(…) pelo fato de que nada é
por natureza um nome, mas somente
quando ele se torna símbolo,
pois nem mesmo quando sons
articulados como o dos animais
significam alguma coisa qualquer
um deles constitui um nome.

Aristóteles

Muitas empresas estão reconhecendo cada vez mais a relevância estratégica da marca em seus negócios. As marcas são um componente fundamental do marketing há mais de cem anos, mas só começaram a ser discutidas seriamente em meados do século XX.A Revista HSM Management (1998) publicou uma reportagem intitulada “O poder da marca”, conferindo a David Ogilvy – o lendário publicitário e um dos fundadores de uma das mais importantes agências de publicidade do mundo, Standard Ogilvy & Mather – o título de pioneiro na discussão da marca como ativo principal das organizações e, portanto, de extremo valor para ser explorada e diferenciada através de uma imagem única e singular. Ogilvy, uma marca no meio publicitário mundial, iniciava em 1951 a era das marcas.

Ainda segundo a reportagem (HSM Management, março-abril, 1998), somente a partir dos anos 80 é que o tema branding começou a ser considerado, interpretado e analisado pelos profissionais, e desenvolvido epistemologicamente por teóricos da área. O que em muito se deve ao grande número de fusões e aquisições de empresas, que propiciariam uma evidência irrefutável da substancialidade das marcas quando do fechamento do valor dos contratos; isto é, as marcas eram a explicação definitiva que justificavam a diferença entre o patrimônio declarado num balanço e os valores bem maiores pago pelos compradores – o que hoje é chamado de brand equity, ou seja, valor patrimonial da marca. A marca era tão valiosa, que chegava a ser no mínimo 5 vezes mais representativa que o valor contábil da própria empresa, retratado pelo dossiê “O poder da marca” (HSM Management, março-abril, 1998). Um aspecto visto como intangível antes, hoje percebido como “bem” tangível, e economicamente considerado uma questão da estratégia empresarial.

Um bom exemplo é esse: segundo a Interbrand estima que a marca Coca-Cola valha 35 bilhões de dólares, muito mais que todas as suas fábricas. Enfim, a marca vale mais que o produto e até a empresa, pois a ela é dado um papel de representar uma identidade comercial e de significação que constrói a imagem da empresa junto ao mercado e à mente dos compradores e stakeholders (interessados na força da marca; por exemplo, os acionistas).
A marca é a mina de ouro do negócio, pois, quando bem construída, oferece diferenciação e valor; é uma entidade com personalidade independente, e está além do produto. Aaker considera a marca um componente estratégico tão fundamental, que para ela ter sucesso é necessário uma eqüidade de marca consistente e diferenciada, concebida através de elementos que vão desde a sua conscientização ao campo das associações exclusivas e singulares.

Então, como conceituar a marca? Parece-nos que a definição é tão vasta quanto a busca de significados para os conceitos de estratégia e marketing. Contudo, o seu conceito é mais condensado, se analisarmos a marca como entidade física e perceptual; isto é, ela possui componentes de produto e de imagem, que podem ser revelados de forma tangível e intangível.

O conceito de marca é um termo utilizado para abarcar um certo número de elementos básicos diferenciados, que coletivamente definem a marca. Ele se divide em componentes de produto – atributos e benefícios do produto -, componentes lingüísticos, componentes perceptuais / benefícios emocionais – conceito, alma, identidade, imagem, espírito, personalidade, posicionamento -, que geram valor patrimonial de marca, funcionalidade e simbolismo, estatura e vitalidade à marca, e acabam por parasitar a mente como memes, replicando e infectando as cabeças dos clientes e consumidores, graças a uma tática fundamental: a comunicação de marketing. Além disso, a marca é signo ou representamen, que designa e faz-se representar, seja por símbolo, por índice ou por ícone, ou por todos ao mesmo tempo. A marca pode ser estruturada da lingüística à ciência cognitiva; pensada sociológica e antropologicamente como um sinal de comunicação entre indivíduos na sociedade. Enfim, é um campo vastíssimo, e procuraremos delimitá-lo de forma cirúrgica e concisa sem nenhuma heresia epistemológica.

De acordo com Martins e Blecher (1997: 15):

Uma marca é um produto ou serviço ao qual foram dados uma identidade, um nome e valor adicional de uma imagem de marca. A imagem é desenvolvida pela propaganda ou em todas as outras comunicações associadas ao produto, incluindo a sua embalagem.

Em seu livro, Grandes marcas, grandes negócios, Martins e Blecher falam que os componentes que formam uma marca são: identidade, nome, design, proteção legal, comunicação, reputação e gerenciamento. Para Kotler, a marca deve ter um nome singular, uma palavra ou idéia principal (conceito), um slogan, cores que a identifiquem e a diferenciem, símbolos e logotipos e um campo de associações, que dêem a marca um valor mitológico e também ideológico. Na mesma linha de Kotler, embarca Randazzo, que nos diz que a marca é constituída, a partir de uma mitologia latente de um produto, que “abarca a totalidade das percepções, crenças, experiências e sentimentos associados com o produto” (Randazzo, 1997: 25); isto é, que o conteúdo psíquico da marca e a sua esfera mítica (mitologia da marca) está diretamente conectado aos aspectos dos símbolos, dos arquétipos, dos mitos, dos sonhos, das fantasias e dos desejos e que funcionam como um espelho psicológico, capaz de moldar o comportamento do consumidor. As marcas são projeções do inconsciente coletivo (segundo o autor que se utiliza da teoria junguiana) e funcionam melhor se já exploraram algo que já está na mente do público e, portanto, facilmente cognoscíveis; o que é habilmente captado pela comunicação que para posicionar a marca na mente das pessoas trabalha de forma bottom-up.

Mito, psique, desejo, linguagem e mente e muitas outras questões estarão sendo conduzidas mais à frente. Portanto, continuando a nossa base de conceitos, vamos a outras linhas do entendimento sobre a marca: o comitê de definições da American Marketing Association (AMA) estabeleceu, em 1960, os conceitos de marca, nome de marca e marca registrada. A definição de marca é mais abrangente:

Marca é um nome, termo, sinal, símbolo ou desenho, ou uma combinação dos mesmos, que pretende identificar os bens e serviços de um vendedor ou grupo de vendedores e diferenciá-los daqueles dos concorrentes.
Nome da marca é aquela parte da marca que pode ser pronunciada, ou pronunciável.
Marca registrada é uma marca ou parte de uma marca à qual é dada proteção legal, porque é capaz de apropriação exclusiva. (AMA apud Pinho, 1996: 14)

Al Ries e Laura Ries, em As 22 consagradas leis de marcas, são categóricos quanto ao aspecto da marca, no que tange à relação mente, percepção e singularidade:

A essência do processo de marketing é construir uma marca na mente dos consumidores (…) um bem sucedido programa de branding se baseia no conceito da singularidade. Ele cria na mente do cliente em potencial a percepção de que não há outro produto no mercado como o seu. ( Ries; Ries, 2000: 3-4)

As idéias relativas à marca que estão sendo expostas, sincronizam-se através do seguinte eixo epistemológico: identidade / singularidade; mente; desejo; emoção; e imagem. Acessórios como nome, slogan, logotipo, entre outros, fazem parte da constelação da marca; são importantes e devem estar presentes ao eixo, que é a estrutura formadora do conceito e da personalidade da marca.

Na década de 60, o publicitário e pesquisador David Ogilvy descobriu, através de pequisas de mercado, que as marcas eram percebidas com traços de personalidade próprios e que o consumidor dava identidade a elas. Segundo Martins, Ogilvy criou o termo brand personality para descrever essas características emocionais da marca que estão além das características do produto e de seu conceito funcional. Uma marca tem uma identidade tão bem posicionada, que em poucas palavras já a definimos . Contudo, as marcas nem sempre foram reconhecidas como marcas, já foram chamadas de sinetas, selos, siglas e símbolos, há tempos atrás. Entretanto, os aspectos emocionais sempre existiram, e vão continuar presentes.

Assim é o mundo fascinante das marcas , principalmente, o seu valor enquanto o principal ativo de uma empresa, que se deve segundo a escolha de uma boa estratégia e de uma visão de marketing competente.

autor: Fred Tavares
fonte: www.marketing.com.br

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Dica de Leitura: (clique na imagem para mais detalhes)


Gestão Estratégica de Marcas
KEVIN LANE KELLER | MARCOS MACHADO

Conheça esta tabela bem humorada com dicas para cobrar aquele “cliente especial”.

Serviço Valor (R$)
Logo marca, logomarca 6000,00
Logotipozinho, logomarcazinha, marquinha e marquinhazinha (preço também válido para logotipo bem pequenininho, simbolo, desenho pra colocar no cartão e elipse e degrade) 2250,00
Nome do logotipo 5500,00
Impresso 855,00
Folheto de divulgação 255,00
Convitezinho 345,00
Panfleto 452,00
Um folder rapidinho 1250,00
Prospecto 355,00
Jeitinho aqui 150,00
Folhinha / Filipeta 355,00
Folhinha pra tirar xérox mesmo (xérox não inclusas) 456,00
Uma faixa aí 2230,00
Cartaz “que você ja pega pronto no Print artist” 564,00
“Botar um design” no meu site 5300,00
Desenho animado pra colocar no site 50000,00
Uma letra girando, assim ó 250,00
Cartãozinho mixuruca 150,00
Só pra não passar em branco (Folder de aniversário de 50 anos da empresa) 6000,00
Um site (Não interessa a quantidade de paginas, nem o que tem dentro, site é site, ué) 15000,00
Um portal (Sem diferença para o material acima, apenas na nomenclatura) 30000,00
“Igualzinho a esse aqui, só vai colocar o meu timbre ao inves do dele aqui em cima, entendeu? Pra não dar trabalho mesmo…” 1000,00
Sem muitos detalhes 350,00
Quando começar a frase com:
Acrescentar mais (R$)
“Isso aí, você coloca no computador e ele faz” 1250,00
“Eu tenho um sobrinho que faz assim…” 350,00
“Ei, você que mexe com computador…” 500,00
“Ah foi bom te ver aqui, você não é o cara da informáica?” 8000,00
“O chefe do departamento ja escolheu até a letra e a cor, agora ficou fácil” 250,00
“Não, não.. você nao vai ter trabalho nenhum, mesmo. É so colocar no computador mesmo” 350,00
“Na verdade o serviço JÁ ESTÁ PRONTO! É só colocar um pouco de design” 750,00
“É só uma firula mesmo né?” 450,00
“Pra enfeitar o pavão…” 360,00
“Na verdade é porque eu não tenho tempo pra fazer..” 2500,00
“Eu confio em você, vê ai alguma coisa..” (não sabe nem o nome da empresa) 5500,00
“Depois a gente vê uma maneira de te compensar…” 240.000,00
“Vê ai o que você faz pra mim?” 890,00
“Nossa, mas é so um site! Isso tudo?” 5000,00
“POR PÁGINA??????” (cada vez que a pessoa repetir essa frase) 345,00
“Aproveita pra ver o que aconteceu com o antivirus daqui da loja?” 350,00
“Ah.. tá.. mas nisso ja estão incluidas as fotos e as modelos né?” 150,00
“É só esticar aqui, ó” 60,00
“E você usa o computador pra isso?” 75,00
“Coisa simples” 2500,00
“Não você não entendeu é simples mesmo” 3500,00
“É você não entendeu mesmo” 4500,00
“Só uma galeria de fotos. Quantas fotos? Ah umas 100, mas é so colocar ali no canto” 890,00
“Ué, mas é so digitar como ta aqui no jornal.” 980,00
“Escaneia daqui da revista mesmo” 200,00
“Eu quero um site” (Mecãnico free-lancer) 2800,00
“DUZENTOS E CINQUENTA REAIS???” (subir mais R$ 50,00 a cada grito de desespero) 50,00
“Fotolito? Não, não, não vamos contratar fotografo” 35,00
“Ah!! Pode pegar o logo do nosso site, não tem problema nenhum, eu autorizo. É so clicar com o botão direito do mouse em cima e ir em ‘salvar como’…” 890,00
“COMO ASSIM, SEM A IMPRESSÃO???” (afinal o cara ainda vai pagar a impressão!!) 200,00
“E quanto você cobra assim? Pra um site, é. Completo! Sim eu sei, mas mais ou menos? Tira uma média, site completo! Hum.. e outro mais simplezinho?” 450,00
“Ah mas eu achei a mesma coisa por R$ 30,00 cada página. E é serviço de confiança. O que a gente pode fazer pra chegar nisso?” (esses eu tenho vontade de xingar…) 200,00
“Pois é mas eu estou vendo com outras pessoas…” 100,00
“Ta, tudo bem.. e fica pronto quando? Pode me mandar uma previa por email hoje a noite? 5000,00
(numa sexta feiras 17:55) “ok, me entrega na segunda até umas 10h tá bom?” 8000,00
“É que meu prazo já está estourado, sabe como é né?” 4580,00
Serviços extras – depois do trabalho pronto:
“Aumenta essa letra?” 50,00
“Coloca esse amarelo mais vivo?” 90,00
“Troca esse vermelho, por amarelo?” Sob consulta. Em casos como trocar o tom da pele de uma foto fica mais caro.
“Vira o rosto dela no computador, pra ficar de lado, acho q vai ficar melhor” (foto 3×4) 150,00 (e não realiza o serviço, lógico)
“E se a gente mudasse o menu pra cá? To achando isso meio parado…” (site pronto) Valor do site x 5
(Depois de pedir incessantemente pelo estetoscopio na capa do manual médico) “É mesmo, né? Não ficou muito legal….. e agora?” 6000,00
“Puxa mais pra ca.. Isso agora mais pra ca, isso, troca essa cor.. agora inclui essa foto… podia mudar aqui ne? hum… po parace que piorou não estou entendendo…” 8500,00

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Agora falando sério, o IFDBlog tem o post QUANTO COBRAR? com diversas tabelas referenciais de preços das melhores associações de profissionais da área de comunicação do Brasil e do Mundo além de dicas que podem ajudar você a formular o preço do seu trabalho, vale a pena dar um olhada.

Propaganda de varejo não precisa ser trash. Pessoal de criação das agências mostra ao anunciante que é possível trabalhar vendas com qualidade, bom gosto e posicionamento de marca.O pessoal de criação nunca gostou muito de fazer anúncios para varejo. Parece que as técnicas de vendas são incompatíveis com a criatividade. Às vezes, são mesmo. O cliente insiste em ocupar todo e qualquer espaço do anúncio, sufoca o layout e acredita que os clichês mais batidos da publicidade é que levam o consumidor até a loja. No entanto, as coisas parecem estar mudando – tanto do lado dos publicitários quanto dos anunciantes.

A edição de abril da Revista da Criação, suplemento mensal do Meio&Mensagem, traz como destaque uma matéria sobre a relação das agências com as contas de varejo. Elas não representam mais o refugo, o trabalho sujo, muitas vezes comparado àquela profissão amplamente conhecida como a mais antiga do mundo. Hoje, essas contas têm destaque no portfolio – e no faturamento – das agências mais criativas do país.

A economia retraída fez os anunciantes privilegiarem ações que pudessem ter resultados imediatos de vendas, em detrimento de campanhas institucionais. Com isso, as contas de varejo assumiram a ponta no investimento em mídia. Com o aquecimento do mercado, a tendência é que as ações institucionais voltem a ganhar espaço. Porém, talvez nada mais seja como antes. O varejo saiu da clandestinidade e está conquistando um espaço legítimo na atividade publicitária.

A marca do varejo. É evidente que não se pode desprezar contas que estão entre as maiores do País, mesmo que as campanhas passem longe de Cannes. Até os criativos já deixaram de torcer o nariz para briefings “não-premiáveis”. O eixo de importância mudou dentro das agências e a criação não é mais um reduto intocável. Cobra-se dos redatores e diretores de arte uma integração maior com o mercado, com o negócio do cliente, em suma, com os resultados. E quem vai dizer que isso está errado?

Por outro lado, atratividade tem tudo a ver com resultados. Uma peça de varejo não precisa ser óbvia, poluída e cheia de clichês para vender. E como as ações institucionais foram deixadas um pouco de lado, o varejo ficou encarregado também de trabalhar a marca.

Um exemplo prático dessa nova tendência é a campanha do Magazine Luiza, que tem um forte apelo de marca, sem deixar de lado o destaque para produto e preço, característico do varejo. O jingle, cantado por “gente como a gente”, é calculadamente desafinado, autêntico. A letra fala em estar feliz da vida com a casa, os móveis, eletrodomésticos, etc. O filme principal da campanha pode até ser chamado de institucional.

Em paralelo, outros comerciais trabalham a divulgação de preços e produtos. O inusitado é que esses produtos ganham nomes diferentes, relacionados aos benefícios que eles podem proporcionar para deixar a vida das pessoas – adivinha! – mais feliz. O secador de cabelos, por exemplo, é chamado de “elogio portátil”; a máquina de lavar louças, “belas mãos” (você pode conferir o dicionário “Magazinês” no site da loja).

Além da forma diferenciada de oferecer o produto, o Magazine Luiza faz um trabalho da sua marca e neutraliza a importância da marca do produto. Não vem ao caso o fabricante do secador, da geladeira ou do fogão, e sim o que os produtos podem fazer pelo cliente. E esse segundo aspecto – o benefício – fica relacionado à marca Magazine Luiza.

Nem as maiores escapam. Se hoje é o varejo que manda, as marcas precisam correr atrás de um lugar ao sol nas melhores prateleiras. E como a percepção de marca está cada vez mais difusa, o que conta é a decisão do consumidor no ponto de venda. Resultado da economia estabilizada, da paridade tecnológica, da concorrência acirrada, essa inversão da relação de dependência entre varejo e indústria parece tão consolidada que até já se manifesta no conteúdo das mensagens publicitárias de anunciantes de marca.

A campanha da nova maionese sem colesterol da Hellmann’s – uma marca poderosíssima – é ambientada em um supermercado, onde as atitudes normais das pessoas nesses locais são transformadas em atividades esportivas, saudáveis. Uma mulher caminha sobre a esteira do caixa, funcionários fazem exercícios, e por aí vai. A presença da temática supermercado é tão forte que a gente demora pra perceber que é um anúncio de maionese. Mais do que uma sacada publicitária, o foco no ponto de venda procura fazer o consumidor lembrar do produto quando ele estiver no seu supermercado favorito.

Chega de “quer pagar quanto?”. Como toda mudança, depois do trauma vem o aprendizado. A predominância das contas e campanhas de varejo tem colocado as agências em sintonia com a verdadeira realidade do mercado e com o que se espera da publicidade hoje.

Por outro lado, ao tentar resguardar a tão bem conceituada criatividade da propaganda brasileira, o pessoal de criação mostra aos anunciantes que é possível trabalhar o varejo com qualidade, bom gosto e posicionamento de marca.

Para tudo ficar bem, só falta mesmo banir por completo o abominável splash e os bordões ridículos que alguns ainda insistem em utilizar.

autora:Adriana Baggio
fonte: webinsider

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Dica de Leitura: (clique na imagem para mais detalhes)


Varejo no Brasil: Gestão e Estratégia
JURACY PARENTE

A boa ou má impressão causada por design e arquitetura da informação nos sites visitados é determinante para a avaliação de seu conteúdo. A conclusão vem de uma pesquisa antiga, porém ainda válida.

Nos ambientes interativos as mudanças são muito rápidas. Outras percepções não mudam tanto assim. É o caso de uma pesquisa realizada em 2002 pelo Laboratório de Tecnologia Persuasiva da Universidade de Stanford. Foi publicada pelo Consumer Reports Webwatch e revela dados até hoje válidos sobre como os usuários avaliam a credibilidade de um site.

O estudo contemplou 10 categorias diferentes e foi realizado com 2.684 participantes, sendo 50,1% mulheres e 49,9% homens, com idade média de 40 anos e com um uso da internet de aproximadamente 19 horas por semana.

Para 46,1% dos participantes da pesquisa, o design do site é o principal fator que determina sua credibilidade. Os pesquisadores relataram que na avaliação do design, foram levados em consideração fatores como a disposição do conteúdo e imagens, esquema de cores, tipografia e outras formas de composição de layout.

Na avaliação por categoria, os entrevistados relataram que o design é fundamental para transmitir credibilidade em sites de finanças (54,6%) e, em segundo lugar, para os mecanismos de busca (52,6%).

Os pesquisadores constataram, inesperadamente, que os usuários confiam plenamente no design para determinar sua credibilidade. A previsão era a de que os usuários utilizariam critérios mais rigorosos de avaliação.

Os especialistas concluíram que um conteúdo de qualidade não é suficiente para transmitir credibilidade aos usuários. Para eles, os designers devem ter uma noção bem clara sobre o impacto visual que o projeto terá. Nos sites em que o design foi essencial para determinar sua credibilidade muitos dos entrevistados utilizaram o termo “profissional” para defini-los.

“O projeto visual é o primeiro teste de credibilidade de um site, se falhar nesse critério, os usuários tenderão a abandonar o site e buscar outras fontes de informação e serviço”, destacam os pesquisadores.

Depois do design, o segundo critério mais apontado pelos usuários foi a arquitetura da informação, sendo mencionada por 28,5% dos participantes. As expressões “ruim” e “fácil” foram as mais sugeridas para definir a navegação dos sites testados, sendo que aqueles que apresentaram uma “fácil navegação” eram vistos como sendo os de maior credibilidade, comprovando o impacto da arquitetura da informação na avaliação.

É claro que nenhum site sobrevive sem um conteúdo atrativo, mas é interessante notar que somando-se os dados, percebemos que o design e a arquitetura da informação são responsáveis por 75% do que os usuários consideram ser um site com “credibilidade”.

Isso demonstra que a forma como uma empresa se relaciona e se comunica, assim como apresenta seus produtos e diferenciais, são decisivos para que um projeto web dê certo.

O design não é mais uma coisa subjetiva para cada um, mas sim coletiva. Todos querem ver páginas bonitas e inovadoras, o que para as agências significa muita pesquisa, criatividade e atualização constante.

Assim como é fundamental planejar a arquitetura da informação. Se você não for inteligente no momento de dispor as informações de seu site o internauta vai perceber isso e o pior, não volta mais.

Ter um conteúdo diferenciado e ferramentas de interatividade também são essenciais para as empresa que desejam se relacionar e ouvir seus usuários e consumidores através da internet, com o intuito de reverter esse feedback em prol de seu próprio aperfeiçoamento.

Confira os resultados da pesquisa

Fatores determinantes de credibilidade

1. Design Look (Design do site): 46.1%
2. Information Design/Structure (Arquitetura de informação/Estrutura): 28.5%
3. Information Focus (Foco da informação): 25.1%
4. Company Motive (Segmento da empresa): 15.5%
5. Information Usefulness (Utilidade da informação): 14.8%
6. Information Accuracy (Exatidão da informação): 14.3%
7. Name Recognition and Reputation (Reconhecimento do nome e reputação): 14.1%
8. Advertising (Anúncios): 13.8%
9. Information Bias (Parcialidade na informação): 11.6%
10. Writing Tone (Tom da texto): 9.0%

Dentre outros dados interessantes da pesquisa, os participantes relataram alguns requisitos básicos essenciais em todo e qualquer site. Toda empresa deve divulgar claramente endereços físicos, telefone e e-mail de contato, além da descrição de sua missão.

As políticas de privacidades devem estar facilmente disponíveis e, no caso de comunicações por e-mail, qualquer mudança na política de privacidade deve ser comunicada, além de permitir facilmente o opt-out.

Autor: Renato Mendes
Fonte: webinsider

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Dica de Leitura: (clique na imagem para mais detalhes)


250 Segredos para Web Designers
MOLLY E. HOLZSCHLAG

Depois do uso da internet aplicada aos negócios (e-business), quais seriam as próximas tendências de maior impacto nos processos de negócio das empresas?Uma delas é, com toda a certeza, a convergência entre a Internet e a telefonia móvel (comunicação sem fio), processo que vem sendo chamado no meio empresarial como mobile business ou m-business.

A diferença é simples, mas muito significativa: no e-business, temos um modelo centrado no PC, ou seja, o usuário vai onde o computador está. Já no m-business, é o computador que está onde quer que o usuário vá, ou seja, um modelo totalmente centrado no usuário.

O m-business já começou

Muitas empresas já estão obtendo resultados importantes com o m-business. O segredo para sair na frente está em alavancar os investimentos já realizados em infra-estrutura para internet, estendendo o alcance das aplicações e conteúdos baseados na Web. O que antes só era possível de ser acessado através de um desktop plugado à rede, deve ser atualizado para ser distribuído para uma variedade de dispositivos móveis.

Para entender como isto é possível, basta fazer uma analogia com a evolução da internet nas empresas. O primeiro estágio da internet foi a troca de mensagens através de e-mail, uma aplicação simples, mas poderosa, tanto que é utilizada até hoje. Da mesma forma, no caso do m-business, tudo começa com a troca de mensagens curtas (de até 160 caracteres) através do celular, um serviço conhecido como SMS (Short Message Service). É nesta aplicação simples, a mais utilizada em todo o mundo, que começa a convergência da internet com a telefonia móvel.

A segunda fase é a capacidade de acessar e recuperar informações da Web. Isto pode ser feito via SMS ou através de um dispositivo móvel capaz de manter uma conexão em tempo real com a Internet. O problema é que a informação que está na Web não é adequada para ser acessada por dispositivos móveis como telefones celular e PDAs (ou a combinação dos dois, os chamados smartphones). O segredo neste estágio é como tratar estas informações.

O último estágio é onde ocorrem as transações comerciais através do canal móvel. Consideram-se aqui as transações com clientes (m-commerce) ou com colaboradores (o fechamento de uma ordem de serviço, por exemplo). É nesta fase que ocorrem as principais mudanças nos processos de negócios da empresa. Uma companhia área, por exemplo, pode fazer o check-in de seus passageiros no estacionamento do aeroporto. Isto exige adequação dos processos de negócio atuais e treinamento dos colaboradores.

É importante que as empresas comecem a entender como estes três estágios vão influenciar os processos de negócios atuais, que oportunidades eles trazem, as tecnologias envolvidas em cada etapa e, o mais importante, de que forma eles devem ser conduzidos pelas empresas para criar estratégias de negócio “sem fio”.

Autor: Rodrigo Leal é diretor de negócios da Vola Brasil, empresa que disponibiliza infra-estrutura e ferramentas de SMS e m-business.
Fonte: http://www.wbibrasil.com.br




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