A segunda opção, o marketing NO esporte, pode ser entendido como marcas que utilizam o esporte e sua infinidade de opções como meio para chegar em seus consumidores. Assim como as empresas, em seu plano de marketing, anunciam na TV, no rádio, em revistas e outdoors, elas podem se associar a um clube, atleta ou evento para divulgar sua marca. Para quem vive as emoções do esporte, que comemora um tÃtulo de Copa do Mundo, assiste seu time vencer no último minuto com o estádio lotado ou a um tenista brasileiro ser campeão de Roland Garros e agradecer a sua mãe e a sua avó em frente a câmeras de TV do mundo inteiro, pode imaginar o quanto vale uma marca estar atrelada a estes momentos.
De fato, associar-se ao esporte pode ser considerado um dos melhores caminhos para falar à mente e à alma de milhões de pessoas. Para entender um pouco da teoria acima, vamos a alguns números:
- O futebol movimenta no mundo cerca de US$ 250 bilhões de dólares e no Brasil cerca de US$ 10 bilhões de dólares
- As mais de 10 empresas que estiveram presentes como patrocinadores oficiais da Copa do Mundo de 2002, pagaram cerca de US$ 28 milhões de dólares cada.
- A Siemens atribui grande parte do crescimento de 27% de suas vendas no Brasil, somente ao fato o atleta Ronaldo usar a camisa do time que a empresa patrocina.
- O mesmo Ronaldo, fatura cerca de R$ 30 milhões por ano em salários (como jogador de futebol) e cerca de R$ 65 milhões em publicidade, ou seja, mais que o dobro. Isto porque Ronaldo, em pesquisa realizada por empresas que cuidam de sua imagem, identificaram que ele é percebido como um atleta excepcional, pessoa humilde e um pai dedicado. Ou seja, um forte apelo junto a consumidores de diversas marcas.
Assim, o marketing esportivo, ou a utilização do esporte como plataforma de negócios, de maneira simplificada, podem ser usados da seguinte forma:
Clubes e Atletas – devem ter suas gestões e carreiras administrados por profissionais especializados em negócios e marketing esportivo, e não por torcedores fanáticos ou familiares, pessoas extremamente despreparadas para exercerem essas funções. A partir do momento em que os clubes brasileiros tiverem seus departamentos profissionalizados, a chance de não sobreviverem apenas das vendas de suas maiores revelações é muito grande. Existem inúmeras outras fontes de receitas exploradas pelo marketing esportivo.
O esporte está inserido na macro-indústria do entretenimento, portanto os clubes devem começar a tratar seus torcedores como consumidores e clientes, oferecendo um espetáculo (que são os jogos de futebol) com melhores condições de conforto, segurança e acesso, podendo assim gerar maior receita nos dias de jogos. Um produto melhor também quer dizer um preço maior. Os contratos de patrocÃnio também devem ser revistos e os clubes poderiam ter diferentes patrocinadores para cada competição que disputam, pois a exposição na mÃdia é muito diferente. Ou até mesmo barganhar mais pela disputa de campeonatos mais importantes, onde as marcas dos patrocinadores na camisa poderão ser vistas no mundo inteiro.
Empresas – apesar de já enxergarem muito bem as oportunidades do mercado, esbarram ainda na falta de profissionalismo dos dirigentes. As empresas podem usar o esporte muito mais que simplesmente a exposição na mÃdia. Elas podem utilizar o esporte para fazer relacionamento e networking com seus clientes em camarotes VIP’s de eventos esportivos, lançamento de produtos, integração de funcionários e relacionamento com vendedores, aumentar seu share of mind, ter sua marca relacionada à saúde e se envolver com seus consumidores em momentos emocionantes e de entretenimento, onde estão mais abertos a mensagens publicitárias. Mas o mais importante é que o planejamento de investimento no esporte esteja integrado à s demais ações de marketing das empresas.
Concluindo, o marketing esportivo ainda é um mercado que está engatinhando no Brasil, porém crescendo de uma forma bastante rápida. O constante surgimento de novas empresas no ramo é a maior prova disso. A tendência é que as empresas, que normalmente possuem suas agências de propaganda, de marketing direto e de eventos, em alguns anos tenham suas agências de marketing esportivo para atendê-las somente em negócios desta área.
autor: Gustavo Resende
fonte: http://www.logotipoonline.com.br

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