Na edição 2010 da Revista Veja, da Editora Abril, foi publicada uma reportagem sobre “Evolução das espécies e as novas formas de vidas encontradas nas profundezas dos oceanosâ€, com o tÃtulo de Design Abissal.
Márcio Rocha professor do curso de Design Gráfico da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás escreveu para a redação da Veja contestando o uso indevido da palavra Design dentro do contexto da matéria, que prontamente publicou resposta da contestação na edição 2011 da revista:
Márcio Rocha, professor do curso de Design gráfico da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, escreve para comentar o uso do termo “Designâ€. Depois de ler a reportagem “Design abissal’ (31 de Maio), ele escreveu à redação: “Normalmente, a palavra ‘Design†tem sido utilizada de forma errônea em todas as instâncias para se referir somente à aparência externa ou à estética (hair design, cake design, body design, flower design), quando na verdade ela pressupõe uma prática complexa que define o ato de projetar. Design se refere ao processo, ao projeto e ao conceito, não ao resultadoâ€. Deixando de lado outros usos do termo (como ocorre na teoria do Design inteligente, que defende a existência de uma inteligência criadora do universo e da vida), ele observa que um ser vivo não pode ser considerado um produto, assim o termo ‘Design’ não deve ser atribuÃdo a uma ação deliberada da natureza, uma vez que não é possÃvel fazer design, ou seja, projetar, sem a metodologia que orienta o projeto e sem a consciência de estar projetando”. Do dicionário Aurélio: “Design: concepção de um projeto ou modelo; planejamento (1). O produto desse planejamento (2)”. Na repostagem, a expressão foi utilizada de modo figirado, embora defensores das idéia do design insteligente sustentes qu epor de trás de cada ser vivo há uma inteligência superior planejando, projetando e craidno. Mas essa é outra história. O tema “Design - O Poder do belo” (capa da edição de 26 de Maio de 2004 e “O dia-adia mais bonito (22 de Março de 2006)
Por mais que a revista tenha tomado a atitude certa de se explicar alegando o uso da palavra no “sentido figurado” isso acaba difundindo e muito o uso indevido do termo de forma errada aos leigos. Os responsáveis da revista deveriam tomar mais cuidado no uso de certos termos especÃficos pois a revista é formadora de opinião e infelizmente os mais leigos absorvem as idéias e repassam pra frente e ai esta o perigo.
Parabéns ao professor Márcio Rocha pela atitude, se cada profissional fizesse isso aos poucos acabariamos com esta banalização do uso do termo.
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