Como os consumidores classe A se comportam e o que as marcas devem fazer para conquistá-los

No mundo corporativo, traçar uma estratégia e fazer com que ela resulte em sucesso não é uma tarefa fácil. Para que tudo dê certo, é necessário ter informações precisas sobre o mercado, sobre o público-alvo e, principalmente, sobre o comportamento de consumo do cliente. No universo do luxo, isso é ainda mais importante. Por isso, com o intuito de facilitar as ações das grifes, o The Luxury Institute, instituto americano que estuda o mercado classe A, publicou um estudo que revela os dez mitos sobre riqueza e luxo. Confira:

1 O rico ganha e gasta dinheiro facilmente

A maioria dos ricos gasta mais horas trabalhando e criando valores para a sociedade do que os outros. Eles são muito conscientes em discernir quando compram bens e serviços de luxo.

2 Os ricos são máquinas de consumo e vivem em outra realidade

Essa é a minoria. Quando vender para eles, reconheça os seus valores humanos e mostre compreendê-los.

3 Os ricos não conseguem definir o luxo

Ponha uma lista de marcas na frente do típico consumidor rico e ele, melhor do que ninguém, será capaz de articular os atributos de uma marca e as diferenças entre elas.

4 A indústria de produtos é maior do que a de serviços

O setor de produtos é pequeno diante do tamanho da indústria de serviços de luxo. Atendimentos inovadores, incluindo serviços de babá, concierge e médicos, vão crescer mais rápido e serão mais rentáveis no futuro. Esta é a hora de repensar o seu modelo de negócio e acrescentar um novo serviço para oferecer.

5 Ricos não respondem a relatórios de satisfação

Consumidores ricos respondem a mais questionários do que a população em geral. Eles reconhecem o valor dessas pesquisas e fornecem informações para as marcas que confiam.

6 Ricos não acessam a internet

Balela. Eles trabalham e usam a internet para pesquisar mais a fundo os produtos e serviços de luxo. Se você não está vendendo os seus produtos na web, está deixando uma brecha para a concorrência.

7 Ricos não seguem indicações e opiniões

Puro mito. Mais de 80% dos consumidores utilizam indicações e opiniões de sites para facilitar as decisões de compra. Mantenha sua marca longe de conflitos que poderão afastá-la desses clientes.

8 Marcas de luxo devem se direcionar somente aos muito ricos

Não, o nicho mais crescente nesse mercado é o que busca atingir famílias com patrimônios que começam em US$ 1 milhão. Elas formam a base dos clientes de bens e serviços das empresas de luxo.

9 Clientes ricos não dão referências

Uma pesquisa com consumidores ricos e super-ricos indica que a grande maioria está disposta a indicar marcas confiáveis para amigos e familiares.

10 Consumidores ricos não são muito leais

Ledo engano. Pesquisas mostram o que a maioria das empresas de bens e serviços de luxo deve saber: o cliente deve ser colocado em um patamar que o deixe satisfeito em fazer negócios com a marca.

autor: JOÃO CARLOS GODOY
fonte: Mercado Competitivo

Empresas e profissionais usam a ferramenta para fazer marketing viral

Antigamente, a recomendação de um bom produto ou serviço era dada por um ou outro amigo, numa conversa informal. De uns tempos para cá, o avanço da tecnologia, principalmente da internet, tem dado uma dimensão planetária a essa prática, tão somente conhecida por divulgação boca-a-boca. A facilidade atual de enviar e-mails, construir sites ou blogs e disseminar vídeos deu origem ao que passou a ser chamado de marketing viral.

Nessa nova tendência, a informação corre pela internet como um vírus, passando de uma caixa postal à outra. Só que, como tal, essas informações podem ser nocivas a um empreendimento — caso sejam usadas sem critério. O consultor de internet Conrado Adolpho explica que, para que a prática funcione, é preciso criar um conteúdo atraente. A idéia é despertar, nas pessoas, a vontade de passar a mensagem adiante.

— Em primeiro lugar, é preciso saber muito bem quem são seus clientes e do que gostam, para não errar na mensagem. É preciso descobrir o que as pessoas acham divertido, mexer com o lado emocional delas.

Cliente especial dá início à corrente pela internet

Adolpho recomenda que os empresários descubram, em seus bancos de dados, os clientes que chama de “alfas”: eles serão os primeiros a receber os e-mails. Na maior parte dos casos, são clientes de longa data, que têm identificação com o produto ou o serviço. 0 consultor recomenda, também, a escolha desses consumidores especiais pela extensão da rede de contatos deles.

Escolhidos, segundo Adolpho, eles deverão ser os primeiros a receber informações de promoção, gincana, concurso ou alteração no site da empresa. Por outro lado, os “embaixadores” da marca devem ser recompensados: podem, por exemplo, ser chamados para uma visita à fábrica. Receber dinheiro, jamais: as finanças devem ficar de lado, diz.

— Cada produto envolve uma estratégia diferente. A BMW criou um departamento exclusivo para a produção de filmes veiculados na internet porque descobriu que seus clientes gostavam do carro e de cinema — diz ele. — Se fosse o caso de um fabricante de lápis, por exemplo, creio que um blog seria mais eficaz, já que o produto é mais simples.

Entretanto, é preciso tomar cuidado para não se tornar um chato, acrescenta o consultor:

— Há uma diferença sutil. E o marketing viral pode trabalhar contra a empresa e virar uma mala-direta inconveniente. Por isso, a boa escolha do conteúdo é fundamental.

Técnica ajudou arquiteta a fazer oito orçamentos

A arquiteta Rachel Marques de Sá é uma das adeptas do marketing viral: há três anos, ela envia regularmente e-mails com fotos de projetos seus para alguns clientes especiais. No último, ela os avisou sobre o projeto da “Sala multifuncional”, um ambiente de 21 metros quadrados na recém-encerrada mostra Morar Mais por Menos:

— Muita gente foi visitar o espaço por causa do e-mail. A partir disso, fui chamada para fazer oito orçamentos. Também recebi e-mails de pessoas que visitaram meu site.

fonte: Mercado Competitivo

Sou do tempo em que a televisão só pegava 4 canais, isso quando a antena funcionava direito. Hoje não faço idéia de a quantos canais tenho acesso graças à TV a cabo e principalmente à internet, com uma enorme variedade de programas prontos para serem baixados, ou assistidos via streaming. A verdade é que não somos mais os mesmos telespectadores desde o advento da world wide web. A rede mundial abriu os segredos da velha caixa de fazer doidos, e nos permitiu participar mais ativamente dessa loucura. Já não somos mais escravos da programação das emissoras. Assistimos aos nossos programas favoritos na hora em que quisermos, onde quisermos, e da maneira que quisermos.

Veja o exemplo dos seriados norte-americanos. Vinte anos atrás, na carência de conteúdo brasileiro, as séries dos EUA dominavam a programação das TVs abertas. E ninguém se preocupava se Alf, o E.T. Teimoso ou Esquadrão Classe A eram exibidos por aqui com atraso em relação aos Estados Unidos, ou se os episódios eram exibidos na ordem cronológica correta. Ainda não havia internet ao nosso alcance para saber disso. Hoje, os fãs não têm mais paciência de esperar meses, ou até um ano inteiro, para assistir aos seus programas favoritos. A grande teia mundial uniu os telespectadores do mundo inteiro. Possibilitou eles a assistirem, no mesmo período de tempo, aos mais recentes episódios de seriados como Heroes e 24 Horas. E quem esperar pela exibição no Brasil, seja na TV fechada ou TV aberta, corre o risco de perder o fator surpresa das tramas, e conseqüentemente o interesse pelas séries. Sem contar o fato de que a internet tornou-se uma poderosa extensão do conteúdo exibido na TV, permitindo variadas discussões em fóruns especializados e até a criação de tramas paralelas que complementam a história dos seriados.

E agora chega o Joost, prometendo revolucionar ainda mais a relação público-televisão. Desenvolvido pelos mesmos criadores do Skype, o Joost ainda está em versão beta, e é necessário um convite para utilizá-lo. Mas seu layout agradável, sua interface simples, e a variedade de canais e programas disponíveis já demonstram ser fortes atrativos, além da praticidade de assistir à TV a qualquer momento. Os gigantes da mídia estão de olhos bem abertos. Empresas como a Viacom e CBS já investiram cerca de 45 milhões de dólares no Joost, e Sony e Warner estão entre os grupos que fecharam acordos de conteúdo com a TV on-line.

No meio de tanta liberdade de escolha, onde entrariam as propagandas? É sabido que grande parte do público não tem muita paciência em esperar pelo próximo bloco, e geralmente acaba zapeando por outros canais durante os intervalos comerciais. E o merchandising embutido nos próprios programas muitas vezes soa invasivo e forçado. As novas tecnologias de transmissão parecem, a princípio, não abrir espaço para o formato tradicional de publicidade na TV. Como então vender para telespectadores com cada vez mais controle sobre aquilo que assistem?

Duas tendências presentes na internet podem responder a essa questão. Uma delas é o Compulsion, uma ferramenta que permite criar áreas clicáveis diretamente em vídeos. Exemplo: você está assistindo a um episódio de Lost através da web, e você se interessou por uma camiseta que o Charlie está usando numa determinada cena. Basta clicar na tal camiseta e você é direcionado ao site de uma loja onde poderá comprá-la. E essa tecnologia não presta apenas um grande serviço para a publicidade on-line, pois qualquer elemento do vídeo pode também levar o internauta a outros tipos de sites e informações. No site do Compulsion há diversos exemplos de como funciona esse sistema. Bem mais sutil do que empurrar para o público uma marca famosa que não faz sentido algum para o andamento do programa.

A outra tendência envolve uma certa inversão de papéis. Grandes marcas como Budweiser e Audi agora usam a mesma mídia que vende seus produtos para produzir programas de TV para seus consumidores, em canais criados pelas próprias empresas. A Bud.TV, da Budweiser, oferece diversos shows de comédia, esportes e entretenimento, que rendem bons assuntos numa mesa de bar. Já o Audi Channel transmite programas na linha de documentários e viagens, e promete em breve exibir produções de Hollywood onde os carros da montadora aparecem com destaque. Duas iniciativas que elevam o conceito de branding a um inovador patamar.

O muro de Berlim que estava na telinha da TV já não está mais de pé. O telespectador da geração 2.0 ultrapassou a fronteira sabendo o que quer. E quem está do outro lado dessa relação vai ter que aprender o caminho inverso dessa estrada da comunicação.

autor: Luís Guilherme Rodrigues
fonte: Midia Digital

O que é TV 2.0?
E pra quem não tem idéia do que é TV 2.0, um mini documentário em vídeo muito interessante sobre o assunto.

De uns dez anos para cá, pudemos notar que com mais empenho, as forças produtivas do mercado se organizam em função de analisar suas próprias relações. Este movimento de olhar a si mesmo, que em epistemologia se chama “dobra”, ganhou velocidade com as importantes contribuições de pensadores já “clássicos”, como Porter, Drucker e muitos outros.

No entanto, não somente podemos viver a falar de forças, nem de relações ou modelos de clusters. O dinamismo e a velocidade das transformações impõem um ritmo alucinante e, logo mais – isto que, para a maioria ainda é novidade – receberá outro poderoso influxo de moldes topográficos, dialógicos e topológicos. A análise diagnóstica entrará com força total em nossas vidas.

Sendo assim, eu tentarei detalhar o que se pode esperar para estes movimentos, que, apesar de serem mais conhecidos em filosofia e matemática, começam a ganhar espaço de reflexão nas áreas corporativas. Convencionalmente, espaços topológicos são estruturas que permitem a formalização de conceitos tais como convergência, conexidade e continuidade, atuando como noção unificadora central. Dialógico significa plural. Topográfico, os desníveis e panoramas. Diagnosticar é apontar.

Para tentar desvendar este novo “segredo”, eu resumi o conteúdo em planos de intersecção, com as perguntas e objetivos principais. Claro que é um resumo, pois este assunto não se esgota num artigo. A noção de planos que se entrecruzam deverá nortear o que entendemos por relações com o mercado e com as estratégias empresariais. Do varejista ao conglomerado que domina toda a cadeia produtiva, ninguém estará isento de participar de uma revolução das simulações e mapeamentos.

Por enquanto, devemos nos preparar para a aplicação em nove planos convergentes. São eles:

1- Geo Marketing:
Pergunta: Onde estão?
Ação: Infiltrar, Reconhecer e Combater
Objetivo: Identificar a Topografia e Acidentes (Concorrentes/Público/BI)

2- Psico Marketing:
Pergunta: O que faz? (Você seguro? Você feliz?)
Ação: Criar campo transcedental neutro e aprazível (Compra e Comunicação)
Objetivo: Eliminar resistências internas + Formar Experiências para compra futura

3- Fisio Marketing:
Pergunta: O que tem lá? (que valha a pena ir para conhecer?)
Ação: Vencer a inércia do consumidor e eliminar zonas de conforto (ampliar raio de ação)
Objetivo: Formar zonas intermediárias e/ou clusters variados (novos “pólos”)

4- Cultural Marketing:
Pergunta: Como se fazem as coisas por lá? (o que querem realmente e como são?)
Ação: Formar a aceitação e métodos para reconhecê-la
Objetivo: Produção de novas demandas e maior share

5- Lobby Marketing:
Pergunta: Qual o caminho mais curto? (existem outros acessos?)
Ação: Evidência, pressão e antecipação
Objetivo: Influenciar escolhas, decisões, espaços e ganhar concorrências

6- Trade Marketing:
Pergunta: O quanto podemos participar? (que ações funcionam no PDV?)
Ação: Promoção Inteligente, Ostensiva e Estratégica
Objetivo: Controle do PDV e do melhor espaço no mercado (impacto + venda + imagem)

7- Endo Marketing:
Pergunta: Como somos compreendidos? (Isto ocorre? Quando ocorre? Em que nível?)
Ação: Alinhamento Organizacional para um perfeito comando de tropa
Objetivo: Contar com toda a cooperação dos colaboradores (compreensão da Missão)

8- RSE Marketing:
Pergunta: O que é Nossa Responsabilidade? (Social, Trabalhista e Ecológica?)
Ação: Neutralização de impactos e sustentabilidade (não só ecológica, mas todos os setores)
Objetivo: Amortecer e sanear quaisquer aspectos negativos na organização

9- Philo Marketing:
Pergunta: Quais objetivos são legítimos e sustentáveis?
Ação: Ética reformuladora e processos sustentáveis
Objetivo: Comando racional do processo e conscientização a longo prazo.

Como vêem, existem algumas novidades em relação à visão de mercado, que não se esgotam num simples planilhamento de vendas ou previsões de retorno. Estas simulações pressupõe ter-se em mente um horizonte de realização de progresso. Mas, um progresso que seja seguro e, à cada ação implementada esteja, automaticamente, banindo os desequilíbrios.

autor: Luís Sérgio Lico é Filósofo, Escritor e Conferencista. Especialista em Treinamentos, Palestras & Workshops de Alto Impacto Motivacional. Professor, Articulista e Autor do Livro: O Profissional Invisível. Um Manual Prático para (Des) Empregados.

Elliot Stocks é um daqueles profissionais da área da comunicação digital que além de fazer, também pensa o seu fazer.

No evento Future of webdesign ele apresentou “Destroy the Web 2.0 Look” – uma apresentação que resume bem duas questões: os riscos das repetições das principais características visuais que se estabeleceram nos chamados “serviços 2.0″ (das quais ele consegue uma bela síntese) ao mesmo tempo em que alerta para o perigo de esquecermos que a idéia de web dois-zero é um conceito que independe de tendências de design.

Ainda assim, fica a pergunta: é possível separar forma e conteúdo numa discussão dessas? Veja a apresentação

autor: Gustavo Fischer
fonte: outrolado




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