Um bom design na embalagem e a utilização do apelo de sensibilização adequado são indispensáveis para o sucesso de vendas de um produto. Confira algumas dicas sobre o assunto.

A embalagem é um componente muito importante do produto. Além de contribuir para a diminuição das perdas dos produtos primários, assegurando sua preservação e longevidade, funciona como elemento de atração e estímulo ao consumidor.

A relação entre o produto e sua embalagem é tão estreita que obriga que o planejamento em relação a ambos seja realizado de forma conjunta, considerando aspectos mercadológicos e de custo.

Vale lembrar que há legislações específicas que definem as características básicas das embalagens. Elas devem ser seguidas, para que a empresa não esteja sujeita a sanções.

Recomendações
Para que a embalagem seja bem-sucedida na missão de auxiliar nas vendas dos produtos, é bom levar em conta algumas recomendações, que são as que seguem.

- Pesquisas demonstram que dois números são estratégicos em relação ao consumo dos produtos: 3 e 85. Três segundos seria o tempo que o produto tem para atrair a atenção de quem está passando em frente a uma gôndola. Uma vez atraído, a chance de que o consumidor adquira o produto é de 85%.

- É preciso diferenciar, chamar a atenção. A diferenciação pode ser feita pela forma, cor, tipo e grafismo da embalagem.

- O ponto de partida é identificar a característica do produto que deverá ser valorizada para despertar o interesse do consumidor. Se o produto for destinado a suprir necessidades básicas, como é o caso dos alimentos, devem-se destacar as características nutritivas e de higiene. Se o consumidor vai adquirir o produto para presentear outra pessoa, a embalagem deve ser a mais bonita possível, pois o ato de presentear traz consigo a vontade de causar uma boa impressão.

- É preciso identificar o melhor material para acondicionar o produto, como vidro, metal, madeira, papelão ou plástico.

- O design da embalagem é fundamental. De nada adianta um produto ter qualidade se não tem um bom apelo de venda. Uma empresa especializada pode definir o design mais adequado, bem como um rótulo que sensibilize o consumidor.

- A embalagem deve ser de fácil uso e manuseio pelo consumidor.

Código de barras
O código de barras é uma ferramenta de identificação e comunicação de produtos, serviços e localidades, com base em padrões internacionais reconhecidos por empresas no mundo inteiro.

Impresso na própria embalagem ou em um selo aplicado no produto, o código de barras proporciona uma linguagem comum entre os parceiros comerciais para a classificação de itens como tamanho, cor e tipo do produto.

O código de barras também é um aliado do empreendedor na gestão de seu negócio. Permite o controle de estoque, a rastreabilidade dos produtos, o monitoramento das vendas, das compras, da margem de lucro, dos estoques, do fluxo de caixa e de outras variáveis.

No Brasil, a EAN Brasil é o órgão multissetorial e privado que administra a implantação da numeração do código de barras. A filiação à EAN Brasil pode ser feita tanto por pessoas jurídicas (ltda, associações, S.A etc.) como por pessoas físicas (artesãos, autônomos etc.).

Após o pagamento das taxas necessárias e o envio da documentação, dentro de sete dias, a EAN Brasil encaminhará a carta de licenciamento contendo a numeração exclusiva para a empresa, bem como uma via do contrato de licenciamento, o Guia de Referência “Codificação em Unidade de Despacho”, o Anuário Brasileiro de Automação e Tecnologia da Informação e o Software para cálculo do Dígito Verificador.

O telefone da EAN Brasil é 0800 11 0789. Para acessar o site, clique aqui.

Para outras informações sobre embalagens e empresas que atuam no mercado visite o site da ABRE – Associação Brasileira de Embalagens. Para acessar o site, clique aqui.

fonte: http://www.sebrae.com.br

Acabei de ler “A lógica do consumo: verdades e mentiras sobre o que compramos” e estou encantada, assustada, perplexa, curiosa e cheia de palavras. Pena que a versão brasileira não conseguiu achar nada equivalente para traduzir a grande sacada que é “Buyology”, o título original.

O volume, escrito pelo consultor dinamarquês especializado em global branding, Martin Lindstrom, deveria ser leitura obrigatória para todo mundo que trabalha com marketing, design ou propaganda. É que o sujeito conseguiu parceiros suficientes para organizar o maior estudo até então feito sobre neuromarketing; ou seja, deu um jeito de escarafunchar nosso cérebro para descobrir como tomamos as decisões de compra.

Na real, cada capítulo mereceria uma resenha, mas um dos que mais me deixou perplexa foi o que fala de propaganda subliminar. Lindstrom conta que o termo foi cunhado em 1957 pelo pesquisador de mercado James Vicary, com a lendária inserção de quadros incitando o consumo de pipoca e Coca-Cola no meio de um filme, de maneira que só o subconsciente das pessoas conseguisse reconhecer as mensagens. Vicary saiu divulgando que as vendas tinham aumentado consideravelmente depois dessa experiência (e por causa dela), mas depois, em 1962, quando o experimento foi refeito e não se conseguiu os mesmos resultados, o próprio assumiu em uma entrevista que tudo não passava de invenção, inclusive os números referentes ao aumento das vendas. A Associação Psicológica Americana decretou que a propaganda subliminar não funcionava tão bem como a tradicional.

A questão é que as pessoas estavam considerando propaganda subliminar como essas mensagens óbvias inseridas em algum contexto de modo a influenciar o comportamento de compra e que só fossem percebidas pelo subconsciente (tem muita lenda por aí que fala de frases adoradoras do demônio em discos tocados ao contrário e outras bobagens do mesmo naipe). Mas Lindstrom descobriu que a propaganda subliminar está em alta e funciona sim, mais até do que a propaganda convencional. Mas, para isso, ela precisa ser mais sutil e menos literal; agora a coisa atingiu um grau de sofisticação que deixa no chinelo aquelas experiências quase inocentes de Vicary e seus contemporâneos.

Martin descreve uma pesquisa realizada em 2005 na Universidade da Pensilvânia onde se descobriu que o cérebro humano é capaz de recuperar imagens antes que elas sejam registradas no nível consciente. O mesmo não ocorre com nomes ou palavras escritas, o que nos dá pistas muito interessantes sobre como usar propaganda subliminar.

Numa experiência integrante do projeto que motivou o livro, Lindstrom reuniu fumantes voluntários e mostrou cenários com cowboys, pôres-do-sol alaranjados, montanhas, cavalos e jipes em estradas de terra. Depois mostrou os bastidores do circo da Fórmula 1, com suas Ferraris e macacões vermelhos. Em algumas das sessões nenhuma marca ou nome foi mostrado, apenas os cenários; em outras, as propagandas dos cigarros, suas marcas gráficas e embalagens eram explícitas. Os fumantes foram submetidos a essas imagens em várias visitas ao laboratório de ressonância magnética e foi pedido que eles não fumassem nas duas horas anteriores aos ensaios para garantir que todos tivessem o mesmo nível de nicotina em todas as experiências.

O que se queria medir: que partes do cérebro se acendiam quando os voluntários assistiam aos filmes? Bem, a parte previsível foi que, quando viam as embalagens dos cigarros, as áreas relacionadas à recompensa, ao desejo e à dependência mostraram uma reação pronunciada. A parte imprevisível foi que, quando submetidas apenas aos cenários de cowboys e Fórmula 1, as mesmas partes se manifestaram com muito mais intensidade do que se os voluntários estivessem vendo um pacote de cigarros Marlboro.

Então, as imagens associadas desencadearam muito mais desejo nos participantes do que quando eles olhavam a marca ou o maço de cigarros. O resultado se repetiu para a marca Camel, dessa vez com imagens desérticas povoadas de camelos e motos. Em resumo, tudo o que essas paisagens e cenários significavam subliminarmente (masculinidade, sexo, poder, velocidade) foram imediata e automaticamente transformadas na representação da marca.

A propaganda subliminar funciona tão bem porque, quando as imagens não mostravam nenhuma marca gráfica ou embalagem visíveis, os fumantes não sabiam conscientemente que estavam vendo uma imagem publicitária e, por isso, abaixavam a guarda. Na época em que era permitido fazer propaganda na televisão e nos outdoors, as pessoas, sabendo que cigarros faziam mal, levantavam praticamente um muro de defesa contra a mensagem. Agora que as marcas não aparecem, as pessoas reagem entusiasticamente ao mesmo apelo, só que inconscientemente.

Lindstrom conta ainda que a marca de cigarros britânica Silk Cut, ao saber da proibição iminente de propagandas explícitas, montou uma estratégia que consistia em apresentar maciçamente a marca gráfica sobre uma faixa de seda roxa. Quando a proibição entrou em vigor, eles retiraram as marcas, mas continuaram com a faixa roxa (não podiam ser acusados de nada, olha só a inocência…). Bom, para resumir a história, uma pesquisa feita tempos depois revelou que assombrosos 98% dos consumidores (fumantes ou não) associavam a faixa roxa com a marca de cigarros – a marca gráfica não fez a menor falta.

Pois é, a conclusão que se tira disso é que quanto mais se proíbe algo, mais se incentiva o consumo. E que a marca gráfica, antes considerada o elemento mais poderoso da publicidade é, na verdade, o menos poderoso. As formas, os cenários, o posicionamento e, principalmente as cores, ganham com folga.
O autor inclusive reflete sobre as inúmeras conferências e eventos dos quais participa no mundo todo cujas cadeiras, paredes, brindes, folhetos, sacolas e canetas estão coalhadas de marcas; ele não se lembra de nenhuma delas – são como uma sopa de letras.

Baseada nessa e em outras pesquisas (uma delas provou que aquelas figuras escabrosas que aparecem nas embalagens mostrando os efeitos deletérios do cigarro acendem as áreas relacionadas ao prazer no subconsciente dos fumantes), Lindstrom conclui que os anúncios que mais incitam uma pessoa a fumar são aqueles com advertências. Bonés, cinzeiros e brindes com as cores da marca (mas não necessariamente com ela impressa) ajudam muito, seguidas pelas poderosas imagens subliminares sem nenhuma referência explícita à marca.

Sempre achei que os designers superestimam o poder de uma marca gráfica – alguns chamam a aplicação controlada de gestão de marca (o que considero um enorme equívoco). Todo mundo sabe que um produto é Apple, mesmo que não encontre a maçãzinha em nenhum lugar; aliás, é uma tendência mundial fazer propaganda sem mostrar explicitamente a marca, abordagem que tem mostrado excelentes resultados. Marcas gráficas continuam importantes, é claro, mas é preciso se ter consciência de que elas são apenas a ponta do iceberg.

A notícia boa é que a maior parte desse iceberg continua a ser construída pelo design; as cores, as formas, os cenários, o merchandising, as embalagens, as estratégias de sensibilização e a materialização da personalidade da marca. Mas ainda tem os cheiros, os sons, as redes socais, o próprio produtos e seus serviços associados.

Em resumo: design é muito mais que uma marca, mas, sem sombra de dúvida, a recíproca nunca foi tão verdadeira.

autora: Ligia Fascioni
fonte: http://www.acontecendoaqui.com.br

O Livro


autor: MARTIN LINDSTROM
tradução: Marcello Lino
editora: Nova Fronteira

Sinopse:
Estudos revelam que é preciso menos de dois segundos e meio para que um consumidor tome a decisão de comprar. As empresas sabem que têm menos de dois segundos para atrair seus olhos, capturá-lo e torná-lo um cliente. Em A Lógica do Consumo, o guru do marketing Martin Lindstrom leva o leitor aos bastidores das pesquisas que explicam por que determinado produto vende e mostra como o nosso cérebro responde aos muitos estímulos da propaganda. Num texto leve, Lindstrom apresenta casos reais de estudos de neuromarketing para desfazer mitos como, por exemplo, o impacto do sexo na mente do consumidor

veja mais detalhes sobre o livro

Existe a crença que o design é algo intimamente ligado à modernidade, e que, para ser chamado cabalmente de design, necessariamente deve romper antigos paradigmas, ou seja, produzir inovações radicais, formar conceitos revolucionários ou ainda, simplesmente chamar a atenção com algo diferente e arrojado.

Na verdade o design está se alimentando diretamente da tradição e, se fosse sempre limitado ao surgimento de revoluções e novidades, já estaria reduzido a um leque ínfimo de empresas para produzi-lo e de gênios para criá-lo.

Por outra parte, o setor moveleiro é dos mais arraigados na tradição. Observa-se que um sofá ou um guarda-roupa, pouco há mudado na sua essência nos últimos 300 anos. As interferências coincidem com melhorias de ordem tecnológica de acordo com novos materiais, como o MDF e muitas ferragens inexistentes há escassos 50 anos.

Grande parte dos produtos em que o design oferece um maior destaque são justamente aqueles que aproveitam as novas prestações tradicionais, sejam autênticos ou modificados, como no caso das chapas pré-compostas Alpi ou Tabule italianas, que recriam a madeira a partir de troncos desenrolados e recolados tingidos, moldados e novamente cortados em finas lâminas, gerando assim uma nova madeira aperfeiçoada e incrementada no desempenho, pois tem melhores características que a original.
O aumento do número de materiais disponíveis aumenta em forma exponencial. Um móvel de 100 anos atrás geralmente era composto por três ou quatro materiais: madeira, ferro, cera ou goma laca. Hoje o mesmo móvel combina três ou quatro derivados da madeira, ferragens que são miniaturas tecnológicas, puxadores em plástico cromado, verniz de poliuretano, vidro, acrílico, luminárias halógenas, alumínio, etc. Mas a novidade dá-se também em produtos de único material como é o caso das cadeiras de plástico.

Feitas em uma só peça com apenas dois processos de produção (injeção e corte de rebarba), em poucos meses tomaram conta do mercado, o que deixou no caminho várias empresas, especialmente as que trabalhavam com tubo e ripas de PVC que, 15 anos atrás e por tempo reduzido, reinaram no mercado de móveis para exteriores.

Apesar dos bem sucedidos esforços das empresas italianas para venderem cadeiras de plástico para mercados de maior poder aquisitivo, este tipo de produto não tem a menor possibilidade de conquistar o mercado da velha madeira, precisamente devido à necessidade intrínseca que todos nós temos, de ter um referencial da natureza da qual somos parte.

A necessidade do componente tradicional mantém vivas e pujantes as indústrias de móveis, apesar desta pesada concorrência tecnológica.

A tradição na modernidade, não é a reprodução literal do modo de vida de nossos antepassados; hoje ninguém abre mão da praticidade que nos oferece a tecnologia, porém ainda que seja de forma subliminar, precisamos do passado para sentir segurança no presente. Por isto o mercado oferece tantos produtos com imitação de madeira, esta tratá-se de um referente tradicional importante, e já entrando no século XXI, percebemos que as casas plásticas e ascéticas, vistas nos seriados futuristas, nunca aconteceram.

Quando design e tradição se unem, o produto resultante possivelmente jamais consiga ganhar concursos ou até mesmo aparecer nas revistas do setor. No entanto, com certeza o fabricante vai ter um mercado garantido.

Numa pesquisa que tive oportunidade de realizar na Itália poucos anos atrás, e que deu origem ao livro Aprendendo com o Líder, editado pela Móveis de Valor, surpreendeu-me o fato de que 70% dos móveis italianos, consumidos na Itália, eram de estilo clássico. Os móveis de design que se vendem naquele país são em sua grande maioria para uns poucos yuppies locais e para o mercado de exportação.

O setor do móvel clássico na Feira de Milão, bastante desprezado pela mídia que visita o evento, resulta um dos mais interessantes para quem se interessa por analisar o mercado. Posso me atrever a afirmar, embora alguns colegas designers me olhem com espanto, que nesta área encontramos exemplos do que existe de mais refinado em termos de design e criatividade. Isto porque o móvel clássico, melhor chamado de inspiração clássica, tem hoje um forte componente temático que explora esta necessidade de identificação do usuário com raízes e tradição. Este novo móvel está sendo reinventado; sua função o torna diferente por estar adaptado às necessidades e espaços modernos. Já se dispõe das técnicas para produzir artificialmente furos de traça, fezes de mosca, etc., conseguindo assim proporcionar ao móvel um aspecto surrado e envelhecido, não importando se estes são para computador, estantes para TV ou barzinhos com geladeira.

Como fazer compatível as comodidades modernas com o produto de inspiração clássica, e dar credibilidade ao produto resultante em sua comunicação aí reside o grande desafio que muitos designers anônimos, por fora do circuito das badalações, executam com maestria.

autor: jorge montana
fonte: http://www.designbrasil.org.br

Você já observou como os varejos estão consistentemente migrando para o modelo de autoserviço? No ramo das refeições, por exemplo, veja a explosão de restaurantes de comida por quilo acontecida nos últimos anos. Da mesma forma, as lojas de departamento, com menos vendedores para nos atender. E os bancos? Neles, nosso primeiro contato ao entrar nas agências é com as máquinas de autoatendimento. O controle da inflação também resultou no emprego de “vending-machines”. Em uso crescente, nelas podemos comprar hoje centenas de produtos. E os sites de compras? Nestes, praticamente tudo está à venda, por autosserviço!

Visando à diminuição de custos, o comércio investe em ferramentas que possibilitam transitar facilmente por seus espaços e interagir, sem intermediários, com os produtos e serviços à venda. Neste cenário, o design, aliás, o bom design, é fundamental para o sucesso nas vendas. Várias pesquisas, realizadas por diversos institutos, empregando metodologias distintas, em diferentes modelos de varejo, apontam sempre para o altíssimo índice de decisão, de que marca comprar, feito nas lojas.

Você já se perguntou o que o faz optar por uma, entre as diversas marcas de xampu, expostas lado a lado com suas concorrentes em uma loja? Ou a escolher determinado livro entre dezenas de outros no balcão de lançamentos de uma livraria? Ou a comprar o seu terceiro par de tênis, para usar na academia que você, há seis meses, promete começar a frequentar? Certamente, se você não é fiel a uma marca de xampu, não tem a indicação de um livro ou não é muito contido em seus hábitos de compras, você foi “pego pelo design”.

É sabido que os dois lados do cérebro, o esquerdo, racional, e o direito, emocional, se conectam de modos diferentes com os ambientes onde as pessoas se encontram, através dos cinco sentidos. Os estímulos recebidos pelo lado direito seduzem, encantam, e geram o desejo de comprar. Já o lado esquerdo, atento aos estímulos racionais, justifica o desejo de comprar. Usualmente, as pessoas dizem que compram pelos benefícios funcionais e nunca pelos emocionais. Você não tinha a necessidade de comprar o seu décimo quinto esmalte, mas se encantou pela embalagem, pela tonalidade da cor, tão linda, tão diferente, tão na moda! Mas vai dizer que comprou porque os que você tem estão meio ressecados, ou que você vai dar uns para a sua filha, ou que o esmalte era muito barato.

O design é um recurso indispensável às marcas vencedoras, por estimular o encantamento, o amor à primeira vista, a conexão emocional com o cérebro. O design trabalha a “arquitetura da informação”, expressando os diferenciais das mensagens, dos objetos, das embalagens, dos equipamentos, dos espaços, de forma a conectar as marcas às pessoas. Pense em algumas marcas brasileiras, líderes em seus mercados, como Havaianas, Natura, TV Globo, Cacau Show. Todas são marcas que investem consistentemente, há anos, em design, o que contribui de modo relevante para a fidelização de seus consumidores.

Lembre-se do Japão do pós-guerra, na quantidade de produtos japoneses que chegaram, bem baratos, ao Brasil, com o selo “Made in Japan”, à época sinônimo de produtos de segunda linha. Eles eram a “imitação” da máquina fotográfica alemã, do relógio suíço, do eletrodoméstico norte-americano. Com o tempo, e muito investimento, especialmente em design e em tecnologia, as marcas japonesas tornaram-se líderes mundiais.

Por um processo semelhante passa agora a China, cujos produtos, quando não são de marcas estrangeiras, são tachados como cópias de má qualidade. Mas seu governo sabe que o país, que apenas emula o que os outros fazem, briga apenas por preço, não por valor. Assim, a China investe em design e está colocando, por ano, 600.000 designers no mercado! Uma escala realmente chinesa.

Numa economia mundial acelerada, extremamente competitiva como a atual, em alguns anos as marcas chinesas certamente estarão entre as mais desejadas. Neste contexto, o Brasil, que se pretende avançar entre as maiores economias do mundo, tem que investir em políticas públicas de fomento do design, para não ser apenas um grande exportador de commodities.

autor: Gilberto Strunck
fonte: http://www.mundodomarketing.com.br

Diante da crescente demanda de fluxo de informação existente no segmento digital, torna-se imprescindível o uso de ferramentas que facilitem o processo de publicação e o compartilhamento de conteúdo.

A ideia de uma web como plataforma colaborativa fez com que novos paradigmas fossem considerados no desenvolvimento dos projetos. Dentre os diferentes sites concorrentes nos diversos segmentos, a escolha do usuário se dará não só pela qualidade do conteúdo ou pela facilidade de uso, mas principalmente por aquele que lhe proporcionar uma melhor experiência.

Seguindo essa linha de raciocínio, o trabalho de criação e de desenvolvimento de projetos digitais e interativos deve priorizar a experiência do usuário em sua concepção. Isso faz com que, em se tratando do sistema por trás da interface, não tenhamos que “reinventar a roda” a cada novo projeto, e sim trabalharmos com a ideia de sistemas pré-concebidos para a automatização de tarefas.

Assim, o uso de ferramentas CMS’s proporciona uma maior qualidade aos sites, uma vez que dinamiza o desenvolvimento e permite uma maior atenção no projeto de interface e na experiência do usuário.

CMS’s limitam o design de interface?

As interfaces devem ser projetadas de acordo com os objetivos do site e com o tipo de experiência que queremos proporcionar ao usuário. Para isso, é imprescindível trabalharmos a hierarquia visual, para que ela forneça maior consistência nos elementos de navegação e maior facilidade de uso. No entanto, devemos proporcionar muito mais que facilidade.

Acredito que a estética tenha tanta importância quanto à usabilidade, pois é ela que irá cativar o usuário a consumir o conteúdo e interagir com o nosso produto, tornando a experiência mais agradável e interessante. Dessa forma, é essencial conhecermos bem os recursos que o CMS escolhido possui para possibilitar tais experiências de uso, assim como a flexibilidade de customização visual que a ferramenta fornece para atingirmos de forma integral a estética projetada.

Acima de tudo, uma boa interface deve ser simples. Toda complexidade que possa existir para que os objetivos do usuário sejam atingidos deve ser possível de ser absorvida pelo sistema. Hoje, existem inúmeras opções de CMS’s, algumas com finalidades específicas, outras escaláveis para diversas funcionalidades. É de extrema importância conhecermos bem as opções disponíveis, pois o que poderia limitar o design de uma interface nesse caso seria a escolha equivocada do CMS para o projeto.

Pensando ainda na experiência do usuário, é essencial que na hora de projetar uma interface sejam definidos mapas mentais representando a forma que o usuário irá interagir com o produto, tanto no momento do lançamento quanto em futuras adequações. Com isso, no momento de definição dos fluxos de navegação e wireframes, assim como da criação de uma boa pregnância visual do projeto gráfico, devemos estar atentos tanto no que diz respeito à flexibilidade da interface quanto na escalabilidade do CMS.

Na evolução natural que nosso projeto possa vir a ter, desde a inclusão de novos módulos de conteúdo, novas formas de orientação na navegação local e global, menus contextuais de acordo com o perfil do usuário ou outras ferramentas adaptativas, o maior desafio é manter uma sintonia entre as possíveis extensões da interface com a capacidade de implementação de novos portlet’s ou widget’s pelo CMS em uso, de forma que os diferentes objetivos do site sejam sempre facilmente atingidos pelo usuário.

Interfaces prontas

Normalmente, as opções de CMS’s disponíveis possuem um painel administrativo pronto. No entanto, não há como projetar qualquer interface sem conhecer claramente as necessidades de quem irá utilizar o sistema, seja o usuário que irá navegar pelo site, ou a equipe que irá administrar o conteúdo.

O WordPress possui um painel administrativo relativamente simples, porém podemos encontrar dificuldades na utilização de plugins que estendem suas funcionalidades, pois normalmente não seguem o mesmo padrão de interface administrativa.

No Plone, a administração do conteúdo é feita dentro da mesma interface de navegação utilizada pelos usuários, não havendo um painel de administração específico, o que divide opiniões quanto a facilidade ou confusão que isso pode gerar na administração dos conteúdos.

Mesmo que as comunidades de alguns CMS’s venham demonstrando uma preocupação maior com a usabilidade e a experiência do usuário, como é o caso do Drupal para a sua versão 7, é essencial que haja uma avaliação do painel administrativo para cada projeto em específico, sendo feita um análise baseada em quem fará uso desta interface.

Ao escolhermos um CMS para um projeto, devemos estar sempre atentos à flexibilidade que o sistema possui para a adaptação ou a criação de um painel administrativo. O Django, por exemplo, possui uma app de administração padrão, porém ela é opcional, havendo a possibilidade de a equipe desenvolver sua própria interface de administração.

Evite equívocos no seu projeto

Para a escolha adequada de qual ferramenta utilizar, é essencial a leitura das documentações dos principais sistemas disponíveis, assim como a troca de experiências em fóruns e listas de discussão, além da análise de outros sites baseados em gerenciadores de conteúdo. Dessa forma, podemos conhecer melhor os recursos e as possibilidades que cada CMS pode oferecer ao nosso projeto.

É importante ressaltar também que, além da escolha do CMS, outros fatores, como a produção e a gestão dos conteúdos, a arquitetura de informação e até mesmo a veiculação de publicidade dentro do site, causam impactos diretos na concepção da interface, e vice-versa. A falta de comunicação e de entendimento entre as equipes envolvidas em cada etapa da produção podem acarretar os maiores equívocos dentro dos projetos de interface.

Trechos desse artigo são mencionados na matéria “Design de interfaces para CMS’s”, publicada na seção “Tecnologia em foco – Conceitual”, da edição 77 da Revista WebDesign(mês de maio).

autor: Agni
fonte: http://www.revistawebdesign.com.br/




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