Uma rápida olhada dá a sensação de tratar-se de um simples conjunto de mouse. De fato, as mesas digitalizadoras são compostas por mousepad, mouse e caneta. No entanto, sua aplicação vai bem além do controle de um cursor, especialmente para aqueles com alguma inclinação artística.

O UOL Tecnologia testou dois modelos de mesas gráficas simples de usar, tanto para fazer algum trabalho de edição como em processos de criação visual no computador: o Graphire 4, da Wacom, e o TB-3100, da Trust.

Edição gráfica
Tanto a Graphire 4 quanto a TB-3100 permitem ao usuário brincar e editar textos e fotografias. O minucioso trabalho de seleção de uma determinada área da foto, que no Corel, por exemplo, exigiria concentração do usuário de um mouse comum, pode ser feito de modo mais simples com a caneta nessas pranchetas.

Mesmo os usuários menos dotados de capacidades artísticas conseguem fazer uso dos equipamentos. No caso da Graphire4, ela traz o software EverNote Plus, para reconhecimento de escrita, e o JustWrite Office 4 para marcar documentos do Office.

E, se mesmo depois de saber o que os recursos de edição lhe permitem fazer você não se atraiu pelas mesas, pode ser que ainda valha a pena comprar uma delas.

O motivo? Fabricantes garantem que ela reduz os riscos de lesão por esforço repetitivo. Além disso, por não custarem tão caro, elas representam uma maneira econômica de ter mais precisão e controle.

Questão de hábito
Vale a pena saber, antes de comprar um tablet, que você precisará de algum tempo —uns dias, talvez— para se adaptar ao tempo e modo de resposta da caneta e do mouse. É que, como esses produtos identificam a posição dos periféricos —e não apenas o seu movimento, como acontece com mouses convencionais— quando você os movimentar, ainda que no ar, a prancheta identificará a mudança de posição. Também por causa dessa capacidade, às vezes o cursor se movimenta um pouco mais lentamente.

Tablets são diferentes
O mouse e a caneta de ambas as mesas digitalizadoras são sem fio, mas nem pense em comprá-los para usar separadamente. A estratégia não deve funcionar, pois eles utilizam o sinal da própria mesa digitalizadora, em vez de um sensor óptico.

Isso porque a área de trabalho dessas “pranchetas” —de aproximadamente 20 polegadas na Graphire e cerca de 48 polegadas na TB-3100— é eletromagnética e, portanto, capaz de detectar níveis de pressão e até a espessura dos traços feitos pela caneta do artista.

Ambos os modelos identificam até 512 níveis de pressão. Isso significa que o usuário consegue simular o processo de desenho como se estivesse com um lápis sobre uma folha de papel. No caso da caneta da Wacom, ele consegue, inclusive, usar sua traseira para apagar traços —exatamente como fazemos com um lápis com borracha. O recurso ainda não existe no modelo da Trust.

Depende do software
Apesar dos recursos e sensibilidade das mesas digitalizadoras, suas capacidades só são totalmente exploradas conforme o software utilizado conjuntamente. Nesse caso, embora seja possível ao usuário baixar ou instalar os programas de sua preferência, o modelo da Wacom leva vantagem. Isso porque ele traz o Adobe Photoshop Elements e o Corel Painter Essentials 2 no pacote.

É verdade que o preço cobrado pela Graphire4 é praticamente o dobro do praticado pela Trust. Vale considerar também o tamanho da área de trabalho da TB-3100, bem maior do que a da Graphire.

Conexão com o PC
Para se comunicar com o computador, as mesas usam conexão USB. No caso da Wacom, ela já é compatível com o Windows Vista, embora também trabalhe com as versões XP, 2000 do sistema operacional da Microsoft, além do Mac OS X, da Apple. Já a Trust roda em Windows 98, 2000, XP e 2003.

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O empreendedor que trabalha em casa precisa inicialmente de muita disciplina para manter o ritmo produtivo. Já falei um pouco sobre formas de evitar as distrações, e agora vou listar algumas das coisas que não podem faltar (e outras que são muito úteis) em uma Home Office (Escritório em Casa).

Um espaço adequado para o trabalho não é somente uma questão estética ou de conforto, é uma condição para que o profissional tenha um bom rendimento ao longo de todo o dia.

1. Tenha um espaço separado. Não faça seu escritório na sala ou no quarto, você precisa ter um ambiente no qual possa ter tranqüilidade e privacidade. Se não há um quarto disponível, estabeleça uma barreira física para separar seu espaço do resto da casa.

2. Compre uma boa cadeira. Alta, com rodas, que gire e macia. Isto faz toda a diferença quando você precisa passar algumas horas realizando uma atividade em seu escritório.

3. O espaço para armazenagem deve ser suficiente. Algumas coisas de pouco uso podem ser guardadas em outra sala, mas seu material principal de trabalho deve estar a poucos passos de você, ou melhor ainda, ao alcance de sua cadeira. Organize o material armazenado pensando na facilidade para encontrá-lo e retirá-lo quando precisar.

4. A mesa deve ser espaçosa e ter a altura correta.

5. A iluminação deve ser suficiente. Neste caso, peque pelo excesso. Além da luz normal da sala, você deve colocar uma luminária sobre seu espaço principal de trabalho, de preferência com luz branca. Aproveite ao máximo a luz natural, quando possível.

6. Impressora com copiadora e scanner. Não precisa ser a última do mercado, mas a qualidade da impressão deve ser suficientemente boa para que você não passe vergonha ao entregar o material. Muitas pessoas (como eu) não gostam de papéis e acabam usando mais o scanner do que a impressora.

7. Material de escritório diverso. Vá até uma papelaria e compre TUDO que possa precisar um dia. Clips, grampeador, canetas de diferentes cores, marcadores, CDs virgens, pastas de diversos tipos e tamanhos, envelopes, e qualquer outra coisa que imaginar. O custo não é alto e você não passará pela frustração de deixar uma atividade pela metade porque faltou um item de escritório.

8. Organização. Se você ainda não tem um método de organização, crie um. Se tiver, siga-o à risca. Tenha pastas e bandejas em sua mesa para organizar tudo que chegue ou esteja usando. Um pouco de bagunça na mesa não faz mal a ninguém, mas um ambiente completamente desordenado afeta a concentração do profissional.

9. Comunicação. Seu telefone fixo, celular, pager e qualquer outro meio de comunicação devem estar dentro de seu espaço de trabalho. Sem exceções.

10. Proteção para o equipamento. Não economize em filtros de linha e no-breaks, especialmente se o equipamento é seu. Além do custo financeiro de repor o equipamento, você perderá um tempo de trabalho considerável.

11. Ventilação. Dê preferência a uma sala com janelas e use ventiladores para que o ambiente não fique “carregado”.

Extras:

7. Skype Phone. É um telefone que se liga à porta USB de seu computador, e se comunica com o Skype. Se você é usa muito esta ferramenta, o telefone lhe dará mais mobilidade, já que não ficará preso em frente a seu computador enquanto fala. Além disso, possui viva-voz de boa qualidade para aumentar ainda mais sua mobilidade e liberdade.

8. Copo e jarra térmicos. Para manter sua bebida predileta na temperatura correta sem a necessidade de se levantar para ir à cozinha de hora em hora.

9. Alto falantes ou fones de ouvido de qualidade. Muitos gostam de ouvir música para se concentrar mais durante o trabalho. Invista em equipamento de qualidade para criar um ambiente agradável em seu espaço de trabalho.

autor: Luiz Henrique de Paiva José
fonte: O gerente

Confuso (a) sobre qual impressora comprar? É para estar mesmo porque as inovações tecnológicas aplicadas pelos fabricantes nos equipamentos, especialmente nos últimos cinco anos, transformaram o mundo da informática em uma disputa de alto nível.

Preços, tecnologia usada na máquina, custos de manutenção e suprimentos são fatores importantes na hora de decidir a aquisição, mas o que realmente deve pesar para a escolha é o tipo de aplicação, porque mesmo entre usuários domésticos não há homogeneidade em uso do equipamento.

Se a forma de uso for a mais simples, de impressão de trabalhos escolares ou relatórios profissionais, em baixa escala, os modelos jato de tinta atendem bem, sem gastar muito.

Um exemplo é a HP Deskjet 3845, com um alto ciclo de operação numa escala de 1000 páginas por mês. Seu perfil é pessoal, mas essa impressora apresenta qualidade superior em relação a outras impressoras pessoais. Tem qualidade fotográfica, e seus cartuchos de impressão padrão são 3: um preto, um tricolor e, o último e opcional, um fotográfico. Atinge velocidade até 18 páginas por minuto (ppm) em preto e de 14 ppm em cor.

Como os usuários desse tipo de produto exigem qualidade, mas não demandam de uma resolução altíssima, de padrão profissional, são plenamente atendidos com os 1.200 x 1.200 dpi em preto; e até 4800 x 1.200 dpi em qualidade fotográfica. A capacidade da bandeja é de 100 folhas na entrada.

Imprimir fotografias com qualidade profissional têm sido, aliás, uma das preocupações principais da HP e outros fabricantes na evolução de suas impressoras, desenvolvendo linhas de impressoras fotográficas. Por isso, quem possui câmera fotográfica digital e busca uma qualidade melhor da impressão de suas fotos, e de preferência de forma ágil, deve levar em consideração a tecnologia de jato de tinta utilizada pelas impressoras da linha HP Photosmart na hora de comprar o equipamento.

O modelo Photosmart 245, por exemplo, assim como os demais da linha, conta com entradas para cartões de memória que possibilitam imprimir fotografias diretamente, sem que seja necessário um PC, a partir dos mesmos cartões – que são usados nas câmeras – das marcas mais populares do mercado, como os cartões CompactFlash, Secure Digital, Multimedia Card, SmartMedia e Memory Stick.

Sua velocidade de impressão é de 90 segundos por página no módulo normal e de 2 minutos por página no módulo otimizado. Trata-se de um produto que atende plenamente o uso doméstico e também em escritórios de pequeno e médio porte.

A maioria dos fabricantes usa a tecnologia jato de tinta térmico (Canon, HP e Lexmark, por exemplo) e, por isso, suas impressões não resistem à água. Por isso, se a impressão toma um banho de água acidental, vira um borrão.

Necessita de uma boa impressora a laser profissionais da área de imagem, como publicitários, designers e da área de marketing. Em escritórios onde há muitas impressões de relatórios, processos e estudos, a preferência também recai sobre impressoras a laser. Embora tenham custo mais alto de aquisição da máquina e de seus suprimentos, na média, o custo unitário de impressão tende a ser menor e, ao mesmo tempo, com qualidade mais alta.

Os especialistas sempre lembram que a questão da recarga das impressoras é um dilema, principalmente por conta da evolução das impressoras jato de tinta, que já se aproximam em muito das a laser.

De qualquer forma, na linha de impressoras monocromáticas a laser, um destaque é a LBP-1120, da Canon. Seu cartucho EP-22 tem durabilidade de 2,5 mil páginas com 5% de cobertura do papel.

Atinge impressão até 10 ppm e resolução máxima de 2400 x 600 dpi (AIR), imprimindo em papéis A4, letter, legal, B5, transparência, etiquetas e envelopes. É ideal para quem necessita de velocidade e qualidade de impressão, apesar de economizar em espaço em pequenos locais de trabalho.

Mais antigas, mas nem por isso menos importantes, as impressoras matriciais também são fundamentais para o uso comercial.

Isso porque, diferentemente das impressoras a laser e a jato de tinta, apenas as matriciais podem imprimir formulários multi-vias (cópias carbonadas ou vias de papel com tratamento químico). Imprimem caracteres e ilustrações por meio do acionamento de pinos (ou agulhas) sobre uma fita com tinta, e essa, sobre o papel. Como são voltadas ao uso comercial, tendem a ter valor de mercado um pouco mais elevado.

A fabricante OKI, com seu modelo MLI 321 Turbo, desenvolveu um produto ideal para aplicações em departamentos financeiros, vendas por atacado ou varejo, ou até mesmo em depósitos e fábricas.

Imprime notas fiscais ou outros formulários em até 6 vias! Segundo a fabricante, sua vida útil é de 200 milhões de caracteres e, por possuir um motor mais leve, mais forte e mais eficiente reduz a fricção, o aquecimento e o desgaste.

Outro bom modelo matricial da OKI é a ML421, com 9 agulhas e mais robusta, projetada para trabalhar em ambientes exigentes como balcões de venda de varejo, instalações médicas, lojas, aluguel de carros e oficinas, balcões de companhias aéreas, departamentos financeiros e sites de manufatura.

Comprar uma impressora pode ser algo mais fácil do que se imagina. Pense muito bem no tipo de aplicação a que será destinada, o volume de uso diário e, só depois, escolha a sua. Como você já viu, sobram opções de boas impressoras.

O primeiro cuidado que um usuário deve ter antes de escolher e adquirir um monitor de computador é o de saber exatamente para qual tipo de aplicação ele precisa do equipamento. A recomendação é do gerente de produto da Área de Produtos Digitais da Samsung do Brasil, Paulo Gragnani.

“É necessário saber se o computador servirá apenas para o uso doméstico ou também para trabalho, como produções gráficas, visualização de planilhas ou navegação pela Internet, entre tantas aplicações”, esclarece.

De acordo com o gerente da Samsung, ao direcionar a aquisição do produto para um conjunto de necessidades específicas, o consumidor já terá percorrido uma boa parte do caminho certo para a tomada de decisão de compra.

Um monitor com boa relação entre custo e benefício é o CRT 107E, da Philips, um típico monitor recomendado para quem usa o computador diariamente para navegação na internet e produção de textos e planilhas, e também quer ter boa resolução no tratamento de imagens.

O modelo conta com o exclusivo recurso LightFrame 3, que além de adicionar mais nitidez e brilho a uma seleção de área na tela, detecta automaticamente fotos e imagens em seu Internet Explorer realçando sua qualidade, além da capacidade de realçar sua imagem em tela cheia. Com tela grande, de 17″, atinge resolução de 1280 x 1024 pontos.

“É bom que o consumidor saiba que tudo é uma questão de preço. Os monitores mais baratos são também os que contam com menos recursos tecnológicos”, lembra.

Basicamente, todos os tipos de monitores no mercado, de tubo de imagem ou cristal líquido, contam com os mesmos recursos mínimos: ajustes de geometria para corrigir o ângulo de imagem à curvatura do monitor; ajustes horizontais e verticais; ajustes de brilho e de contraste. Os ajustes devem ser feitos conforme as preferências pessoais do usuário.


Em termos de imagem, há certo equilíbrio entre os monitores com tubo de imagem e os de cristal líquido. “A principal desvantagem que existia dos monitores de cristal líquido sobre os de tubo já foi superada, que era a qualidade da imagem. Antes, os monitores de tubo tinham melhor imagem, mas com a evolução da tecnologia de cristal líquido, hoje ambos têm qualidade equiparada”, cita.

O monitor 152N, da Samsung, é um dos bons exemplares de avanço entre os modelos de cristal líquido. Com 15″, possui o recurso Magic Bright, que altera a configuração de brilho ao simples toque de um botão no painel frontal (modos Texto, Internet, Entretenimento).

Sua resolução máxima é de 1024 x 768, contando ainda com o inovador recurso Image Scaling, que ajusta as imagens de forma a ocupar toda a área visível, por meio de um processo de interpolação de segunda ordem, quando a resoluções são abaixo de 1024 x 768.

Totalmente multimídia, conta com dois alto-falantes de 2W e microfone embutidos, e seu design leve e moderno oferece bordas estreitas, se tornando ideal para aplicações onde se necessite colocar os monitores lado a lado.

Gragnani explica que um dos pontos a serem levados em consideração pelo usuário antes da compra é o da área útil da tela. “Um monitor convencional de 19 polegadas tem uma área útil de 18 polegadas, por causa da margem do entorno, causada pelo tubo. Já um monitor de cristal líquido tem efetivamente o tamanho de sua tela como área útil”, explica.

Essa dica vale, por exemplo, para usuários que ficam muito tempo à frente do monitor, como os profissionais das áreas gráficas ou contadores, que passam grande parte do tempo preenchendo planilhas. “Esses usuários devem optar por monitores maiores, com maior campo de visão, para reduzir os trabalhos de rolagem de tela e, assim, ter todas as informações necessárias em um mesmo espaço. Já se uma pessoa usa o computador apenas para escrever, por exemplo, pode ser plenamente atendida com um monitor de 15 polegadas”, explica. “É importante ressaltar que tem aumentado o número de pessoas que optam por monitores maiores, embora o custo seja mais alto, porque perceberem as vantagens tecnológicas”, complementa.

Está nesse grupo de telas maiores de cristal líquido, que garantem melhores condições de trabalho, o monitor FW 1700S, da Waytec. Com 17″ e totalmente multimídia, obtém resolução máxima de 1280 x 1024 pixels, apesar de ocupar pouco espaço, graças a seu design é inovador e compacto.

Outro ponto a ser observado é a diferença entre os monitores convencionais e os de tela plana. De acordo com o relato do especialista, os monitores de tela plana exigem menos da visão do usuário.

“O que acontece é que um monitor convencional tem uma curvatura. Imagine que o usuário olhe para um ponto específico da tela. Ele continua vendo outras imagens que estão na tela nitidamente. Mas, por causa da curvatura do globo ocular, essas imagens estão, na realidade, distorcidas. O cérebro precisa trata essas imagens, tornando-as nítidas. Esse trabalho, embora imperceptível, provoca um cansaço mental e ocular”, explica.

Já o monitor tela plana, relata Gragnani, por não ter a curvatura, não exige esse trabalho de “tratamento” das imagens pelo cérebro.

Há também outros recursos importantes disponíveis em linhas mais sofisticadas que nem sempre conhecemos. Um deles é o conhecido pela sigla MPR2, disponível nas linhas de monitores de tubo e de cristal líquido. “Esse recurso é uma proteção que se coloca na tela para reduzir a emissão de radiação”, esclarece.

Algumas linhas de monitores de cristal líquido, principalmente voltadas para profissionais da área gráfica, oferecem o dispositivo de ajuste de temperatura de cor, deixando-as mais “quentes” ou “frias”.

Outra vantagem oferecida por algumas linhas são a de monitores que contam com conectores CNC. Gragnani comenta que uma parte das informações são perdidas entre o envio da mensagem da CPU até o monitor. Esse conector garante uma perda menor das informações emitidas pela placa de vídeo, passadas pelos cabos, até a chegada ao monitor.

Têm crescido também a inserção dos monitores com TV no mercado. Neles, o usuário pode perfeitamente usar o sistema Picture In Picture (PIP), em que a tela pode ser dividida em duas imagens ou mais. “Enquanto o usuário trabalha, pode perfeitamente assistir TV”, observa.

Aí estão, portanto, algumas dicas para que você opte pelo melhor monitor para seu computador.

O uso das mesas digitalizadoras começou a ser adotado no Brasil no início da década de 90, mas ainda é relativamente pequeno o número de profissionais que adotam essa tecnologia para facilitar seu trabalho.

“O brasileiro é um pouco conservador quando surgem inovações que ele ainda desconhece e, por isso, nem todos os profissionais perceberam até hoje as vantagens de se ter um equipamento como esse”, avalia Douglas Prado, diretor de Marketing da Genius no Brasil, empresa fabricante das mesas digitalizadoras Easy Pen, Newsketch 1212 e Newsketch 1812.

Segundo ele, o uso dessa ferramenta, destinada para profissionais que atuam na produção de desenhos técnicos ou livres, garante um aumento na agilidade para a realização de tarefas de, no mínimo, 30% em comparação ao tradicional uso da prancheta, lápis e borracha.

O equipamento consiste em uma base conectada ao computador, capaz de captar e enviar os desenhos para um software. A mesa Easy Pen, por exemplo, é sugerida por Prado para a digitalização de assinaturas.

“Se uma pessoa precisa assinar muitos documentos, pode usar essa mesa para digitalizar sua assinatura e, por conseqüência, imprimir uma série de documentos já assinados”, informa.

Ele exemplifica essa necessidade para diretores de empresas que enviam malas-diretas para seus clientes, ou mesmo políticos que buscam uma aproximação com seus eleitores. “Pode parecer brincadeira, mas já vi um político assinando milhares de cartas manualmente, quando você tem um equipamento desses para facilitar seu trabalho”, comenta.

O executivo reconhece que a digitalização de assinaturas não é novidade, mas o método evoluiu significativamente após a aplicação da mesa digitalizadora. “Antigamente, o que se fazia era usar um scanner para captar a imagem da assinatura depois trata-la, o que levava muito tempo”, explica.

O uso de mesas digitalizadoras também vem sendo aplicado em escolas de ensino básico, em que as crianças efetuam desenhos com o uso do computador para desenvolver sua coordenação motora e, ao mesmo tempo, criam intimidade com o mundo digital.

“Tudo o que é escrito ou desenhado na mesa surge na tela do computador. Isso prepara melhor a criança para a operação de um computador”, defende, afirmando que uma experiência nesse sentido vem sendo desenvolvida no Colégio Positivo, de São Paulo.

Mas não são só os alunos que podem tirar proveito desse equipamento. “Para os professores que fazem cursos à distância, pela Internet, por exemplo, a mesa se torna uma espécie de quadro negro porque, por meio de softwares como o netmeeting, a imagem produzida em um computador pode ser captada pelos demais, pelo sistema de videoconferência”, exemplifica.

Sofisticação
A aplicação desse equipamento toma uma dimensão maior quando são utilizadas as mesas Newsketch 1212 e Newsketch 1812, mais sofisticadas. “Também por meio do uso do netmeeting em conjunto com a mesa é possível duas pessoas avaliarem o desenho de um mesmo projeto simultaneamente”, garante.

A diferença entre as mesas Newsketch 1212 e Newsketch 1812 é o tamanho de cada, com a primeira possuindo 360 cm² e a segunda 540 cm². “Esse espaço é destinado exatamente para uso profissional”, comenta.

O equipamento é destinado para engenheiros, arquitetos, projetistas, desenhistas técnicos e designers gráficos. Admite todos os tipos de softwares de gráficos, como Paint, Autocad, Autodesk, 3DStudio e CorelDRAW.

“A planta topográfica de um terreno pode ser desenhada inteiramente com esse recurso. Os arquitetos conseguem, inclusive, produzir plantas baixas”, informa o executivo.

Conforme Prado esclarece, a mesa digitalizadora é capaz de fazer as escalas e inclinações do projeto de construção, incluindo aí as plantas hidráulica e elétrica. O equipamento conta também com algumas das figuras e formas geométricas mais utilizadas pelos técnicos, o que garante a inclusão direta dessas formas, ampliando a agilidade na hora de produzir o desenho.

“Recentemente pude acompanhar um documentário no Discovery Channel que mostrava como institutos de meteorologia dos Estados Unidos usavam as mesas digitalizadoras para calcular a velocidade e mostrar a trajetória de um tufão. As imagens eram enviadas, posteriormente, às redes de televisão para informar a população”, relata.

O executivo explica que a instalação da mesa digitalizadora é feita diretamente na saída do mouse no computador e o mouse, por sua vez, é conectado à mesa digitalizadora. Fácil, como a operação do equipamento.




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