Fidelização ou promoção… eis a questão!
junho 22, 2007 Categoria: Marketing Sem Comentários »
É importante destacar, que quando falamos de mercado-alvo, não estamos indicando apenas a relação da empresa-clientes, mas, também, a relação da empresa com todos aqueles que fazem parte da aura de negócios, ou, como também conhecido, os stakholderes (clientes, fornecedores, formadores de opinião, colaboradores etc).
Por isso, quando uma empresa desenvolve um programa de fidelização, dois pontos devem ser observados: o primeiro, que a fidelização deve-se basear em uma estratégia de relacionamento e, o segundo, que a fidelização não deve ser tratada apenas na relação cliente-empresa e, sim, junto ao mercado-alvo. Percebe-se, então, a abrangência que o tema assume.
Para conquistar o cliente, e conseqüentemente, fidelizá-lo, é necessário começar com um profundo entendimento do que os clientes valorizam. Isso não é, simplesmente, uma questão de descobrir quais as necessidades de produtos ou serviços que os clientes têm, nem que benefícios de produtos ou serviços eles querem. Refere-se ao entendimento (profundo) do que eles percebem como valioso em sua vida.
Somente depois de entender de fato ( o que o cliente valoriza) é que o processo de desenvolvimento de benefícios pode começar. É nesse estágio, que a verdadeira vantagem competitiva pode ser atingida, através de um projeto inovador e da criação de um pacote de benefícios apropriado. A criatividade e a inovação não são exclusivas de um determinado grupo de pessoas. São habilidades que podem ser ensinadas e/ou facilitadas.
As companhias líderes estão começando a envolver os clientes, diretamente, em seu processo criativo, ao invés de, simplesmente, perguntar a eles o que eles acham, depois que o processo já foi completado. A palavra de ordem é antecipar! Deve ter ficado claro, até aqui, que o marketing atinge cada vez mais patamares de sofisticação, onde não existe mais espaço para amadorismo.
Porém, ainda existe muito amadorismo ou falta do conhecimento para essas práticas, sendo que muitas ações denominadas de fidelização, não passam de ações de promoção de vendas. É claro que a promoção de vendas é, também, assim como as ações de fidelização, uma ferramenta importantíssima para o marketing.
Mas, existem algumas diferenças, sendo que algumas delas são básicas:
- A promoção de vendas atinge objetivos específicos dentro das ações de marketing da empresa. Ações de fidelização são abrangentes e devem ser usadas de forma contínua.
- A promoção de vendas é uma ferramenta que está dentro do composto de comunicação da empresa e, por sua vez, dentro do composto de marketing. A fidelização de cliente é uma ferramenta da gestão do negócio e, envolve diversas áreas e departamentos, sendo parte integrante da estratégia de relacionamento.
- A promoção de vendas tem a característica de trazer resultados a curto-prazo para a empresa. A fidelização tem a característica de trazer os resultados a longo-prazo.
Mas, qual o problema quando uma empresa confunde o termo utilizado, denominando de Programas de Fidelidade às atividades relacionadas à promoção de vendas? O problema principal está em relação às expectativas do cliente. Quando uma empresa cria um programa de fidelidade, aumentam as expectativas do cliente em relação à oferta da empresa e ao valor agregado que ela possa oferecer.
Um programa de fidelização, baseado em conceitos de promoção, gera resultados rápidos, mas não consistentes, criam incentivos para a fidelização, mas não fidelizam, estimulam a reação dos concorrentes e não diferenciam a médio e longo prazo. Por isso, entende-se que a empresa deve decidir, exatamente, o que deseja ao promover uma estratégia de marketing, deixando bem claro se trata realmente de um programa de fidelidade ou de promoção de vendas.
autor: Luiz Claudio Zenone
fonte: Alshop
Escolhendo sua Faculdade
junho 20, 2007 Categoria: Carreira Sem Comentários »
Para aqueles que desejam cursar uma faculdade de Desenho Industrial, tão importante quanto a decisão de se faze-la é a escolha da instituição de ensino onde a base de seu conhecimento será fundeado. Infelizmente, o acesso a ensino de qualidade ainda é privilégio de poucos, por isso a escolha de uma boa universidade ou curso em faculdades pode se tornar tão dramática.
A Educação em nosso país, como um todo, não atravessa um momento favorável. Vários são os problemas que a afligem, desde as condições precárias das instituições, escolas e universidades, passando pela falta de recursos e professores desmotivados. Muitos desses problemas são crônicos, e todos sabemos que não há talento e força de vontade que resistam a tantas condições desfavoráveis.
Os cursos de Desenho Industrial, por tabela, também sofrem com esse panorama, seja na proposta inadequada de ensino, seja por deficiência técnica e material…problemas que afligem o ensino superior como um todo.
O ensino de Design no país ainda é incipiente. Seu curso pioneiro, implantado pela Escola Superior de Desenho Industrial completa 40 anos em 2004. E somente de alguns poucos anos para cá boa parte das universidades incluiu o curso de Desenho Industrial em sua grade.
Ainda assim, é importante analisar procurar aqueles cursos que apresentem uma posição consolidada ou algum reconhecimento. Normalmente, são oriundos de faculdades mais antigas que, se ainda não apresentam as melhores estruturas de curso, pelo menos tiveram mais tempo para errar e aprender com seus erros e acertos.
Uma das primeiras providências é descobrir se o curso é autorizado ou reconhecido pelo MEC. Quando criados, os cursos são apenas autorizados. Seu reconhecimento se dá somente depois de um certo período. Isso é relevante a partir do momento em que sabemos que os diplomas de cursos autorizados não têm validade.
O Exame Nacional de Cursos, o Provão, que dá aos cursos conceitos de A até E, nem sempre retratam a realidade: algumas instituições submetem os alunos a cursos intensivos, nos últimos anos, para fazer bonito no Provão; em outras, os alunos o boicotam, prejudicando o conceito da faculdade.
Verifique se o curso oferece habilitação em Programação Visual e/ou Projeto de Produto e que tipo de grau que ele concede (bacharelado, licenciatura…). Alguns cursos podem oferecer habilitação em ambas as áreas. Procure se informar sobre a atuação de cada uma. Desse modo você naturalmente se encaminhará para aquela com a qual mais se identificar.
O enfoque das faculdades de Desenho Industrial pode variar de uma para outra. Algumas são mais voltadas para belas artes, incluindo em sua grade curricular matérias pertinentes aos cursos de Artes Plásticas, principalmente aquelas referentes à representação visual. Outras faculdades mantêm uma metodologia mais voltada para o racionalismo e metodologias de indústria e mercado. Isso você poderá descobrir em conversas com professores e coordenadores.
E falando em professores, muita atenção a eles, que serão os responsáveis pela transmissão de conhecimento e seu aprendizado. Quanto mais docentes com título de mestre ou doutor (os bons cursos têm cerca de 40% de mestres) ou de cursos de pós-graduação que também lecionem na graduação, maiores as chances de você ter professores realmente empenhados e dedicados. Muitos cursos de design possuem professores que trabalham como profissionais em escritórios próprios e isso pode ser vantajoso se eles repassarem ao aluno suas experiências e a situação do mercado de trabalho.
Mas nem só de teoria vive um aluno do curso de Desenho Industrial. Aulas práticas são muito divertidas, experimentais e bastante elucidativas. Nelas, você poderá colocar em prática e testar aquilo ensinado em sala. E para que o aluno possa usufruir a riqueza de uma aula prática, é necessário que oficinas e laboratórios estejam em ordem. Tente passear pelos laboratórios em companhia de um veterano e ouça suas impressões sobre os equipamentos. Veja se são modernos, em quantidade adequada ao número de alunos em classe, se podem ser usados fora da aula (para fazer trabalho), se há material suficiente. Os cursos de DI normalmente dispõem de oficinas voltadas para a fabricação de modelos e protótipos, estúdios e laboratórios de fotografia e computação, serigrafia, audiovisual e modelagem… enfim, uma série de instalações que devem estar à disposição para que o aluno exercite sua criatividade.
Dentro dessas instalações, outra base de conhecimento a ser observada com atenção é a biblioteca. Confira se o acervo para o seu curso é suficiente e atualizado com lançamentos do ano, revistas, vídeos, anuários, livros teóricos, técnicos, catálogos e CD-ROMs. Procure pelos projetos de graduação e verifique a produção acadêmica que foi gerada pela faculdade. Procure observar a qualidade e diversidade do acervo. Na sala de estudos, veja se há computadores com acesso à internet.
Não esqueça de dar um pulo à secretaria. Verifique o regulamento interno e leia com atenção todos os seus direitos e deveres, as formas e datas de pagamento da mensalidade (se o curso for pago) e se há outras despesas ao longo do curso, como livros e material didático de apoio. O estudante de DI precisa experimentar e ter contato com muitos materiais, sejam eles para desenho, pintura, modelagem tridimensional, confecção de modelos, experimentações gráficas… Enfim, prepare-se para investir algum dinheiro em sua formação.
Passe os olhos pelos murais e veja as convocações de alunos para estágios em empresas. Verifique se há uma coordenadoria de estágios, como funciona a política de estágios (carga horária, área etc.), se há convênios ou intercâmbios com empresas, órgãos do governo e mesmo com outras universidades – inclusive estrangeiras.
Uma boa faculdade investe na formação do aluno e lhe dá condições de desenvolver suas potencialidades. Metade de sua formação será provida pelo que ela lhe oferece. A outra metade, cabe a você. Utilize-a para experimentar, testar, aprender bastante, manter contato com professores e profissionais da área. Respire design. Leia, estude, informe-se bastante e não se atenha somente ao que os professores passam ou recomendam. Procure referências, vá atrás de cursos complementares, seminários, palestras, feiras e eventos relacionados com o que você deseja fazer. Crie uma cultura visual e crítica, mantendo-se informado sobre atualidades e atividade culturais.
Enfim, faça da sua faculdade a referência e a base de seu conhecimento e construção profissional. O resto é com você. Boa sorte!
autor: Eduardo Vieira
fonte: Sobre Sites
Parceria na Internet
junho 19, 2007 Categoria: Carreira, Marketing, Publicidade e Propaganda Sem Comentários »
Todo caminhar pode ser mais suave e gratificante, se feito em parceria. Vinicius e Tom Jobim, Chico Buarque e Nara Leão, João Bosco e Aldir Blanc… vejam alguns bons exemplos de união de gênios criativos que resultaram em brilhantes parcerias. Aliás, diga-se de passagem, que parcerias – sejam na co-autoria de canções ou em repertórios criados especialmente para uma determinada voz, sejam no descobrimento e divulgação de compositores todavia desconhecidos, – foram fundamentais para o posicionamento definitivo de referências musicais que hoje conhecemos.
Mas porque estou fazendo referências musicais sobre esse tema? Para mostrar, de maneira clara e objetiva o quanto pode ser saudável a reunião de pessoas, entidades ou instituições que se reúnem para um fim de interesse comum. Os exemplos acima são poucos, diante do universo de felizes casos em que essa prática fez a diferença ou que, em alguns casos, foi a única solução possível, em meio às dificuldades impostas pelas conjunturas da época.
Atualmente, encara-se a parceria como estratégia fundamental para a criação e desenvolvimento de negócios na área de tecnologia avançada. Dadas as suas características setoriais, a parceria nessa área é essencial por facilitar a provisão de recursos diferenciados que seriam impossíveis de serem obtidos por um só parceiro.
Entre as questões básicas da parceria, devemos entender que esta é entendida como uma relação entre partes que devem manter sua liberdade de ação, mas concordam em colaborar na realização de alguns objetivos comuns, dado que a colaboração é vista como vantajosa em relação à ação individual.
Como requisitos para a implementação de parcerias deve-se ter clara a necessidade de se estabelecer objetivos decididos em comum acordo entre todos os parceiros e uma estrutura precisa sobre a qual o grupo de trabalho possa focalizar suas atividades.
Para seu sucesso, uma parceria depende da disposição das partes envolvidas em dividir e se motivar. O planejamento de uma ação em conjunto deve resultar em valores compartilhados pelos grupos envolvidos, que possam superar as desconfianças e/ou resistências que tendem a existir sobre a divisão de informações e responsabilidades pelas atividades, que possam não ser de interesse imediato de uma parte individual. Em relação aos fatores motivacionais, o dinheiro é um dos mecanismos mais óbvios para se motivar parceiros, mas se este recurso se torna a questão chave do processo, a parceria tende a desaparecer.
Quando falo em ‘partes’ ou ‘grupos’ envolvidos, faço-o porque acredito que a parceria é uma ferramenta que permite aliar esforços em prol de um objetivo em comum. Isso se faz entre pessoas, empresas e até mesmo em sites na Internet. Na internet, o fechamento de parcerias pode resultar em diversas vantagens e ótimos resultados.
Não tenha dúvidas de que o visitante do seu site freqüenta diversos outros sites similares ao seu. Dependendo do tipo de conteúdo que você oferece, o leque de sites relacionados pode ser imenso. Se você tem um site de conteúdo muito especializado onde existem poucos sites que falam do assunto, a parceria é uma ótima maneira de aumentar o tráfego de ambos.
Mas como fazer uma parceria com um site que oferece o mesmo tipo de conteúdo que você? E a concorrência? Não podemos aplicar na Internet o mesmo conceito de concorrência que se aplica em televisão, jornal ou revista. Na Internet o mesmo visitante que freqüenta o seu site freqüenta o do seu concorrente em busca das informações que vocês geram. Se você possui um site que apenas provê conteúdo, esqueça esse negócio de concorrente e se preocupe em montar uma rede de sites que fornecem o mesmo tipo de conteúdo. Assim todos serão beneficiados.
Tribo Doze e Artenarede, duas empresas da área de internet, e situadas em cidades diferentes, por exemplo, tem unido os diferenciais e potencialidades de cada empresa para a geração de sites e projetos de altíssimo nível, onde cada detalhe é especificamente tratado por cada uma das partes envolvidas, gerando bons resultados para ambas as empresas.
Agora, se você possui um site que comercializa algum tipo de serviço, a situação muda. Deve-se procurar parcerias com sites que atuam em segmentos paralelos ao seu e que de certa forma complementam o que você oferece.
Também é possível montar vários outros tipos de parcerias. Na parceria de conteúdo, o material gerado em seu site, e que pode ser interessante para os visitantes de outros, pode ser oferecido a outros sites, em troca de divulgação (que pode ser feita por meio de banner ou um link). Se o seu site tem como principal finalidade gerar e divulgar conteúdo sobre um determinado segmento com o objetivo de gerar receita a partir do seu tráfego, a parceria de conteúdo é perfeita.
Na parceria promocional, a união de dois ou mais sites prevê a realização de alguma promoção que beneficie os visitantes dos sites, que pode ser feita através da realização de concursos, sorteios, descontos, etc. Há vários mecanismos e estratégias que permitem um aumento de visitação e, desse modo, obter a oportunidade de receber informação e resultados oriundos das visitações desses usuários. Mais visibilidade, mais divulgação, mais conhecimento sobre o seu público. Este tipo de parceria é perfeito para ser realizado entre sites de conteúdo e de comércio eletrônico.
A parceria de indicação é uma das mais simples de ser feita e dá resultados surpreendentes. Em parceria, você passa a indicar os serviços e conteúdo de um site e este também passa a indicar o seu conteúdo e serviços a seus visitantes. Existirá neste caso uma troca de tráfego. Este tipo de parceria é interessante para sites que oferecem conteúdo, produtos e serviços complementares ao seu. Pois haverá tráfego de visitantes partindo de um ponto ao outro gerando benefícios para os dois sites. E a partir deste tipo de parceria podem nascer outros tipos como os citados neste artigo.
É importante salientar, entretanto, que para uma boa parceria é preciso escolher e identificar bons parceiros. Para isso você deve observar vários itens:
1. procure conhecer bem o perfil do seu visitante e saber que tipo de informação e benefício ele tem interesse e que outros tipos de sites visita.
2. avalie se o seu parceiro tem potencial para lhe oferecer os mesmos benefícios que você estará oferecendo a ele. Os benefícios devem ser mútuos.
3. cuidado com a imagem da sua empresa. Quando você se une com outro site ou empresa para promover uma parceria você estará unindo a sua imagem com a imagem dele ou dela perante os visitantes. Na Internet, se você escolhe um site que trata mal seu público, tem um design de péssima qualidade, um site mal desenvolvido isso poderá ser prejudicial a você. Em uma parceria você agrega a sua marca todas as qualidades e também defeitos do seu parceiro. E isso influencia na cabeça do seu visitante.
Acima de tudo: não pense só em você. Parceria só funciona quando existem benefícios para os dois lados. Não esqueça do seu público ele é o personagem mais importante nesta história toda. O importante mesmo é a boa intenção das partes. Se você não sentir isso, então desista logo e procure outro parceiro. Procure com calma e atenção, pois com certeza os resultados obtidos serão muito bons.
autor: Eduardo Vieira
fonte: Sobre SItes
O que é mesmo design?
junho 18, 2007 Categoria: Design 6 Comentários»
Vamos combinar uma coisa: design é uma palavra com um significado tão complexo e polêmico, que em todo congresso ou seminário de design há sempre pelo menos um artigo discorrendo sobre o assunto. Em português, não se conseguiu chegar a
um termo que o traduzisse corretamente, então resolveu-se usar o original em inglês mesmo. Por isso, não caia na tentação simplista de traduzir design como projeto ou desenho.
O nosso popular e polêmico termo foi criado na época da revolução industrial. Fazendo um resumo bem grosseiro, pode-se dizer que, com a possibilidade de se fabricar produtos em escala, a primeira idéia foi tentar reproduzir a estética conhecida até então, aquela dos produtos elaborados e produzidos caprichosamente por artesãos talentosos.
Mas veja bem: se com toda as máquinas e tecnologias que dispomos hoje já é difícil reproduzir industrialmente uma cadeira estilo Luís XV, imagine só naquela época, com aquelas máquinas toscas e primitivas? É lógico que o resultado ficou abaixo da crítica e todo mundo detestou. Mas era preciso fabricar e vender produtos. Então, vários grupos de artistas e intelectuais se reuniram para tentar elaborar um conceito que se permitisse conceber produtos que já fossem pensados, desde a idéia inicial, para serem produzidos em escala.
Nessa época de grande efervescência cultural (final do século XIX e início do século XX) surgiram vários movimentos, como o Arts and Crafts, o Art Nouveau, o Art Deco e o Werkbund, e a mais famosa escola de design do mundo, a Bauhaus. Esse novo conceito de conceber pensando na fabricação em escala foi que deu origem que hoje conhecemos como design.
Há várias e diferentes definições para o termo, mas a que mais me parece logicamente fundamentada é aquela que diz que o design sustenta-se sobre um tripé: um bom projeto, que possibilite a produção em escala; um conceito que explique porque o objeto é feito dessa maneira e não de infinitas outras possíveis, com suas funções e porquês; e a preocupação estética (senão não vende).
Assim, fica fácil a gente entender melhor a idéia e utilizar o termo de uma maneira que faça sentido. Quando alguém diz que faz fashion design, está dizendo certo. A moda exige que se faça o projeto de uma coleção com os moldes e desenhos de roupas que permitam que elas sejam produzidas em escala depois; tem o conceito, que explica porque é que tais materiais, tecidos e aviamentos foram escolhidos em detrimento de outros; e, é claro, a preocupação estética (esta última, aliás, um conceito cada vez mais flexível que merece uma reflexão à parte).
Já um cabelereiro que diz que faz hair design está usando o termo de maneira equivocada. Ou alguém já viu um projeto de cabelo para ser produzido em série? O conceito e a preocupação estética com certeza existem , mas o tripé não se sustenta só com isso, falta um perna: o projeto. As cabeças, os cabelos e as pessoas são diferentes, não dá para produzir isso em série. Aliás, o grande diferencial de um bom cabeleireiro é justamente ele encontrar a solução que melhor convém a você e a mais ninguém.
É por isso que é de se estranhar que muita gente use o termo design para se referir ao estilo e à personalização do serviço. E design é o contrário do que é personalizado. Design é uma solução concebida para se produzir em massa (pelo menos o conceito original nasceu dessa premissa). Assim, arranjos florais personalizados não são flower design e tatuagens não são body design.
Mas você deve estar pensando: mas a marca gráfica da minha empresa é personalizada, eu não a comprei em um catálogo. Certíssimo: a solução é específica para a empresa, mas o manual de identidade visual é o projeto que vai permitir que a marca seja reproduzida em massa por aí, da papelaria ao outdoor, do uniforme à frota de veículos, sem ser distorcida e sem perder o contexto. Isso é fruto de um projeto, que deve ter um conceito (que traduz a identidade da empresa) e uma preocupação estética (ninguém quer uma marca feia). Um site na Internet, por sua vez, também se enquadra no conceito, pois precisa de um projeto que permita que ele seja reproduzido em escala (a mesma tela aparece em milhares de outros computadores igualzinha), um conceito e uma preocupação estética. Por isso, existe o que se conhece por webdesign.
Mas, atenção, se você encontrar por aí uma loja de design personalizado, não fique dando aquela risadinha de deboche. As pessoas usam os termos de maneira inadequada porque quem aprendeu o que a palavra significa não compartilha o seu conhecimento com todo mundo. Compartilhe o que você sabe. Todo mundo só tem a ganhar, incluindo cabeleireiros, floristas, tatuadores, estilistas, programadores, e, quem diria, até os designers.
autora: Lígia Fascioni
fonte: www.ligiafascioni.com.br
Lobby: para que pensar nisso?
junho 18, 2007 Categoria: Marketing, Publicidade e Propaganda 1 Comentário »
O Brasil é terreno fértil em escândalos, em que um sucede o outro em intervalos curtíssimos, o que dá a impressão de que a cada dia uma nova e triste descoberta é feita para nossa vergonha e indignação. Talvez não seja uma característica do povo, mas um defeito de origem. Logo, é corrigível, a depender de determinação e da pressão do povo sobre quem tem as rédeas nas mãos.
Ora, essa pressão do povo tem nome, rituais, técnicas. Chama-se lobby, palavra de origem inglesa que traduz a representação política de interesses legítimos em nome e em benefício de clientes identificáveis. O lobby é, portanto, instrumento útil para o aprimoramento da qualidade das decisões políticas, ao explicitar o ponto de vista de diferentes atores sociais para o processo decisório. Como é uma atividade profissional exercida sem qualquer regulamentação, tem servido a interesses impublicáveis.
É claro que a regulamentação da atividade de lobby, bandeira levantada há mais de 20 anos pela Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, não será suficiente para acabar com práticas ilícitas, imorais e antiéticas, mas as isolará como parte do conjunto de medidas a serem tomadas para corrigir aquele defeito de uso… Trabalhamos para abrir o leque do pensar sobre a questão do Lobby no Brasil, trazer para o debate público, amplo, democrático, a regulamentação desta atividade, de maneira a identificar quem representa quem, quais os interesses em jogo no processo de formação das políticas públicas e se existe abuso do poder econômico.
Nos Estados Unidos a atividade é regulamentada desde 1946. Na América Latina têm-se exemplos de Leis de Lobby na Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru. No Brasil são seis os projetos parados No Congresso. Um deles, do Senador Marco Maciel, desde 1989.
É preciso saber que, apesar da má fama, não existe lobby do bem ou do mal e são três as atividades exercidas em conjunto com técnicas de relações institucionais ou relações públicas: as ações iniciadas por um indivíduo ou um grupo para influenciar a opinião de um representante ou setor do governo em prol de apoio para sua causa, o Lobby; a construção de uma estratégia de argumentação com o objetivo de defender uma causa, a Advocacy; o processo de gerenciamento de ações estratégicas com o intuito de influenciar políticas públicas, as Relações Governamentais. Fora isso, é tráfico de influência, advocacia administrativa e intermediação de negócios entre o setor privado e o setor público, a ser analisado no mérito de legalidade.
A Aberje, ao completar 40 anos de vida, é uma das principais responsáveis pela criação de uma nova profissão, a Comunicação Empresarial, cuja essência pluralista do comunicador chamamos de ”mestiçagem”, pelo entendimento da necessidade da multiplicidade na formação e nas funções do profissional. Ao chegar a essa idade, experiente e madura, a congregar as mais importantes organizações no Brasil e sem se distanciar dos eixos que lhes são sagrados: a Comunicação das empresas e instituições, a Educação, a Memória Empresarial, a Gestão do Conhecimento, assume uma atitude mais próxima e mais ativa na condução de uma agenda pública, e estar presente e atuante no debate das grandes questões nacionais, como reflexo do novo perfil da comunicação empresarial.
Assim, além de combater, por princípio, o corporativismo, como sempre fizemos, continuaremos a estimular a visão de convergência, de soma, livre de carimbos normatizadores, a bem dos interesses dos associados, da liberdade e da democracia brasileira.
Você pode procurar na internet alguns escândalos que envolvem lobistas como da coca cola, das cervejas e muito mais, procurem no google que tem muito caso interessante para se saber o que rola por debaixo dos panos no Brasil.
autor: Paulo Nassar
fonte: Aberje




