Você, O cliente e o Site (dicas)
outubro 31, 2007 Categoria: Carreira 1 Comentário »
O que você deve saber antes de iniciar um site
Levante estes dados com seu cliente
- Quais são os principais objetivos do seu site ?
(Informar ? Vender ? Dar suporte ?) - Quem é o seu público-alvo primário e secundário ?
(descreva interesses, necessidades, habilidades) - Qual é a capacidade dos usuários ?
(browser, velocidade de acesso) - O site atrairá diferentes pessoas ? Quais ?
- Quais são as suas áreas de interesse ?
- Qual é o principal slogan do site ?
(a mensagem que melhor descreve seu conteúdo) - O conteúdo do site é novo ou já existe em outro formato ?
- Que imagens já existentes estão disponíveis ?
- É necessário obter dados dos clientes ?
- O quê é preciso saber ? Porquê ?
- Que novas tecnologias serão utilizadas ?
- Quais e, especificamente, porquê ?
- Que informação do site mudará ?
- Com que freqüência e com que abrangência ?
- Qual é a posição do produto ?
(compare com os concorrentes) - Descreva o produto como se fosse uma pessoa.
(sério, estranho, jovem, confiável) - Que áreas do site precisam de atualização?
- Quem se beneficia com esta atualização ?
- Pontos fortes e fracos do produto.
(compare com os concorrentes) - Quando o site precisa estar pronto ?
- Quem aprovará o trabalho ?
- Quem hospedará e dará manutenção ao site ?
- O site funcionará durante quanto tempo ?
- Qual o orçamento para o site ?
- Quais são os planos para promover o site ?
- Quem é responsável pela promoção ?
De posse destas informações inicie a elaboração do primeiro esboço do seu projeto.
Você tem os seguintes direitos
- Saber qual o orçamento do projeto, desde o início
- Um perfil completo do projeto
- Um contrato por escrito
- A valorização do seu tempo (atrasos por parte do cliente custam dinheiro)
- Sinal de 25 a 50% do valor total orçado
- Pagamento no prazo combinado
- Gerenciar seu próprio processo
- Compensar suas falhas
- Ser pago por trabalhos de consultoria ou idéias
- Ser informado quando estiver fora da concorrência por um projeto
- Direitos autorais sobre as ferramentas criadas para construir o site
Como tratar o cliente
O cliente é muito importante para você, pois se ele ficar satisfeito com seu trabalho, certamente não lhe faltará trabalho, por isso seja profissional e tenha em mente os seguintes pontos:
- Cronogramas bem feitos
- Comunicação constante.
- Um contrato por escrito.
- Notificação imediata em caso de atrasos, problemas e despesas extras.
- Pagar somente pelo que foi autorizado.
- Controle de horas, quando está pagando por hora.
- Ver o projeto durante o desenvolvimento
- Tempo de resposta razoável.
- Precauções relativas a segurança e privacidade.
- Produtos que funcionam de acordo com o que foi contratado.
- Direitos autorais sobre o conteúdo do site.
Como fechar um projeto
- Tenha um Web Site Informativo que diferencie a sua empresa de projetos de Web Sites da concorrência.
- Tenha um panfleto ou folder com informação sobre o seu trabalho e o testemunho de clientes.
- Seja a pessoa com quem seu cliente queira fazer negócio, sendo profissional e capacitado.
- Certifique-se de que deseja fazer negócios com seu cliente. É uma via de mão dupla.
- Aprenda sobre o negócio do seu cliente.
- Indique clientes anteriores que estão plenamente satisfeitos com o seu trabalho.
- Não vá abaixo do seu preço mínimo, a não ser que tenha de fazê-lo ou queira fazê-lo.
- Não entregue uma proposta ou informação específica sobre o seu projeto antes de ter certeza que o cliente está realmente interessado em contratá-lo (e que não está contactando mais de três outras empresas).
- Faça boas estimativas.
- Não importa se você gosta ou se o cliente gosta. A única coisa que importa é se o usuário do site vai gostar.
- Se você está pronto para fechar o negócio, não saia sem um termo de compromisso.
Não esqueça aqui no IFDBlog tem varios modelos de contratos e orçamentos interessantes que você pode usar para fechar seu projeto
autor: Lucio Tagawa Junior
fonte: Ta no Muro
Um pouco de Sinestesia
outubro 31, 2007 Categoria: Design Sem Comentários »
“Normalmente, meu espírito está inteiramente tomado pelas leis das cores. Ah, se elas nos tivessem sido ensinadas em nossa juventude.”
Vincent van Gogh

Aprender a usar a cor de maneira que ela seja capaz de causar em um público específico tudo aquilo que queremos é mais umas das chaves para um bom planejamento gráfico.
Alegria, angústia, tristeza, solidão, juventude, fome, erotismo, tudo isso, e muito mais, conseguimos transmitir com as cores.
Basta saber como e qual a relação entre as cores e as sensações fisiológicas e/ou psicológicas que desejamos.
Vincent van Gogh, expressava com as cores tudo aquilo que sentia e que queria demonstrar às pessoas. Ele descrevia seus quadros com algumas das seguintes frases: “quero exprimir o pensamento de uma cabeça pela irradiação de um tom claro num fundo escuro” e “procurei exprimir com o vermelho e o verde as terríveis paixões humanas”.
Essa capacidade de passar sem palavras um certo sentimento pode ser alcançada por qualquer pessoa que conheça as relações sinestésicas das cores e como isso acontece.
“A forma é o corpo da cor, a cor é a alma da forma”
Karl Gerstner
Em primeiro lugar precisamos entender a afirmação acima. Tudo aquilo que vemos é exatamente aquilo que não existe. Quero dizer com isso que quando olhamos a bandeira do Brasil, por exemplo, nós vemos verde, amarelo, azul e branco, mas na realidade o que existe ali é: vermelho, roxo, laranja e preto, que são exatamente suas cores opostas.
Isso ocorre pelo seguinte: a luz (que é cor) de encontro com uma superfície tem seus comprimentos de onda absorvidos. De acordo com o tipo de superfície (partículas existentes em sua composição) certas ondas são absorvidas pela superfície (corpo – forma) e outras não. Aquelas que não são absorvidas, são refletidas isoladamente como uma cor específica (alma -cor).
A luz branca é a soma de todos os raios eletromagnéticos. Depois de absorvidos alguns, vemos apenas o que sobra, ou seja, aquele que não existe em determinada superfície e por isso é refletido.
Uma superfície branca não possui nenhuma onda, por isso reflete todas, resultando na cor branca. Já uma superfície preta possui todas as ondas e não reflete nada.
A luz ou cor, refletida será sempre a oposta ou complementar a que mais foi absorvida. Portanto uma superfície que reflete amarelo, possui mais o roxo, que é a sua complementar. Cor complementar é aquela que fica exatamente do lado oposto a outra no círculo cromático. As básicas são:
Amarelo >>> Roxo
Azul >>> Laranja
Vermelho >>> Verde
Preto >>> Branco
A cor complementar, a que não vemos, só é captada pelo cérebro depois da saturação da retina, que é o que acontece quando ficamos olhando fixo para um lugar e vista começa a arder. Essa sensação de ardor é a saturação da retina.
Um modo fácil de comprovar isso é olhando para a bandeira do Brasil durante 30 segundos sem piscar e depois olhar para uma superfície branca. Você verá a bandeira com as cores complementares o que significa que o seu cérebro, a partir daquele momento, deixou de captar o que você estava vendo para captar o que você não vê.
Por isso as cores devem ser usadas de maneira subliminar, ou seja, não devem ser colocadas em um lugar onde uma pessoa ficará olhando fixo, mais sim dentro da área de visão periférica, quer dizer, em um lugar que não seja a linha direta da visão do público.
“Há pintores que pintam de ouvido”
Cândido Portinari
Sabe aquela relação entre uma música que você escute e uma época de sua vida, um perfume que lembra uma ocasião, uma comida que lembra uma música ou as frases, eu estou roxo de ciúmes, verde de inveja, cara amarela de doente.
Tudo isso é sinestesia.
Você comeria uma bela picanha cheirosa assada que quando partida fosse verde por dentro?
Morderia uma maçã cheirosa mas azul?
Tomaria água fresquinha marrom?
Com certeza sua resposta foi não.
Por que, se era uma picanha de verdade, maçã perfeita e água pura?
Por causa da cor que não é aquela que estamos acostumados.
Como uma maçã pode ter cheiro de maçã e ser azul?
O cheiro da maçã é vermelho?
Perguntas com respostas sinestésicas.
O que acontece é que cada cor tem uma associação psicológica, fisiológica e sinestésica, ou seja toda cor possui uma sensação, reação, som, ritmo, forma, cheiro, sabor. Todas essas relações têm início no nosso cérebro que transmite para o resto do organismo.
autor: Márcia Okida
fonte: tanomuro
Anunciante aguarda tamanho da audiência
outubro 31, 2007 Categoria: Publicidade e Propaganda Sem Comentários »

Imagem de alta definição, som de cinema, chance de assistir a uma cena a partir de diferentes ângulos, informações adicionais sobre a atração – quem são os atores, o resumo do capítulo anterior, os times em campo etc. Estas são algumas das vantagens que começam a ser oferecidas aos telespectadores brasileiros a partir de 2 de dezembro, quando começa a transmissão da TV digital. Mas, a menos de dois meses da estréia, restrita em um primeiro momento à cidade de São Paulo, os anunciantes não sabem o que os aguarda. Tudo depende do comportamento da audiência digital.
“Não tenho como oferecer novos formatos publicitários utilizando a tecnologia digital sem saber se os anunciantes vão produzir comerciais em alta definição e, se produzirem, se estas campanhas serão vistas pelo grande público”, diz o diretor de marketing de uma emissora, que prefere não se identificar. O telespectador precisará de um conversor para transformar em digital o sinal analógico da sua TV. O aparelho, também chamado de set top box, ainda nem chegou às prateleiras do varejo, mas o seu preço já se mostrou pouco atraente para a maior parte dos consumidores: R$ 700, pelas contas da Eletros, associação que reúne os principais fabricantes de eletroeletrônicos do país.
“Se não tivermos audiência na TV digital, qual será o argumento para convencer os anunciantes a apostar em novos recursos?”, questiona José Marcelo Amaral, diretor de tecnologia da Record, que também é membro do conselho deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) – entidade que reúne representantes das emissoras, das indústrias de software e de eletroeletrônicos e de instituições de ensino e pesquisa para assessorar o governo nas decisões sobre o assunto.
O Ibope, principal fornecedor de pesquisa de audiência da TV aberta, garante que já está pronto para indicar a divisão entre quantos televisores com transmissão analógica e quantos com transmissão digital estarão sintonizados a partir de dezembro. “Mas os nossos clientes ainda não se mostraram interessados em obter essa informação”, diz Luiz Mota, diretor de tecnologia do Ibope.
A perspectiva do alcance limitado à grande massa de telespectadores pode explicar a falta de iniciativas. Estimativa da Condere Consultoria indica que, até o final de 2008, 31% da classe A e 7% da classe B terão acesso à TV digital. Nessa época, as classes C, D e E – donas de quase 70% dos 67 milhões de aparelhos no Brasil – continuarão à margem da nova tecnologia. “Só daqui seis anos, em 2013, um pequeno percentual da classe C (5%) e da D/E (2%) terá acesso à TV digital”, diz Paulo Cury, diretor executivo da Condere, que já atendeu empresas como Globopar, Net, RBS e PanAmericano. Em compensação, em 2013, a TV digital será realidade para 97% da classe A (que detém hoje 11% dos aparelhos de TV) e 44% da classe B (dona de 20% dos atuais televisores).
Assim como aconteceu com o celular, que só se popularizou depois que o preço do aparelho caiu, o mercado publicitário espera que a TV digital se torne acessível rapidamente. “Se o conversor custar menos, mais telespectadores, especialmente aqueles que moram nas regiões mais afastadas, terão uma imagem de maior qualidade, o que poderá aumentar a audiência”, diz Ricardo Monteiro, presidente do Comitê de Gestão de Negócios de Mídia da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).
Para Ângelo Franzão, vice-presidente e diretor de mídia da McCann-Erickson, não só o preço, mas também o avanço tecnológico vai dizer para onde o mercado publicitário vai caminhar. “Até agora, tudo é muito incipiente”, diz Franzão. A interatividade, por exemplo, que alavancaria as chances de contato do público com a marca, e mesmo a venda de produtos via TV, não estará disponível nos primeiros meses. “Mas, no futuro, será uma vantagem saber quantos telespectadores interagiram com determinado comercial, quantos o assistiram quando estavam em casa e qual foi a audiência da campanha nos celulares”, diz Franzão, que também preside o Grupo de Mídia de São Paulo, que reúne os profissionais que decidem, nas agências, para quais meios e veículos vai a verba dos anunciantes.
Paulo Gregoraci, co-presidente da W/Brasil, afirma que qualquer iniciativa publicitária de fôlego só será tomada quando a nova tecnologia abranger a base da pirâmide. “A presença da TV aberta em quase 100% dos lares do país faz do Brasil um mercado atípico”, diz. “Ainda é preciso tempo para entendermos quais são as nossas oportunidades e sabermos como explorá-las”.
Ronald Siqueira Barbosa, consultor técnico da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), concorda. “O modelo tecnológico já foi definido, mas o modelo de negócio ainda está em aberto”, afirma. O modelo de radiodifusão brasileiro, lembra, permanece o mesmo – ou seja, só uma afiliada da emissora, que detém a licença do governo, pode retransmitir o sinal digital. Ainda está em aberto como será o modelo de negócio em outros tipos de meios, como o celular, por exemplo.
A portabilidade é justamente um dos grandes atributos prometidos pela TV digital: será possível assistir a programação a caminho do trabalho, de casa, na rua, no celular, no elevador etc. O problema é saber quem terá direito a explorar essa facilidade.
Outro atributo que pode ser desbravado com a nova tecnologia é a segmentação: cada emissora terá a chance de oferecer mais de uma opção de programa no mesmo horário, abrangendo assim públicos distintos.
Mas essa oportunidade, até o momento, não despertou a atenção das redes de TV. “Não vejo um movimento em direção à multiprogramação”, diz Paulo Henrique Castro, gerente do departamento de projetos de transmissão digital da TV Globo e coordenador do módulo técnico do Fórum do SBTVD.
Segundo Castro, com a TV digital, cada emissora poderá explorar de quatro a seis canais com definição de imagem padrão. “Mas quanto mais canais ela transmitir, menor será a qualidade geral da sua transmissão”, diz. O técnico acredita que as emissoras não vão bancar custos maiores de produção, que ainda poderiam reduzir a qualidade da sua imagem, sem que o faturamento publicitário seja substancialmente maior. “Não é porque a rede exibe quatro canais que a receita dela vai quadruplicar”, diz Castro. Franzão, do Grupo de Mídia, assina embaixo. “O preço da inserção deverá ser adequado ao tamanho da audiência e ao interesse do anunciante”.
autora: Daniele Madureira
fonte: Mercado Competitivo
As novas ferramentas para medir a eficácia da publicidade online
outubro 30, 2007 Categoria: Publicidade e Propaganda 1 Comentário »
Mas não é mais tão simples assim. Nos últimos 12 meses, com grandes anunciantes transferindo fatias maiores de seus orçamentos para a internet e usando uma variedade maior de ferramentas online para promover suas mensagens – como anúncio baseado em buscas, anúncios em vídeos e marketing em sites de relacionamento social -, muitos deles se deram conta de que simplesmente contar os cliques não basta.
Os anunciantes cada vez mais querem um retorno mais detalhado sobre a eficácia de seus esforços de marketing online, tanto para justificar seus gastos maiores na Web quanto para guiar suas alocações futuras entre todos os meios disponíveis. Eles querem saber não somente que anúncios os consumidores clicaram, mas também como esses cliques se traduziram em compras. Eles estão mais focados em compreender como seu mix de marketing online funciona junto e como se encaixa em suas campanhas de marketing como um todo. Eles querem descobrir como os anúncios online estão afetando a imagem de suas marcas, e como veicular anúncios voltados para audiências específicas.
Em resposta, as agências de publicidade estão recorrendo a empresas que usam ferramentas avançadas de cálculo para tirar conclusões a partir de montanhas de dados. E em muitos casos essas ferramentas estão sendo combinadas com recursos convencionais, como levantamentos e grupos de pesquisa qualitativa, para dar aos anunciantes um quadro mais claro do que está funcionando e o que não está – e por quê.
“É mais ou menos uma evolução dos cálculos e medidas o que vem acontecendo”, diz Jason Bigler, vice-presidente de soluções para anunciantes da firma de publicidade na internet DoubleClick.
Parte dessa evolução é um esforço para analisar a avalanche de dados disponíveis de uma maneira mais eficiente e com resultados. Quando uma empresa compra uma campanha de anúncios online, ela pode trabalhar com vários parceiros além da agência que criou a campanha, entre os quais os sites da internet nos quais a empresa coloca o anúncio diretamente e vários corretores de anúncios. Cada um desses parceiros coleta dados – entre os quais, por exemplo, quantas pessoas estão optando por ver um vídeo que faz parte do anúncio, ou, no caso de um corretor, que sites na internet estão gerando mais cliques – e entrega essas informações para o anunciante e para a agência de publicidade.
Até pouco tempo atrás, a agência tinha que coletar todos esses dados e remendá-los, ajudando os publicitários a entender o significado deles. As informações muitas vezes chegam através de dezenas de fontes, o processo é difícil e toma muito tempo, inibindo análises mais proveitosas. Mas agora algumas companhias estão usando novos programas que dão a computadores, e não a pessoas, a tarefa de analisar e coletar dados. Isso promete concluir a tarefa mais rápido e mais completamente.
A Omniture Inc. é uma dessas empresas. Seu diretor-presidente, Josh James, diz que uma das vantagens das análises que sua companhia compõe é que elas conseguem ir além do quanto uma campanha publicitária está atingindo consumidores, e mostra também como cada componente da campanha está contribuindo para as vendas. “Ninguém se importa com cliques”, diz James. “No final das contas, o que as pessoas realmente querem saber é quantas pessoas fizeram compras.”
A firma de marketing digital Organic, uma divisão da gigante de publicidade Omnicom Group Inc., trabalha com a Omniture para entender como os anúncios para clientes funcionam. Usando dados da Omniture, a Organic consegue aprender, entre outras coisas, que sites os clientes visitaram antes de chegar a um site do anunciante. “O que isso nos permite fazer é não somente ver quais são os anúncios que estão trazendo mais clientes, mas também os lugares que estão trazendo mais clientes”, diz Rick Corteville, diretor de mídia da Organic.
A Omniture também ajuda a Organic a ver quanto tempo cada visitante passa no site de um cliente, a duração média da sessão por usuário, e outros dados. Isso permite que a Organic faça ajustes constantes em suas campanhas publicitárias e nos sites de seus clientes. “É uma coisa bem viva”, diz Corteville.
As empresas também estão tentando compreender melhor como suas campanhas digitais e suas iniciativas de marketing fora da rede se complementam.
Para este tipo de análise mais ampla, empresas como Media Bank LLC combinam a análise de dados gerados na internet com métodos mais tradicionais que avaliam diretamente as posturas e reações dos consumidores. Por exemplo, a MediaBank conversa com consumidores para descobrir como as percepções de uma marca ou de um produto diferem entre os que viram e os que não viram um certo anúncio.
Ainda há desafios a serem conquistados. Com tantos conjuntos de dados vindo de diferentes empresas, os anunciantes querem mais padronização. Um exemplo: os números de visitantes únicos a um site verificado pela MediaMetriz raramente batem com os da Nielsen/NetRatings, e muitas vezes, estes mesmos números divergem dos dados internos da própria empresa.
auora: Emily Steel
fonte: Mercado Competitivo
TV consolida poder do PDV como mídia
outubro 29, 2007 Categoria: Carreira, Marketing, Publicidade e Propaganda 2 Comentários»
Mercado Novo meio está sendo tratado como forte opção para a comunicação das marcas em ambientes de consumo

A TV no varejo surge no Brasil como forte opção de mídia para o anunciante explorar, com mensagens relevantes, sua última chance de influenciar a compra do consumidor (pesquisas mostram que 75% das compras são decididas no ponto-de-venda), sendo capaz de disputar em audiência com os veículos de massa e gerar uma arrecadação milionária com publicidade.
A TV Carrefour, primeira iniciativa brasileira e que já está em funcionamento em cinco lojas, vai atingir cerca de 27 milhões de pessoas por mês até o final de dezembro – prazo previsto para que os monitores de LCD (com telas de 42 e 19 polegadas) sejam instalados nos 108 hipermercados no País. A rede do Carrefour está sendo implantada em parceria com a CerejaPRN, joint venture entre a Cereja Digital e a Premier Retail Network, subsidiária da francesa Thomson, gigante especializada em mídia digital de varejo. “O Carrefour vende publicidade desde 2004. Mas agora com a TV Carrefour, vamos deixar de ser uma mídia alternativa e começar a competir com a mídia de massa”, afirmou Fabio Cecon, gerente de trade marketing do Carrefour e um dos palestrantes do I ABA Trade realizado em São Paulo, na última semana.
A estratégia de como vender, atrair e abordar o consumidor no PDV é tão relevante nos dias de hoje que a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) organizou este ano o primeiro evento voltado ao trade para discutir essas questões. E nesse contexto, a comunicação é a principal aliada das marcas para ganhar a preferência dos consumidores nas gôndolas dos supermercados. Não é à toa que as grandes redes de varejo há tempos vendem espaços não apenas para ações de promoção com degustação de produtos no PDV, colocação de displays, material de merchandising em geral, mas também com a venda de anúncio fazendo adesivagem de piso, publicidade em carrinhos, bonecos infláveis no estacionamento e outros.
Verba de publicidade
Nos Estados Unidos e Europa, a mídia digital no varejo virou coqueluche. A receptividade dos consumidores norte-americanos é tão grande que a rede Wal-Mart TV (que também é atendida pela CerejaPRN nos EUA) é a quinta maior emissora de televisão em audiência no País, com cerca de 125 mil telas instaladas em 3,2 mil lojas. Mas não é só isso. A TV Wal-Mart também registra faturamento milionário em publicidade. São cerca de US$ 100 milhões por ano. “É uma mídia bastante interessante comercialmente para os varejistas, na medida em que tem volume de audiência”, disse Gustavo Sued, consultor de merchandising e promoção da Pop Marketing.
Com faturamento mundial de € 80 bilhões, o Carrefour vem mantendo a liderança no Brasil com um posicionamento agressivo. A nova assinatura, “É lá que a gente vai encontrar”, traduz a intenção da marca de se tornar cada vez mais um centro de compras. Além dos 71 postos de combustível, centenas de drogarias e agências de turismo que possui, a rede vai lançar cinema no ano que vem dentro dos hipermercados. “Queremos ser a marca solução, mostrar que no Carrefour o consumidor vai ter tudo”, reforçou Cecon.
A partir da iniciativa do Carrefour, o mercado começa a se preparar para debater o assunto TV no varejo. A CerejaPRN já disputa no Brasil concorrências pela presença nas lojas do Wal-Mart e do Extra. A Globosat entra na parceria como provedora de conteúdo customizado e representante comercial junto às agencias de publicidade. “Trata-se de um aprimoramento dos meios, uma oportunidade de explorar o contato com o consumidor diretamente no PDV. É também uma forma de as agências trabalharem mais alinhadas com o plano geral de comunicação da marca”, destacou Gleidys Salvanha, diretora geral de mídia da W/Brasil. Para a executiva, não se trata de uma competição com os meios tradicionais, já que a DS (Digital Signage ou publicidade eletrônica) vem para somar o mix de mídia. “A diferença é que agora vem para as mãos da agência, pois a negociação do merchandising dentro do PDV é feita pelo trade e anunciante”, reforçou Gleidys.
Consolidação do PDV
O vice-presidente de mídia da EuroRSCG Brasil, Luis Flavio Padilha, aposta que será a consolidação da mídia no PDV. “A mídia em loja nunca foi bem resolvida. Há exemplos de rádio em supermercados, mas que nunca mostrou eficiência e outras ações que também não eram convincentes. Do ponto de vista da comunicação, tem um poder muito diferente e vem trazer um impacto final na hora da compra”, pontuou Padilha. O executivo lembra que a DS não será uma mídia com custo baixo, principalmente se comparada às ações tradicionais de below the line realizadas no varejo. “Vai ter um custo mais alto, até porque se trata de uma tecnologia digital e que se propõe a impactar um público grande”, disse ele.
Outra avaliação é que, com a chegada da publicidade eletrônica, haja uma tendência pela diminuição do material promocional no varejo. “Claro que preferimos diminuir o material aéreo a incomodar o consumidor e poluir a loja”, frisou Fábio Cecon. Por outro lado, a TV também pode complementar até mesmo o trabalho da promotora e fechar o ciclo da chamada comunicação 360º. “Penso que o ponto mais importante é a possibilidade de fazer o último contato com o consumidor no PDV. É um projeto de mídia completo. Outro diferencial é a qualidade do som, que é perfeita e não incomoda o consumidor”, comentou Silvio Calissi, diretor de mídia da Loducca.
Para se ter uma idéia da movimentação no mercado, o Comitê de Promoção, Trade e Varejo da ABA agendou com o Carrefour visita às lojas onde a TV está em funcionamento. “Queremos entender melhor como essa mídia vai funcionar. O que sabemos é que obviamente não é mais uma ação de PDV e sim um veículo para anúncio de propaganda”, ressaltou Sandra Zanetti, diretora de assuntos técnicos e institucionais da ABA.
Entretenimento
A tecnologia utilizada pela CerejaPRN é de protocolo de internet, cujas vantagens são a segurança e possibilidade de ampliar canais ou implantar novas funções, como a interatividade. Segundo a empresa, o objetivo é entreter e não bombardear as pessoas com propaganda. O storewide (tela com 42 polegadas) é estrategicamente posicionado nos locais de maior circulação e principais corredores. A programação inclui informações sobre produtos de modo geral e lançamentos. O checkout (telas com 19 polegadas) tem o objetivo de entreter o consumidor que espera na fila dos caixas, enquanto o videowall (seção da loja que forma uma parede com os televisores à venda) exibirá basicamente programas de entretenimento. A entrada dessa plataforma também representa a convergência de mídia no PDV, com um gradativo aumento do formato digital em detrimento do formato padrão de mídia estática. “O grande diferencial é o poder de complementar a comunicação feita em outros meios e amarrar de forma adequada no local de decisão de compra”, destacou João Pedro Borges Badue, diretor de marketing da CerejaPRN.
autor: Kelly Dores
fonte: Mercado Competitivo




