Escrevi aqui algumas vezes que o design deve permear todas as ações e comunicações da empresa, desde as finanças (você pode não acreditar, mas o design bem aplicado ajuda a reduzir custos), até a gestão de pessoas, passando pelo marketing.

Pois é justamente sobre o marketing que a gente vai conversar hoje. Ok, vamos partir do princípio que o pessoal está convencido que o design é essencial para uma empresa se diferenciar no mercado. Mas essa idéia ainda está muito limitada ao desenvolvimento de novos produtos daquele tipo chiquérrimo que aparece em revistas de arquitetura e design. Ok, aquelas coisas lindas também são design, mas não só.

Vejamos como o pessoal do marketing e os designers podem trabalhar juntos. Vamos supor que uma empresa fabrica cadernos escolares. O pessoal do marketing já definiu o posicionamento, encontrou o nicho de mercado e fez pesquisa de comportamento do consumidor. Pois é, se em vez de simplesmente colocar fotos de artistas teen na capa e competir com a concorrência pelas melhores fotos, eles podem contratar um designer e mudar tudo. Designers têm um conjunto completo de ferramentas no seu método projetual para desenvolver novos produtos que, não raro, levam a inovações bem interessantes. Vai demorar um pouco mais, mas garanto que vale a pena. O designer vai ver como o consumidor se comporta in loco, vai acompanhar a rotina dele, vai entender o que o emociona, vai montar um painel semântico e vai testar muito os protótipos até chegar ao mais perto da perfeição que o orçamento e o tempo permitirem. Ele não vai se limitar à capa: vai entender quais são os usos funcionais e simbólicos do objeto, vai pensar no que poderia melhorar na sua estrutura, vai considerar a questão da sustentabilidade. E os cadernos vão deixar de serem simples blocos onde se anota coisas, para se tornarem queridos companheiros objetos de desejo.

Profissionais de marketing e designers deveriam trabalhar juntos sempre, desde a concepção do produto, sua embalagem, seu ciclo de vida até sua comunicação.

“Muito bonito, mas isso não vale para mim, eu não fabrico cadernos, tenho um restaurante”. Engano seu, talvez o setor de serviços seja onde o design tem a maior contribuição a dar para diferenciar uma empresa.

Primeiro, o pessoal do marketing e os designers devem pensar na identidade do restaurante e na marca que irá traduzi-la. Esses atributos diferenciais devem ser percebidos no ambiente, no cardápio, no atendimento, no website, no material de divulgação, nas louças, nos uniformes, na fachada, nas embalagens, na arrumação das mesas, até no perfume que o ambiente exala. O design está em tudo!

Claro que um designer que estudasse marketing ou um profissional de marketing que estudasse design ampliaria muito a sua caixa de ferramentas para resolver problemas. Mas trabalhar em equipe é tão mais gostoso e produtivo…

autora: Ligia Fascioni
fonte: Acontecendo Aqui

Isso vai depender da atitude de quem vira um home officer, o profissional que transfere o escritório para o próprio lar

Mais do que uma tendência, essa é uma realidade. Com as facilidades proporcionadas pela internet e pela telefonia móvel, empresas e trabalhadores descobriram no chamado home office uma solução mutuamente atraente. Afinal, é uma forma de reduzir custos para as companhias e, em princípio, favorecer a qualidade de vida do funcionário ou do prestador de serviço que transfere o escritório para o próprio lar. Mas como fica a saúde (e o desempenho) desse indivíduo que deixa o dia-a-dia corporativo para recriar em sua residência um novo ambiente profissional?

A psicóloga paulistana Andrea Piscitelli, de 31 anos, consultora de recursos humanos, diz que se reencontrou profissionalmente ao decidir trabalhar em casa. Não sinto mais as dores de cabeça que me atormentavam quando tinha de pegar trânsito, diz, comemorando. Hoje sou dona do meu tempo, trabalho ouvindo música, descalça, com um incenso aceso e vestindo roupas confortáveis. Contratei até um especialista em feng shui para garantir harmonia ao quarto que virou escritório. O resultado, segundo a moça, é que, embora o volume de tarefas tenha aumentado, o estresse diminuiu. Ela acredita que a flexibilidade de horário tenha feito uma bela diferença. Como rendo mais à noite, posso reservar um horário da tarde para tomar chá com a minha avó, por exemplo, e só depois voltar ao batente.

Nem tudo, é claro, funciona como Andrea gostaria. Um problema aparentemente simples com o servidor do e-mail foi capaz de tirar-lhe o sono. Eu estava aguardando uma mensagem importante, mas a assistência técnica só poderia resolver o impasse na manhã seguinte. Não dormi direito e, preocupada, saltei da cama quando o dia ainda estava raiando, conta a consultora. E os percalços não param por aí. Como estou sempre online em casa, meu namorado reclama do tempo que passo na frente do computador. Mas acho que já melhorei de uns tempos pra cá…

A médica do trabalho Marcia Bandini nota que o home office pode ser ou não benéfico à saúde de uma pessoa conforme as circunstâncias. Ela alerta que os riscos mais significativos dizem respeito à saúde mental e à ergonomia. A cadeira, a mesa e o computador precisam ser apropriados para uma pessoa que vai passar um bom tempo sentado, sob pena de ela desenvolver males esqueléticos e musculares, orienta. Paralelamente há os problemas de falta de organização, planejamento e disciplina, que podem levar a um quadro importante de estresse e a outras conseqüências psíquicas mais acentuadas.

Marcia Bandini diz que o profissional precisa se fazer algumas perguntas. Será que sua atividade se adapta ao home office? Ele está preparado para ficar longe dos colegas? A estrutura doméstica permite montar um escritório? Depois, vêm as questões de organização, como estabelecer prioridades e jornada. Administrar mal esses fatores significa sofrimento psíquico e queda de rendimento. Aí, a proximidade da geladeira pode ser perigosa, uma vez que favorece a obesidade, observa.

Na prática, o tempo que se ganha ao eliminar o deslocamento pode ser perdido se a pessoa ficar refém da indisciplina. Ela fica improdutiva, descumpre prazos, perde clientes, trabalha mais horas para compensar e vira um workaholic, ilustra o administrador de empresas Fernando Antonio da Silva.

O home officer também se depara com o isolamento e a falta de limites entre a vida profissional e a pessoal. O designer editorial Heraldo Galan, de 46 anos, também de São Paulo, sabe bem o que é isso, depois de uma década de trabalho doméstico e sem convívio. Não tenho a famosa happy hour com colegas, diz. Pai de uma menina de 3 anos, ele finalizou projetos com prazos por vencer enquanto a pequena chorava no colo da mãe. Também já atendi à ligação de um fornecedor às 10 da noite, justo na hora em que assistia a um filme na TV.

As adversidades fazem parte da rotina do escritório em casa, mas há casos inconciliáveis, como o de um executivo assessorado pela consultora Priscila de Oliveira, de São Paulo. Ele estava acostumado a grandes decisões, mas quem cuidava da parte operacional era a secretária, lembra a psicóloga. Quando sentiu dificuldade para resolver problemas corriqueiros, passou a descontar a irritação na família e quase destruiu o casamento. Portanto, é preciso pesar prós e contras antes de instalar em casa uma estação de trabalho.

autor: GIULIANO AGMONT
fonte: Saude Abril

Nada melhor do que descobrir que o que a gente tinha como certeza, é, na verdade, pura balela. Ou, pelo menos, saber que as coisas não são tão planas como a gente imagina. Dá uma oxigenada no cérebro, reconecta algumas sinapses, faz a gente acordar. É bom.

Quantas vezes já li que “menos é mais” e que a simplicidade é uma característica essencial ao bom design? Sei lá, perdi a conta. Pois estava lendo “Diseño gráfico y comunicación”, de Jorge Frescara, e o vi defendendo um ponto de vista completamente contrário. Olha só como a dúvida sobre os benefícios da simplicidade procedem.

Num mundo onde a gente praticamente se afoga em informações, os designers gráficos são os profissionais que possuem conhecimento e experiência para separar o que é importante e o que é ruído e enfatizar aquilo que se quer transmitir. Na tentativa de organizar melhor as coisas e “limpar” o excesso de ornamentos que imperavam nas peças gráficas do início do século XX, alguns movimentos artísticos como o construtivismo, o De Stijl e a escola Bauhaus acabaram por desenvolver e popularizar trabalhos mais despojados e simples.

As palavras-chave eram: coerência, economia, simplicidade. E esses quesitos foram naturalmente relacionados com funcionalidade e beleza. Pois Frescara nos mostra justamente que a simplicidade está mais relacionada com o conceito de beleza (o que não é pouco) do que de funcionalidade. Acompanhe.

Nos anos 50 era praticamente um consenso de que não só o simples era equivalente a “bom”, mas também significava “mais legível”. Os designers de pictogramas (aqueles desenhos estilizados que a gente vê na sinalização de ambientes e rodovias) foram os mais influenciados por essa nova verdade. Em vez de ampliar ao máximo o poder informativo dos símbolos, os profissionais se concentraram em descobrir até que ponto poderiam “limpar” o desenho sem destruir a função informativa básica.

Em 1972 (já faz um tempão), uma pesquisa na Inglaterra demonstrou que não há relação direta entre a simplicidade do design e a eficácia na transmissão da informação. Pesquisas de 1975 mostraram que a simplificação das formas de um símbolo não aumenta a sua legibilidade sob nenhum ângulo de visão (é claro que não se comparou uma forma complexa com uma simples – apenas foram utilizados símbolos com mais ou menos detalhes).

O mesmo acontece com fontes tipográficas. Algumas, como a Universal, concebida para ser simples e legível, é realmente simples (usa o mínimo de retas e arcos de círculo), mas não é necessariamente mais legível do que outras com um pouco mais de detalhes. Em matéria de legibilidade, um dos critérios mais importantes é evitar enganos. Na versão original da Universal (hoje chamada “Alfabeto Bayer”), como resultado da busca pela simplicidade, foram abolidas as letras maiúsculas.

Aliás, aí é que Frescara nos mostra a chave da confusão. Ele diz que os designers acabam se equivocando porque buscam a simplicidade em vez de encontrá-la como resultado da busca pela funcionalidade. Simples passou a ser requisito de projeto, tão ou mais importante que a funcionalidade. Mais do que um critério, acabou virando um estilo.

Ok, mas essa conversa toda não é para liberar toda e qualquer bagunça visual, é claro que o simples ainda tem o seu valor, que nem de longe é pouco (nem que seja apenas para considerar a questão estética). Mas vale a discussão para fazer a gente pensar mais um pouco sobre verdades imbatíveis.

É, nada é tão simples como parece, nem mesmo a própria simplicidade.

autora: Ligia Fascioni
fonte: Acontecendo aqui

Embora falar de tendências no início no ano seja um tanto lugar-comum, 2009 reserva grandes crescimentos para o marketing digital e a publicidade on-line. Assim, vale a pena conhecer e analisar as previsões para esse ano que está começando.

Primeiramente, se olharmos para o último ano, vemos na internet um ambiente onde 27% da população brasileira está presente, mas com ainda muito espaço para ser explorado. De acordo com o Ibope/NetRatings, no final de 2008 o Brasil tinha quase 50 milhões de pessoas com acesso a internet.

Em 2009, com a crise financeira, será mandatório para os anunciantes buscarem a maior eficiência. Assim, serão beneficiadas as mídias que oferecem métricas reais e a verdadeira mensuração do resultado, permitindo que os anunciantes tenham retorno imediato do desempenho de suas campanhas. Tudo isso é oferecido pela internet, se tornando assim o meio mais indicado para os investimentos em tempos de crise. Diversas empresas estão estudando o aumento dos investimentos reservado para esta mídia ou até mesmo migrando parte de suas verbas para o on-line.

Sobre os usuários e seus hábitos, a Deloitte realizou uma pesquisa na qual ouviu mais de dois mil norte-americanos, que mostra como a internet está ganhando força. O estudo revelou que seis em cada dez americanos gostariam de fazer downloads e assistir conteúdos on-line em suas televisões; que aproximadamente 59% ouvem música on-line e 52% assistem a vídeos pela internet.

Outro ponto que merece grande atenção para 2009 será o desenvolvimento do uso da internet nos celulares. Segundo um estudo da Comscore, entre 2007 e 2008, o número de usuários da web através de celulares aumentou 68% nos EUA e 38% na Europa. No Brasil, muitos já utilizam esse serviço, mas esse ano, através do 3G, dos aparelhos de navegação mais simples e de maior instrução, haverá uma popularização muito maior, aumentando consideravelmente o número de internautas que utilizam o celular para acessar a rede.

Por isso, a cada ano se concretiza a importância de integrar a internet na estratégia de Marketing. Através desse panorama podemos confirmar que em 2009 aumentar os investimentos no meio digital é necessário para a obtenção de resultados. Diversos segmentos já indicaram maior investimento em on-line para esse ano – montadoras, construtoras, entre outros – alegando que necessitam de mais eficiência no resultado das campanhas e querem atingir os consumidores no momento em que estão prontos para a compra.

autora: Priscilla Simões, Gerente de Marketing da Hi-Mídia, empresa de soluções em mídia on-line, representação comercial, afiliação, SEM, entre outros serviços para publicidade na internet.
fonte: http://www.mundodomarketing.com.br




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