Você que trabalha em propaganda conhece bem esse assunto e provavelmente já teve alguma de suas idéias chupadas. Eu mesmo tive várias, e confesso que já tentei chupar algumas do One Show. O que mais me emputece nisso não é ter a idéia roubada, mas constatar a mediocridade e pobreza de espírito do ser humano.

Ter idéia é um momento de brilho, uma espécie de dom. Roubar idéia é uma coisa rasteira e covarde. Para evitar ser roubado, desenvolvi algumas técnicas que podem ser úteis.

Quando tenho alguma idéia, não falo nem com o diretor de arte. Mando um e-mail e, para evitar rastreamento, coloco no subject “Corrente”. Para ser mais previdente ainda, escrevo a idéia no meio de uma poesia.

Outra tática bastante eficiente consiste no seguinte:
1- tenho a idéia;
2 – saio da agência;
3 – ligo no celular do diretor de arte e conto pra ele;
4 – volto pra agência como se tivesse ido ao banco, sento na frente do meu computador e não falo mais sobre a idéia. Nem com o diretor de arte.

Também existe outro estratagema. Na hora de passar a idéia para o diretor de arte, mais uma vez fico em silêncio. Não falo, só escrevo num post-it. Mas em letras minúsculas, bem pequenas mesmo. Ele, o diretor de arte, tem uma lupa, com a qual consegue ler o texto, e, assim, a idéia está criada.

Já o diretor de arte, para não ser copiado enquanto cria, usa sobre a tela do computador um insulfilme. Assim ninguém vê o que está sendo criado (nem ele), e quando imprimimos, é sempre uma grande surpresa.

Assim, com essas técnicas de autodefesa e guerrilha, nos livramos dos chupadores e das chupações. Já a vingança vem quando mostramos que não precisamos chupar, pois sabemos criar.

fonte: Portal da Propaganda
autor: Daniel Funes

No Zoológico da velha cidade de Quebrados do Sul repousa um animal em extinção. Ao lado do mico-leão, do urso panda e do lobo guará, lá está ele: o briefing. Depois de anos de maus tratos e da perseguição de Atendimentos caçadores, a espécie sucumbiu. E agora vive a agonia de ver morrerem os seus últimos exemplares.

Em tempos melhores, o briefing era um verdadeiro espetáculo da natureza. Reunia todas as informações possíveis sobre um determinado cliente, seu produto ou serviço, seu público-alvo, o mercado, a concorrência, seus objetivos e tantas outras pistas necessárias para qualquer trabalho decente de comunicação.

Para substituir o moribundo briefing legítimo, contundente e revelador, seus carrascos inventaram tipos genéricos, meras imitações de conteúdo duvidoso. Os exploradores de palmito fizeram a mesma coisa. Com a quase extinção da palmeira Juçara, fonte do palmito original, os produtores arrumaram um genérico para substituí-la: a pupunha. E aqui estamos nós, comendo salada de pupunha e achando que é palmito.

Exatamente o que acontece com os briefings lá no mercado publicitário de Quebrados do Sul. É tudo pupunha. Entre os falsos briefings que circulam nas agências da cidade, os mais famosos se multiplicam como praga e música ruim. Conheça algumas dessas espécies.

Briefing Fim-de-Feira, ou Restô Dontê: é um apanhado de dados dispersos, informações desconexas, retalhos e sobras. E a criação que se vire.

Briefing Jato da Mulher Maravilha: invisível, não existe. É apenas um pedido de boca, sem qualquer orientação ou detalhe importante. Geralmente é proferido pelo dono da agência.

Briefing Mobral: vem com mais erros de português que carta de político do interior.

Briefing Viagem no Tempo: aquele que é sempre para ontem.

Briefing Ary Toledo: você lê e cai na risada.

Briefing Crise Existencial: sempre cheio de dúvidas.

Briefing Bala Perdida:
coitado de quem encontrar.

Briefing Holerite: é ler e morrer de raiva.

Especialistas em meio ambiente corporativo acreditam que esse quadro alarmante se deve a três grandes fatores: a contratação desmedida de office-boys seniores para a função de Atendimento de agência, a irritação desses profissionais mediante o salário miserável que recebem e a invasão do mercado publicitário pela espécie dos “zé-manés”, principalmente em cargos de direção.

E o que é mais grave: o mal iniciado na pequena Quebrados do Sul está se espalhando e já chegou aos grandes centros. Se nada for feito, em pouco tempo as proporções serão catastróficas. A única maneira de evitar o pior é a preservação. Preserve o planeta. Salve o briefing da extinção. Mande os Atendimentos Desmatadores de volta para a escola ou direto para a cadeia.

fonte: Portal da Propaganda
autor: André Gomes

1. Faça esse de graça que no próximo a gente se acerta.
Todo freelancer cai nessa quando faz o 1º trabalho, mas o 2º nunca vem. Ainda tem a desculpa: “é só para saber se você é bom mesmo”.

2. Pago quando receber a versão final.

Clientes antigos e confiáveis até podem ter essa liberdade, mas novos clientes… Vide o item 5. E mesmo que termine, pode dizer que não quer mais. E aí? Foi tempo perdido. Por isso contratos são indispensáveis.

3. Esse trabalho vai te dar muita visibilidade e gerar inúmeros negócios novos.
Isso pode até ser verdade de fato. O problema é que essa frase geralmente é usada como argumento para baixar (e muito) o preço. Se você já começa fazendo um mal negócio, as indicações chegarão querendo um acordo semelhante.

4. Bom, não sei se vou fazer o trabalho com você, mas deixe aqui seu material que vou conversar com meu parceiro/investidor /esposa/clero.
Duas situações possíveis: você não está falando com quem toma a decisão na empresa, ou você acaba de prestar consultoria para um concorrente. No primeiro, tente sempre falar com quem toma as decisões, caso contrário um telefone sem fio acontece e sua defesa já era. No segundo, o cliente liga para um concorrente seu e barganha preço, que vai poder cobrar mais barato, pois todo o trabalho criativo você já fez. Não deixe nada que você gastou horas para fazer na mesa alheia.

5. O trabalho não foi cancelado, só adiado. Mas em um mês ou dois eu entro em contato.
Resultado do segundo item. Pode ser uma desculpa para não pagar pelo trabalho feito até então. Se bater a curiosidade, ligue em 2 meses para descobrir quem ficou no seu lugar.

6. Pra quê contrato?
Para se resguardar de metade dos itens aqui listados.

7. Mande-me a conta quando o trabalho for veiculado.
Mentira para publicitário, não para webdesigners. Com o 1º a veiculação vem depois que o trabalho terminar, logo, deve ser pago. Com o 2º isso não acontece, pois depois que o site está no ar pode precisar de adaptações pelas exigências do servidor ou problemas de renderização.

8. O último cara fez isso por tantos reais.
Se o último cara fosse bom o suficiente o cliente não estaria conversando com você agora, não é mesmo? Cobre um preço justo e segure-o. Parasitas sempre irão existir em qualquer mercado, mas se o seu preço reflete a qualidade do seu trabalho, mantenha-o.

9. Nós só temos tanto para gastar.
Menos dinheiro, menos trabalho. Não abandone um cliente porque ele não tem o quanto você está cobrando, mas reduza os recursos. Aquela área inovadora que demorava 3 meses para fazer talvez possa esperar mais um pouco.

10. Estamos com problemas financeiros. Nós dê seu trabalho que assim que ganharmos dinheiro com ele te pagamos.
Já ouvi muita história sobre isso. Isso é, no mínimo, uma aposta com MUITAS chances de se perder. O cliente pode até de fato ganhar muito dinheiro com seu trabalho, mas como você vai saber? Você não tem controle sobre as finanças da empresa. Não sabe o quanto eles estão gastando e quanto estão perdendo. E você também tem suas próprias contas para pagar.

autor: Desconhecido

A implantação da indústria automobilística no Brasil, a partir de 1919, com a instalação da Ford e, em 1925, com o início de operações da GM atraía para o nosso país fornecedores de pneus, baterias, combustíveis e outros insumos, produtos que nos Estados Unidos eram anunciados em grandes painéis de estradas, os chamados billboards. No Brasil a mídia exterior ainda era restrita ao mobiliário urbano (relógios, bancos de praças e abrigos de árvores), painéis em bondes e placas de metro nos prédios públicos, um ou outro letreiro pintado na fachada ou teto dos teatros ou nos andaimes dos primeiros prédios erguidos no Rio de Janeiro e, em particular, em São Paulo.

Em 1926 a GM implanta um escritório de propaganda, divisão especializada, de início, chefiado por Lucílio Ancona Lopez, que estimula seu irmão Libero a fundar uma empresa focada em painéis de estradas. Surge assim a Companhia Americana de Anúncios em Estradas de Rodagem (AER), sociedade de Libero Ancona Lopez com Augusto e Vicente Macedo. Nesse mesmo ano a empresa instala um cartaz da Dunlop, pintado a duco, no acostamento da rodovia Presidente Dutra. Não era um grande painel ainda; outros de maior porte seriam instalados em 1928/1929 por iniciativa de mr. Borger, um americano que viera ao Brasil para chefiar o departamento de mídia exterior da GM.

Mas é em 1937 que efetivamente surgem os megapainéis de estradas, o primeiro deles instalado pela AER para o cliente MobilOil. Representava uma lata de óleo tridimensional com 25 metros de altura por 10 de largura. Alguns anos depois, Francisco Nicola Pesce, desenhista da revista Propaganda no tempo em que Fritz Lessin era diretor de arte (1961), projetava um painel em relevo dos rádios Assunção, instalado na rodovia Anchieta, e o superpainel em três dimensões, o maior da América Latina, dos pneus Firestone, instalado na Dutra, próximo a Jacareí, painel esse que podia ser observado a 5 quilômetros de distância. Dizia-se na época que tinha um volume semelhante ao de três ônibus, um em cima do outro, se isso fosse possível.

Com a entrada no mercado da Karvas (1945) e da Propag (1954), exibidoras de painéis em estradas, novos engenhos de grande formato podem ser apreciados. Destaques para os painéis da Dunlop, que imitavam a traseira de um caminhão, e para os das pratas Wolff , na Dutra. O céu era literalmente o limite. A Karvas, por exemplo, instalava no alto de um morro da rodovia Rio-Petrópolis um painel da Arno com 600 metros quadrados, um gigante que de longe sinalizava aos motoristas a proximidade do município. Em outras estradas surgem megapainéis da Goodyear, Fisk, Royal, Esso, Ford, entre outros, exibidos mediante contrato de dois anos, pela sua grande dimensão. Eram sujeitos ao impacto de “ventos e tempestades” ou ao assédio de populares, que “os derrubavam para construir casebres”, segundo conta Altino João de Barros, memória viva da mídia no Brasil.

O mesmo Altino nos informa que por essas e outras a sua agência (McCann Erickson) fiscalizava as estradas pelo menos duas vezes ao ano. “Viajava vários dias, dormia em lugares sem nenhum conforto. Nosso jantar era ´omelete a cavalo` depois de um banho de cuia para tirar a poeira ou a lama do corpo.” Checking de mídia braçal, como se vê, mas que valia a pena, afinal era a mídia por excelência de alguns anunciantes que apostavam no institucional de marca e no impacto de grandes anúncios no acostamento das estradas.

fonte: Net Propaganda
autor: Nelson Cadena

Confira aqui algumas dicas para criar o blog de sua empresa

Políticas de uso – Determinar e documentar as políticas de uso do blog levando em conta seu tipo, assunto e o tipo de escritor que vai utilizar (externo, interno, presidente, diretor, etc). A política tem a finalidade de proteger a empresa contra a divulgação de informações confidenciais, de proibir o uso de palavras de baixo calão ou discriminação racial, e de prevenir problemas judiciais por artigos mal escritos ou comprometedores. Ela deve ser revista e avaliada pelas lideranças da companhia.

Normas e procedimentos – Estabelecer quais serão os procedimentos para manter a página atualizada, estabelecer quem vai possuir acesso à administração do blog, quando e quantas vezes será permitida a publicação de textos. A norma é importante para evitar um exagero no número de textos (posts) publicados, ou a falta deles. Também deve ser revisto se o blog será aberto a comentários, quam os fará e se será feita uma moderação, para evitar comentários de pessoas mal-intencionadas.

Manuais e treinamentos – Seja qual for o resultado da escolha para o escritor do blog, é necessário e importante treiná-lo e prepará-lo para utilizar o blog. Não tanto pelo aspecto do uso da tecnologia, o que é relativamente simples, mas principalmente pela melhor preparação da pessoa responsável pelos textos.

Alinhamento organizacional – Todo projeto pode causar impacto em todo o corpo de funcionários, para o bem ou para o mal. As pessoas geralmente se interessam por novidades da empresa, mas é sempre bom mantê-las atualizadas sobre os últimos passos antes do lançamento oficial do blog. Elas poderão ser de grande valia no momento de espalhar essa novidade.

Ferramenta – Determinar qual será a solução para blogs utilizada pela sua empresa. Dentre os tipos existentes, temos os servidores de blogs gratuitos (não são uma boa opção, pelo fato de existirem algumas limitações, além da falta de privacidade), como é o caso do Blogger (www.blogger.com). Temos também os servidores pagos de hospedagem de blogs, como o TypePad da Six Apart (www.sixapart.com/typepad). Uma alternativa um pouco mais complexa seria instalar uma plataforma de blog em um servidor próprio ou alugado pela empresa, e aqui podemos usar uma plataforma gratuita, como o WorldPress (www.worldpress.org), ou paga, como o Movable Type (www.sixapart.com/movabletype), também da Six Apart.

Endereço web – Estabelecer como será o endereço na internet do seu blog. Caso ele seja hospedado gratuitamente ou em um serviço on-line pago, provavelmente seu endereço carregará parte do domínio do serviço de hospedagem, como por exemplo http://suaempresa.blogger.com . Talvez seria mais interessante registrar o seu próprio domínio com um nome personalizado e único, mas, para isso, a melhor escolha seria usar as plataformas de solução para blogs em servidores internos ou alugados. Assim, seu nome de domínio ficaria www.suaempresa.com.br ou www.seublog.com.br, alternativas que deixariam o seu blog mais personalizado e fácil de acessar.

fonte: Pequenas empresas & Grandes Negócios




Assine o IFDBlog


Categorias



Destaque


Links Úteis


IFDTwitts


Arquivos


Parceiros



Visitantes

  • online
  • desde 2004


Área Restrita



Related Posts with Thumbnails

Switch to our mobile site