Em alguns (poucos) anos de estrada, já ouvi algumas vezes da boca de clientes que a agência que atende a conta da XPTO “Não é lá essas coisas, mas…â€. Ou em outros casos pude perceber nos olhos do prospect a vontade de dar uma chance para uma outra empresa, mas que sempre é brecada por “gente de cima, você entende?â€.O que faz com que uma empresa tenha medo de trocar de agência?

Bom, para começar: é medo mesmo? Preguiça, quem sabe? Medo por causa do processo em que o trabalho da pessoa de marketing no Brasil ainda é muito atrelado ao processo de publicidade e propaganda, a não ser em empresas maiores e mais bem estruturadas. Preguiça porque enche um pouco mexer no status quo. “Está tudo bem, está (quase) tudo bom, por que mudar? E se quiser mudar e der errado? Eu vou ser o culpado! Melhor ficar assim mesmoâ€.

Todos sabemos que mudar de agência é, de fato, um pouco incômodo. Por mais moderna, competente e criativa que a nova agência venha a ser, ela demora um período para entender o tipo de comunicação que agrada os clientes da conta, as nuances internas do cliente, enfim, o trâmite do dia-a-dia.

Porém, é necessário mudar, pois existe uma silenciosa revolução acontecendo.

Em países mais avançados, tecnologicamente falando, existem dispositivos, programas que você compra, instala na televisão para deixar de assistir aos comerciais e assistir só aos programas que você deseja. Em e-mails e Internet, o consumidor pode retirar os pop-ups, coisa que outrora, não tão distante, serviam como outro modo de se comunicar com internautas e oferecer os produtos e serviços dos nossos clientes.

Tem que mudar. Ou seria cobrar mais da sua agência? Ou seria confiar nela e deixá-la trabalhar? Bom, um outro assunto para outro dia…

Mas na contramão disso tudo, nunca se ouviu tanto a frase: “Eu mereço!â€. Eu compro uma bolsa de R$ 10 mil porque “Eu mereço!â€. Me privo de ficar com meus filhos, trabalho fora e, por ser uma menina boazinha, eu me auto-recompenso. Ou o amigo que se deu um carro novo de aniversário porque “Esse ano foi brabo… Eu mereci!â€. Concordam que exemplos como esses são muito comuns? Então adicione isso ao fato de que existem muitas empresas ganhando muito dinheiro. Vejam o fenômeno i-Pod no mundo ou as próprias Havaianas.

Em resumo: as pessoas não querem ver comerciais, mas compram mais hoje do que nunca. O que se tira disso tudo? O mundo parece não querer ser incomodado com comerciais e formatos que seguem os moldes do século passado.

As pessoas querem escolher seus produtos, não ser escolhidos por eles.

Então, faz-se necessário ter uma agência de propaganda com capacidade criativa para desenvolver grandes idéias, para que essas grandes idéias chamem a atenção do seu consumidor, cada vez mais inteligente e exigente. E não só via televisão jornal, outdoor…

Por isso, sugiro que deixem o medo de lado, juntamente com a preguiça. Procurem um parceiro de comunicação que pense fora do quadrado. Ou abram espaço para o trabalho de sua agência. Caso contrário, peçam para o maquinista do trem parar, porque esse mundo está muito rápido e você precisa descer.

autor: Marcos Souza
diretor de novos negócios da Exclam Comunicação
fonte: http://www.adonline.com.br

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