Ele foi um dos mentores intelectuais do movimento Tropicalista, tendo convivido com personalidades como Wally Salomão, Gláuber Rocha, Gilberto Gil, Capinam, Caetano Veloso, Tom Zé. Artista gráfico, músico, compositor, poeta, tradutor de sânscrito e professor universitário, Rogério Duarte é uma figura ímpar.

Baiano de Ubaíra, nascido em abril de 1939, começou a atuar como designer gráfico nos anos 60. Desenvolveu cartazes, capas de discos e livros, identidades visuais, ilustrações, sinalização. Dentre seus trabalhos mais conhecidos está o cartaz elaborado para o longa-metragem “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1963/64), ícone do Cinema Novo, a convite do seu amigo Glauber Rocha. Em 22 de agosto de 2001, este cartaz foi relançado, contando com a presença de Rogério Duarte, em homenagem aos vinte anos de morte do cineasta baiano.

O cartaz entrou para a história, não somente pela repercussão do filme, mas pelo conceito: o cangaço, o sol do sertão e a violência, na imagem de Othon Bastos (como Corisco) e no sol laminado.

   

Seus projetos são marcados pela cultura e cores bem brasileiras, representadas em capas de disco tropicalistas de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Reconhecido pelo seu trabalho gráfico, Rogério Duarte teve portfólio publicado no livro “5 Anos de Design Gráfico no Brasil” (revista Design-Gráfico, editado pela Market Press) e na publicação da Associação de Designers Gráficos Brasil (ADG), “Resgatando Rogério Caos”, ‘uma encantadora viagem visual ao mundo visionário, poético e tropicalista’ deste representante do design brasileiro.

A mais recente participação de Rogério Duarte está sendo na publicação “Design na Bahia”, lançado em agosto de 2002 pela Associação Baiana de Design.

Já lhe foi conferido títulos de Notório Saber MEC e de Notório Saber UNB (Universidade de Brasília). Atualmente Rogério é professor da Faculdade de Comunicação da UFBA, em Produção Cultural.

autora: Alice Vargas
fonte: dezaine

Destaque:
Mais sobre Rogério Duarte

O texto abaixo serviu como base para uma entrevista concedida à Carolina Silveira, publicada no caderno “Estágios e Carreiras”do jornal ‘O Dia’.

A tecnologia e processos produtivos estão em constante desenvolvimento, e o design sempre procurou acompanhar e se adaptar a essas condições. Diante desse processo evolutivo, e inserido num contexto de questionamento da situação atual, o texto trata de uma questão que vem à tona nesses tempos cada vez mais modernos: a influência da informática no Design.

Qual é o espaço que a informática ocupa na sua profissão?
Atualmente, é cada vez mais difícil separar a informática do design. A partir da geração de um conceito, de uma idéia, todo o processo de reprodução e materialização da mesma (que antes era feito de maneira mais artesanal), antes da mesma ser e difundida no mercado, hoje é feito no computador. A informática trouxe mais recursos e agilidade para essa etapa de confecção daquilo que foi projetado pelo designer. E, à medida que ela me auxilia na obtenção de informações, posso dizer que ela também influencia meu processo de criação. Gosto de rascunhar idéias no papel, mas todo o processo restante, de exploração, geração de alternativas e finalização dessas idéias utiliza os inúmeros recursos que a informática oferece.

O que mudou após a introdução da informática na profissão de designer gráfico?
Direta ou indiretamente, todo o processo de criação e realização de um projeto foi otimizado.

Atualmente, o designer tem mais velocidade para pesquisar usando a internet, buscar, preparar ou confeccionar imagens e ilustrações, e muito mais agilidade e controle para finalizar seu trabalho ao se utilizar dos vários softwares que auxiliam a edição de imagens, o desenho de ilustrações em 2D e 3D e editoração eletrônica. É possível se obter mais informações, e isso influencia o processo de criação.Há mais possibilidade de se gerar mais alternativas e idéias e muito mais agilidade para finaliza-las e colocá-las em prática.

Este fato implica um novo tipo de postura profissional. Em meio a tantas possibilidades e alternativas, muitos designers utilizam as ferramentas de informática como manifestação da criatividade estética, empregando-as como potencial de criação, e não simplesmente como recurso para a reprodução.

Quais os meios que você utiliza para se manter atualizado diante da constante evolução mercadológica da Informática?
O único meio que consegue acompanhar essa evolução é a internet. E é dela que eu me utilizo para pesquisas, análises, estudos e identificação de tendências. Outros meios apenas complementam o grosso da informação que obtenho navegando na web. Em algumas áreas do design, principalmente aquelas mais voltadas à internet ou que lidam com tecnologia, essa atualização segue num ritmo ainda mais frenético, e o designer deve ter o cuidado para se manter informado sobre as versões mais recentes de softwares ou de meios e linguagens que ele possa se utilizar em seu ofício.

Que perfil um designer gráfico deve ter? E de que forma ele pode se preparar para ser um bom profissional?
O design se manifesta, principalmente, através de duas qualidades: funcionalidade e estilo. As pessoas sempre associam design ao bom gosto, a algo bem feito. Os melhores recursos que temos para descobrir o design são os nossos sentidos, principalmente a visão e o tato, empregados no uso de produtos ou serviços.

Desse modo, o designer deve procurar apreender, de maneira sensível, tudo aquilo que rodeia o ser humano. Se ele apresentar aptidões de natureza intelectual como raciocínio abstrato, raciocínio espacial, senso artístico, criatividade e espírito de observação, provavelmente terá oportunidade para um melhor desempenho profissional. Assim como para o Programador Visual, essas características são necessárias ao Desenhista Industrial de Produto.

Para ambas as habilitações (Programação Visual e Produto) são necessárias uma boa dose de criatividade, imaginação e muita pesquisa e informação. Entre outros requisitos, o interessado deve dominar o inglês, a informática e conhecer outros idiomas para absorver informações de publicações da área. Também é preciso ser sensível a informações visuais, presentes nas áreas da fotografia, cinema e artes plásticas.

O designer também deve ter métodos de trabalho, disciplina e conhecimento técnico e cultural exercitando a observação e o olhar crítico, pois estes proverão mais recursos para se gerar uma solução. Não são necessários grandes conhecimentos de desenho, ao contrário do que muitos pensam. É preciso que se saiba representar e expressar graficamente uma idéia. Com o advento de computadores, gerar uma imagem ou ilustração não exige tanta habilidade manual do designer.

O trabalho do designer implica constantes reajustes a situações novas, originadas muitas vezes da evolução tecnológica. Isso exige que o profissional apresente como traços de personalidade um certo dinamismo para acompanhar essas mudanças.

fonte: sobre sites

Discorrer sobre cores é sempre garantia de um debate cheio de controvérsias e muita discussão. Falar sobre o uso de cores na web torna-se ainda mais complexo, devido às questões técnicas e de uso inerentes a essa mídia.

Após ser captada pela visão, a cor é processada pelo cérebro, formada, quantificada e avaliada, tornando-se um elemento de significado. Nessa etapa o cérebro identifica qual cor é vista e a relaciona com experiências anteriores para atribuir valores a cor. Desse modo, pode-se considerar que os seres humanos têm uma resposta emocional à cor, fundamentada no contexto cultural em que se insere.

Para o designer, é importante estudar e compreender quais poderão ser esses valores atribuídos, uma vez que são passíveis de interpretação e, portanto, podem variar de pessoa para pessoa.

A interpretação irá combinar o que está sendo retratado/criado em uma composição com a(s) cor(es) utilizada(s) e sua relação. Quanto maior o número de cores, maior o número de possibilidades.

Esse processo passará pelo momento em que a cor é vista somente como um estímulo, até a fase posterior a sua decodificação, onde emoções, lembranças e conceitos atribuídos a ela serão relacionados ao contexto social e cultural. A cor apresenta uma carga cultural muito forte e seu significado pode ser imposto tanto por costumes locais, globais ou pela própria memória pessoal.

As cores são muito importantes para o desenvolvimento de uma interface gráfica não só pelo seu valor estético, mas pelo poder em criar códigos estruturais e uso estratégico em determinadas situações. Se bem utilizadas, podem facilitar o processo de comunicação, direcionando o olhar do leitor a regiões específicas da página. Do contrário, pode-se misturar cores que criam um ruído entre si ou que dificultam a leitura, devido a uma diminuição de contraste entre texto e fundo, por exemplo.

Nesse processo de comunicação, e assim como no desenvolvimento de um site, questões intuitivas irão de defrontar com questões técnicas. Uma não deve anular a outra, mas se complementar, de modo a afinar a composição e layout com o intuito e conteúdo do que está sendo projetado.

Ao se projetar o layout de um site, há diversos fatores e limitações que devem ser levados em conta na escolha das cores a serem utilizadas. Entre eles, destaco o pleno conhecimento sobre o público-alvo do site. É primordial que um site seja produzido seguindo um visual harmônico para quem o acessa. Para que isso aconteça, o designer deve ficar atento a fatores como a faixa etária, a cultura, a posição social e geográfica, assim como as particularidades do segmento para o qual está criando e até a qualidade do equipamento utilizado pela audiência.

Dentro desse processo, nem sempre a relação óbvia da cor com o tema é a melhor solução, pois isso muda de cultura para cultura. Além do mais,a cor se relaciona com o objeto ou layout retratado, por isso nem sempre é possível seguir teorias. Nesses casos, é muito importante o feeling do designer ao captar essas particularidades em um projeto.

A interação das cores com o conteúdo apresentado é significativa para qualquer website que deseje atrair a atenção de seus visitantes. As cores, em meio às sensações que transmitem, afetam a navegação e, por essa razão, não devem ser usadas de maneira indiscriminada, pois podem capturar ou afastar os usuários.

A questão técnica e teórica deve consolidar o funcionamento e usabilidade do site, expressos em combinações equilibradas e harmônicas, contrastes e saturação adequados para leitura e visibilidade dos demais componentes de um layout, dentro dos tantos limitadores que a web oferece. O uso de poucas cores e escolha de paletas seguras, coerentes ao tema e harmônicas entre si certamente evitará surpresas.

autor: Eduardo Vieira
fonte: revista webdesign

Qual a melhor forma de se cobrar um cliente inadimplente? Quando fazer isso? Qual a estratégia para evitar prejuízos? Embora ainda não muito utilizado para este fim, o marketing científico pode sim ajudar uma corporação e sua área de cobrança a responder estas questões, aumentando ainda a rentabilização e fidelização da sua carteira de clientes.Caracterizado pela capacidade de transformar dados em informações, informações em conhecimento e conhecimento em ações, o marketing científico pode ser aplicado de diversas formas. O conceito é organizar os dados da empresa, de maneira a se ter em um único local todas as informações do cliente (dados cadastrais, comportamentais e transacionais). Depois, são desenvolvidos diversos estudos e análises estatísticas para se conhecer quais os principais grupos de clientes, quais são aqueles que estão dando sinais de que irão abandonar o relacionamento com a empresa. Por fim, o planejamento das ações é uma conseqüência natural, após o conhecimento profundo da base de dados dos clientes.

Mas, quem utiliza estes dados? Notamos uma preferência natural das áreas de marketing, vendas e atendimento na utilização dos serviços de marketing científico. Isto pode ser facilmente compreendido e explicado, pois são estes setores tradicionalmente que preocupam-se com a melhoria constante de suas operações e resultados.

Claro que é ilusão pensar que é possível recuperar 100% da base de clientes inadimplentes de uma empresa. No entanto, com certeza, os resultados aparecerão e, melhor ainda, poderão ser mensurados por meio do marketing científico. É por meio dele que se torna possível priorizar a cobrança, identificar os clientes com maior ou menor propensão à quitação de dívidas, os padrões de inadimplência e quais os clientes ativos com potencial alto de se tornarem inadimplentes. Tudo isto, priorizando e definindo o melhor canal e abordagem que serão utilizados nos contatos.

Além disto, esta ferramenta auxilia ainda na montagem de uma estratégia de cobrança com maior custo benefício, evita maiores prejuízos e já separa os clientes que não compensam ser cobrados. Sendo assim, é possível capitalizar em cima do que era dado como perdido e ganhar algum dinheiro com a venda da “carteira podre” de clientes para terceiros, sem a preocupação de estar entregando de “mão beijada” clientes que ainda poderiam ser explorados.

No entanto, se encararmos o marketing científico como uma disciplina que busca identificar padrões de comportamento e agregações e não só como um viés comercial, vemos que ele pode e deve ser amplamente utilizado dentro de uma estrutura corporativa. Com um pouco de criatividade e profissionais qualificados, a cobrança pode ser beneficiada, e muito, com ações e campanhas planejadas com base nos conhecimentos propostos por esta estratégia.

autor: Guilherme Iglesias
fonte: adonline

Um mini–curso grátis, na forma de artigos, vai ajudar você a encontrar caminhos, em vez de becos sem saída. A opção de ser um trabalhador autônomo não é para qualquer um, mas tem suas recompensas.
Quem consegue se planejar hoje em dia? O tempo não existe, é tudo instantâneo, para ontem, antes–de–ontem, e às vezes, sem prazo algum. Num cenário como esse, quem, sobretudo aqueles que desejam, precisam ou tentam viver como freelancers, consegue vislumbrar o que precisará fazer para encarar as próximas ondas?
A situação fica ainda mais complicada se você é um típico freela atual: saiu da faculdade há pouco tempo e, enquanto termina a pós ou MBA, tenta ganhar os primeiros clientes, já que a vaga no emprego, no estágio, ou de trainee…bem, está cada vez mais difícil. Você tem disposição mas não tem experiência, tem talento mas não tem portfólio. Tem tempo, mas não tem verba. Enfim: é a hora de planejar.De maneira didática podemos dividir sua vida de freela em cinco grandes momentos. Note que esta é uma interpretação minha e que, dependendo da sua sorte ou da conjuntura no momento você pode encarar um cenário totalmente diferente. Ou não. Vamos lá?

1. Antes de começar

Você precisa ter Visão: onde estará daqui há um, cinco, dez anos? Fareje quais mudanças sua área de atuação poderá sofrer. Você deve investir em sua Formação. Quando digo isso, não estou falando somente do currículo tradicional e dos cursos específicos ? quase obrigatórios. Falo também de interesses variados, leituras, uma cabeça pronta para encarar o novo, caráter (item de luxo em qualquer prateleira da vida, diferencial garantido para quem o tiver, honestamente).

E, claro, não dá para fugir da Legalização, ou seja, dar entrada na papelada necessária para você “passar a nota”, abrir uma ?firma?. Os clientes passarão a valorizar muito mais e você poderá pedir um pouco mais também.

2. Para começar bem

Neste momento a coisa já começa a esquentar. Um ponto importante é a Apresentação. Não se esqueça: você é o investidor de uma empresa com um funcionário, um presidente, um office–boy… você está vendendo sua “empresa”.

Você precisa trabalhar na Persuasão. Afinal, a competição é tão grande que você tem que ser o mais atraente e atrativo possível. No bom sentido é claro. Ah sim, e tem a Negociação. Será verdade que cliente sempre pode pagar mais? Que cobrar pouco é queimar sua reputação? Que calote é a regra? Isso a gente descobre vivendo, não tem jeito.

3. Para trabalhar bem

Você precisa ter uma Especialização. Não quero dizer para não ter um espírito generalista, mas, ainda assim, você precisa ser muito bom em alguma coisa e não legalzinho em três. O que nos leva a um segundo ponto. Sendo bom, você não pode abrir mão da Inovação, ou seja, você tem que sempre estar fazendo tudo novo, de novo e sempre. Reinvente–se. E para isso, você vai precisar ter muita Disposição. Amigo, amiga, ser freela não é para qualquer um. Mesmo.

Você prospecta mais do que fecha projetos. Você cria mais do que é aprovado. Você cobra menos do que gostaria. E o cliente paga menos do que deveria (quando paga.) Portanto, respirar fundo é preciso. Se você quiser mergulhar, só tem um jeito: de cabeça. Erguida.

4. Para deixar uma boa impressão

Cliente gosta de Atenção. Colha o briefing, apresente relatórios, layouts, esmere–se. Trabalhe com Documentação. Eu sei, eu sei, não é a coisa mais criativa do mundo. Mas é preciso ter tudo registrado. Na maioria das vezes você não terá uma estrutura para garantir, portanto, arquive e registre tudo. Do e–mail ao pedido ?quebra–galho?, num domingo à tarde. E por falar em dias de trabalho pouco convencionais, não se esqueça da Manutenção.

Cultivar fregueses para transformá–los em clientes fiéis pode incluir reuniões para explicar, afinal, o que você faz, ou cobrar um pouco menos para fechar um contrato melhor mais à frente e, até mesmo, evitar atender clientes conflitantes, visando aí, sua reputação futura.

5. Para não parar nunca

Tente evitar a acomodação de um ou dois projetos bem feitos. Para isso é fundamental a Antecipação. É preciso saber para onde o mercado vai. Antes que o mercado vá, obviamente. Pratique diariamente a Reavaliação. Faça perguntas bobas para você mesmo, obtenha respostas idiotas. Só posso passar uma certeza: só sua mãe adorava seus desenhos todo o tempo. E por último, pense sempre em sua Evolução. Procure aparar as gorduras, adquirir novos conhecimentos, entrar em contato com novos grupos de relacionamento. Evoluir é nascer novamente. E de parto normal.

Essa versão telegráfica da vida de freela foi fruto de uma reorganização pessoal. Parei há umas três semanas atrás e organizei tudo o que já tinha produzido: artigos, críticas, pensamentos…e reuni tudo no Mini–Curso–Guia Carreirasolo, lá no Carreira Solo.

Este artigo inicial, que chamo de número zero, está lá em sua versão ?director cut?, com mais informações, fotinhas e links para outros textos já publicados. O Mini–curso começa semana que vem. Serão quinze capítulos, do início…ao reinício. Toda segunda um dos temas será abordado com entrevistas, indicação de livros etc…

Enfim, você vai testemunhar o registro de um grande ciclo de evolução friloprofissional que vai ajudar você a encontrar caminhos em vez de becos sem saída. Claro que não tenho a pretensão de saber tudo. Tenho só a de contar o pouco que estou aprendendo por aí. E de graça!

Se você já tiver alguma sugestão a partir de agora, pode postar por lá. Estou esperando você.

autor: Mauro Amaral
fonte: carreira solo




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