As cores da liderança
quarta-feira | 29. 03. 2006 Categoria: Design Sem Comentários »
Existem hoje toda uma industria montada sobre a cor . O setor de pigmentos, por exemplo, movimenta bilhões de dólares a cada ano e existem empresas e especialistas trabalhando na especificação de cores para os produtos e nas cartelas de tendências cromáticas que orientam a industria da moda, a automobilística e outras cujos produtos tem apelo fashion ou de design.
No caso da embalagem especificamente, são raros os estudos que abordam com seriedade o tema e poucos estudos foram divulgados até agora que nos permitam obter referências mais concretas para tratar deste tema tão importante.
Sabemos que a apresentação de uma cor definida de forma absoluta como ocorre com produtos como Maizena, Sonho de Valsa, Diamante Negro e o chocolate Milka, por exemplo, representa um forte suporte para a identidade do produto e um referencial claro de sua personalidade junto aos consumidores. As pilhas Ray-o-Vac incorporaram “as amarelinhas” como seu slogan por tratar-se de uma identificação precisa do produto.
O Campari também utiliza a cor como seu diferencial de personalidade e seu slogan afirma que “só ele é assim”.
Ter uma cor definida como atributo de personalidade do produto é uma força que impulsiona o produto a obter melhor reconhecimento. O vermelho do suco Del Valle tornou-se uma marca registrada deste produto apontado em pesquisas pelos consumidores como o principal ícone de sua identidade. Este suco conseguiu se “aprimorar” de uma cor como fez a Ferrari, e isto representa um enorme valor.
Como na verdade só existem três cores básicas das quais todas as demais são derivadas, é impossível para cada produto ter sua própria cor. Ela é um atributo não exclusivo e precisa ser compartilhada com os demais.
O vermelho, o Azul e Amarelo podem ser escurecidos até chegar ao preto ou somados como ondas luminosas até chegar ao branco podem ser combinados gerando o verde (amarelo + Azul) o laranja (amarelo+ Vermelho) ou o roxo (azul + vermelho) e suas nuances intermediárias mais claras e mais escuras e é só isso.
A única cor que está fora desse especto é o marrom resultante da combinação do amarelo com o preto.
Portanto, ao contrário do que se imagina, não existem tantas “cores” assim, mas apenas nuances das cores básicas que vão perdendo força de expressão quanto mais se afastam das originais pois vão se diluindo.
No livro Design de Embalagem Curso Avançado, fiz um pequeno estudo agrupando os produtos adquiridos numa única visita ao supermercado conforme suas cores predominantes uma vez que na maioria dos produtos existem combinações de cores que não resultam numa cor definida.
Este pequeno estudo me chamou a atenção para um fato interessante: Os produtos líderes na maioria das categorias tem uma cor claramente definida. E mais, nas categorias de alimentos e bebidas, num universo de 50 sub-categorias, metade dos líderes são “vermelhos”, a outra metade é dividida em: 25% azuis, 15% amarelos e 10% outras cores.
O vermelho, portanto, como cor definida e ou predominante domina metade da liderança da categoria alimentos e bebidas seguido pelo azul. O verde, por exemplo, tem participação inexpressiva entre os produtos lideres desta categoria.
Já nos produtos da categoria higiene e limpeza, a maioria disparada dos líderes são azuis, o mesmo acontecendo com as outras categorias estudadas.
Embora não seja um estudo aprofundado, chegamos a duas importantes constatações:
1 – Os produtos líderes em sua absoluta maioria tem uma cor claramente definida;
2 – Em alimentos e bebidas a cor predominante na liderança das várias sub-categorias é o vermelho com ampla margem sobre os demais, enquanto que em higiene e limpeza o azul reina absoluto na liderança.
São conclusões que podem ajudar nas decisões sobre cores aplicadas às embalagens, mas mais importante que isso, são uma pista para estudos mais aprofundados que podem ser realizados, lançando um pouco mais de luz e racionalidade sobre um tema tão fascinante.
autor: Fábio Mestriner
fonte http://www.designbrasil.org.br
Assessoria de imprensa online: uma nova alternativa
segunda-feira | 27. 03. 2006 Categoria: Marketing Sem Comentários »
Talvez a melhor resposta resida numa outra realidade, a do dia-a-dia transpirado, e pirado, dos profissionais de comunicação, sempre em busca de novas oportunidades, nichos de mercado impensados etc etc etc. Resumindo: esse verdadeiro encontro às escuras pode reunir, de um lado, um website desconhecido à procura de page-views e, do outro, um profissional de imprensa, ou de marketing, sedento por alçar novos vôos. Além disso, o fato de todas as estratégias de comunicação e marketing para Internet nem sempre estarem ao alcance de todos faz com que a assessoria de imprensa online seja uma grande saída para os pequenos e médios da rede.
Por exemplo, se há um site interessante, de bom conteúdo e webdesign agradável, no ostracismo, o assessor online pode dar a ele muito mais do que os 15 minutos de fama apontados pelo mestre da Pop Art Andy Warhol. Um dos expoentes neste cenário é o Fortificações na História e Arquitetura dos 500 anos, lançado em agosto passado e que hoje, após um intenso esforço de assessoria de imprensa, conseguiu com que seu idealizador, o historiador português Carlos Cruz, concedesse entrevistas a rádios e tvs, obtendo também a indicação do projeto por inúmeras colunas em mídia on e offline.
O resultado prático desse trabalho? Oito mil acessos (deve-se destacar que o site partiu do zero absoluto), além do desmembramento do projeto em três CD-roms, cujos patrocinadores deverão sair de órgãos governamentais e da iniciativa privada, e ,ainda, participações em eventos alusivos aos 500 anos do descobrimento. Contudo, nem só de pequenos deverá viver a assessoria de imprensa online, visto que algumas empresas e webprojetos dotados de maior visibilidade parecem já estar atentos aos préstimos de um assessor online. Afinal, uma divulgação gratuita e informativa pode render não apenas fama, mas excelentes negócios.
autor: Paulo Carneiro Jr.
fonte: Intermanagers
Marca não é só logotipo
sábado | 25. 03. 2006 Categoria: Design 2 Comentários »
Muitas empresas que falsificam produtos já sabem dessa falha humana e usam destas pequenas armadilhas para enganar os mais distraídos, principalmente em barracas de camelôs.
Marcas como Creme Dental “Colfate”, Boneca “Babi”, Sandálias “As Baianas” entre outras centenas que estão girando no mercado, estão entre a lei e a falsificação, na intenção de pegar disfarçadamente uma carona numa marca de venda fácil.
Estas produções grosseiras se baseiam no fato de não prestarmos mais atenção numa marca consagrada e muito consumida. Por isso, nos deixamos ingenuamente enganar por truques tão ridículos e detalhes tão pequenos.
Agora o que você diria se fosse enganado da mesma forma com marcas consagradas como Shell, Esso, Petrobrás e Texaco?
Pois é, imagine que você compra combustível há anos no mesmo posto da esquina que é da Shell todo amarelinho com listras vermelhas com os frentistas de macacão amarelo que você já conhece, com o logotipo da companhia e qualidade conhecida e, num belo dia você começa a perceber que o seu carro começa a falhar sem razão e seu mecânico chega à conclusão de que é a gasolina.
Daí, você vai p… da vida ao seu costumeiro posto tomar satisfação e percebe ao chegar e olhar com um pouco mais de atenção que o seu posto não tem marca, não tem nenhum totem com logotipo e você nem sabe há quanto tempo. Percebe, enfim, que você foi enganado “na marca”, antes de ser enganado na “qualidade” do produto.
Muitos postos de combustível estão trocando de bandeira (marca) disfarçadamente e só tem o trabalho de tirar o logotipo. Não trocam as cores, não colocam novo nome, não mudam os uniformes, esperando que você não perceba e continue cliente. E essa enganação que parece ser tão ingênua para quem não entende de propaganda, é equivalente a colocar o logotipo Shett, Essa, Netobrás ou Texano, como naquelas embalagens fajutas que os camelôs tentam vender para seus consumidores de passagem.
Para um consumidor, que entra pela primeira vez num posto, a observação da marca é normal, já que se experimenta (por necessidade ou desejo) aquele ponto-de-venda para talvez depois ficar fiel ou não. No caso dos consumidores já fiéis, o problema é a perda da percepção, que pode levar tempo para que enxerguemos a falta da marca. E a marca dos combustíveis não fica em nenhum lugar a não ser no PDV e na bomba. Depois que o produto é enfiado diretamente no seu tanque, fica difícil conferir.
Este tipo de artimanha pode nem estar prevista nas leis do Procon, mas é uma manobra com interesse claro de induzir o consumidor ao erro.
Deveria haver uma regulamentação onde cada ponto-de-venda de combustível fosse obrigado a apresentar sua marca, seja ela qual for. O consumidor que na correria do dia a dia não tem muito tempo para analisar a qualidade do produto colocado no tanque do seu automóvel, tem o direito de pelo menos saber onde está entrando e comprando.
Assim como há uma obrigatoriedade de se colocar o preço em letras garrafais para ser visto à distância de pelo menos 100 metros em percurso, deveria haver alguma norma para que o posto fosse obrigado a apresentar o quê vende.
E as companhias responsáveis pelas suas respeitáveis marcas deveriam ter mais cuidado de proteger os consumidores desses pontos-de-venda “vendidos” retirando todos os indícios visuais que remetam às suas marcas, cores e formas. Seria uma forma de proteger o valor de suas próprias marcas, que não se limitam apenas a um logotipo.
autora: Regina Blessa
fonte: http://www.popaibrasil.com.br
Discutindo a relação entre mulheres e marcas
quinta-feira | 23. 03. 2006 Categoria: Design Sem Comentários »
Esta realidade coloca os profissionais de marketing diante de uma questão: como atingir esta mulher e captar sua atenção? O que fazer para se tornar a opção número 1 de alguém que exerce tanta influência nas famílias e nas empresas?
O primeiro passo é entender de que forma pensam essas consumidoras. Em seu livro “Como as mulheres compram”, Martha Barletta resume as diferenças principais entre o modo de pensar de homens e mulheres em quatro pontos:
1 – Mulheres valorizam mais as pessoas e o time, enquanto os homens procuram destacar-se individualmente.
2 – Mulheres conseguem pensar em várias coisas ao mesmo tempo e são integradoras, enquanto os homens são mais focados e pensam em uma coisa de cada vez.
3 – Mulheres sintetizam melhor, juntando as diferentes partes do quebra cabeças, enquanto os homens analisam as partes separadamente.
4 – Mulheres querem conhecer a história toda, enquanto os homens preferem ficar com as manchetes e depois pedir mais detalhes do que for necessário.
O passo seguinte é usar este conhecimento para criar campanhas que demonstrem à consumidora que a marca reconhece suas peculiaridades e se preocupa em atender aos seus anseios sem truques. Certamente não existe receita de bolo, mas para quem quer ajuda, aí vão cinco palavras chaves no processo de conquista da mulher de hoje:
1 – Respeito. A mulher é bem informada. Ela pesquisa antes de comprar, lê bulas, rótulos… Por isso, abandone o tom paternalista; nunca compare o universo dela com o universo masculino; respeite (e reconheça) sua inteligência, se quiser que ela estabeleça uma boa relação com sua marca.
2 – Individualidade. As mulheres exercem diversos papéis: empresária, mãe, sedutora, ativista… Saiba com quem está falando e reconheça sua multiplicidade, ela se vê assim; não tente estereotipá-la. Não a coloque como a dona de casa perfeita ou a mulher masculinizada pelo trabalho. Mostre como ela pode ganhar tempo e prazer ao se relacionar com sua marca.
3 – Alívio (de estresse). A mulher é ainda a principal responsável pelo lar e já marca presença significativa nos postos de trabalho. A dica aqui é abandonar o conceito de culpa: a mulher, como o homem, se sente frustrada. Use sua marca para ajudar a mulher a equilibrar sua vida.
4 – Conexão. As mulheres estabelecem, com mais rapidez, relações emocionais com as marcas. Por isso, ofereça um sentimento. Ligue sua marca com o coração da mulher. Diga o que sua marca fará pela vida dela, pela sua família, pelo meio ambiente e pela comunidade.
5 – Relacionamento. Mulheres gostam de discutir a relação. Lembre-se que relacionamento é uma via de mão dupla. Demonstre que sua marca é confiável. Ninguém gosta de construir relações com base em desconfianças. Seja relevante. A mulher não tem tempo para perder.
autora: Patrícia Marinho
fonte: http://www.adonline.com.br
Sou publicitário. O que eu faço?
terça-feira | 21. 03. 2006 Categoria: Publicidade e Propaganda Sem Comentários »
Com o crescimento do consumo, da oferta de produtos, da população nas cidades, a diminuição do poder da igreja nas decisões das pessoas, a diminuição do tempo de convívio entre os familiares, houve uma importante mudança na forma como expressamos nossa cultura. Os produtos passam a ser uma forma importante de reprodução cultural. Eles carregam significados e códigos que são aprendidos e decifrados socialmente. Os produtos passam a ser capazes de criar estilos de vida, classificar as pessoas, eles se tornam formas importantes de comunicação social.
Não que os produtos anteriormente também não possuíssem significados. Uma coroa sempre mostrou quem era o rei. Um anel de ouro há muito tempo distingue as pessoas de posse das sem tanta sorte. A batina mostra para nós há séculos a profissão de um padre. Entretanto, na sociedade de consumo contemporânea os significados dos produtos ganharam maior complexidade. Vamos dar como exemplo um casaco de pele. O que ele diz sobre a pessoa que faz seu uso? Essa pessoa é provavelmente financeiramente rica, e se importa com sua aparência, com a moda. Esse mesmo casaco mostra que essa pessoa não tem responsabilidade ecológica, e ela provavelmente deve estar indo para uma festa ou evento especial. Um mesmo produto tem vários significados, e são usados pelas pessoas para dizer algo sobre elas, mesmo que inconscientemente. Sem os produtos nossa sociedade perderia grande parte da sua cultura, de como classificamos o mundo e damos significados a ele.
Portanto, a importância dos produtos vai muito além de suas características físicas. Quando compramos um carro, queremos não só facilitar nossa locomoção, mas também se comunicar com os outros. A importância da propaganda é que ela cria sentido para os produtos. Através de anúncios, filmes, banners, estamos dando sentido aos produtos em lançamento, ou mudando os sentido daqueles que já existem, estamos ensinando à população quais são os códigos que os produtos possuem, e como fazer uso deles. Temos que entender que a propaganda não apenas informa o preço do produto e onde podemos comprá-lo. Estamos sim criando sentido para eles.
Entretanto, vale a pena lembrar que nosso hábito de consumo de meios de comunicação está mudando. Só para citar um novo número disponibilizado pela Futura, 35% da população da Grande Vitória tem acesso à Internet. Esses mesmos internautas ficam em média 2 horas e 7 min plugados na rede por dia. Bom, se estamos mudando os meios de comunicação que usamos, a forma como construímos os significados dos produtos também está mudando.
Publicitários, já passou a hora de apreendermos a construir significados pela web.
autor: Rafael Andaku
fonte: http://www.e-brand.com.br





