Com foco na produtividade, aumenta o número de empresas que adotam programas de incentivo ao trabalho em casa. Mas trabalhar fora do escritório é realmente vantagem?

O sonho de milhões de pessoas é excluir da rotina tormentos como o trânsito diário, o metrô lotado e a elegante, porém desconfortável, gravata. Um sonho Impossível? Nem tanto. Para cortar custos e otimizar o tempo, empresas estão adotando programas de incentivo ao trabalho em casa.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Teletrabalho (Sobratt), mais de um milhão de brasileiros estão fugindo do dia-a-dia dos escritórios, e adotando a flexibilidade de horários e outras vantagens do trabalho em casa. É um número significativo entre os 11 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Mas será que essa opção serve para qualquer profissional, cargo, ou profissão?

No Brasil, a adoção desse modelo de trabalho cresce em torno de 10% ao ano, segundo a Sobratt. De acordo com o especialista em teletrabalho e professor da Business School São Paulo (BSP), Álvaro Mello, além de proporcionar aumento da produtividade, a pesquisas mostraram que a prática reduz em cerca de duas as faltas por funcionário anualmente.

Mello diz ainda que a modalidade também diminui a rotatividade de pessoal, pois pode reduzir o estresse entre os funcionários. Outra vantagem é a corte de gastos da empresa. A IBM reduziu suas despesas com imóveis em 55% ao investir na prática.

Embora se reconheça as vantagens, ainda há uma grande resistência das companhias e também dos próprios funcionários em relação a este modelo. Pesquisa mundial realizada pela fabricante de equipamentos de rede Cisco, em 2009, revelou que 53% dos empregadores possuem menos da metade dos funcionários prontos para trabalhar remotamente em caso de pandemia ou desastre natural. Das 500 companhias ouvidas em países e setores diversos, apenas 13% disseram ter perto de 70% dos trabalhadores prontos para trabalhar em casa.

No caso específico do Brasil, diz Mello, as leis trabalhistas não foram pensadas para esse modelo e nem acompanham a evolução do mercado. “A empresa pode ter problemas com o horário dos funcionários caso o empregado entre na Justiça pedindo hora extra”, ressalta.

Mello também adverte que barreiras culturais podem comprometer a adoção do teletrabalho. Como exemplo, ele cita o despreparo dos gerentes que não sabem gerenciar subordinados que não estejam presentes fisicamente no mesmo espaço, ou a falta de treinamento para trabalhar à distância – tanto em termos de tecnologia da informação quanto organizacionais. Além do medo de mudanças, solidão, dependência hierárquica e tendência para adiar a tomada de decisões.

Mello lembra ainda que algumas pessoas simplesmente não têm o perfil adequado para deixar o ambiente corporativo. “Indisciplina, má administração do tempo, ansiedade, falta de limite ou de clareza com relação a seus próprios objetivos de vida podem levar a pessoa ao estresse”, diz o consultor, ressaltando que a nova maneira de trabalhar pode não servir para todos.

A experiência de quem aderiu ao trabalho em casa

Feita da forma correta, a adesão ao trabalho em casa pode representar aumento da produtividade para empresa e maior liberdade para o empregado

Para o coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Gestão, Trabalho e Tecnologia da Business School São Paulo (BSP), a evolução da tecnologia da informação vai tranformar o home office no modelo oficial de trabalho em um futuro próximo

Em cinco anos, a implantação do trabalho em casa, alguns dias por semana, em toda a área de vendas da Ticket, empresa do setor de refeição e alimentação, gerou uma economia de R$ 3,5 milhões. Segundo a empresa, o ganho em produtividade proporcionou um crescimento de 40% no volume de vendas para novos clientes e incremento de 76% na receita proveniente dessas vendas.

Para se ter uma ideia, no modelo antigo, em média, cada colaborador gastava 30% de seu tempo para resolver questões administrativas e 5% para tornar o cliente mais rentável —oferecendo a ele novos produtos, por exemplo. Hoje, esses números variaram para 15% e 35%, respectivamente.

“O colaborador tem mais mobilidade, consegue planejar melhor suas visitas e dedicar mais energia a cada cliente ao invés de ser tomado pelas atividades administrativas de um escritório, ou de perder tempo no trânsito para se locomover até a empresa, entre outras coisas”, explica Eduardo Távora, superintendente de vendas da Ticket.

Profissionais da HP também recorrem ao home office. Como a natureza do trabalho exige que estejam atentos às demandas da empresa fora do horário de trabalho convencional (participando de reuniões virtuais, por exemplo), esses profissionais podem atuar de casa. Quando precisam, encontram estações móveis no local de trabalho e podem usar salas de reunião sempre que necessário.

A Cisco é outra empresa que adotou o trabalho remoto como parte de uma política mundial da empresa para todos os funcionários. No escritório, inclusive, não há mesas definidas e quem chega se instala em qualquer terminal e pode conectar seu notebook. Da mesma forma, acontece com os telefones. Basta configurar o aparelho com seu ramal.

Segundo a Ticket, para que a adoção do modelo de teletrabalho fosse possível foi necessária a criação de uma célula exclusiva para atendimento aos profissionais que trabalham em casa. Também foi contratada uma consultoria especializada em teletrabalho para apoio à área comercial, reuniões e contato com os familiares.

Cada um dos 104 colaboradores da empresa que trabalha em casa recebeu ainda mesas e cadeiras, celular corporativo, computador e impressora, além de ajuda de custo mensal para despesas com energia elétrica e material de escritório.

Dicas para ser produtivo trabalhando em casa

Trabalhar em casa pode ser bom, mas alguns cuidados devem ser tomados. Para não errar, siga a dica do especialista

Arrume-se para o trabalho
É aconselhável que o profissional se vista como se fosse à empresa, e que também estabeleça regras de convivência para não ser interrompido durante o período de trabalho, pois tarefas como ir ao supermercado, apanhar roupa na lavanderia ou buscar os filhos na escola podem interferir na rotina profissional.

Crie uma infraestrutura
O mobiliário deve ser funcional, confortável e adequado para pequenos escritórios. O reaproveitamento de móveis da casa pode ser feito, mas esses móveis devem ser de uso exclusivo do profissional, sem confundi-los com aqueles que já são de uso doméstico.

Mantenha a concentração
O profissional deve ter objetivos claros sobre o negócio pretendido para que o escritório doméstico não se transforme em local de execuções apenas de “bicos”. Também é necessário ter iniciativa, oferecer serviço de qualidade e ter disciplina para evitar a interferência da família ou moradores do imóvel na atividade profissional.

Oriente a família
A família deve ser orientada e esclarecida sobre o exercício do trabalho à distância. Filhos, e cônjuges destes profissionais devem saber como lidar com a presença dos pais em casa.

Priorize as instalações
Se possível, uma entrada independente na casa permite maior privacidade no trabalho. É importante também que seja reservado um lugar só para o escritório doméstico. É recomendado o reaproveitamento de áreas disponíveis e com espaço razoável como edícula, garagem, área de serviço ou terraço.

Separe as despesas
A despesa do escritório também deve ser separada da doméstica por meio de uma contabilidade à parte, que deve incluir gastos com material de escritório, contas telefônicas, energia elétrica e mensalidade devida ao provedor de acesso à internet, entre outros.

autora: Flávia Gianini
fonte: http://www.istoedinheiro.com.br

Conheça as dicas bem humoradas de um especialista em Recursos Humanos sobre a importância do setor pessoal:

1ª LEI – A CENTRAL DE CENTRALIZAÇÃO

  • Você é um chefe e está atrás desta mesa enorme não é à toa. Você tem que ficar sentado aí o dia inteiro. Os outros é que devem vir até você…
  • Arme-se logo contra os espertinhos independentes…
  • Crie a Central de Centralização, ou seja, a sua própria mesa. Tudo deve passar por você. Não deixe nada de fora. Afinal, essa é a sua função.
  • Crie o “Você Decide” na sua empresa, onde todos têm que ligar para o seu número telefônico e pedir autorização. Não deixe escapar nada, nem mesmo se algum funcionário deve receber vale-transporte para ônibus, metrô ou bicicleta.
  • Controle tudo.

2ª LEI – A INTELIGÊNCIA BURRA

  • Valoriza sempre os funcionários “puxa-saco”.
  • Aqueles que fazem tudo aquilo que você manda, do jeito que você manda.
  • Bom funcionário é aquele que faz exatamente o que você quer.

3ª LEI – A COMUNICAÇÃO

  • A comunicação é sua fonte do poder e de mais ninguém.
  • Um chefe sabe muito bem que quanto mais explicar como funcionam as coisas, menos os funcionários entenderão.
  • Quanto mais se explica, mais desconfiados eles ficarão, mais facilmente sabotarão as suas idéias, mais rapidamente darão risadas pelas suas costas.
  • Ora, você é um excelente chefe, então por que tolerar isso?
  • Os seus funcionários não têm e nunca vão ter capacidade para entender os detalhes técnicos ou gerenciais.
  • Isto vale dizer que quanto menos você se expor e menos falar, mais eles vão trabalhar e produzir.

4ª LEI – O CLIENTE EM PENÚLTIMO LUGAR

  • “Cliente tem sempre razão” desde que concorde com suas idéias.
  • Adote esse pensamento. Essa história de ficar preocupado com aquilo que o cliente deseja é pura tolice.
  • O cliente nunca sabe o que quer, sempre causa transtorno, reclama de tudo sem razão alguma, cria sempre problemas de toda ordem.
  • Portanto, em vez de gastar tempo e dinheiro procurando saber o que ele deseja, faça aquilo que for mais interessante para a sua administração.
  • O Cliente não entende do seu negócio. É um leigo. Não sabe nada de Gestão e só dá opinião errada.
  • Você tem sempre razão e uma desculpa pronta para dar em diversos idiomas.

5ª LEI – O FUNCIONÁRIO EM ÚLTIMO LUGAR

  • Um chefe que se preze tem a obrigação de valorizar o funcionário. Depois, é claro, de ter valorizado todo o resto.
  • Colocar o funcionário como prioridade só traz despesas extras. O importante são os processos.
  • Os funcionários têm que se adaptar a sua realidade. Não se preocupe em formar equipes ou times competentes e comprometidos com a sua Empresa.
  • Ninguém dura para sempre.

6ª LEI – CRIATIVIDADE

  • Para uma empresa funcionar cada vez melhor e produzir cada vez mais, o chefe deve investir em criar atividades.
  • Criar cada vez mais atividades para seus funcionários, a fim de não deixá-los um minuto sequer ociosos.
  • Faça-os controlar o consumo de clips, canetas, borracha, lápis, papel, envelopes e xerox no setor.
  • Exija um relatório mensal dos produtos consumidos e um “Business Plan” anual de consumo.
  • Com essas tarefas sendo criadas, você verá a produtividade aumentar estrondosamente.

7ª LEI – SOLUÇÃO DE CONFLITO

  • Conflitos sempre existirão.
  • Então por que perder tempo para resolvê-los? Os conflitos devem ser ignorados.
  • Um bom chefe não pode perder tempo, produtividade e dinheiro com pequenos detalhes. Afinal, em cada conflito os funcionários sempre passam a defender um dos lados e transformam um desentendimento sem importância em uma comoção descontrolada.
  • E, além disso, os conflitos sempre criam fofocas e boatos que facilitam as condições e os relacionamentos de trabalho. Quando os conflitos aparecerem, faça de conta que eles não existem.
  • Seu tempo é precioso demais para isso.

8ª LEI – POLÍTICA SALARIAL

  • Mostre aos seus funcionários o custo total de despesas com pessoal.
  • Comece a reformular a política salarial da sua empresa: corte os Vales-transportes – caminhar faz bem à saúde. Essa decisão é importantíssima.
  • Contenção de despesas começa com os salários e benefícios.
  • Não esqueça de mostrar o quanto à empresa gasta com contribuições para o governo.
  • E se algum funcionário engraçadinho pedir aumento de salário, demita-o.

9ª LEI – MOSTRAR RESPEITO

  • Cada pessoa que trabalha para você é um indivíduo. Por isso eles não precisam de elogios.
  • Precisam de críticas para trabalhar mais e mais. As pessoas gostam de ouvir que elas não estão trabalhando direito, isso incentiva mais o trabalho.
  • Critique tudo e todos.

10ª LEI – AUTORIDADE

  • Os funcionários precisam de certa autoridade para realizar o seu trabalho.
  • Eles precisam saber que é você que manda.
  • Crie um clima de tensão.
  • Assim eles vão trabalhar mais e não vão ficar passeando pelos corredores ou setores vizinhos.
  • Se você pegar algum funcionário fora do seu setor de trabalho dê uma suspensão de 10 dias.
  • Sua autoridade é poder.

Se você se encaixou em algum desses mandamentos é hora de começar a mudar o seu estilo gerencial:

  • Lembre-se: é com o chefe que as pessoas convivem no dia-a-dia.
  • Chefes que sabem liderar pessoas são peças importantíssimas para um ambiente de trabalho estimulante, saudável e criativo.
  • Ao contrário , chefes despreparados para lidar com pessoas perdem em produtividade, criatividade e, conseqüentemente, em resultados.
  • É o chefe que orienta as pessoas, ou, desorienta.
  • É o chefe que as ajuda a crescer ou a estagnar.
  • O chefe tem o poder de melhorar, ou piorar, sensivelmente, a vida de seus subordinados.
  • Depende dele, em grande parte, os aumentos, promoções, oportunidades e o avanço profissional de todos os que a ele se reportam.
  • Se o chefe souber lidar com as pessoas, for competente, orientar e aproveitar o que elas têm de melhor, for líder e justo, os subordinados vão gostar cada vez mais da empresa.
  • Mas, se o chefe for autoritário, desmotivador, não souber estimular e se não tiver as qualidades profissionais e humanas básicas, as pessoas vão deixar a empresa na primeira oportunidade.

Por fim, algo que faz toda a diferença: um bom chefe é a alma do negócio, pois ele define, inspira e impregna o ambiente de trabalho.

fonte/autor: Desconhecido

Ok, você teve determinação, conseguiu superar as dificuldades, venceu os concorrentes e finalmente conseguiu o tão sonhado estágio em uma agência de publicidade. Mas e agora, o que fazer para que a experiência seja realmente produtiva e se converta em uma contratação?

Em primeiro lugar é importante deixar claro que não existe fórmula mágica. Cada agência tem a sua forma de trabalhar, de medir resultados e de tratar seus profissionais. Então vamos apenas citar alguns pontos comuns que podem te ajudar a refletir e, se for o caso, colocar em prática no seu novo trabalho:

Seja humilde
Não importa se você é o melhor aluno da classe, se você domina o Indesign como ninguém, se você é o mais persuasivo dos atendimentos: jamais se superestime! Nunca se esqueça que você está lá, em primeiro lugar, para aprender. Portanto, a cada contato com a profissão, procure sempre refletir sobre o que você pode aprender com aquilo. Se você ainda não se achar preparado para desenvolver uma atividade, seja humilde e peça ajuda aos mais experientes.

Faça um rodízio entre as áreas da agência
Foco e especialização são importantes, sem dúvida, mas quando você está entrando em um mercado é mais importante ainda conhecê-lo como um todo. Por este motivo, faça um rodízio entre todas as áreas da agência. Converse com o seu superior sobre a possibilidade de fazer um “job-rotation”, ou seja, ficar (pelo menos no início) um pouco em cada departamento. Isso vai te dar uma noção melhor de como funciona o negócio da propaganda, de como cada área trabalha e como o seu trabalho pode contribuir para cada uma dessas áreas. Às vezes você até acaba descobrindo que sua praia não é criação e sim planejamento, por isso vale a pena fazer este rodízio.

Saiba se comportar no ambiente de trabalho
Por mais descolada que seja uma agência, ela não deixa de ser uma empresa e precisa ter produtividade para poder gerar resultados. Portanto, tenha a consciência de que ambiente de trabalho não é lugar para excesso de conversas, fofocas, e-mails pessoais, ficar olhando seu Orkut, twittando, etc. Trabalho é trabalho! Seja educado sempre, não fale palavrões ou muitas gírias, não se vista de forma inadequada. Quanto mais comprometido você for com o trabalho, maiores serão as suas chances de contratação.

Tome iniciativas
Não espere para fazer somente o que lhe pedirem. Seja proativo, procure dar sugestões, opiniões, proponha inovações, auxilie seus colegas de trabalho nas mais diversas tarefas. O espírito colaborativo e o trabalho em equipe são algumas das competências mais valorizadas pelas empresas, portanto se pergunte sempre: “O que eu posso fazer para que o trabalho da agência flua melhor?”

Seja bem informado
Procure aprender bastante tudo o que diz respeito à sua profissão. Mantenha-se informado sobre o mercado publicitário, sobre a economia, sobre o rumo que o país está levando, sobre a agência que você está estagiando e principalmente sobre os clientes que a agência tem e sobre os concorrentes destes clientes. Quanto mais informado você estiver, melhor você vai conseguir propor boas campanhas e, com isso, se sobressair. O portal Vitrine Publicitária veicula diariamente notícias relativas ao mercado publicitário como um todo, em uma linguagem fácil e acessível. Checar estas notícias diariamente pode ser uma boa opção para se manter informado.

Conheça os seus direitos
Você sabia que existe uma Lei para proteger os estagiários? É a Lei 11.788 de 25 de setembro de 2008. Se não sabia, vale a pena consultar e ficar por dentro do que você tem direito, para evitar que seja explorado. Clique aqui para conferir a Lei.

Novamente reforço que não há fórmula mágica. A contratação de um estagiário depende de inúmeros fatores, mas finalizo parafraseando um ditado da sabedoria popular: “quem tem competência se estabelece”. Busque esta competência. E se você ainda não conseguiu o seu tão sonhado estágio, sugiro a leitura do artigo: “Como conseguir experiência no mercado de trabalho se não há oportunidade para os sem-experiência”.

Boa sorte no seu novo trabalho!

autor: Bruno Lessa
fonte: http://www.vitrinepublicitaria.net/

Montar um Negócio em Casa (Home Business), ou Escritório em Casa (Home office) é o trabalho profissional realizado em casa. É uma opção atrativa para o início de micro e pequenas empresas já que representa considerável redução de custos.

http://www.superpassos.com.br/Imagens/lofficina-sp-home-office.jpg

Sua expansão vem mudando o contexto empresarial e o perfil do emprego, a partir da terceirização de serviços gerada pelos novos modelos empresariais decorrentes da globalização da economia.

A tendência mundial, tida como irreversível, é de maiores oportunidades para as home offices, em especial nos seguintes setores:

1. contabilidade
2. cosméticos
3. alimentos
4. confecções
5. publicidade e computação gráfica
6. consultorias em geral

Você precisa ter as seguintes capacidades pessoais e profissionais:

1. iniciativa e independência profissional
2. aptidão para administrar seu próprio negócio
3. organização e administração do tempo
4. planejamento
5. responsabilidade
6. persistência, objetividade, profissionalismo, disciplina, credibilidade
7. opção por um negócio onde você é bom profissional, reconhecido, ou tem aptidão
8. apoio familiar, de vizinhos e de amigos
9. talento e experiência para competir
10. motivação para o negócio
11. capacidade para separar problemas pessoais dos profissionais.

A crescente tendência de home offices vem motivando a criação de uma Associação Brasileira de Home Based Business. Mas isso não é suficiente. Para obter maior segurança nos seus negócios, imprescindível se torna a sua formalização. Em qualquer país, o registro de uma empresa depende de caminhos burocráticos. Esta formalização burocrática, no decorrer do tempo, vai significar segurança para seus investimentos e direitos, com deveres legais. O governo brasileiro vem estudando formas para reduzir essa burocracia, o que já ocorreu com a implantação do SIMPLES – o sistema unificado de cobrança de impostos. Entrar no mundo dos negócios é buscar conhecer todo o universo empresarial. Para formalizar e registrar sua empresa, este conhecimento é imprescindível.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DO HOME OFFICE

Vantagens pessoais e familiares:
1. proximidade da família;
2. maior independência;
3. redução do estresse decorrente do trânsito;
4. alimentação mais saudável;
5. incorporação da família à atividade;
6. mais qualidade de vida.

Vantagens profissionais:
1. maior liberdade profissional;
2. privacidade, desde que planejada;
3. redução de custos (aluguel, transporte, refeição e infra-estrutura básica);
4. facilidade de obtenção de franquias que não exigem pontos comerciais;
5. definição do próprio horário de trabalho;
6. planejamento dos próprios rendimentos;
7. rendimentos superiores aos níveis convencionais de mercado;
8. auto-gerenciamento profissional.

Vantagens empresariais:
1. economia com empregados e encargos sociais;
2. facilidades de mudança do ramo de atividade, em caso de insucesso;
3. oferecimento de produtos e serviços melhores, com custos menores;
4. vantagens fiscais para as microempresas, como a dispensa do IR;
5. otimização de atividades;
6. atendimento ao cliente 24 horas por dia;
7. reforço à terceirização e à profissionalização de serviços.

Desvantagens pessoais e familiares:
1. perda da privacidade pessoal;
2. possibilidade de excesso de carga de trabalho;
3. indefinição de horários de trabalho e lazer, se não houver planejamento e disciplina;
4. tendência ao isolamento social (para quem mora só).

Desvantagens profissionais:
1. falta de atualização profissional em processos gerenciais;
2. ambiente de trabalho confinado (anti-social).

Desvantagens empresariais:
1. difícil sucessão, em caso de necessidade de transição;
2. interferência de assuntos domésticos nos assuntos profissionais;
3. preconceito no mercado formal, em caso de empresa não registrada;
4. dificuldades de obtenção de créditos, em caso de empresa informal.

Não caia na armadilha de pensar que você assistir a um pouco de televisão e, em seguida, voltar a trabalhar, você sabe pode perder o foco sobre questões as comerciais.

Você deve estar firmemente orientado para o trabalho que você está começando em períodos regulares e não se distrair facilmente por questões domésticas.

Se você mora em imóvel aluno alugado, não esqueça que você poderá precisar obter a permissão do proprietário do imóvel antes de você estar autorizada a operar um negócio a partir de casa. Em alguns casos, eles podem recusar-lhe a permissão para fazer. È necessário pensar se seu negócio não irá causar um incômodo para os vizinhos ou causar ruído excessivo ou problemas para acessar as outras propriedades vizinhas e outros possíveis problemas.

Depois de ter decidido que pretende construir o seu negócio a partir de casa você deve decidir quanto espaço em sua casa o que você precisa para ele. Algumas idéias empresariais podem ser executadas a partir de um pequeno canto da sua sala ou, noutros casos, utilizando uma outra sala como um escritório pode ser preferível.

Algumas dicas úteis:

1. Mantenha horários regulares: Defina um horário útil trabalho e trabalhe somente nele, a menos que seja necessário uma “hora extra” às vezes.

2. Tenha uma segunda linha telefônica: Isso evita que pessoas que não estão preparadas atendam suas ligações importantes. Pode ser interessante ter um número no Skype para receber suas ligações sem precisar necessariamente assinar uma outra linha telefônica.

3. Se prepare para o trabalho tomando banho e se vestindo de maneira correta: Pode parecer confortável trabalhar em casa de bermuda e chinelo, mas com todo esse conforto você realmente consegue se focar no trabalho?

4. Limite atividades não relacionadas com o trabalho durante seu expediente: Claro que trabalhar em casa tem suas vantagens, fazer as tarefas corriqueiras, cuidar de filhos e afins. Mas defina um horário especifico para essas tarefas, do contrário elas vão acabar com a sua produtividade

5. Exercite-se: Todos sabemos que tempo demais no computador faz mal, um pouco de ginástica e ar fresco sempre fazem bem. Já publiquei um vídeo-tutorial de um programa que pode ajudar bastante nisso.

6. Avise os amigos e a família que você não está disponível durante o dia: Você está trabalhando durante o dia, não está de folga em casa. Lembre-se também de mudar o status de seus programas de mensagem para ocupado quando não puder responder mensagens.

7. Trabalhe em um café às vezes: Existem diversos cafés pelo país que oferecem acesso wireless para seus clientes, pode ser uma boa sair e conhecer pessoas novas. Além disso, um ambiente diferente pode ser bem inspirador.

8. Dê tempo para definir o que funciona melhor para você: Nem todo querem ou conseguem seguir uma rotina igual a essa, a grande vantagem de trabalhar em casa é poder definir seu próprio horário e rotinas. Flexibilidade é a palavra chave para quem quer investir em um escritório em casa.

Construir um negócio em casa não é para todo mundo, você precisa de muita auto-disciplina e um forte desejo de trabalhar de forma independente. Se você estiver em seu próprio trabalho que pode ser um lugar solitário e, como tal, você também precisa trabalhar muito e desenvolver suas competências.

autora: Sandra Regina da Luz Inácio
fonte: http://www.artigonal.com

Uma relação profissional e ética com os clientes traz bons contratos e indicações para jobs que enriquecem seu portfolio e rede de contatos. Veja um relato de experiência e saiba quais clientes vale a pena manter e os que não são relevantes. Você concorda?

Como primeira contribuição, relatarei experiências com clientes ao longo de dez anos de trabalho como designer freelancer e que podem também servir como base em outras áreas.

Assisti uma palestras de Luiz Cláudio G. Gomes, coordenador do curso de artes visuais do Cefet-RJ, e gostaria de compartilhar com vocês, mesclando com minhas experiências.

1. Conseguindo clientes

Essa é a questão: como conseguir clientes? Não existe uma fórmula para isso logicamente. Especialmente se você quer conseguir aqueles que pagam fee mensal, ou seja, que te sustentem.

É normal que se você for um bom profissional e tiver um serviço de qualidade, isso fará que seu trabalho seja elogiado e reconhecido. Com o tempo vão aparecendo clientes por indicação mesmo.

Se você pensa em abrir uma agência, faça antes uma pesquisa de campo. Veja seus concorrentes, o que eles oferecem e o que você pode oferecer de diferente. Inove, seja criativo, conquiste seus clientes, faça com que eles te encontrem e não que você os procure.

Invista em exposição em mídias se necessário. Conquistar um cliente exige sacrifícios. Seja paciente, escute, fique envolvido com a conversa, seja simpático… se o job envolver muita exposição na mídia, baixo o lucro para conquistá-lo. Lembre-se também que seu nome estará em evidência.

2. Podemos ter dois clientes do mesmo ramo?

Não há nenhuma lei que nos proíba disso, mas há uma coisa chamada ética. Eu particularmente faria trabalhos para clientes do mesmo ramo. Não vou deixar de atender a uma demanda, se tenho tempo hábil para isso e se vai render uma receita extra.

Mas se alguém solicita seus serviços e fecha contrato para que você mensalmente dedique X horas do seu tempo para atendê-lo (fee), não é nada ético continuar prestando serviço para clientes concorrentes. Esses são os bons clientes, os que você tem que manter (ou não). Nem sempre isso é regra, veremos mais na frente.

3. Contratos mensais

Todos desejam ter bons clientes que paguem bem e sem atrasos. No contrato devemos expor tudo o que envolve o projeto, prazo para entrega, valores de itens, o que pode ser alterado dentro do prazo, o que será cobrado após aprovação etc.

Ponha detalhado o máximo de observações para evitar transtornos futuros, sem letras pequenas, por favor. As horas que o cliente está contratando deverão ser gastas dentro do mês, isso não deve ser algo cumulativo. O cliente paga mesmo não havendo demanda de serviços. Publicitário trabalha com contas, Designer trabalha por projeto. Não se sabe quando teremos outro projeto e se vamos ter do mesmo cliente.

4. Selecionando seus clientes

Durante nossa vida profissional, perdemos de 15% a 30% de nossos clientes. É um número de convenção, não é algo científico. Mas digamos que…

* 1% morre
* 3% se mudam
* 5% fazem novos amigos
* 9% encontram preços mais baixos na concorrência
* 14% se frustram com a má qualidade dos serviços prestados

Sempre o trate com respeito, pois “ele tem sempre a razão”. Seja acessível, atenda ao telefone, não o deixe esperando, responda seus e-mails. Seja educado e não fale mal de outros clientes ou da concorrência. Ele pode pensar que você faz o mesmo com ele.

5. Descartando o cliente

Para crescermos, devemos também estar preparados para deixar alguns clientes. Trabalhe só com os melhores, os mais rentáveis financeiramente ou os que proporcionem maior satisfação profissional.

Reveja sua cartela de clientes, analise cada uma deles e elimine os 10% piores.

Mas quem eu posso eliminar? Muito simples:

O gracinha: adora tudo que você faz, vive elogiando seus trabalhos, mas não cresce junto com você. Encomenda projetos pequenos que estão fora de sua escala atual.

O megalomaníaco: é aquele no qual você investiu tanto, mas que na prática pede reuniões demais para discutir o projeto. Solicita trabalhos que sempre são suspensos. Sobra trabalho e falta faturamento.

O indeciso: altera tudo indefinidamente. Faltam informações, sobram refações. Nunca gosta do que você faz. Vive dando palpite: “Bota um degradê aqui, tira essa figura dali, aumenta a fonte, muda a cor, coloca essa foto de fundo.” O famoso flanelinha de CorelDraw.

Mal pagador: atrasa, reclama de preço, pede desconto.

6. Cortando o cordão

É complicado saber cortar a relação com o cliente de forma correta. Seja educado e tenha dignidade, pois nunca se sabe como será o amanhã.

Por mais que ele tenha sido um “mala”, não diga que perdeu tempo com ele ou coisa parecida. Nunca saia no meio de um projeto. Termine-o antes. Diga que a culpa é mais sua do que dele.

Convide-o para almoçar se preciso. Fale que fechou um grande contrato e não poderá atendê-lo por um longo período. Recomende a um colega com o perfil/porte mais adequado para o que ele precisa. E não o recomende a ninguém caso ele seja realmente um pentelho.

* Fidelidade pede reciprocidade;
* Faça seus clientes concentrarem as solicitações de projetos em você;
* Sua experiência em um mercado irá atrair os concorrentes de seus clientes nesse segmento;
* Esteja preparado para perder e abrir mão de clientes;
* Desfaça a relação com elegância;
* Previna-se contra os problemas mais comuns;
* Agir estrategicamente traz muitas vantagens;
* Investigue a cadeia produção, vendas, distribuição, exposição, compra, consumo…
* Estabeleça o foco central de seu projeto.

autor: Ranielder Freitas
fonte: [Webinsider]




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