No mês de maio, dois acontecimentos movimentaram o varejo: em menor escala, foi o mês das noivas, em que salões de embelezamento, costureiros, decoradores e lojas com lista de noivas fazem sua festa particular. Em muito maior escala, veio o Dia das Mães, data de vendas tão significativas para o varejo que só perde mesmo para as compras de Natal, embora esteja sendo seguida cada vez mais de perto pela movimentação do comércio do Dia dos Namorados.O Dia dos Namorados, ou em inglês, Valentine´s Day (Dia de São Valentim), é comemorado na Europa e nos EUA em 14 de fevereiro. Conta-se que no Império Romano, durante o reinado do Imperador Claudius II, Roma estava envolvida em diversas batalhas. Claudius enfrentava então grandes dificuldades para recrutar novos soldados para as suas legiões, pois os homens não queriam abandonar as suas namoradas, esposas e amantes. Diante disso, o imperador Claudius proibiu os casamentos em Roma. Então, Valentim, o bispo de Terni, desobedeceu às ordens do Imperador, passando a celebrar secretamente o casamento de todos quantos o desejassem. Valentim foi decapitado, justamente em um 14 de fevereiro.

No Brasil, o Dia dos Namorados é comemorado em 12 de junho, um dia antes da data em que é celebrado o dia de Santo Antônio, padroeiro dos casamentos e namoros. Com a internacionalização e instantaneidade das informações, é natural que pouco a pouco pelo menos parte do mercado consumidor, exposto a essa internacionalização, passe a comemorar o Dia dos Namorados duas vezes por ano, aumentando o potencial de vendas para esse mercado.

Culturalmente o dia 12 de junho é o esperado e festejado, mas existe uma brecha, na medida em que os consumidores passarem a ser bombardeados por mídias estrangeiras (sites de busca, sites de cartões virtuais, portais de relacionamento, revistas importadas), essa bolha de consumo no varejo pode ser replicada em fevereiro, justamente um período de baixa no varejo urbano (ainda não é Volta às Aulas, e parte do target das principais cidades está no litoral).

Assim, há uma oportunidade de mercado para que os varejistas tradicionalmente afins com o Dia dos Namorados (floriculturas, lojas de eletroeletrônicos, butiques, lojas de departamentos e importados) passem a anunciar uma segunda vez, na lógica de um Amor de Verão, Quem Merece Ganha em Dobro, ou “Um é Pouco, Dois é Bom”. Aí já é tarefa dos redatores publicitários. O importante é: chame cada dia com seu nome tradicional: 12 de junho, Namorados e, 14 de fevereiro, Valentine´s.

autor: Paulo Ricardo Meira
fonte: http://www.adonline.com.br

Calcular prazos é quase uma missão impossível onde entram em consideração centenas de variáveis, várias delas fora de controle. Veja o que fazer para assumir uma data de entrega.Calcular prazos é uma tarefa ingrata, mas necessária. Todos nós (seres humanos), na ânsia de agradar a tudo e a todos, já assumimos uma data intangível e inatingível, iniciando um processo estressante de luta contra o tempo.

O apressado come cru, vovó dizia. Não há razão para criar uma versão corporativa desta frase, que ilustra com simplicidade o quanto a pressa pode se tornar uma experiência desagradável.

Vamos deixar o problema de lado e partir para a solução. Seguem algumas variáveis que influenciam direta e indiretamente no fator tempo.

Riqueza do briefing e escopo técnico. Sabemos que o sucesso de um projeto parte de um bom briefing. Também sabemos que briefings nunca são tão completos quanto deveriam. Especialmente em internet, onde TI, Comunicação e Marketing tentam tocar a mesma música.

Nesta etapa, quanto mais informações forem trocadas e sabiamente documentadas, maior será a nossa visão e previsão do caminho a ser trilhado. Gaste tempo nesta etapa e economizará muito em outras.

Liste todas as tarefas, detalhando o máximo possível e colocando ao lado uma estimativa de horas. Some e terá a quantidade horas necessárias aproximadas para o projeto. Calma! Preste atenção nos outros fatores.

Recursos envolvidos. Mais pessoas participando do projeto nem sempre significa desenvolvimento acelerado. Prefira a qualidade dos recursos mais do que a quantidade.

Considere se o trabalho que o recurso desenvolve é confiável. Ou seja, se é a primeira vez que está delegando uma tarefa a um membro, deve acompanhá-lo de perto e colocar uma “gordura” na quantidade de horas estimadas.

É importantíssimo delegar corretamente para aproveitar o potencial de sua equipe. Se você fosse o Parreira, colocaria o Dida como centroavante?

Estrutura para o desenvolvimento. Aqui entram todos os recursos não humanos necessários para um bom desempenho. Dentre eles estão itens como servidor estável, conexão com internet, boas estações de trabalho, manutenção preventiva, etc. É elementar, mas quem já não perdeu dias cruciais de trabalho em virtude da falta de infra-estrutura?

Pontos críticos. Neste estágio, você vai contar com suas origens ciganas e místicas, imaginando, através de experiências de vidas ou projetos passados, onde encontrará dificuldades, empecilhos e outros gargalos que podem emperrar o projeto.

Analise o material fornecido pelo cliente, a vivência dele no desenvolvimento de projetos web, possíveis trocas de equipe, dificuldades burocráticas, manutenções, feriados, etc. Antecipe os pontos críticos e coloque um funcionário de confiança para cuidar especialmente deles e nunca será pego desprevenido.

Organizando o dia-a-dia. Depois de tudo isso, vem o dia-a-dia, onde as coisas costumam sair dos trilhos e caminhar para lados inimagináveis. O acompanhamento é crucial para que nada saia do combinado. As expectativas levantadas e documentadas na fase inicial (briefing) devem ser todas atendidas.

Marque reuniões de acompanhamento semanal com sua equipe e as faça usando mais seus ouvidos do que sua boca. Este é um momento onde sua equipe tem de ser reunida, reintegrada, estimulada e segurada. Nada de tratá-los feito soldados, com ordens rápidas e cruas, pois irão procurar vagas em exércitos inimigos. Ajuste os pequenos obstáculos e principalmente fique a par do que está rolando.

Calculando as horas. O dia de qualquer um em uma empresa tem, em média, oito horas, mas podemos atribuir seguramente umas duas horas para café, leitura de e-mails pessoais, bate-papo nos corredores e por aí a fora. Temos então seis horas úteis. Jamais pense que seu funcionário renderá mais que isso, até porque depois destas seis horas de concentração, o trabalho vai a passo de tartaruga e a qualidade cai sensivelmente.

Não se esqueça de considerar que alguns recursos podem estar sendo utilizados em outros projetos e, portanto seu período útil é menor.

Qualidade vs. tempo. Quanto mais tempo der à sua equipe, melhor será o trabalho. Com acompanhamento constante, terá um trabalho rico e bem feito. Isso trará novos trabalhos posteriores e a extinção das dores de cabeça.
Bom briefing + know-how + tempo = cliente feliz e dinheiro no bolso. Estão aí algumas dicas que se colocadas em prática, trarão bons frutos. Produzir websites é uma tarefa artesanal e deve ser tratada como tal.

autor: Daniel Rodrigo Bastreghi.
fonte: http://webinsider.uol.com.br

“A informação deve ser livre como o ar”, disse o juiz da Suprema Corte Norte-Americana Louis Brandeis, referindo-se a todas as obras que se encontram em domínio público, como as expressões de fatos e todas as manifestações que não atendem ao requisito mínimo de constituírem “criações do espírito” para serem protegidas pelo direito autoral.Hoje, grande parte das expressões intelectuais humanas encontra-se sob domínio público. O prazo de proteção conferido pelo direito autoral é de setenta anos. Uma vez transcorrido, a obra torna-se res commune, isto é, bem de todos, como o ar. Outras informações já nascem livres: são os textos legais, os nomes próprios, os resultados esportivos, os fatos, os números de telefone, os endereços etc. Faltam-lhes o requisito da “criatividade” e por isto são também res commune.

Esta abundância de bens comuns é pré-requisito para o progresso científico, tecnológico e para a preservação e transmissão da cultura de um povo de geração para geração. Este patrimônio coletivo encontra-se, não obstante, ameaçado. A União Européia adotou em 1996 uma diretiva criando um direito “sui generis”, destinado a proteger os assim chamados bancos de dados. Por este novo direito, tudo aquilo que é inserido em um banco dados, mesmo que seja parte do bem comum, passa a ser de propriedade do criador do banco de dados. O único requisito é que tenha havido investimento “substancial”.

Assim, arrisca-se tudo o que é livre a ter dono. A diretiva define “banco de dados” do modo mais amplo possível, como sendo qualquer coleção “de trabalhos independentes, de informações ou de outros materiais, organizados de modo sistemático ou metódico e acessáveis individualmente por meio eletrônico ou outros meios.” Um website, um CD-Rom, um livro ou mesmo os autos de um processo, todos podem ser vistos como um “banco de dados”, dependendo da interpretação. Mesmo a lei poderia ter dono. Quem citasse um artigo legal inserido em uma compilação, poderia ter de pedir licença ao compilador.

A posição da União Européia não só permaneceu isolada mas sofreu duras críticas. A reação geral nos Estados Unidos, por exemplo, foi de que a adoção do direito “sui generis” tem um impacto devastador sobre o domínio público. Isto não bastasse, outras razões foram levantadas contra tal modificação legislativa: o aumento generalizado de custos para obtenção de informações, a concentração de conhecimento em torno do capital, danos à capacidade de pesquisa científica, dentro outros.

Felizmente, o legislador pátrio foi sábio o bastante para refutar o modelo Europeu. Nossa lei de direitos autorais de 1998 mencionou expressamente que a proteção aos bancos de dados “não abarca os dados ou materiais em si mesmos”. Por isto, não decorre da inclusão em uma base de dados o surgimento de nenhum direito de propriedade extravagante. Se os dados são livres antes da inclusão, assim continuam depois.

Entretanto, a idéia da criação de um direito “sui generis” no Brasil, como o da União Européia, de tempos em tempos teima em ressuscitar. Vez ou outra o poder judiciário depara-se com a questão. Nestes momentos, o que está em jogo é o patrimônio de informações comuns e livres, em oposição a um futuro em que toda informação tem dono. Se o ar tivesse dono, a vida humana seria uma penúria. Se toda a informação tivesse dono, também.

autor: Ronaldo Lemos, Mestre em direito pela Universidade de Harvard, coordenador de Direito e Tecnologia da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, organizador do livro “Conflitos sobre Nomes de Domínio e outras Questões Jurídicas da Internet”.

fonte: http://www.cbeji.com.br – alias uma ótima dica, o site reúne textos sobre o assunto, muito bom pra quem usa de argumentos banais ou não sabe usá-los baseados nas leis para defender suas idéias sobre o uso ou reprodução de textos na internet. IFDBlog Recomenda

Sim, um contrato escrito é uma segurança para as partes. Faça um bom contrato e mencione os detalhes importantes, de forma clara e precisa. Vale a pena e não é nada tão complicado assim.Contrato de serviços é o acordo escrito entre partes que estabelece obrigações recíprocas a respeito do objeto de execução do serviço a ser, tal e qual foi pactuado. Deve ser estabelecido por escrito, não propriamente para dar valor ao serviço, mas para provar as condições nas quais foi contratado.

A forma verbal de contrato é a mais comum e simplificada que existe. Em hipótese alguma é aconselhável esta modalidade, em face da grande dificuldade existente de provar aquilo que foi acordado e, principalmente, as suas condições.

Ao inverso disso, indico a forma escrita, porque facilita – e muito – às partes quanto à identificação dos compromissos assumidos e também a prova do acordo. No entanto, não basta apenas escrever o contrato. Deve-se ali espelhar exatamente tudo aquilo que as partes combinaram sobre o serviço. A maioria dos contratos escritos é inadequada, porque as partes não relataram, de fato, aquilo que gostariam de pactuar e, principalmente, as condições desse pacto. Para não gerar dúvidas, o contrato deve ser muito bem elaborado, em detalhes. Deve ser claro e preciso.

Contrato é semelhante a uma roupa feita sob encomenda e, por isto, deve ajustar-se perfeitamente. Pense o contrato como a roupa que irá revestir o negócio jurídico (contratação do serviço) a ser praticado, pois sua finalidade básica é espelhar fielmente aquilo que as partes combinaram. Porém, é muito comum encontrar contratos mal redigidos, omissos, imprecisos, falhos. Imprestáveis porque não atendem seu objetivo primeiro, que é refletir a vontade das partes.

Contrato mal redigido, com obrigações vagas, imprecisas e ambíguas, poderá representar futura ação judicial, com prováveis prejuízos para ambas as partes. Não poupe tempo, palavras e atenção ao redigir o contrato. Na redação é aconselhável utilizar linguagem simples, concisa, objetiva e precisa.

Contratos simples, de pouco texto

Atenção: contrato escrito não é sinônimo de várias páginas. Por vezes, o orçamento escrito, quando apropriado, já representa o contrato. Se houver necessidade de debates com relação aos termos do contrato, principalmente quanto ao significado de determinadas cláusulas, sua interpretação ocorre contra aquele que o elaborou. Isto, porque quem o redigiu deveria expor claramente aquilo que pretendia contratar e, em especial, em quais condições.

A partir daí, a sua assessoria deverá redigi-las de maneira que estas reflitam integralmente as condições da negociação. Não apenas isso. Muitas pessoas nas empresas poderão manipular o contrato, como o financeiro, para liberar pagamentos, o gestor, que administra os aspectos técnicos e o contador.

Assim, todos agradecerão a criação de cláusulas objetivas, que contenham e esgotem todo o seu respectivo assunto. Imagine o financeiro tendo de ler todo o contrato se a ele interessa basicamente as datas de liberação dos pagamentos. Já se diz que tempo é dinheiro. Portanto, não economize esforços para redigir seu contrato e mãos à obra.

autor Alexandre Motta.
fonte: http://webinsider.uol.com.br


para complementar a este tópico:
- Modelos de Contrato / Orçamento

Existem umas bombásticas frases de efeito que os publicitários adoram falar. Uma delas é:- Com essa propaganda é possível atingir os formadores de opinião.

E dizem isso com toda a propriedade do mundo como se isso fosse a solução para todos os problemas de comunicação de uma empresa. Como é possível que um tal de um misterioso indivíduo por si só seja um construtor de opiniões alheias? Como é possível que um anúncio seja criado, pago, veiculado, pago novamente, premiado e comentado para ser lido por apenas um punhado de pessoas que farão com que todos os outros acabem comprando o produto? Não seria mais fácil mandar um e-mail, já que sabemos quem eles são?

Ou, olhando por outro lado, como é que esses abençoados lidam com o bombardeio de anúncios? Afinal, todo publicitário corre atrás justamente dos formadores de opinião, isso provavelmente quer dizer que todos os anúncios existentes caem na cabeça deles.

Agora que vimos que a lógica do formador de opinião está completamente furada, vamos analisar isso mais a fundo.

“Formador de opinião” como termo e como indivíduo existe sim. E eles não são assim tão raros, porém são bastante pulverizados. Explico: cada consumidor individual comum tem alguns grupos de referência na sociedade que fazem parte da vida dele. Família, amigos de escola/faculdade, colegas de trabalho, o pessoal do futebol de domingo, a turma da rua de cima, etc, etc. Cada um desses grupos influencia mais ou menos na compra de um determinado produto.

Para os adolescentes, por exemplo, os maiores grupos de referência são os amigos e colegas de escola, e esses grupos influenciam a compra de vários produtos, tais como roupas, entretenimento, celulares… A família em compensação influencia muito pouco nessas escolhas, mas influencia muito na escolha do ensino (escola, faculdade, cursos de inglês).

Para um jovem adulto, começando na vida, a família volta a ser um grupo de referência forte para os itens da casa, móveis, opções de investimento, bancos, etc. Porém as roupas passam a ser influenciadas por outros grupos, grupos mais formais, como colegas de trabalho, clientes, fornecedores, etc…

Outros grupos de referência podem ser a igreja, o clube, membros de colunas sociais e até celebridades. Esses grupos são muito diversificados e às vezes eles podem existir apenas como sugestão na cabeça do consumidor, como algo ao qual ele gostaria de pertencer, mas só atingirá isso através do consumo do produto que está sendo promovido.

Cada um desses grupos pode ou não ter um ou mais formadores de opinião, que influenciem (e nunca determinam, porque determinação é feita através de imposição ditatorial) o consumo no grupo. Este formador de opinião é um líder natural e pode vir a ser consultado pelo grupo.

Conhecendo um grupo de estudantes numa escola do ensino médio, fica fácil, após meia hora de conversa descobrir quem é o “líder”, ou “formador de opinião” daquele grupo. Porém, é impossível desenvolver um anúncio, ou qualquer outra forma de comunicação empresarial para exatamente aquela pessoa naquela turma de estudantes do ensino médio.

Em geral, o que os profissionais que estão no mercado entendem por formador de opinião são colunistas de revistas influentes e artistas de TV. É até fácil fazer com que um ator global elogie o seu produto, ou que algum jornalista escreve uma resenha favorável na revista em que ele trabalha.

Isso tudo porém, nunca sai de graça.

Então, atingir os formadores de opinião é um mito. Eles acabam sendo atingidos pela veiculação de um anúncio junto com qualquer outro consumidor. No entanto é bom sempre manter em mente que existe esse tipo de pessoa nos grupos de referência, e eles devem ser privilegiados no foco da comunicação.

Como isso influi no planejamento estratégico da comunicação, eu não faço a menor idéia!

autor: Felipe Bertazzoli
fonte: http://www.grito.com.br




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