamado Clube Urbano, já está no ar, mas as ofertas que tem por lá são todas teste, tanto que a tradução para o português está uma verdadeira mescla de português de Portugal e do Brasil. (onde já se viu uma empresa que se diz líder fazer este teste e deixar no ar…mas enfim…)

Como estou muito interessada neste “novo negócio” contando com a ajuda do meu migo Dener Brito e do santo Google achei muita coisa, mas muita mesmo e uma delas foi um post em um blog gringo com o título The Dark Side of Groupon Sites, achei a abordagem bem interessante, porque tudo que leio só vejo o povo estusiasmado com este “novo negócio” só enxergam o desconto e no caso das empresas ter a possibilidade de vender e atrair uma quantidade absurda de novos clientes em pouco tempo. Vou tentar resumir o que este post que mencionei aborda:

Greg Sterlin, que fez o post, conta a experiência de amigo que é proprietário de um restaurante recém inaugurado, localizado no centro do país. Nesta empreitada para abrir o restaurante ele se viu com o orçamento para marketing curto e logicamente recorreu ao Groupon. No começo as promoções que ele apresentava para o Groupon foram todas rejeitadas, no final o Groupon finalmente aceitou uma das promoções enviadas, porém o dono do restaurante ficou bem receoso devido a limitada margem de lucro que ele teria caso a venda fosse grande.

Segundo o dono do restaurante no sistema do Groupon, este usado pela grande parte dos clones brasileiros, as empresas podem especificar um mínimo de compradores para honrar a oferta, porém não podem especificar o máximo ou limitar o número de respondentes.

Bom até aí tudo bem, o restaurante teve um grande resultado: 500 novos clientes em potencial que poderiam indicar seu restaurante a outros, fazendo assim aquele buzz e era este o objetivo do dono do restaurante.

Porém, o autor do post perguntou ao dono de restaurante se ele conseguiu trackear (não sei outra palavra pra usar) estes novos clientes e determinar quantos destes eram repetidos, e se o dono do restaurante tinha acesso aos emails/contatos dos compradores, logicamente no intuito de aproveitar esta lista para uma futura estratégia, mas segundo o dono do restaurante o Groupon não fornece esta lista, o que cá pra nós achei bem estranho também, assim como eu também causou estranhesa no autor do post que relatou o ocorrido.

A experiência do dono do restaurante “deu certo” em termos, pois levou novos clientes diretamente a sua porta. O próprio dono do restaurante nesta conversa com o autor do post especulou sobre a experiência de pequenas e médias empresas, como salão de beleza e dentistas que precisam atender clientes de uma forma continua.

O dono do restaurante acabou relatando a experiência de sua esposa como consumidora, que aproveitou umas das ofertas do Groupon oferecida por um salão de beleza, após sua compra ela entrou em contato com o salão e tentou agendar uma hora durante semanas sem sucesso e soube que a demanda da oferta anunciada por este salão no Groupon foi gigantesca.

Imaginem se por exemplo 300 clientes aproveitam este desconto e tentam agendar um horário logo em seguida, isso vai acabar “entupindo” o atendimento de uma pequena empresa. Agora imagine esta situação durante semanas, onde a pequena empresa ou mesmo a média trabalha com uma margem de lucro muito pequena, o que irá acontecer?

O dono do restaurante comentou que “Há coisas que o Groupon não diz a você. O site do restaurante teve um grande aumento de tráfego e o telefone até tocava fora do gancho! Você se torna basicamente uma central telefônica. A maioria das pequenas e médias empresas não estão preparadas para isso!”

Apesar disso ele gostou do desempenho imediato oferecido pelo Groupon; do aumento que teve em seu site e as inúmeras ligações, mas obviamente ele não gostou de algumas políticas do Groupon, como por exemplo a de não fornecer os contatos dos compradores de sua oferta e a grande falta de informação para preparar o cliente para a experiência após as compras de sua oferta.

Segundo o autor do post, este modelo de negócio ainda é instável, coisa que também concordo. Logicamente os consumidores (compradores) adoram estas ofertas; estes descontos incríveis e e cá pra nós a maioria está unicamente atrás delas, mas as pequenas e médias empresas (SMBSs) devem se tornar cada vez mais ambivalentes sobre eles. Eles trabalham em cima de uma estratégia que se baseia em levar os consumidores diretamente a porta de seu negócio de uma maneira extremamente direta, e a maioria destes consumidores estão apenas atrás de desconto, até que ponto estes consumidores voltarão a empresa para consumir o produto/serviço pelo valor real? Provavelmente a empresa que usar os serviços do Groupon deve ter já em mente alguma estratégia quando o cliente chegar em sua porta para só assim conseguir obter os dados destes novos clientes. Provavelmente grande parte deste “novos consumidores” só voltarão se tiverem mais desconto.

Cada vez mais sites do tipo “Groupon-like” (sim, virou uma expressão em relação aos sites clones do modelo Groupon) procuram ganhar cada vez mais atenção do consumidor, haverá um grande esforço de ter cada vez mais e mais descontos absurdos das empresas. Como estratégia inicial isso pode funcionar para uma empresa que deseja utilizar este serviço, porém há um logo prazo este “tiro” pode sair pela culatra e enfraquecer estes sites para conseguir mais empresas que estejam dispostas a participarem deste “novo negócio” oferecendo desconto absurdos e tendo uma margem de lucro estreita durante semanas.

O dono do restaurante provavelmente não voltará a usar o Groupon devido a limitadíssima margem de lucro que ele terá usando o serviço e o não acesso aos dados dos compradores.

Mas agora pelo que andei lendo modelos semelhantes ao Groupon já estão surgindo, assim como a plataforma criada por Perry Evans, o Closely, que permite a pequena e média empresa que possui um orçamento limitado para divulgação, em controlar totalmente o fluxo de descontos anunciados e definir os termos que elas serão mostradas aos compradores.

Talvez este seja um caminho para que ambas as partes tenham 100% de satisfação neste novo modelo de negócio, que cada vez mais segue a tendência em criar ferramentas de marketing online para pequenas e médias empresas (SMBs) a um custo muito baixo.

Você já observou como os varejos estão consistentemente migrando para o modelo de autoserviço? No ramo das refeições, por exemplo, veja a explosão de restaurantes de comida por quilo acontecida nos últimos anos. Da mesma forma, as lojas de departamento, com menos vendedores para nos atender. E os bancos? Neles, nosso primeiro contato ao entrar nas agências é com as máquinas de autoatendimento. O controle da inflação também resultou no emprego de “vending-machines”. Em uso crescente, nelas podemos comprar hoje centenas de produtos. E os sites de compras? Nestes, praticamente tudo está à venda, por autosserviço!

Visando à diminuição de custos, o comércio investe em ferramentas que possibilitam transitar facilmente por seus espaços e interagir, sem intermediários, com os produtos e serviços à venda. Neste cenário, o design, aliás, o bom design, é fundamental para o sucesso nas vendas. Várias pesquisas, realizadas por diversos institutos, empregando metodologias distintas, em diferentes modelos de varejo, apontam sempre para o altíssimo índice de decisão, de que marca comprar, feito nas lojas.

Você já se perguntou o que o faz optar por uma, entre as diversas marcas de xampu, expostas lado a lado com suas concorrentes em uma loja? Ou a escolher determinado livro entre dezenas de outros no balcão de lançamentos de uma livraria? Ou a comprar o seu terceiro par de tênis, para usar na academia que você, há seis meses, promete começar a frequentar? Certamente, se você não é fiel a uma marca de xampu, não tem a indicação de um livro ou não é muito contido em seus hábitos de compras, você foi “pego pelo design”.

É sabido que os dois lados do cérebro, o esquerdo, racional, e o direito, emocional, se conectam de modos diferentes com os ambientes onde as pessoas se encontram, através dos cinco sentidos. Os estímulos recebidos pelo lado direito seduzem, encantam, e geram o desejo de comprar. Já o lado esquerdo, atento aos estímulos racionais, justifica o desejo de comprar. Usualmente, as pessoas dizem que compram pelos benefícios funcionais e nunca pelos emocionais. Você não tinha a necessidade de comprar o seu décimo quinto esmalte, mas se encantou pela embalagem, pela tonalidade da cor, tão linda, tão diferente, tão na moda! Mas vai dizer que comprou porque os que você tem estão meio ressecados, ou que você vai dar uns para a sua filha, ou que o esmalte era muito barato.

O design é um recurso indispensável às marcas vencedoras, por estimular o encantamento, o amor à primeira vista, a conexão emocional com o cérebro. O design trabalha a “arquitetura da informação”, expressando os diferenciais das mensagens, dos objetos, das embalagens, dos equipamentos, dos espaços, de forma a conectar as marcas às pessoas. Pense em algumas marcas brasileiras, líderes em seus mercados, como Havaianas, Natura, TV Globo, Cacau Show. Todas são marcas que investem consistentemente, há anos, em design, o que contribui de modo relevante para a fidelização de seus consumidores.

Lembre-se do Japão do pós-guerra, na quantidade de produtos japoneses que chegaram, bem baratos, ao Brasil, com o selo “Made in Japan”, à época sinônimo de produtos de segunda linha. Eles eram a “imitação” da máquina fotográfica alemã, do relógio suíço, do eletrodoméstico norte-americano. Com o tempo, e muito investimento, especialmente em design e em tecnologia, as marcas japonesas tornaram-se líderes mundiais.

Por um processo semelhante passa agora a China, cujos produtos, quando não são de marcas estrangeiras, são tachados como cópias de má qualidade. Mas seu governo sabe que o país, que apenas emula o que os outros fazem, briga apenas por preço, não por valor. Assim, a China investe em design e está colocando, por ano, 600.000 designers no mercado! Uma escala realmente chinesa.

Numa economia mundial acelerada, extremamente competitiva como a atual, em alguns anos as marcas chinesas certamente estarão entre as mais desejadas. Neste contexto, o Brasil, que se pretende avançar entre as maiores economias do mundo, tem que investir em políticas públicas de fomento do design, para não ser apenas um grande exportador de commodities.

autor: Gilberto Strunck
fonte: http://www.mundodomarketing.com.br




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