Usuários não existem!
dezembro 26, 2005 Categoria: Marketing 1 Comentário »
Em suas pesquisas sobre os consumidores deste tipo de serviço você descobriu que o público-alvo, os futuros usuários deste website, é o seguinte: mulher, profissional bem sucedida, idade dentre 25 e 54 anos, renda na faixa de R$ 5.000 mensais e com dois filhos.
Todas estas informações caracterizam o usuário para o website que você está desenvolvendo e são muito valiosas, não há dúvida alguma quanto a isto. Agora então, depois de ter coletado e analisado todos estes dados, você já está pronto para iniciar a criação do website, certo? ERRADO!
Você ainda tem um grande problema a resolver: Usuários não existem!
Usuários são na verdade figuras míticas que existem apenas nas estatísticas e das planilhas de Excel. Usuários não existem no mundo real. Usuários não possuem sentimentos, não pensam, não tomam decisões e também não cometem erros.
Seguindo com o exemplo da agência de viagens, podem existir duas mulheres completamente diferentes e que ainda assim se encaixem no perfil que você acabou de traçar em sua pesquisa, mas o modo de comprar, de pesquisar na internet é completamente diferente para elas. Uma é extrovertida, vai atrás do que quer sem hesitar. Ela adora desafios e toma decisões rápidas. Já a outra é extremamente introvertida, quieta e não gosta de ser apressada no seu processo de escolha, pois adora pesquisar muito antes de tomar qualquer decisão.
Você já deve ter percebido que não vai poder se basear apenas em usuários na hora de projetar um website. Como então criar um website que satisfaça tantas pessoas diferentes, com necessidades diferentes e diferentes processos de escolha e compra pela internet, apesar de estarem dentro de um mesmo perfil de usuários?
Persona-based design. Este termo, que pode ser traduzido como “design baseado em personagens”, descreve uma forma de abordagem para a elaboração de interfaces que pode preencher a lacuna existente na simples análise de usuários. Ela se sustenta na criação de personagens baseados em dados etnográficos coletados durante a pesquisa do público-alvo para o qual você irá criar uma interface.
Os dados etnográficos compreendem aspectos de comportamento que focam sua análise no que os usuários fazem, no que os frustra ou lhes dá satisfação. Um personagem é um arquétipo de usuário que pode ajudar você na tomada de decisões sobre ferramentas, navegação, usabilidade, interações em geral e até mesmo em aspectos estéticos.
Ao criar um design para estes personagens, você estará na verdade satisfazendo as necessidades de um grupo de pessoas muito maior representado por este arquétipo.
Existem diferentes maneiras de se conduzir um design baseado em personagens e várias delas já vêm sendo utilizadas por agências de design. Uma técnica que você pode usar é a aplicação dos dados coletados (padrões de comportamentos, necessidades, anseios e modo de agir) na criação de quatro ou cinco personagens com objetivos, tarefas a serem realizadas e habilidades diferentes. Para isto você deve identificar os padrões de comportamento disponíveis nos dados coletados.
Com estas características únicas de cada personagem, elabore pequenas histórias em formato narrativo sobre cada uma delas com detalhes que possam ser importantes para o design do sistema. Isto irá ajudar a criar uma ligação emocional entre você e os personagens.
Esta ligação afetiva entre o designer e os personagens é importante por vários motivos. Quando você trabalha para “pessoas reais” com uma história, com necessidades, modo de agir real, você se livra das discussões superficiais e também corre menos o risco de acabar criando uma interface que agrade a você, mas que não será a ideal para quem realmente irá usar o website.
Este tipo de abordagem é ainda mais eficaz quando se tem um time de designers trabalhando em um mesmo projeto, pois quando todos os membros do time passam a trabalhar de maneira mais unificada, sabendo para quem estão desenvolvendo a interface (guiados pela perspectiva do personagem em foco), uma série de batalhas que ocorrem durante o processo de criação são eliminadas. Isto sem dúvida economiza tempo e dinheiro necessários nesta fase do projeto.
O design baseado em personagens também tem se mostrado realmente interessante e eficaz nos processos de redesign. Como existem dados anteriores, você pode comprovar as melhoras em todos os aspectos, como o aumento do tráfego, da lealdade dos clientes e da satisfação das pessoas que navegam no website.
Quando você estiver criando um website lembre-se que usuários não existem, pessoas sim!
fonte: webinsider
autor: marcos nahr
Sindicato dos Designers Estressados
dezembro 25, 2005 Categoria: Design 3 Comentários»
Organização é outro ponto importante que uma empresa deve ter. Quantos designers não passaram pela constrangedora situação de receber todo um material de “pára-quedas”? Uma equipe de planejamento e marketing é tão importante para uma empresa como os seus próprios clientes. Há menos chances de re-trabalhos e atrasos.
Comunicação dentro de uma empresa não é apenas aquela que se refere ao próprio trabalho. Pode ser também aquele papo descontraído entre colegas. Muito castigada por algumas empresas, essa forma de comunicação é um meio de aproximar mais uma equipe e aumentar mais a produtividade. Sempre cairemos no ponto do bom senso. Cada profissional sabe de suas responsabilidades e do tempo que tem para cumpri-las. Quando o líder inspira respeito e admiração isso não é difícil de ser conseguido. A liberdade é dada a partir do conceito de que assim como se acredita que o profissional é competente suficiente para exercer sua função, também é competente para saber gerenciar suas próprias responsabilidades. O último princípio, mas não menos importante, é o Elogio . Sempre sincero, um simples parabéns já faz com que o trabalhador se sinta importante. Um trabalho reconhecido é um sinal de respeito muito motivador.
A questão mais delicada de todas é, com certeza, quando nela está envolvido dinheiro. Já é de conhecimento geral que é muito comum nessa área fazer horas-extras. Sempre surgem trabalhos urgentes por mais que nos adiantemos. Mais o pior de tudo é como essa remuneração é muitas vezes mal feita. Empresas que se preocupam mais com o caixa do que com os funcionários só tem a perder. Todo o esforço tido e não recompensado irá desmotiva-lo até que seus trabalhos terão a qualidade reduzida.
Nada de salários milionários e férias no exterior. O que os designers querem não são regalias, são obrigações que toda empresa deveria cumprir. Alias, acho que todos os trabalhadores deveriam ter esses mesmos direitos. Todos ganham. Sem exceção.
autora: Carolina Antunes
fonte: http://www.flashmasters.com.br
Marketing de Cinema: a promoção de filmes na era digital
dezembro 22, 2005 Categoria: Marketing Sem Comentários »
RESUMO
Para tornar competitivos os cinemas emergentes e garantir a rentabilidade dos investimentos dos seus produtores é imprescindível aumentar o número de espectadores no mercado doméstico e abrir novos mercados no cenário internacional. Deste modo, o marketing de cinema se desenvolve com a finalidade de maximizar o público de um determinado filme e, conseqüentemente, gerar o maior lucro possível para seus realizadores e/ou produtores fomentando, então, a criação e produção de novos filmes. Esta permutação cíclica atende ao princípio de perenidade que todas as empresas do ramo audiovisual almejam. A publicidade e o design, entre outras ferramentas, auxiliam ao marketing de cinema na sua tarefa de efetivar esse princípio.
Assim sendo, indagamos nesta tese o fundamento dinâmico dos Sites de cinema no ciberespaço, na dualidade que os define, isto é, como meio de expressão e como meio de comunicação interativa, levando em conta as relações intertextuais que mantêm com os filmes que anunciam. Em publicidade, o ato de anunciar está, ainda, fundamentado nos preceitos behavioristas. É atribuído ao anúncio, um suposto poder coercivo. Neste trabalho pretendemos evidenciar as deficiências de tal abordagem e sustentaremos a tese de que a significação e, por conseguinte, a eficácia dos Sites de cinema está mais relacionada aos aspectos socio-interacionais que a simples equação estímulo–resposta.
Tomamos por objeto de estudo o Site de Cinema na sua relação com o filme que promove. Deste modo, a pesquisa proposta, ao analisar Sites promocionais de alguns filmes visa: (1) Contribuir para o desenvolvimento de uma teoria que fundamente os procedimentos de concepção da referida peça promocional, através da sua relação intertextual com os seus pré-textos e para-textos; (2) discutir aspectos do design de interfaces interativas em propaganda; e, (3) contribuir para a compreensão dos efeitos e as mudanças que a introdução de novas tecnologias comunicacionais ocasionam no sistema de marketing de cinema; (4) Contribuir para o desenvolvimento de processos metodológicos em face da análise de Sites de Cinema enquanto meios de comunicação multimodal.
Tese disponível para download em PDF no site: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000361904
autor: Haenz Gutierrez Quintana
fonte: http://www.designbrasil.org.br
Roteiro básico de design gráfico
dezembro 21, 2005 Categoria: Design Sem Comentários »
O ponto de partida para um projeto gráfico é ter a concepção da mensagem que queremos emitir. Tal visão deve ir ao encontro do objetivo da comunicação, ou seja, a mensagem deve estar totalmente clara em nossa mente, pois só assim poderemos seguir os passos na ordem correta.
O primeiro passo é criar o texto comunicativo, o qual deve ser adequado ao objetivo da comunicação. Convém utilizar palavras de um mesmo campo semântico, isto é, que tenham ligação próxima com o tema da peça. Há várias técnicas de redação, por isso, é importante ler muito sobre diversos assuntos, além de realizar uma leitura específica de auxílio, como a obra Redação publicitária – a prática na prática, de Zeca Martins. Não se pode esquecer, é claro, da tipografia, pois não basta ter um ótimo texto, a fonte usada deve ser coerente com a mensagem.
O segundo passo refere-se à cor a ser usada. Refletir sobre o objetivo da comunicação pode deixar as coisas mais fáceis aqui. Por exemplo: se o objetivo for comunicar a chegada de algum novo produto no mercado, relacionado à tecnologia, uma opção certamente seria um tom de azul; caso se trate de um anúncio de pizzaria, a cor vermelha seria indispensável.
Pense na cor como sendo um elemento de grande importância e, por isso, deve ser coerente com o objetivo do job. Há diversos estudos sobre cores. Essas pesquisas vão desde como a luz influencia na composição da cor, quando em contato com pigmentos, o que nos remete à física; passando pelo significado das cores – como as pessoas reagem quando expostas a determinadas tonalidades, o que nos é mostrado pela psicologia – e ainda se ramificam em uma infinidade de estudos.
É importante que o designer conheça muito bem as cores. Para um aprofundamento maior sobre o tema, consulte o livro de Israel Pedrosa, Da cor à cor inexistente.
O terceiro passo é: tendo o texto comunicativo e a cor (ou cores) adequadas, o designer deve pensar em símbolos para representar, com precisão, a mensagem. Cada símbolo inserido na peça deve ser cuidadosamente analisado, assim como também as palavras que compõem toda a parte textual da peça. É aconselhado evitar elementos simbólicos que levem o receptor da mensagem a uma interpretação ambígua, pois isso criaria um ruído grave, um desvio do objetivo da comunicação. Conhecer semiologia é outra ferramenta indispensável para o designer. Um ótimo livro que trata do assunto é Sinais e símbolos – desenho, projeto e significado, de Adrian Frutiger.
Para finalizar o trabalho com arte em grande estilo, deixo uma importante dica: se possível, espere alguns dias para publicar a peça, pois, com ela já mentalizada pode-se melhorá-la muito, tanto o texto quanto a arte em geral. É possível que algo visualizado nos remeta à idéia referencial da peça, ou ainda em sonho. O importante é ficarmos atentos e não deixarmos passar nada que possa ser acrescentado ao trabalho. Tenha em mente, principalmente, o objetivo da comunicação. Assim, certamente você perceberá novos símbolos no seu dia-a-dia.
autor: Marcos Roberto Batista
fonte: http://www.designgrafico.art.br
Monte a sua planilha de custos
dezembro 15, 2005 Categoria: Design, Marketing, Publicidade e Propaganda 2 Comentários»
Não me surpreendi com o grande número de pedidos de uma cópia da planilha…
Sabemos que muitos aqui no seu dia-a-dia se vêem às voltas com a dificuldade que é montar uma estimativa/orçamento defensável… Digo defensável porque é este o termo que me ocorre ao lembrar das inúmeras vezes em que temos que sentar frente a frente com um cliente para defender os números e atividades previstas para um determinado projeto/job proposto.
Resolvi então tentar formalizar aqui algumas dicas que podem ajudar e orientar a tarefa de elaborar uma estimativa. A planilha é só o produto final apresentado ao cliente. Antes dela várias etapas precisam ser esclarecidas e cumpridas.
1. O briefing
O primeiro passo é estar de posse de um briefing completo/detalhado, que traga todas as informações sobre o projeto a ser desenvolvido.
Por exemplo, se tivermos um projeto para um hotsite de lançamento de um produto, uma linha de maquiagem… Temos que receber do cliente toda a informação necessária: qual o foco conceitual do lançamento? O que deveremos priorizar na ação: conhecimento do produto? Compra/venda? Teremos mídia online? Se sim, qual será o objetivo para esta? Gerar cadastros? Gerar tráfego? Branding?
Existirá uma promoção? Concurso cultural? Existe uma base de dados utilizável? De que verba podemos dispor? Temos limitações de uso de tecnologia? Vamos usar som? Locução? Vídeo? Haverá produção de fotos e conteúdo ou receberemos o material do cliente?
Hoje tenho desenvolvido com meus clientes um modelo de briefing “ideal”, que também foi criado a oito mãos, fruto das idas e vindas e refações decorrentes de briefings que nunca traduziam plenamente a demanda necessária.
Fazer um bom briefing é uma tarefa delicada… caberá a este assunto um próximo texto que, com certeza, escreverei.
Mas, enfim, o que eu quis dizer é que só de posse de um briefing completo (e na maioria das vezes é preciso correr atrás do esmiuçamento de pontos indefinidos do briefing para poder completa-lo) é que podemos começar a vislumbrar o valor de um projeto em horas de trabalho.
2. Reunião de criação e planejamento
O ideal, principalmente em produtoras/agências mais estruturadas é que antes de colocar no papel um valor estimado para o projeto, façamos uma reunião de equipe para levantar as possibilidades criativas e de produção. Criação, Planejamento, Gerência de produção, Atendimento e Mídia online (se houver uma demanda de mídia incluída) avaliam o briefing e fazem suas sugestões de ações.
No caso do hotsite acima utilizado como exemplo, poderíamos pensar que haveria uma ferramenta interativa onde o usuário pudesse “maquiar” uma modelo virtual e brincar com as cores da coleção lançada… poderia haver um concurso cultural que premiasse a melhor frase… poderíamos ter um e-mail MKT inicial e formatos diferenciados de mídia etc.
3. Elaboração de uma proposta criativa e de produção – Fluxo de informação
Após uma criação coletiva e levantamento de idéias, o planejamento e produção passam a trabalhar na apresentação da proposta destas idéias (em geral em forma de um fluxo de informação estruturado muitas vezes já em um wireframe).
Nesta etapa devemos colocar no plano as melhores e mais viáveis idéias para serem apresentadas como opções ao cliente.
Sabendo o que poderá ser produzido, orçar!
Só então partimos para o orçamento propriamente dito. Colocar no papel todos os serviços e etapas necessárias para as opções de produção do job planejadas.
Tenho usado uma seqüência lógica para avaliar as etapas de cada job:
a. Planejamento
i. Quantas horas dedicadas à elaboração do plano pelo profissional de planejamento? Neste item podemos ter um profissional júnior, pleno ou sênior e os valores das horas de cada um serão diferentes.
ii. O plano aqui é muito mais conceitual e estratégico.
b. Arquitetura da Informação
1. Quantas horas dedicadas pelo profissional de AI?
a. Design Information
i. Wireframe: desenvolvimento da estrutura do site;
ii. Usabilidade: estudo do modo de utilização do site pelo usuário
c. Criação
i. Neste item temos ainda subdivisões e para cada função e qualificação profissional estabelece-se um valor de hora/homem.
1. Projeto Gráfico
a. Design de interface
b. Direção de arte
c. Ilustração
d. Animações/efeitos
e. Tratamento de imagens
2. Redação
a. Criação de Redação: desenvolvimento de textos;
b. Copy Desk de Texto: adaptação de textos para o publico alvo.
d. Implementação e Tecnologia
i. Aqui também várias qualificações e especializações profissionais determinam os valores de cada função.
1. Gerência de TI (Tecnologia)
a. Especificação da melhor tecnologia a ser utilizada: Linguagem de Programação, Banco de Dados; etc.
2. Modelagem de Banco de Dados
a. Preparação do Banco de Dados para receber as informações
3. Programação Java, .NET, html, Flash:
a. Quantas horas de cada programação?
4. Montagem:
a. Ajusta o encaixe das informações de todas as linguagens de programação utilizadas no projeto.
5. Ajustes da Implementação: verifica e faz os devidos ajustes de programação;
e. Qualidade
i. Testes/Revisão: verifica se o trabalho desenvolvido esta de acordo com o briefing fornecido pelo cliente e o funcionamento do projeto desenvolvido;
1. Checking de navegação, links, textos, layouts.
f. Gerência de Projetos
i. Produção e conteúdo: verifica a recepção de material pelo cliente, acompanha a produção do projeto quanto à linha de comunicação e seu funcionamento e distribuição de horas gastas.
1. Para este item em geral atribuo um percentual do projeto.
No final, multiplica-se tudo pelos valores que atribuímos a cada tarefa, soma-se tudo e obtemos o total do job.
E muitas vezes depois disso tudo ainda temos as rodadas de negociações, pois os clientes sempre, invariavelmente, ainda mais os “nacionais” acham caro e gostam de pechinchar.
Enfim…
Cada atendimento ou profissional responsável por orçamentos vai compondo seu jeito próprio de estimar e orçar.
A questão mais delicada aqui é o valor da hora/homem que definimos, o que com que o mercado seja tão dissonante em termos de valores.
fonte: webinsider
autora: Ana Clara Cenamo
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Matéria Complementar:
A arte de orçar e negociar. E uma planilha que ajuda bastante
Quanto cobrar pelo seu trabalho
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Dica de Leitura: (clique na imagem para mais detalhes)





