Políticas de design no mundo
junho 21, 2006 Categoria: Design 1 Comentário »
Em algumas nações é fácil reconhecer estas inter-relações e caracterizar a função dos programas locais. Nos países escandinavos, por exemplo, o design é planejado como um fator para a qualidade de vida da população. Propriedade industrial é um tópico importante no mercado asiático e assim enfocado por centros de design da Coréia, Japão e Cingapura. Na Inglaterra o estável incentivo governamental ao setor permite o estabelecimento de programas de identidade corporativa até mesmo com as repartições públicas. O contrário acontece nos EUA, onde, fora das prioridades do governo, o design é organizado por associação de profissionais, buscando atualmente, fixar laços com o setor de negócios.
No entanto, em alguns lugares, o relacionamento das conhecidas características locais e das estratégias adotadas não fica tão claro. Barcelona, por exemplo, parece ter forte tradição no design. No entanto, o estudo recente de uma política para a Catalunha mostrou a necessidade de partir do básico e esclarecer o que é design para a indústria local. Uma outra revisão de estratégia está levando o Japão, um país de 377 mil km2, a abrir mão de um centro de design nacional e estabelecer 212 centros locais/setoriais (duzentos e doze!).
Mas onde se fundamentam estas estratégias? Certamente no perfeito entendimento do contexto destas nações. De entender que um dos motivos para a resistência ao uso do design pelas pequenas empresas catalãs é a sua limitada percepção do que é design, resultado da forte influência de movimentos artísticos como o Art Noveau de Gaudi naquela região. Ou de perceber que em um país do tamanho do estado de Goiás – o Japão – um suporte personalizado para cada agrupamento de empresas ou região, pode ser mais eficaz que um programa de âmbito nacional.
Japão, Espanha, Inglaterra e Coréia, Letônia e Estônia (mais recentemente) são exemplos de países que vem investindo em programas de design. A responsabilidade destes programas é preparar a base, instigar e assegurar o crescimento do design no país. Fortalecidas as empresas, serviços e seus produtos, a economia nacional é beneficiada com diferenciais competitivos no mercado internacional.
No entanto, esta fórmula não é tão simples quanto parece e tampouco de fácil execução. Não há uma solução pronta, que seja comum a dois países. O que se adota na Escandinávia não se aplica à Cingapura nem ao Brasil. Sendo economia e sociedade próprias de cada nação, a política de design terá primeiramente que atacar as deficiências do seu próprio contexto, que só poderão ser identificadas com uma compreensão apurada dos fatores que o influenciam.
E quando tudo parece complicado, com variáveis sócio político econômicas, torna-se necessário buscar a essência deste desafio. Percebe-se então que a criação de uma política de design requer o mesmo processo de qualquer outro projeto: gerar soluções criativas, operacionais e efetivas para os problemas identificados. Se o produto final será um programa de desenvolvimento de novos produtos, uma série de palestras, incentivos fiscais a empresas, um projeto de brand para a imagem do país, ou uma proposta inédita, isso dependerá muito da necessidade de priorizar ações. Mas acima de tudo dependerá dos recursos disponíveis, do apoio obtido e, logicamente, da criatividade do designer.
autora: Gisele Raulik
fonte: http://www.designbrasil.org.br
Afinal, quanto cobrar?
junho 20, 2006 Categoria: Carreira 2 Comentários»
Hoje de manhã, novamente, foi a minha vez. E como de tanto falar a mesma coisa, vamos aprimorando o discurso, no final do e-mail pensei que já estava na hora de transformar essa resposta em artigo.
O que segue, portanto, é basicamente o que eu coloquei na resposta para esse nosso jovem amigo pupilo, cujo nome não vem à questão (afinal, todos já fizemos essa mesma pergunta).
cálculo do valor da hora, quanto o job vai custar, não é uma questão de “feeling”.
Se você sair cobrando por aí de acordo com o seu “feeling”, pode ser que no final do mês você acabe “feeling” no bolso o estrago de não ter o dinheiro que você precisa.
“E se eu cobrar demais? Melhor pra mim!”. Se você for pelo feeling e cobrar demais, suas chances de perder o cliente para alguém que cobrou corretamente e MENOS do que você são bastante grandes.
Pelo sim, pelo não, cobre direito e vamos ser todos felizes.
Vamos lá?
De acordo com a minha própria experiência (desde 95 fazendo isso) e o que vejo como sendo a prática de mercado, a melhor maneira de se cobrar um trabalho, seja como pessoa física ou como empresa, é baseando seu preço com base na estimativa de horas necessárias para desenvolver o projeto.
Não há tabela de preços, valor de mercado, média que possa responder corretamente a essa pergunta. Cada profissional, cada empresa e cada projeto, vão ter valores diferentes.
Na minha experiência, a saída é mesmo o preço baseado na estimativa de horas necessárias para a execução do projeto.
Portanto se vamos cobrar por hora, precisamos, antes de tudo, estabelecer o quanto vale essa nossa HORA. Para isso, antes e acima de precisamos saber o quanto você (ou sua empresa) CUSTA por mês.
Vamos levar em consideração os seguintes itens. A lista abaixo é apenas uma sugestão, feita para pessoas físicas. Procure fazer a que melhor se adapte à sua realidade.
- Mora sozinho? Qual é o seu custo fixo para MORADIA (luz, gás, água, comida, supermercado, aluguel, TUDO).
- Tem carro? Quanto gasta com ele? Não tem? Quanto você gasta para TRANSPORTE?
- Some o que você gasta com plano de saúde, dentista, quanto você gasta com SAÚDE.
- Quanto você gasta pra se DIVERTIR (cinema, balada, comer fora, viajar).
- Você tem plano de previdência? Quanto você economiza por mês para sua aposentadoria? Lembre-se de economizar sempre alguma coisa para aqueles dias sem trabalho. Quanto você planeja ECONOMIZAR por mês.
- Adicione aqui todo e qualquer outro gasto fixo que você conseguir lembrar.
- Lembre-se dos IMPOSTOS que você precisa pagar e que serão descontados do que você cobrar (a carga varia de cidade pra cidade, mas coloque como base algo perto de 25% se você for pessoa física, ou 20% se for pessoa jurídica, empresa).
Some tudo isso. Não se preocupe com o valor final. Isso é, realmente, o que você PRECISA e QUER pra viver todo mês.
Agora pegue este valor e divida ele por 160. Oito horas por dia é a média de horas trabalhadas no Brasil. 8 x 20 dias por mês (5 dias por semana x 4) é igual a 160. A idéia é simples: se você tiver trabalho durante o mês inteiro, você vai ter dinheiro para tudo o que você precisa. Pronto, você tem o valor da sua hora de trabalho.
O último passo: estime quantas horas você vai levar para fazer determinado trabalho e multiplique pelo valor da sua hora. Parabéns! Você acaba de fazer um orçamento!
Mais algumas dicas.
Poucos clientes gostam de receber a conta depois. Eles querem PAGAR depois, mas querem saber quanto vai custar ANTES. Portanto, como é difícil a gente estimar corretamente quantas horas vamos levar para um projeto, coloque uma margem de segurança de uns 10 ou 20% a mais no número de horas que você imaginou.
Lembre-se também que, em toda negociação, é importante haver alguma margem para o ‘choro’ do cliente. Esse desconto que o seu cliente vai te pedir, não pode ser muito maior do que 10%. Se você oferecer mais do que isso e trabalhar as horas que propôs, no final do mês você vai ter menos dinheiro do que precisa pra viver. Lembra?
“E se o cliente ainda estiver achando caro? Não vou pegar o job?” Nesse caso, apresente uma ‘redução de escopo’. Ofereça uma solução que leve menos horas e que, portanto, vai sair mais barata para o cliente. Se você trabalha menos horas pelo mesmo valor hora, o job vai sair mais barato e você poderá vender o resto das suas horas do mês para outro cliente. Sem prejuízos para nenhum dos lados…
autor: Michel Lent Schwartzman.
fonte: http://webinsider.uol.com.br
A avaliação do impacto dos programas de design
junho 19, 2006 Categoria: Design Sem Comentários »
Os métodos para avaliação do impacto do design (ou “adicional” do design) ainda são raros e pouco unânimes. Para desespero dos economistas, a grande maioria dos programas de design ainda é avaliada com base em ‘estudos de caso’. Logicamente… nos melhores ‘estudos de caso’ entre o rol de empresas participantes. Mas algumas organizações têm investido em pesquisa posterior aos programas, desenvolvendo questionários e entrevistas com empresas e designers. O Centro de Design da Dinamarca ouviu 1200 empresas após 4 anos de desenvolvimento do programa Icebreaker. Uma amostra cientificamente respeitável. Outras organizações com iniciativas similares são o Norsk Design (Noruega) e o Design Flandres (Bélgica).
De modo geral, as organizações de design compartilham as razões para se esquivar de um processo de avaliação mais acurado. A estrutura é um motivo claro. Programas de suporte em design tendem a ser gerenciados por equipes pequenas e exclusivamente dedicadas ao desenvolvimento do programa de design. Em geral não há tempo nem habilidades disponíveis para conduzir uma avaliação de impacto econômico. Ainda por causa da estrutura compacta destas equipes, os responsáveis pelo programa geralmente possuem um controle informal do impacto deste programa com as empresas locais. Este controle é baseado na sua percepção própria, e isto não compensa a falta de dados precisos.
Outra complicação reside na particularidade de cada programa. A necessidade de comparar resultados é inegável. Se não há comparação, não há base para avaliação. Mas as iniciativas de design, pelo contexto criativo de sua gestão, tendem a tornar-se únicas. Variações predominam tanto na condução dos programas como nos seus produtos finais, o que impossibilita uma comparação coerente.
Falando em incoerência… o design cada vez mais recebe ênfase quanto à sua capacidade de agregar valor nos mercados. Mas isto ainda não tem sido suficiente para incluir esta disciplina na corrida para verbas governamentais ou investimentos de grandes organizações econômicas. Por exemplo, para investimentos em pesquisa e desenvolvimento na Comunidade Européia foi determinada a meta a ser elevada até 3% do GDP até 2010. Não existe, no entanto, nenhuma meta similar que abra investimentos ao design.
Obviamente, existem programas pela qualidade do ar, pela defesa das minorias, pela informatização das escolas… todos com suas prioridades emergenciais. Exatamente por isso é necessário avaliar o impacto do design com objetividade e estratégia. É necessário encontrar um nicho, uma razão e construir uma argumentação baseada em fatos. Voltando ao comentário inicial, o design definitivamente está passando da fase de defesa passional e abrindo o espaço para números e argumentos claros. Isso ainda que o “adicional” conquistado com o investimento em design pareça (apenas pareça!) intangível.
autora: Gisele Raulik
fonte:http://www.designbrasil.org.br
Parceria: a única forma de sucesso
junho 17, 2006 Categoria: Design, Marketing, Publicidade e Propaganda Sem Comentários »
Um briefing bem planejado, com riqueza de informações para orientar a criação e assim alcançar os resultados esperados com o trabalho é o que chamamos de processo disciplinado. Isso não significa engessar a criação, estender prazos e muito menos produzir layouts medianos. Processo disciplinado evita o famoso vai-e-vem de projetos, baseados em tentativa e erro que tanto desgasta a sempre discutida relação entre cliente e agência.
No Brasil, design gráfico muitas vezes é tratado como processo coadjuvante na comunicação de uma marca, geralmente liderado no cliente por profissionais sem experiência em comunicação e gerenciamento de imagem de marca.
Entretanto, com o aumento da penetração da TV fechada, o surgimento de serviços digitais de gravações de programas e a democratização do controle remoto, cresce a fragilidade da mídia eletrônica. Em contrapartida, potencializa-se a importância de materiais gráficos na comunicação de uma marca na constante busca pela preferência do consumidor, tornando fundamental que agência e cliente se unam na criação de bons trabalhos.
Outra fase difícil e decisiva dessa relação é a etapa de julgamento das peças de comunicação, quando surge a maior probabilidade de o time voltar a se dividir, e esquecerem da parceria selada na reunião de briefing.
Duas coisas fazem com que o espírito de parceria e respeito fique inalterado até o final do projeto. Primeiro, que a pessoa responsável pela aprovação do trabalho no cliente seja a mesma que liderou a passagem do briefing para a agência. Não tem nada pior para uma agência em uma reunião de apresentação de caminhos criativos do que aparecer uma pessoa nova, com novas informações, opiniões e direções, depois de todo o processo de planejamento e criação despendidos no projeto.
Outra coisa é que a agência esteja aberta a críticas, sugestões e “feedback”, do mesmo modo que não tem nada pior para um cliente do que uma agência que tem o “orgulho criativo” e é inflexível a qualquer tipo de alteração ou ajuste que seja sugerido.
A melhor dica para que o cliente tenha sua marca como top of mind dentro da agência e obtenha o melhor de seu fornecedor refletido nos projetos de comunicação gráfica, independentemente do tamanho do projeto ou da verba de marketing, é: inspire as pessoas com informações relevantes, exale os valores e benefícios de sua marca, desafie a equipe a pensar no seu projeto e, acima de tudo, faça com que a agência se sinta parte do time e nunca um mero fornecedor colocado à prova.
autora: Alessandra Baronni Garrido
fonte: http://www.portaldapropaganda.com
Marcas esportivas usam Copa como vitrine de tendências da moda
junho 16, 2006 Categoria: Design, Marketing, Publicidade e Propaganda 1 Comentário »
A história das Copas é um prato cheio para os interessados na evolução da moda no esporte. Mas, referências de cada época à parte, as tendências de estilo do século 21 também atraem aqueles que vêem o futebol além da bola.
Por trás de camisas atraentes, sofisticadas e carregadas de simbologia, existe um verdadeiro batalhão de pessoas que pesquisa, desenvolve e cria o que hoje se tornou objeto de desejo de muita gente. Sair por ai vestindo a camisa de Ronaldo, ou mesmo de craques estrangeiros, é sinônimo de “estar na moda” ou “ser fashion”.
SELEÇÃO MODELO 2006

Uniforme da Copa do Mundo deste ano é uma releitura do passado.

A frase “Nascido para jogar futebol” é novidade do novo modelo brasileiro

O estilista Vitor Santos desenhou sua sugestão de uniforme para a seleção
A gola padre da camisa do Brasil não agradou Iódice. “Achei tudo muito certinho na camisa da seleção e isso não combina com o futebol brasileiro. Eu tiraria essa gola, que além de não ser esteticamente bonita, pode na prática não ser tão confortável para o jogador. Também iria acinturar mais a camisa, o que valorizaria a silhueta dos jogadores. Atualmente, os tecidos permitem esse justo confortável”, disse o estilista.

Livro: “Seleção Brasileira – 90 anos” – Veja a evolução de uniformes na história da seleção até a década de 50
Discussões a respeito de estilo e originalidade à parte, as cabeças do mundo da moda entram em acordo num ponto: a principal forma de estampar a identidade de cada seleção no uniforme é por meio das cores.
“As cores da bandeira do Brasil não têm tanta harmonia, mas são muito energéticas e carregam uma personalidade incrível. Não imagino um uniforme de outra cor”, diz Vitor Santos. O colega Alexandre Iódice endossa. “São cores que representam a alegria e a vibração do povo brasileiro, uma combinação belíssima”.
O tecido também sofreu suas evoluções. O que antigamente era uma simples camisa de algodão, hoje em dia é confeccionada em uma poliamida cercada de tecnologia, para facilitar a transpiração do jogador e mantê-lo confortável durante toda a partida.
Eleger a mais elegante das 32 opções deste ano, só depois de uma disputa bem acirrada. E o Brasil, pelo menos neste quesito, não sairia vencedor.”Gosto da italiana, pelo corte mais justo e o azul, muito elegante”, disse Iódice. “Fico com a de Gana, que conseguiu colocar uma identidade na gola, que imita as batas africanas”, explica Vitor Santos.
A responsável pelo design das camisas de Gana e Itália é a Puma, que vestirá o maior número de seleções na Copa da Alemanha: 11. Em seguida vem a Nike, com oito seleções, apostando no Brasil como carro-chefe e grande estrela. A Adidas, patrocinadora oficial do evento, é a terceira colocada com seis seleções, vestindo dos pés à cabeça a anfitriã Alemanha. Entre as fabricantes de menor porte presentes na próxima Copa está a britânica Umbro, que veste as seleções da Inglaterra e da Suécia. As chuteiras terão patrocínio à parte, respeitando os contratos de exclusividade de boa parte dos craques da Copa.
O responsável pela criação da tradicional camisa amarela da seleção brasileira, hoje um verdadeiro ícone mundial quando o assunto é futebol, foi o desenhista e escritor gaúcho Aldyr Schlee. Aos 18 anos de idade, no ano de 1953, venceu um concurso promovido pelo jornal carioca Correio da Manhã para a escolha do novo uniforme da seleção, tendo concorrido com mais 200 participantes.

Livro: “Seleção Brasileira – 90 anos” – Veja os modelos mais modernos da seleção, com exemplares do sec. 21
A partir dessa constatação, Aldyr se debruçou sobre o projeto por três dias e desenhou o uniforme tradicional da seleção brasileira até hoje: o calção azul com detalhes em branco e a camisa amarela com detalhes em verde. “Sinceramente, só há pouco tempo me dei conta do significado de ter sido o criador da camisa canarinho. Na época, para mim, foi mais importante o prêmio (cerca de R$ 20 mil) e o estágio no Correio da Manhã, que foi uma das melhores coisas que me aconteceu na vida”, se emociona Aldyr.
Em 2004, o gaúcho foi chamado pela Nike, patrocinadora oficial da seleção, para dar as suas considerações sobre o design do uniforme verde-amarelo. “Fui muito direto ao dizer que o uniforme de 2002 era horrível. Aquela padronização em relação às outras seleções deixou claro que o mais importante ali era o interesse comercial, e não o fato de vestir o Brasil. Não era possível que o melhor time do mundo não tivesse um uniforme exclusivo, personalizado. Não sei como isso foi permitido”, definiu Aldyr.
O uniforme desse ano foi aprovado por Aldyr, pois segundo ele, “houve um resgate do original, respeitando o amarelo, que voltou a ser o ouro, e os detalhes discretos apenas na gola e nas mangas em verde”. Questionado se o uniforme pode ser mais uma boa arma do selecionado rumo ao hexa, Aldyr, que curiosamente é torcedor fanático do Uruguai, foge do assunto.
“Eu nasci a 200 m da divisa com o Uruguai, na cidade de Jaguarão, no Rio Grande do Sul. Ou seja, minha ligação com o país vizinho é muito forte. Sem contar que na minha infância, a “Celeste” era o destaque do futebol mundial, sendo bicampeã mundial e campeã olímpica”, explica.
autora: Ana Luisa Bartholomeu
fonte: http://esporte.uol.com.br/





